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Headphones Bose SoundLink II a €124.99

17-11-2020 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Os headphones Bose SoundLink II estão ao preço mais reduzido de sempre, sendo uma proposta tentadora para quem procurar headphones BT de qualidade.

Embora sejam um modelo já com vários anos, os Bose SoundLink II continuam a oferecer uma excelente qualidade sonora, e relembram-nos que no campo do "som", a qualidade é intemporal (uns bons headphones de há 15 ou 20 anos, ou colunas, continuam a providenciar excelente som nos dias de hoje). E é por isso que esta promoção de Black Friday antecipada se torna bastante interessante.

Os headphones Bluetooth Bose SoundLink II estão disponíveis por 124.99 euros, na Amazon Espanha.


É o preço mais baixo de sempre para estes headphones, que nos últimos anos têm mantido um preço na ordem dos 170 a 200 euros, apenas com algumas raras promoções ocasionais que o traziam para os 150 euros.

Por isso, se era um dos headphones que gostariam de ter mas onde o entrave era o preço, talvez agora já esteja posicionado no patamar em que isso deixe de ser problema. A promoção supostamente dura até ao final do mês, mas nestas coisas o melhor é não demorar muito a aproveitar a oportunidade.


Acompanha as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

Notícias do dia

17-11-2020 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

A revelação do aumento dos preços e pioria das condições deixou a NOS "indignada" e a dizer que é mentira; o Google Pay chega a Portugal mas a Google ainda não deixa a instalar a app por cá; o GPU do M1 da Apple consegue superar uma GeForce GTX 1050 Ti; segundo a Google, já temos mais de 8 mil novos casos diários de Covid-19 em Portugal; no nosso site de cinema estreamos a nova rubrica de "chouriços da semana"; e a Google vai ser processada pelo consumo de dados "fantasma" no Android.

Antes de passarmos às notícias de hoje, temos novo passatempo que te pode valer um carregador Aukey 2x USB-C de 36W.

GitHub faz regressar youtube-dl

Depois da polémica remoção do youtube-dl e projectos relacionados, usando uma justificação que nem sequer se deveria aplicar aos projectos, o GitHub (Microsoft) muda de posição, reintegrando o youtube-dl e prometendo fazer mais esforços para proteger os developers contra pedidos de remoção abusivos.

O GitHub diz que os pedidos de remoção terão que ser melhor fundamentados, e que os developers afectados serão contactados e terão a possibilidade de disputar essa remoção antes dos seus projectos serem removidos "sumariamente", como acontecia até agora. Veremos se isso irá funcionar da próxima vez que um projecto no GitHub se tornar num alvo destes ataques.


Facebook expande ferramenta de direitos de autor a mais criadores

O Facebook vai abrir a ferramenta de direitos de autor que faz o reconhecimento de imagens e vídeos a mais utilizadores. Até agora, apenas as grandes empresas tinham acesso ao sistema que permitia enviar fotos e vídeos, de modo a que os mesmos fossem reconhecidos se fossem publicados por outras pessoas. Mas agora, também os utilizadores comuns (leia-se administradores de páginas) possam dar-lhe uso.

Quer isso dizer que praticamente qualquer página no FB poderá dizer que determinado vídeo ou imagem lhe pertence, o que por um lado vem equilibrar o cenário em termos de direitos de autor legítimos (muitas vezes com autores a serem penalizados porque uma grande empresa dizia que determinada foto ou vídeo lhe pertencia), mas também vem multiplicar o potencial para abusos. Já era altura dos sistemas de protecção de direitos de autor contabilizarem desde logo fortes penalizações para todos aqueles que usam estes sistemas de forma abusiva, em vez de serem apenas os utilizadores a terem a ameaça constante dos "3-strikes" e poderem ser expulsos de uma plataforma.


Zoom combate Zoom Bombing

O Zoom tem um novo serviço de combate ao zoom-bombing, que consiste em percorrer a web em busca de links para videoconferências, alertando o administrador das mesmas.

Com o nome pouco criativo de "At Risk Meeting Notifier", esta funcionalidade fica continuamente a monitorizar as redes sociais e sites públicos, para ver se alguém terá partilhado indevidamente o link / password de acesso a uma videoconferência, permitindo que reunião possa ser invadidada por elementos indesejados (o "zoombombing"). Uma funcionalidade interessante, mas que de nada evitará um ataque que seja combinado usando mensagens ou canais privados.


Negócio do Ransomware-as-a-Service está mais activo que nunca

Inicialmente limitado apenas aos grupos de hackers com capacidade tecnológica para criar e disseminar este malware, o negócio do ransomware tem-se tornado num império bastante mais vasto, em que existem múltplos grupos a facilitar a utilização do seu ransomware por terceiros, em troca de uma comissão.

dezenas de serviços de ransomware disponíveis à distância de uns poucos cliques, e que também ajudarão a perceber porque motivo se tem assistido a cada vez mais ataques. Estes "serviços" incentivam que qualquer pessoa se queira aventurar em ganhar dinheiro fácil (e ilegalmente), desde que tenha tempo e vontade para lançar campanhas de spam, ou esteja disposta a testar credenciais expostas na net e tentando infiltrar-se em empresas ou outras entidades. E o mais "chato" é que, com tanta oferta, não há qualquer hipótese de que qualquer ataque feito pelas autoridades possa impedir que o negócio continue, bastando aos atacantes mudar do serviço de ransomware X para o ransomware Y.


Curtas do dia


Resumo da madrugada

Venda da Honor procura escapar às restrições dos EUA

17-11-2020 | 16:21 | Apps do Android

A Huawei está a planear vender a Honor, como forma de separar a sua sub-marca e assim ter alternativa que escape às restrições dos EUA.

O gigante tecnológico chinês tem enfrentado grandes dificuldades desde que foi posto na lista negra dos EUA, passando de uma empresa que estava prestes a garantir a primeira posição na venda de smartphones mundiais, para uma que está prestes a ser ultrapassada pela Xiaomi.

Mesmo com a mudança de presidente nos EUA, a Huawei parece não querer ficar à espera e avança com a intenção de venda da sua sub-marca Honor a uma coligação de empresa chinesas. Com isto, a Huawei passaria a ter (teoricamente) um caminho alternativo para poder continuar a disponibilizar smartphones com apps e serviços da Google.

Faltará ver que posição o novo presidente Biden terá sobre este assunto, já que poderá não querer "abrir as portas" à Huawei de imediato para não ser acusado de estar sob influência dos interesses chineses. No entanto, a Huawei já conseguiu recuperar algumas coisas mesmo sob a administração Trump, pelo que não seria descabido que isso pudesse continuar a ser feito - e de momento, o mais crítico será mesmo ter o acesso às apps e serviços da Google, para que os seus smartphones não fiquem prejudicados face ao que todos os demais fabricantes, incluindo os chineses, têm acesso.

Por outro lado, nada impede que com um simples parágrafo, os EUA englobem esta nova empresa Honor "separada" da Huawei, no mesmo regime de restrições... e lá se vai a táctica por água abaixo.

Microfone Elgato Wave:1

17-11-2020 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A Elgato tem vindo a reforçar a sua gama de acessórios para o segmento dos streamers, e é nesse âmbito que lançou o microfone Wave:1.

O Elgato Wave:1 é um microfone de condensador, com ligação USB e que encaixa perfeitamente no ecossistema Elgato de produção.

Para além do microfone, que vem com uma base bastante robusta - e pesada - que dá confiança que o microfone não ande a passear pela mesa ou caia ao mínimo encontrão (e também contribui para reduzir as vibrações que chegam ao microfone), temos um cabo USB-C com comprimento generoso (2.5m), e um adaptador que permite encaixar o microfone a um braço articulado ou noutros suportes.

A qualidade de construção e dos acabamentos é excelente, o que é uma boa notícia considerando que se trata do modelo de entrada de gama da Elgato, que também disponibiliza o Wave:3 para quem desejar ir mais além.
A nível de controlos no microfone, não temos muita coisa, limitando-se a um botão que permite fazer mute, e também ajustar o volume da saída de monitorização de som.

Para além da saída digital via USB-C, temos uma sempre prática e conveniente saída de áudio analógico com ficha de 3.5mm. Uma saída que permite fazer a monitorização áudio sem qualquer dependência do sistema que se estiver a utilizar, e assim também evitando o potencial lag que por vezes o processamento digital pode adicionar - para não falar que assim também podemos utilizar o microfone de forma analógica mesmo que, por qualquer motivo, o computador esteja "indisponível".


Embora seja possível utilizar o Wave:1 como qualquer microfone comum, a Elgato disponibiliza o seu software Wave Link para maximizar o uso deste microfone, e também facilitar integração com outros produtos como o Stream Deck.

O Wave Link permite fazer a gestão de até 9 canais áudio independente, como microfone, música de fundo, som dos jogos, chat áudio, etc. e combiná-los da forma desejada, com possibilidade de se terem duas configurações de saída diferentes em simultâneo: uma para os headphones locais, outra para a saída de streaming para o serviço que se desejar usar. Desta forma o utilizador pode focar-se nuns canais, por exemplo, dispensando a música de fundo, enquanto a emissão continua com a música a ouvir-se.

Sendo um microfone com cobertura "cardióide", o Wave:1 ajuda a reduzir barulhos externos e a captar apenas a voz do utilizador, no entanto isso não invalida que um dos pontos críticos para qualquer microfone seja ter um ambiente pensando para a captação de som. Quer isso dizer que ainda assim se podem fazer ouvir coisas como um teclado, ou até as ventoinhas do PC no caso dos PCs mais barulhentos.

Quem tiver a ambição de melhorar a qualidade sonora dos seus relatos ou conversas (algo que já estará implícito para quem considera um microfone como este), poderá também ser recomendável adicionar o filtro "anti-pop" que se encaixa no seu suporte, embora o seu preço de 29.99 euros possa fazer com que muitos prefiram procurar alternativas mais em conta.
O microfone Elgato Wave:1 tem um preço oficial de 139.99 euros, e torna-se numa opção fortemente recomendada para quem já utilizar os demais produtos da marca, ou planear vir a fazê-lo no futuro.

O Elgato Wave:1 oferece uma qualidade sonora bastante aceitável para o preço, já se enquadrando no segmento em que será recomendável fazer a preparação adequada para tirar o máximo partido dele (como reduzir equipamento barulhento por perto). Tem apenas os controlos mínimos indispensáveis, o que acaba por fazer com que um dos seus maiores concorrentes seja o seu irmão Wave:3, que está disponível por um valor pouco superior (€169.99) e conta com mute digital touch e botão rotativo com mais funções e indicadores visuais no próprio microfone.

Elgato Wave:1

Quente


Prós
  • Qualidade sonora
  • Saída de monitorização analógica
  • Construção e base robusta
Contras
  • Controlos físicos limitados
  • Preço demasiado próximo do Wave:3

Elgato Wave:1

Quente (4/5)

Google Pay em Portugal com a Revolut e Visa

17-11-2020 | 14:00 | Aberto até de Madrugada

Os utilizadores de Android poderão começar a dar uso ao Google Pay através da app Revolut e respectivos cartões associados (Visa e Mastercard).

Começar finalmente a ser possível utilizar o Google Pay em Portugal. A partir de hoje, os clientes portugueses com telefones Android poderão configurar o Google Pay a partir da app Revolut; podendo adicionar o seu cartão Revolut Mastercard ou Visa à sua carteira digital, e com a possibilidade de os poder começar a usar de imediato sem ter de esperar que o cartão físico chegue pelo correio.

A Visa também diz que todos os cartões Visa em Portugal irão poder ser associados ao Google Pay, mas que isso ficará dependente das instituições bancárias implementarem essa activação a partir das suas próprias apps. Pelo que, é de esperar que não demore muito para que mesmo os bancos "normais" comecem a oferecer essa funcionalidade, que fará chegar o Google Pay a ainda mais portugueses.

O Google Pay permite efectuar pagamentos contactless com a maioria dos equipamentos Android, e também facilita o processo de fazer pagamentos online em apps e sites que disponibilizem essa forma de pagamento, dispensando os consumidores de introduzirem ou partilharem os dados dos seus cartões bancários.


Nota: a página do Google Pay com os serviços em Portugal também refere que está disponível no N26, Monese e Bunq para cartões Mastercard.

Actualização: Fonte da Google diz que por agora o G Pay será disponibilizado através das apps dos respectivos serviços: Bunq, Curve, Monese, N26, Revolut, Transferwise, e Viva Wallet; e não pela app G Pay. Embora a aplicação Google Pay não esteja disponível em Portugal, os clientes desses bancos vão poder usar o Google Pay online e em lojas onde os pagamentos com tecnologia contactless com Visa e Mastercard sejam aceites.

NOS "indignada" por acusação de aumento da mensalidade

17-11-2020 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

A ANACOM confirmou aquilo que denunciamos, quanto ao aumento de preços e pioria das condições de serviço nos operadores nacionais, mas os operadores ainda assim tentar controlar a narrativa e tentam negar que seja o caso.

Não é preciso ser especialista para ver os factos que os próprios operadores apresentam, e que neste momento os faz apresentar tarifários que, aumentando ligeiramente o preço ou mantendo-o, oferecem agora velocidades de acesso à internet muito piores do que ofereciam até agora, e ainda com o cúmulo do regresso dos limites de dados!

No entanto, perante esta constatação confirmada pela ANACOM, surgem relatos de indignação por parte dos operadores, que acusam a ANACOM de estar a mentir e a "tentar enganar os portugueses", para além de "denegrir o setor".

E qual é a defesa da NOS? É dizer que estes novos tarifários que representam um gigantesco retrocesso, apenas se aplicam a novos clientes e que por isso não afectam os clientes actuais! Sim, uma tentativa completamente desesperada de atirar areia para os olhos dos consumidores, o que na verdade não é nenhuma surpresa vindo da empresa que há anos nos quis convencer que o ilimitado tinha limites.

É de saudar que a NOS honre os tarifários e não os aumente para os clientes actuais; mas isso em nada invalida que quando for altura de os renegociar os clientes tenham que optar pelos novos tarifários actuais, assim como não invalida que um novo cliente (ou que regresse à operadora) fique limitado a tarifários que oferecem muito piores condições do que as que existiam há uns meses atrás.

Para relembrar:
NOS 3P
antes: 29.90€ - 100/100Mbps + 120 canais sem box + chamadas
agora: 30.99€ - 30/10Mbps (com 600GB de dados) + 120 canais sem box + chamadas

Além do mais, não existe qualquer desculpa para que se efectuem tais reduções a nível da velocidade de acesso, numa altura em que se deveria verificar o oposto; ou, muito menos, que voltem a ser aplicados limites de dados nas ligações fixas - o que é uma demonstração cabal dos reais interesses, e concertação entre os operadores, para voltarem a estrangular o mercado em completa oposição ao que seria esperado de um mercado concorrencial saudável.


Deliciem-se com a indignação da NOS, que nem sequer consegue evitar referir o "que realmente os incomoda" - o que se passa com a situação do 5G - e que seguramente poderá ter estado na origem dos operadores amuarem e decidirem que, como sempre, iriam ser os consumidores a pagar por isso:
Face ao comunicado emitido hoje pela ANACOM, sobre o aumento das mensalidades das ofertas 3P em 3,3%, a NOS informa:

Não é verdade que a NOS tenha subido os preços aos seus clientes, nem tão pouco reduzido a qualidade dos seus serviços.

O comunicado emitido pelo regulador, que indicia que tal aconteceu, não passa de mais uma iniciativa para tentar enganar os portugueses.

O regulador das comunicações insiste nas suas afirmações cujo único objetivo é o de denegrir o setor, recorrendo a uma narrativa conscientemente falsa.

Nunca nenhum cliente da NOS viu ou verá os seus preços aumentados, em qualquer momento, como consequência do lançamento de novas ofertas. A afirmação do regulador é pura e simplesmente falsa.

Lamentavelmente, o regulador não se congratulou nem tão pouco divulgou a redução de mais de 10% do preço na oferta de internet fixa da NOS, oferta a que dá tanta relevância. Tal revela de forma inequívoca o seu enviesamento e processo de intenções.

O presidente da Anacom é incapaz de conviver com a verdade e demonstra um absoluto desprezo pelos factos. Tal comportamento é indigno do cargo que ocupa e manifesta um profundo desrespeito pela instituição e pelo Estado em geral.

Não são claros os interesses que patrocina, mas não serão certamente os das empresas ou dos consumidores portugueses.

Tudo o que o regulador pretende com este tipo de desinformação é criar uma nuvem de fumo para distrair os portugueses das consequências dramáticas que o regulamento do leilão 5G trará para o país.

Sejamos claros. Não houve aumento de preços nem redução da qualidade. O que há é um regulamento 5G absolutamente inaceitável e um regulador que, sem argumentos, fabrica uma narrativa integralmente falsa para justificar o absolutamente injustificável.

Que tal abuso de poder, sem qualquer escrutínio e sem consequências, possa acontecer num estado de direito, deveria ser motivo de reflexão para todos.

Coluna da Noveto cria headphones virtuais via sound beaming

17-11-2020 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Noveto quer trazer a "magia" do sound beaming para as nossas salas, com uma coluna capaz de criar som que só uma determinada pessoa conseguirá ouvir.

O beam forming faz parte das tecnologias de comunicação wireless mais avançadas, mas uma vez que isso acontece no espectro invisível RF, é uma maravilha que passa completamente despercebida aos utilizadores. Mas, em breve poderá passar a ser mais perceptível ou, melhor dizendo, audível.

A Noveto está a aplicar tecnologia de sound beaming às suas colunas, que permitem fazer com que em vez de o som ser projectado para todo o lado como numa coluna normal, seja emitido para um local preciso no espaço tridimensional - que neste caso em concreto corresponderá à localização dos ouvidos do ouvinte. Quer isto dizer que essa pessoa poderá estar a ouvir música ou qualquer outra coisa, sem necessidade de headphones, e sem que as outras pessoas na mesma sala, ou até mesmo ao seu lado, consigam ouvir o que está a ouvir.

Fico curioso para ver que tal é que isto funciona na prática, pois estará dependente de fazer um tracking com precisão da posição da cabeça das pessoas; e também sobre se terá capacidade para criar múltiplos canais sonoros em simultâneo, para que uma pessoa pudesse estar a ouvir uma coisa, enquanto outra estivesse a ouvir outra.

O objectivo da Noveto é aplicar esta tecnologia a uma vasta gama de produtos, mas será necessário aguardar até ao final de 2021 para que comecem a chegar ao mercado.

Ganha um carregador Aukey 2x USB-C

17-11-2020 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez é um carregador Aukey 2x USB-C de 36W.

Com a transição para o USB-C nunca é demais actualizar alguns dos velhos carregadores USB por modelos mais versáteis e modernos, e por isso mesmo esta semana temos para oferecer este carregador compacto Aukey com 2x USB-C e capaz de fornecer até um máximo de 36W, suportando smartphones, tablets, portáteis e até consolas Nintendo Switch.


Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

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Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

O smartphone como ferramenta de estudo

17-11-2020 | 09:32 | Apps do Android



A Wiko mostra como o smartphone pode ser uma ferramenta para auxiliar o estudo.


Atualmente, o mundo mudou e a necessidade de adaptação chegou rapidamente com os smartphones a terem um papel fundamental na aquisição de novos conhecimentos e realização de trabalhos dos estudantes – agora usá-los para temas relacionados com a escola passou a ser quase prioritário.
 
Aplicações study-friendly e lembretes que valem ouro
Para os estudantes que sentem dificuldade em conciliar as aulas presenciais com as aulas virtuais, todos os trabalhos que precisam de entregar e o estudo para os testes, o calendário pode ser uma ajuda preciosa. É possível incluir um alarme e receber um lembrete na hora e no dia que se deseja, e assim consegue-se cumprir todos os prazos!
Se tens de dividir o teu tempo por várias disciplinas, existem inúmeras aplicações de monitorização de tempo que além de mostrarem o tempo necessário para cumprires o objetivo dessa disciplina, também podem servir para delineares quanto tempo dedicas a cada tarefa, bem como dedicar uma tempo de pausa do estudo para que o teu cérebro possa descansar para depois atacar em força.
Para quem precisa de fazer trabalhos de grupo, que tal pensarem em fazê-los através de uma plataforma de projetos integrados? Graças a estas plataformas é possível adicionar arquivos, modificá-los, incluir comentários e organizar tudo através do smartphone – não te recordas de nenhuma? Que tal o Google Drive?
 
Videochamadas, o novo presencial… à distância
As videochamadas foram, provavelmente uma das maiores ferramentas dos últimos meses. Graças ao teu smartphone consegues fazer este tipo de chamadas sem qualquer esforço, o que é ideal para quando precisas de organizar trabalhos de grupo com os teus colegas, fazer sessões de estudo em conjunto. Se antes os professores reservavam uma hora na semana para fazer atendimento personalizado aos alunos, hoje basta marcar o dia e a hora e através de videochamadas consegues tirar dúvidas das matérias mais difíceis, fazer autoavaliações ou receber a tua avaliação por parte do professor!
 
Redes sociais e encontros virtuais para manter o contacto
Com o teu smartphone é sempre possível manter o contacto diário com os teus colegas. Podem criar um grupo de turma no WhatsApp e irem trocando mensagens ao longo do dia, ou socializar através das redes sociais – se um dos teus colegas publica uma foto no Instagram a estudar, porque não lhe desejas boa sorte e te ofereces para o ajudar se dominares essa matéria?
Além disso, também podes optar por organizar um evento virtual todas as sextas-feiras com o teu grupo mais próximo e, através de uma videochamada, podem lanchar juntos e trocar ideias de matérias das aulas ou simplesmente colocar a conversa em dia.
 
Como vês, basta um bom smartphone, com um bom ecrã e uma bateria duradoura para teres uma ajuda preciosa tanto na tua vida estudantil, como social!
  

Nvidia Shield TV volta a melhorar com actualização

17-11-2020 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

A Nvidia lançou nova actualização para a Shield TV, continuando a sua tradição de tornar a sua box Android TV cada vez melhor a cada ano que passa.

A Shield TV tem sido uma referência a nível do que deverá ser o suporte prolongado, contando com actualizações regulares mesmo já se tendo passado cinco anos após o seu lançamento. Com o Shield Experience Upgrade 8.2.1 a box da Nvidia traz novo lote de correcções de bugs, sistema de upscaling AI melhorado (com melhor detecção de conteúdos, e correcção de um bug que causava uma linha no serviço de streaming Amazon Prime Video), correcção de um bug que podia causar o ecrã a preto ao ver conteúdos Dolby Vision com ajustes no overscan, controlo IR para projectores, controlo IR de volume para muitos mais equipamentos, comandos IR via Alexa para o controlo remoto da Shield de 2019, e melhorias na estabilidade do sistema.

Compare-se isto com o cenário da maioria das boxes Android TV, que em muitos casos ficam esquecidas e sem actualizações logo a partir do momento em que são vendidas...

Algo que seguramente deverá ser tido em conta quando se estiver em processo de decidir qual a box Android TV que se deverá comprar, especialmente se se der valor à questão da sua manutenção a longo prazo.

Covid-19 supera os 8 mil casos diários em Portugal

17-11-2020 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

Segundo os dados apresentados pela Google, Portugal já superou os 8 mil novos casos diários de Covid-19, e mantendo a temível tendência de continuar a aumentar.

A vaga inicial de Covid-19 em Março e Abril, que na altura se temia que chegasse aos 2 mil novos casos diários, é agora uma distante memória que quase já nem se nota num gráfico que, nos últimos 60 dias, nos fez passar dos 500-600 casos diários para mais de 8300 casos.

Mesmo com a promessa da chegada iminente de vacinas, parecem estar reunidas as condições para se endurecer as medidas de combate à disseminação, e um potencial regresso ao confinamento total como aconteceu na primeira vaga - ainda mais tendo em conta que os serviços nos hospitais se aproximam do temido ponto de ruptura.

Compreendendo-se o desejo de "salvar a economia" e não encerrar tudo como se fez na primeira vaga, fica demonstrado o resultado dessa opção, que se espera que possa servir de ensinamento para situações idênticas no futuro. Por cá são já mais de 3400 mortes; mas a nível mundial o número de óbitos já supera 1.3 milhões (só nos EUA somam-se mais de 11 milhões de infectados e mais de 246 mil mortes).


P.S. Continuamos sem saber que ajuda prática a app Stayaway Covid tem dado desde que foi recomendada a sua utilização.

A minha curta experiência a viver com fibromialgia, parte 2

16-11-2020 | 22:03 | Bruno Miguel

A 10 de Outubro, escrevi aqui sobre a minha experiência com fibromialgia. Passado pouco mais de um mês e várias sessões de fisioterapia depois, as únicas coisas que mudaram para melhor foram a nova medicação que me ajuda a dormir e já não sinto tanta rigidez nos músculos quando acordo. De resto, passo os dias com a sensação de que fui espancado e tenho algo a rasgar-me os músculos.

Tendo em conta que isto é crónico, #FML.

Google processada por consumo de dados "fantasma" no Android

16-11-2020 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Google está a ser processada nos EUA devido ao consumo de dados no Android, que pode superar os 250MB por mês em serviços sobre os quais os utilizadores não têm controlo directo.

Não há nada mais irritante do que ter um computador / smartphone a fazer coisas sobre as quais não se tem controlo, e é precisamente isso que está em causa relativamente à apetência do Android gastar dados dos utilizadores mesmo, aparentemente, sem ter motivos para tal. Neste caso, o queixoso usou um Galaxy S7 como exemplo, limitando-se a fazer o processo inicial de configuração inicial com uma conta Google com os parâmetros recomendados, e descobriu que mesmo com o smartphone parado e sem uma ligação WiFi, o samrtphone estava a usar 8.88 MB de dados por dia, com 94% das comunicações a serem referentes a comunicações com serviços da Google.

Mesmo com todas as apps encerradas e com o smartphone parado, existiam cerca de 16 comunicações com a Google por hora. E no caso de uma utilização "normal", o consumo de dados nestas comunicações "secundárias", ascende a cerca de 12 MB por dia, resultando em mais de 360MB por mês.

O processo exige saber mais concretamente em que consistem estas comunicações "fantasma" do sistema; e porque, no caso de situações em que se trata do envio de logs ou equivalentes, isso não é adiado até que o utilizador tenha uma ligação WiFi, que evitaria estar a gastar dinheiro aos utilizadores com tarifários com dados limitados e/ou pagos a preço excessivo.


Há comunicações que serão inevitáveis para manter o tipo de serviços que se espera, como receber notificações, saber a localização do smartphone em caso de roubo, ter widgets com o estado de tempo actualizado; etc. etc. Mas é certo que haverá outras que seguramente não são de benefício directo para o utilizador, e que deveriam estar melhor clarificadas. Por exemplo, quando o Android pergunta se queremos enviar dados para melhorar as apps, seria conveniente esclarecer se isso vai gastar dados móveis, e quantos; pois isso será fundamental para que um utilizador que tenha apenas 100MB ou 200MB de dados móveis mensais não descubra que ficou sem dados antes sequer de chegar ao final do mês.

P.S. Refira-se que este caso não se limita ao Android, desde há muitas gerações no iOS que também fico relativamente irritado ao ver os dados móveis gastos no "System Services", que também podem ser de mais de 200MB por mês.

A Apple dá-se ao trabalho de fazer a discriminação dos dados por serviços, com o Time & Location invariavelmente no topo, e que a par dos Mapping Services (e notar que não dou uso ao Apple Maps), garantem que pelo menos um consumo de 2 MB por dia estejam assegurados só para estes dois serviços. A título de exemplo, para este mês, estamos no dia 16 e estes System Services já contabilizam 85 MB.

Apple M1 com GPU superior a GeForce GTX 1050 Ti

16-11-2020 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Depois dos bons resultados do CPU no M1 da Apple, também o GPU mostra o que vale com resultados acima do esperado.

Todas as atenções têm estado voltadas para o desempenho do CPU do M1, que parece confirmar aquilo que a Apple tinha prometido; mas para além do CPU também o desempenho do GPU é de importância fundamental para permitir uma experiência de utilização à altura do esperado. Com os primeiros benchmarks do M1 no GFXBench 5.0, as coisas voltam a parecer favoráveis à Apple.

O GPU no M1 da Apple consegue superar GPUs como o da GeForce GTX 1050 Ti e Radeon RX 560, que mesmo sendo GPUs com vários anos, mantêm um nível de desempenho que se pode considerar mais que aceitável quando se tem em conta que estamos a falar de um GPU integrado, num chip com consumo máximo total de 10W está a ter resultados que superam placas dedicadas que só por si podem consumir 75W.

A Apple há muito que tem estado a investir no desenvolvimento dos seus próprios GPUs, e com o M1 demonstra que está apta a enfrentar o domínio da Nvidia e AMD neste sector. Se com o M1 de 10W consegue estes resultados, facilmente se pode extrapolar o que poderá conseguir se multiplicar esse desempenho para um chip de 100W ou 200W para um Mac Pro, por exemplo.

Mochila para portátil com ficha USB a €18

16-11-2020 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Já temos falado por diversas vezes de mochilas com portas USB que facilitam o carregamento de smartphones (ou câmaras) a partir de power banks guardados no interior, e hoje temos mais uma excelente promoção.

Embora o tempo de confinamento seja propício para se trabalhar a partir de casa, isso não evita que por vezes continue a ser necessário dar um salto ao local de trabalho. Mas, seja porque motivo for, uma mochila para transportar o portátil devidamente aconchegado e protegido é essencial, e é isso que faz esta mochila Wenig para portáteis de até 15.6".

Esta mochila para portátil Wenig com ficha USB está disponível por apenas 18.86 euros, com envio da Amazon Espanha.

Com uma ficha USB no exterior, significa que se pode ir recarregando o smartphone sem necessidade da habitual confusão de cabos a irem para o interior da mochila; embora para isso seja necessário instalar um power bank no interior (que não está incluído). Mas, também isso é fácil de resolver a preço reduzido e até com carregador wireless incluído. :)


Acompanha as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

Notícias do dia

16-11-2020 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Apple promete opção para não enviar dados das app no macOS; carta de condução digital dispensará carta física (às vezes); actualização para macOS Big Sur está a encravar MacBooks de 2013-2014; chip M1 da Apple supera Intel até em modo emulado; iPhone 12 mini com problemas de detecção no touchscreen; Nintendo regressa às origens com Game & Watch: Super Mario Bros; Smart TV, lâmpadas e frigoríficos podem ficar sem comunicações em 2021; programação visual XOD para Arduino e microcontroladores; e ainda graves falhas de segurança nas Smart TVs TCL

Antes de passarmos às notícias de hoje, temos novo passatempo que te pode valer sensores de temperatura e humidade Xiaomi.

Twitter ainda sem forma de lidar com utilizadores falecidos

Um ano após ter prometido um sistema para lidar com utilizadores falecidos, o Twitter continua sem qualquer forma oficial para lidar com estas situações, tornando-se ainda mais trágico que aconteça nesta época de Covid-19 que tem vitimado centenas de milhares de pessoas.

A promessa foi feita depois do Twitter ter revelado as intenções de eliminar as contas inactivas, esquecendo-se do facto de que isso poderia acontecer em resultado da morte do utilizador, e que poderia ser de interesse manter essa informação num sistema idêntico ao que o Facebook disponibiliza. No entanto, já passou um ano e até ao momento o Twitter ainda não deu qualquer novidade relativamente a esta situação. Esperemos que daqui por mais um ano o caso já seja diferente.


Galaxy S21 Ultra com câmara de 108MP e zoom 10X

Com a próxima geração Galaxy S21 a poder ter lançamento já no início de 2021, intensificam-se também os rumores sobre o que os novos topo de gama da Samsung irão trazer. E, tal como seria de esperar, as câmaras serão um dos pontos em que a Samsung não vai poupar esforços.

Segundo as informações mais recentes, o Galaxy S21 Ultra - a variante topo de gama da família - irá contar com uma câmara principal de 108MP com sensor de 2ª geração, acompanhada por uma câmara ultrawide de 12MP, uma com telefoto 3X de 10MP e outra com telefoto 10X óptico também de 10MP.


Consumo de internet tem estado a aumentar

Sem qualquer surpresa, um relatório que analisou a evolução no consumo de dados nas ligações de internet fixa nos EUA revela que o consumo de dados tem estado a aumentar, havendo cada vez mais pessoas atingem valores de 1TB e 2TB por mês.

A quantidade de pessoas que usam pelo menos 1TB por mês duplicou dos 4.2% em 2019 para 8.8% este ano; enquanto os utilizadores que já superam 2TB triplicou dos 0.36% para 1%. Ainda assim a média de utilização é de 384GB por mês, revelando também um aumento substancial face aos 275GB do ano anterior. E é fácil perceber que assim seja, devido aos serviços de streaming, e aos jogos que facilmente podem representar 50GB a 100GB de downloads.


Apple enfrenta novo processo de privacidade na Europa

O activista austríaco Max Schrems avançou com dois processos contra a Apple por invasão de privacidade, dizendo que os códigos IDFA (Identifier for Advertisers) permitem que a Apple e developers continuem a seguir os utilizadores sem que seja pedido qualquer tipo de permissão.

Os processos foram colocados nos reguladores na Alemanha e Espanha, e há alguns aspectos que me parecem que poderão ficar invalidados automaticamente assim que a Apple implementar aquilo que já estava planeado, de bloquear o acesso a este identificador a não ser que os utilizadores dêem consentimento expresso - algo que lançou o pânico entre o Facebook e anunciantes, e que levou a Apple a adiar a entrada em vigor dessa medida.


Curtas do dia


Resumo da madrugada





Xiaomi Mi Box 4S Pro com vídeo 8K

16-11-2020 | 16:21 | Apps do Android

A Xiaomi tem uma nova versão da sua popular Mi Box, agora actualizada para suportar vídeo 8K.

A maioria das pessoas ainda nem sequer tira partido dos televisores 4K (a não ser através dos serviços de streaming que disponibilizam essa qualidade), e o 8K então, é praticamente uma miragem. Ainda assim, a Xiaomi achou que era altura de actualizar a sua família Mi Box com a nova Mi Box 4S Pro.

A Mi Box 4S Pro já suporta saída de vídeo 8K graças ao HDMI 2.1, embora o resto das características se mantenha bastante modesta, com 2GB de RAM e 16GB de armazenamento. Teria sido mais simpático que a Xiaomi tivesse optado pelos 4GB de RAM, mas a verdade é que para funcionar apenas como box para streaming, não é preciso mais que isso.

Parece que é apenas uma actualização "forçada" para acompanhar o seu recém apresentado televisor 8K, e por agora ainda não há indicações sobre quando é que poderá chegar ao ocidente com Android TV. A versão chinesa vem com MIUI TV e vai custar cerca de 50 euros.

25 anos depois, estas confissões de adolescente ainda merecem ser ouvidas

16-11-2020 | 16:11 | Gonçalo Sá

Mellon Collie and the Infinite Sadness.jpg

O álbum mais ambicioso dos SMASHING PUMPKINS já atingiu a maioridade há algum tempo mas continua a ser um testemunho indissociável da adolescência. E poucos discos olharam de frente para a angústia e solidão do crescimento como "MELLON COLLIE AND THE INFINITE SADNESS", que 25 anos depois ainda merece lugar cativo entre os discos essenciais da década de 90.

Embora alguns insistissem em arrumar a banda de Billy Corgan na gaveta do grunge, nos dias de "Gish" (1991) e "Siamese Dream" (1993), esse sempre foi um universo demasiado limitado para uma obra que desde cedo teve aproximações ao rock alternativo ou progressivo, ao shoegaze ou ao metal, e sugeriu pontes com a folk ou a música clássica. Mas nenhum dos registos antecessores (incluindo a estimável compilação de lados B e raridades "Pisces Iscariot", de 1994), fazia antever os horizontes surpreendentemente vastos de "MELLON COLLIE AND THE INFINITE SADNESS".

Editado em 1995, o terceiro álbum dos SMASHING PUMPKINS cimentou a popularidade do quarteto de Chicago em formato duplo, explorando mais de duas horas de música quase sempre à altura da que estava para trás - e chegando muitas vezes a superar o que já tinha ficado inscrito entre o rock mais revigorante da alvorada dos anos 90.

Descrito por Corgan como uma reflexão sobre a condição humana a partir de um olhar assumidamente adolescente, com inspiração directa nos primeiros anos da sua juventude, foi um excercício de catarse tardio e um fechar de ciclo traduzido numa viagem agridoce pelo dia e pela noite ("Dawn to Dusk" e "Twilight to Starlight", títulos dos discos 1 e 2, respectivamente) através de uma voz inadaptada e incompreendida.

Sim, boa parte das letras tem doses desmesuradas de umbiguismo e não foge à autocomiseração (o título não leva ninguém ao engano, admita-se), e o registo nasalado do vocalista também pode gerar reservas. Mas esse acaba por ser um preço baixo a pagar pela grandiosidade melódica e ousadia estética de um álbum com canções ao nível da ambição, criado por uma banda no topo da sua forma. Foi o último disco nascido da formação clássica dos SMASHING PUMPKINS, com James Iha na guitarra, D'arcy Wretzky no baixo, Jimmy Chamberlin na bateria, Corgan como voz principal e multi-instrumentista. Ilha compôs duas das canções mais contidas e uma delas, "Farewell and Goodnight", encerra o disco com as vozes de todos os elementos, gesto simbólico de um álbum que resultou de uma sinergia mais forte do que os anteriores e no qual os músicos não se limitaram (ou pelo menos, não tanto) a ser meros executantes da vontade do mentor.

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Outra diferença nos créditos foi o papel dos produtores, que além de Corgan incluíram Alan Moulder e Flood, substituindo assim Butch Vig, cúmplice dos registos antecessores. Uma forma de ajudar à fuga da zona de conforto e com direito a duas sessões de gravação em simultâneo, com a banda separada e decidida a captar uma sonoridade mais próxima do formato ao vivo. Um álbum duplo já seria especialmente frutífero, mas o processo acabou por gerar mais cerca de 30 canções que ficaram de fora, editadas na caixa "The Aeroplane Flies High" (1996), sintoma de uma sumptuosidade que rivalizou com a do "White Album", dos Beatles, ou "The Wall", dos Pink Floyd, duas das maiores referências na concepção de "MELLON COLLIE AND THE INFINITE SADNESS". 

Apesar da duração, torna-se difícil destacar pontos altos quando estão aqui tantas das melhores canções dos SMASHING PUMPKINS. Os singles, desde logo, são todos excepcionais e clássicos do seu tempo ("Bullet with Butterfly Wings", "1979", "Zero", "Tonight, Tonight", "Muzzle" e "Thirty-Three"), e se um ou outro pode ser vítima de desgaste radiofónico ao fim de 25 anos, não faltam outros temas de calibre comparável (re)descobrir.

Mellon Collie and the Infinite Sadness.jpg

Da belíssima abertura instrumental da faixa-homónima à esquecida "By Starlight", perto do final, que já parecia antever os territórios atmosféricos do tão subestimado "Adore" (1998), esta música mantém-se apaixonante e urgente tanto nos momentos de explosão como nos de introspecção. Petardos como "An Ode to No One", "Where Boys Fear to Tread", "Bodies" ou "Here Is No Why" são exemplo de uma banda com uma secção rítmica inatacável; "To Forgive", "In the Arms of Sleep" ou "Stumbleine" desaceleram em alguns dos episódios mais comoventes; "Love", "Cupid de Locke", "Thru the Eyes of Ruby" ou "Porcelina of the Vast Oceans" mergulham a fundo no inesperado e em domínios particularmente expansivos no percurso dos SMASHING PUMPKINS.

Ao longo de 28 faixas, o resultado mantém-se quase sempre entre o intrigante e o brilhante ("Tales of a Scorched Earth" será dos poucos escorregões e podia ter sido guardada para "The Aeroplane Flies High"), com uma versatilidade capaz de conjugar o eléctrico e o acústico ou o electrónico e o orquestral, enquanto sinalizou a banda certa no momento certo. E o melhor é que não fica refém da nostalgia: além do fôlego épico, tem uma força intemporal, ou que pelo menos não parece ter sido abalada ao fim de 25 anos. Alegria criativa infinita, portanto.

Ao longo de 28 faixas, o resultado mantém-se quase sempre entre o intrigante e o brilhante ("Tales of a Scorched Earth" será dos poucos escorregões e podia ter sido guardada para "The Aeroplane Flies High"), com uma versatilidade capaz de conjugar o eléctrico e o acústico ou o electrónico e o orquestral, enquanto sinalizou a banda certa no momento certo. E o melhor é que não fica refém da nostalgia: além do fôlego épico, tem uma força intemporal, ou que pelo menos não parece ter sido abalada ao fim de 25 anos. Alegria criativa infinita, portanto.

Vacina Covid-19 da Moderna com 94.5% de eficácia

16-11-2020 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

O cenário Covid-19 fora de controlo faz com que o foco nas vacinas se torne numa das soluções mais desejadas, e há uma nova vacina que diz ter excelentes resultados e ser de distribuição mais simples.

Nunca tanta atenção foi dada a uma vacina nestas últimas décadas como a que está a ser dada à vacina Covid-19, com várias empresas em contra-relógio para lançarem no mercado uma que permita controlar o flagelo que se tornou numa pandemia global. E com isso também se fica informado quanto às dificuldades logísticas que algumas das vacinas apresentam.

Uma vez que usa mRNA, que se degrada com facilidade, a vacina da Pfizer tem que ser mantida a temperaturas de -70ºC durante o transporte e armazenamento. Já no caso desta vacina da Moderna, para além de uma eficácia de 94.5% (acima do que os investigadores esperavam), tem a grande vantagem de poder ser mantida até 30 dias a temperaturas normais de frigorífico, entre 2ºC e 8ºC - algo que facilitará imensamente toda a cadeia logística de distribuição.

A empresa diz que terá 20 milhões de doses prontas até ao final do ano, e poderá produzir entre 500 milhões e 1000 milhões de doses em 2021. Tal com a da Pfizer, também a vacina da Moderna precisará de duas doses.

Carta de condução digital dispensará carta física (às vezes)

16-11-2020 | 14:00 | Aberto até de Madrugada

O Governo anunciou que irá adoptar mais documentação digital, incluindo carta de condução e documentos dos veículos, dispensando a necessidade dos documentos em papel - mas nem sempre.

Num anúncio um pouco estranho, o Governo anunciou a remodelação de algumas coisas referentes ao Código da Estrada, incluindo a adopção da documentação em versão digital. Estranho porque o Governo se parece esquecer por completo que já tem a app id-gov.pt há anos, que dá acesso a documentos digitais, incluindo a carta de condução.

Seja como for, o objectivo é dispensar a necessidade da carta de condução física e documentação do veículo - se bem que essa comodidade pode acabar por se tornar num transtorno acrescido, já que fica dependente dos agentes da autoridade terem equipamentos capazes de validar os documentos digitais apresentados. No caso de não o terem, caberá ao condutor ter que os apresentar, em formato físico(!), na esquadra num prazo de cinco dias - o que demonstra o ridículo de todo o sistema, sendo que no mínimo se exigiria que pelo menos na esquadra tivessem os meios para validar a documentação digital.

É certo que qualquer tipo de transição de papel para digital será inevitavelmente acompanhada de contratempos; mas seria de esperar que pelo menos houvesse um rumo melhor definido do que acenar com a comodidade de não precisar documentos físicos, apenas para depois os exigir de forma ainda mais intrusiva e incómoda para os cidadãos.

No fundo, acaba por não mudar nada face ao que já tinha sido prometido há mais de um ano: podemos aderir aos documentos digitais, mas será preciso manter as versões em papel por perto.

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