PlanetGeek
№ 01

Empresa lança "electricidade gaming" na Alemanha

A SWK Energie lançou um tarifário que diz ser criado especificamente para os gamers na Alemanha.

Com os tarifários de energia destinados aos carros eléctricos a terem-se tornado comuns, uma empresa alemã de energia decidiu apostar num público pouco habitual: os gamers. A SWK Energie lançou o plano meinGAMING, que diz ser direccionado para famílias com consumos elevados de eletricidade, como aquelas que utilizam vários PCs gaming potentes. Apesar do nome e da campanha promocional, a empresa felizmente não chega ao ponto de dizer que se trata de "energia especial" que aumente o desempenho dos jogos ou dos jogadores, é simplesmente um plano pensado para quem consomos elevados de electricidade.

Segundo a empresa, a tarifa começa a fazer sentido para casas com um consumo superior a 2.500 kWh por ano, seja devido a gaming, streaming ou simples utilização de muitos equipamentos. O plano tem um preço base mais elevado, pelo que pode acabar por não compensar para quem tenha um consumo reduzido. A campanha utiliza vários elementos associados à cultura gaming, incluindo comparações com a estabilidade de um "servidor favorito" e marketing através de streamers. É mais um exemplo de como as empresas tentam aproximar os seus produtos deste mercado, que já vai muito além de placas gráficas, periféricos e cadeiras. No entanto, neste caso, o objectivo é simplesmente encontrar consumidores que gastam bastante energia, independentemente de serem gamers ou não.

Note-se que não é o único caso de empresas a fornecerem electricidade "especial". No Japão já falamos dos casos em que alguns clientes pagaram por postes de electricidade privados, para terem electricidade mais pura e livre de interefrências, para desfrutarem de um som audiófilo! Acho que será apenas uma questão de tempo até que algum comercializador de electricidade comece a vender electricidade gaming que diga ser mais rápida e que reduza o lag nos jogos online!

№ 02

Google Japão mostra teclado com teclas rolantes

Da Google Japão chega-nos mais um teclado pouco prático mas engraçado, desta vez com teclas móveis montadas em fileiras rolantes.

Não sei porquê, mas a Google Japão tem um fascínio pela criação de teclados. No passado já nos mostrou um teclado Gboard físico, um teclado bubble wrap de rebentar bolhas, e até um teclado sem teclas.

Desta vez, mesmo não sendo 1 de Abril, traz-nos o teclado Gboard Conveyor Belt Version, em que as teclas estão permanentemente a rodar, sendo preciso apanhá-las no momento certo. Para escrever mais rápido bastará acelerar a velocidade de transporte das teclas!


Com um pouco de cuidado quase que se tornaria num interface perfeito para jogar aqueles jogos de música com notas a cair e em que temos que clicar nos botões no momento certo!

Isto... ou então o Japão está a expandir o dia 1 de Abril para que se aplique a todos os dias do ano...

№ 03

Figure destrói os seus robots ao estilo Terminator

A Figure replicou na vida real a icónica cena do Terminator 2, fazendo os seus robots humanóide F.02 saltarem para uma fornalha de metal derretido.

Como forma de subir um pouco no ranking dos tópicos faladas na net, a Figure decidiu transformar o processo de desactivação dos seus antigos robots humanóides F.02 num espectáculo visual. A empresa fez os seus robots saltarem literalmente para uma fornalha, numa cena inspirada no Terminator 2 - com a justificação, tal como no filme, de que era a "única forma" de garantir que os componentes proprietários não acabavam nas mãos de terceiros. A ideia incial partiu precisamente do "Mr. Terminator" ele mesmo, sendo Arnold Schwarzenegger a sugerir a ideia, e a celebrar a sua conclusão com um apropriado "Hasta la vista, F.02"

A Figure teve que fazer tudo isto na Finlândia, já que as fundições contactadas nos Estados Unidos e no México recusarem receber robots equipados com baterias de iões de lítio. O desafio seguinte foi ensinar os F.02 a saltar com precisão para dentro da fornalha, algo que a empresa treinou recorrendo a simulações e saltos de teste com airbags.

F.02 Decommission https://t.co/NAJsRpplR8

— Figure (@Figure_robot) September 30, 2026

Here are some of the behind the scenes for the F.02 Decommission To be clear: we actually trained our robots to jump autonomously, shipped them to Finland, and had them leap into a vat of molten steel https://t.co/snm3Mz2v8z

— Brett Adcock (@adcock_brett) September 30, 2026
Na fundição, apesar das temperaturas extremas e dos intensos campos electromagnéticos, os F.02 conseguiram executar os seus programas e completar o objectivo - mesmo com câmaras e outros equipamentos electrónicos a falhar devido às condições extremas.

O metal resultante não foi simplesmente descartado. A Figure enviou as barras de aço de volta para os Estados Unidos, onde estão a ser transformadas numa edição limitada de objectos comemorativos dos F.02. Assim, em vez de simplesmente desaparecerem, os robots acabaram por ser reciclados numa pequena parte da história da empresa.

№ 04

Troca da película do iPhone Duo vai custar $19 na Apple

A Apple vai disponibilizar um serviço de substituição da película de protecção do ecrã dobrável do iPhone Duo, e a preço reduzido.

A Apple confirmou que a camada de protecção do ecrã interior do iPhone Duo poderá ser removida e substituída. Uma informação que poderá sossegar aqueles que se preocupavam com os eventuais riscos de unhas ou desgaste de uso, já que se trata de uma película com nanotextura para reduzir os brilhos.

Esta camada tem uma função importante no design do equipamento, já que ajuda a disfarçar a dobra existente no centro do ecrã dobrável. Como seria de imaginar, a Apple assegura ter feito um trabalho significativo de engenharia para garantir que o material se mantém em boas condições durante o maior período possível, mas reconhece que a película continuará a sofrer desgaste com o uso, podendo tornar a dobra mais visível ao longo do tempo.
Nos Estados Unidos, a Apple anunciou que o serviço de substituição da película custará apenas 19 dólares, mas há que referir que este preço é para os subscritores dos planos AppleCare+. O preço para clientes sem cobertura ainda não foi divulgado, sendo de esperar que seja substancialmente mais caro.

Fica também por esclarecer se esta substituição ficará reservado às Apple Stores e Apple Authorized Service Providers, ou se será um procedimento que os utilizadores possam fazer por si mesmos, se assim o desejarem (embora seja discutível se haverá muitos clientes dispostos a arriscar danificar o ecrã de um iPhone cujo preço começa nos 2.400 euros).

№ 05

Raspberry Pi de 2GB volta a aumentar

O popular Raspberry Pi volta a sofrer aumentos devido ao custo da RAM, desta vez afectando as versões de 2 GB.

O aumento do custo das memórias RAM tem afectado tudo e todos, e os Raspberry Pi - outrora conhecidos por serem extremamente económicos - não escapam. A Raspberry Pi anunciou novos aumentos de preços para as versões de 2 GB do Raspberry Pi 4 e Raspberry Pi 5. A empresa explica que a situação se tornou insustentável e que não consegue manter os preços anteriores, depois de ter conseguido evitar aumentos nestes modelos durante a última revisão, em Abril.

A partir de agora, o Raspberry Pi 4 de 2 GB passa a custar 67,50 dólares, enquanto o Raspberry Pi 5 de 2 GB sobe para 77,50 dólares. Em ambos os casos, o aumento é de 12,50 dólares. Os restantes modelos não são afectados por esta alteração, incluindo as versões de 1 GB do Raspberry Pi 4 e Pi 5 e os Compute Module 4 e 5 com 2 GB.

A recomendação é a de que os clientes escolham os Raspberry Pi com memória adequada às suas necessidades, para não estarem a pagar mais; e termina com a esperança de que os preços da memória acabem por baixar e possam voltar as preços anteriores. Uma esperança que infelizmente poderá demorar anos a acontecer, e que poderá não agradar a todos os fãs que se sentiram traídos pelo bloqueio da troca de RAM nos RPI. Por outro lado, as opções alternativas também se vão reduzindo devido ao custo da RAM.

№ 06

Telescópio espacial Nancy Grace Roman poupou combustível para 20 anos

O lançamento do telescópio espacial Nancy Grace Roman correu de forma tão perfeita que permitiu poupar combustível para mais de 20 anos de operação.

O Nancy Grace Roman foi lançado em Agosto e, apesar de ser o primeiro telescópio espacial a ter sido concebido para permitir operações de reabastecimento, as coisas parecem ter corrido da melhor forma possível.

O Nancy Grace Roman Space Telescope poderá operar durante pelo menos 22 anos, mais do dobro do que a NASA inicialmente previa. O observatório foi lançado com combustível suficiente para uma missão de cinco anos, com possibilidade de extensão por mais cinco, mas a trajectória extremamente precisa do lançamento permitiu poupar uma quantidade significativa do mesmo. O lançamento colocou o Roman numa trajectória tão precisa que a primeira grande correcção de curso consumiu apenas cerca de 18 kg de hidrazina, muito abaixo dos 200 kg inicialmente previstos para essa manobra. O telescópio também acabou por pesar cerca de duas toneladas a menos que o limite para o lançamento, permitindo à equipa carregar os quatro depósitos de combustível até à sua capacidade total.

O Roman vai viajar até ao ponto L2, onde deverá entrar numa órbita em torno do ponto de equilíbrio gravitacional entre a Terra e o Sol. A missão terá como objectivo estudar algumas das maiores estruturas do Universo, incluindo galáxias, matéria escura e energia escura. O seu Wide Field Instrument conta com 18 detectores de infravermelhos e pode observar uma área do céu cerca de 100 vezes maior do que o Hubble, com uma resolução semelhante.

A maior autonomia também reduz a necessidade de uma futura missão de reabastecimento. O telescópio inclui um sistema de acoplamento e componentes preparados para uma eventual missão robótica de manutenção. Para já, todos os principais sistemas estão a funcionar como previsto, incluindo os 18 detectores do instrumento principal e o coronagraph destinado a observar directamente exoplanetas. Com as próximas correcções de trajectória consumam menos combustível que o previsto, a NASA poderá ganhar ainda mais alguns anos de operação científica.

№ 07

Comma.ai sob investigação após acidentes mortais

A Comma.ai quer facilitar o acesso aos sistemas de condução autónoma, mas está também sujeita à responsabilização quando as coisas correm mal.

A autoridade rodoviária norte-americana NHTSA abriu uma investigação aos sistemas de condução autónoma open-source da comma.ai, depois de ter registado cinco acidentes envolvendo veículos equipados com estes dispositivos. Segundo a informação disponível, os carros colidiram com veículos parados ou que circulavam lentamente. Estes acidentes provocaram três mortes e 11 feridos, alguns deles com gravidade. A investigação pretende perceber se os sistemas conseguem detectar e reagir adequadamente a obstáculos na trajectória.

A comma.ai desenvolve o openpilot, um sistema de assistência à condução que pode acrescentar funcionalidades como lane centering e adaptive cruise a veículos compatíveis. A empresa diz que o seu hardware funciona com mais de 350 modelos de 27 marcas, e que é actualmente usado em mais de 30.000 veículos. Ao estilo do FSD da Tesla, trata-se de um sistema de assistência de nível 2 que exige que o condutor permaneça atento e pronto a assumir o controlo.

A principal preocupação da NHTSA está relacionada com a capacidade do sistema para reconhecer veículos parados ou lentos. Pelo menos dois dos cinco acidentes envolveram veículos imobilizados, incluindo um veículo de emergência cujo acidente resultou em três mortes. Noutro caso, o veículo equipado com comma.ai embateu num automóvel que estava a entrar na faixa de rodagem. A agência também pretende determinar que versão do software estava instalada em cada veículo, uma vez que pelo menos dois acidentes envolveram versões modificadas do openpilot, incluindo o caso fatal.

Curiosamente, também a Tesla já enfrentou problemas idênticos com o FSD. Neste caso, o objetivo nesta fase é recolher informação sobre os acidentes, analisar o comportamento do sistema, e determinar se existe um problema de segurança que justifique uma investigação mais aprofundada ou outras medidas. A comma.ai continua a disponibilizar o openpilot como software open source e recomenda que os utilizadores mantenham o sistema actualizado e a atenção permanente enquanto conduzem.

№ 08

Corrida autónoma A2RL em Imola termina com apenas 2 carros

Demonstrando a complexidade da criação de sistemas de condução autónomos em ambientes de corrida, apenas 2 dos 5 carros terminaram uma prova em Imola, com dois deles a terem colidido.

Dois carros de competição autónomos chocaram durante uma corrida a alta velocidade no circuito de Imola, em Itália, num dos momentos mais marcantes da mais recente prova da Abu Dhabi Autonomous Racing League (A2RL). Um carro da PoliMove embateu no veículo da Unimore na zona de Rivazza, uma sequência de curvas particularmente difícil. Dos cinco carros que chegaram à final, apenas dois conseguiram terminar a corrida, mostrando de forma bastante clara os limites ainda existentes da condução autónoma em situações extremas.

O acidente aconteceu depois de o carro da Unimore perder os dados dos sensores LiDAR e radar e activar uma paragem de segurança. Sem informação suficiente para determinar a sua posição com precisão, o veículo não conseguiu continuar a alta velocidade. O carro da PoliMove detectou o obstáculo e iniciou uma manobra evasiva, mas estava apenas 1,5 segundos atrás. Com a travagem da Unimore a atingir cerca de 1 g, não teve tempo nem espaço suficientes para evitar a colisão (podem vÊ-lo no vídeo que se segue, aos 29m10s).


Outro carro, da equipa TUM, também abandonou antes da partida devido a uma falha mecânica no travão traseiro. Estes incidentes mostram que tornar os carros autónomos mais rápidos não depende apenas de processadores ou algoritmos mais avançados. Um sistema pode detectar um perigo, tomar a decisão correcta, e iniciar uma manobra de emergência, mas num cenário de corrida dde alta velocidade, pode não ter tempo suficiente para evitar um acidente. Da mesma forma, uma falha mecânica pode deixar inutilizado até o software mais sofisticado.

É precisamente por isso que competições como a A2RL são importantes para o desenvolvimento da condução autónoma. As corridas permitem testar sensores, localização, previsão de movimentos e controlo do veículo a velocidades elevadas, sem colocar um piloto humano em risco. Situações como perda de sensores, curvas sem visibilidade, travagens inesperadas e falhas mecânicas criam casos que podem ajudar a desenvolver sistemas mais resistentes para utilização no mundo real. A próxima prova poderá tornar o desafio ainda maior, com mais carros, menos tempo de testes ou até restrições o uso de GPS.

№ 09

Sideloading no Android fica mais complicado

Com as novas regras, instalar directamente apps (sideloading) num dispositivo Android fica um pouco mais complicado.

A Google começou a aplicar as novas regras de Developer Verification no Android, limitando a instalação de apps de programadores não verificados em dispositivos com Google Play Services. A primeira fase arrancou no Brasil, Indonésia, Singapura e Tailândia, abrangendo apps distribuídas através de determinadas lojas, com a implementação global a estar prevista para 2027. Mas, por enquanto, os utilizadores continuam a poder instalar apps não verificadas fora dessas lojas.

As novas regras não afectam apenas apps de origem potencialmente duvidosa. Apps distribuídos através de plataformas como o GitHub e F-Droid ou aplicações modificadas pela comunidade também podem ser considerados não-verificados. No caso das apps já instaladas antes da entrada em vigor das restrições, continuam a funcionar mas futuras actualizações podem exigir que o utilizador siga um dos novos processos de instalação.
Para os utilizadores avançados existem várias alternativas. A própria Google disponibiliza o Advanced Flow, que exige activar as Developer Options, autorizar apps de programadores não verificados, reiniciar o dispositivo e aguardar 24 horas antes de concluir o processo (processo desenhado para dar um período de reflexão em casos de ataques fraudulentos em que os atacantes dessem instruções para tal). Outra opção é utilizar o ADB, que permite instalar APKs sem qualquer período de espera, ou usar ferramentas como o Shizuku, embora isso seja mais adequado para utilizadores avançados - isto sem esquecer que, nos dispositivos com root, também se continua a manter total controlo sobre o dispositivo. Os utilizadores de custom ROMs, como o GrapheneOS ou LineageOS, também ficam fora do sistema de Developer Verification da Google.

Depois de concluir o Advanced Flow, não é necessário manter as Developer Options activadas para manter a autorização escolhida e instalar apps via sideloading. Para a maioria dos utilizadores, que instala apps através da Play Store e de outras lojas suportadas, não haverá qualquer mudança perceptível. Para quem recorre frequentemente de sideloading, haverá alguns ajustes; sendo que, na maioria dos casos, bastará ter a paciência para aguardar 24h na activação dessa opção - que basta ser feita apenas uma única vez.

№ 10

Home Assistant Cloud passa a Home Assistant Link

O Home Asistant Cloud muda de nome para Home Assistant Link, mas mantém as funcionalidades e os mesmos princípios.

A Nabu Casa decidiu mudar o nome do Home Assistant Cloud para Home Assistant Link, numa tentativa de deixar mais claro como o serviço funciona. A empresa considera que o termo "cloud" ganhou conotação negativa nos últimos anos devido a serviços obrigatórios, aumentos de preços, dependências, e preocupações relacionadas com a utilização de dados. O novo nome pretende reforçar a ideia de que o serviço é totalmente opcional e serve, sobretudo, para ligar o Home Assistant a serviços online.

O Home Assistant Link permite aceder remotamente ao sistema a partir de qualquer local de forma fácil, integrar o Home Assistant com plataformas como Alexa e Google Home, utilizar serviços online de speech-to-text, e guardar backups na Internet. No entanto, a plataforma continua a funcionar localmente sem o Link. Se uma subscrição for cancelada, as funcionalidades essenciais de smart home continuam disponíveis - embora algumas funcionalidades adicionais deixem de funcionar.
A privacidade é também uma das principais diferenças destacadas pela Nabu Casa. A empresa garante que os dados utilizados através do Link são encriptados e que apenas o utilizador possui a chave necessária para lhes aceder. O modelo de subscrição serve ainda para financiar o desenvolvimento do Home Assistant, com a maioria dos lucros a ser direccionada para a Open Home Foundation, que apoia o projecto e o seu ecossistema open source.

A mudança de nome deverá tornar-se oficial com o lançamento da versão Home Assistant 2026.12, prevista para Dezembro. Entretanto, a Nabu Casa está a fazer outras melhorias no serviço, incluindo uma nova área de gestão de contas, ferramentas de configuração mais simples, funcionalidades experimentais de speech-to-text e uma nova infraestrutura para tornar o acesso remoto mais rápido. Apesar do novo nome, a ideia central mantém-se: proporcionar uma ligação opcional entre o Home Assistant local e serviços online, sem obrigar os utilizadores a depender da cloud.

№ 11

Robot Atlas tem novas mãos

A Boston Dynamics partilhou detalhes sobre as novas mãos que criou para o robot humanóide Atlas, com apenas quatro dedos.

A nova geração do robot humanoide Atlas recebeu uma mão completamente redesenhada, criada para combinar destreza, força e resistência em tarefas físicas reais. Em vez de tentar replicar todos os movimentos de uma mão humana, a abordagem aposta no compromisso entre capacidade, custo, fiabilidade e facilidade de produção. A nova mão tem quatro dedos e 13 graus de liberdade (DOF), com accionamento directo e actuadores protegidos no interior da estrutura (em oposição aos sistemas de motores exteriores e cabos, que replicam os tendões e músculos humanos).

Apesar de ter menos um dedo do que uma mão humana - durante o desenvolvimento os engenheiros passaram alguns dias com o dedo mindinho colado ao dedo anelar com fita cola, e chegaram à conclusão que "não faz falta" - o sistema foi concebido para realizar movimentos bastante complexos. O polegar tem quatro graus de liberdade e uma configuração mais próxima da anatomia humana, enquanto os restantes dedos têm três graus de liberdade cada. Isto permite realizar diferentes tipos de pinças, reposicionar objectos na própria mão, e utilizar ferramentas como berbequins, aparafusadoras, rebarbadoras, pistolas de pregos e tochas de soldadura.



A mão também inclui sensores de pressão distribuídos pelas pontas dos dedos e pela palma, complementando os sensores internos que permitem ao robot perceber a posição e o movimento das articulações. A estrutura foi desenvolvida para ser facilmente simulada, permitindo treinar comportamentos através de reinforcement learning (RL) e depois transferi-los para o hardware real.

A opção por quatro dedos é deliberada: acrescentar um quinto dedo exigiria mais três atuadores, aumentando o custo, o volume, a complexidade e o número de componentes que poderiam falhar. A ideia é criar uma mão suficientemente versátil para ambientes industriais e logísticos, mas simples o suficiente para ser produzida em grande escala.

Dito isto, a Boston Dynamics relembra que as mãos não são um substituto para a utilização de manipuladores criados especificamente para as tarefas a desempenhar. Haverá situações em que continuará a ser mais prático ter os robots equipados com pinças ou outros mecanismos, que serão mais fiáveis e económicos para tipos de trabalho específicos.

№ 12

Nova Iorque implementa "Click to Cancel"

Os serviços de subscrição ficam obrigados a disponibilizar uma forma fácil de cancelar o serviço em Nova Iorque.

Entrou em vigor em Nova Iorque uma nova regra conhecida como "Click-to-Cancel", que obriga os serviços de subscrição a tornar o cancelamento tão simples quanto o processo de adesão.

Na prática, uma empresa que permita iniciar uma subscrição online terá também que o permitir cancelar da mesma forma, ficando proibida de exigir procedimentos adicionais como telefonar ou deslocar-se fisicamente às suas instalações para o processo de cancelamento.
As empresas passam também a ter de apresentar informações mais claras sobre as condições das subscrições, incluindo preços, renovações automáticas, e direitos de cancelamento. Desta forma, os clientes e consumidores deverão conseguir perceber melhor quando e como uma subscrição será renovada e quais os passos necessários para a terminar.

Nova Iorque é primeira cidade nos Estados Unidos a lançar este requisito para serviços de subscrição. Resta esperar que a medida contagie o resto do mundo, para obrigar as empresas a fazer algo que deveriam ter feito logo desde o momento que permitiram a subscrição fácil.

№ 13

macOS vai dificultar acesso total ao disco por causa dos agentes AI

Com a justificação da segurança, a Apple diz que vai dificultar o acesso total ao disco no macOS, devido aos "abusos" dos agentes AI.

A Apple anunciou que vai criar controlos adicionais para a funcionalidade Full Disk Access no macOS, numa mudança motivada pelos novos riscos associados aos agentes AI. A empresa diz que algumas apps estão a utilizar este nível de acesso de formas que podem expor grandes quantidades de informação privada armazenada no Mac, incluindo ficheiros, emails, mensagens e histórico de navegação.

O Full Disk Access é uma opção que permite que os utilizadores deixem que que determinadas apps ultrapassem várias das protecções de privacidade normais do macOS. A funcionalidade é importante, por exemplo, para que aplicações de backup possam acedera diferentes áreas do sistema, mas a Apple alerta que alguns programadores estão a utilizá-la de forma que pode colocar os utilizadores em risco sem que estes compreendam totalmente o alcance das permissões concedidas.

Apesar de poder ter boas intenções, a medida não está a ser bem recebida por todos. Há utilizadores que relembram que o macOS já tem essa permissão implementada, e que é um direito/responsabilidade do utilizador usá-la como bem entender. O receio é que a Apple implemente nova vaga de ecrãs "assustadores" ao estilo dos que tentou implementar para desincentivar o uso de app stores alternativas, e que aqui funcionariam como forte desincentivo para o uso de agentes AI concorrentes, fomentando o uso da sua própria Siri AI.

№ 14

iPhone 18 Pro Max com problemas na AT&T nos EUA

Algumas pessoas terão que substituir os seus iPhone 18 Pro Max devido a problemas de rede com a AT&T nos EUA.

A Apple confirmou um problema que diz estar a afectar "um pequeno número" de iPhones 18 Pro Max ligadas à rede AT&T nos Estados Unidos. Os equipamentos podem perder completamente o serviço de rede móvel, deixando de conseguir fazer chamadas, enviar mensagens ou utilizar dados móveis.

Apesar de a Apple tentar minimizar o problema dizendo que é "limitado", têm surgido milhares e milhares de queixas de utilizadores. O iPhone 18 Pro Max é o único que, nos EUA mantém o chip modem da Qualcomm, sendo que nos outros modelos a Apple já fez a transição para o seu próprio chip Apple C2. Inicialmente, pensava-se que os problemas poderiam ser resolvidos através de actualizações de firmware, tanto por via do 27.0.1 como de uma actualização das definições da operadora para a AT&T. Mas agora surge a indicação de que os equipamentos que já perderam o serviço devido à falha não poderão recuperar a ligação através de uma actualização de software, tendo que ser substituídos por um novo iPhone 18 Pro Max.

Até ao momento, a Apple diz ter identificado o problema apenas no iPhone 18 Pro Max utilizado na rede AT&T, não havendo indicação de que o problema afecte outros modelos ou operadores de telecomunicações. A Apple ainda não revelou a causa exacta do problema, nem é esperado que o faça.

№ 15

Leapmotor B03X: o SUV eléctrico compacto mais barato de Portugal

Com o B03X, a Leapmotor disponibiliza em Portugal um SUV eléctrico com preço a começar nos 22 mil euros.

A Leapmotor chegou ao segmento dos SUV compactos eléctricos com o B03X, um crossover urbano que promete ser o modelo 100% eléctrico mais acessível da sua categoria em Portugal. Com preços de campanha a partir dos 22.345 euros para clientes particulares, o B03X chega às concessões portuguesas em outubro, depois de as encomendas terem aberto em julho em toda a rede europeia da marca.

O modelo está disponível em duas versões: a LIFE, com bateria PRO de 39,8 kWh, cujo preço de campanha é de 22.345 euros, e a DESIGN, com bateria PROMAX de 53,0 kWh, a 26.025 euros. Os preços de tabela sem campanha são, respectivamente, 24.285 euros e 28.285 euros, sendo que as despesas de legalização e transporte não estão incluídas em nenhum dos casos.
Em termos de dimensões, o B03X mede 4.270 mm de comprimento, 1.810 mm de largura e 1.635 mm de altura, com uma distância entre eixos de 2.605 mm. O diâmetro de viragem é de apenas 10 metros, o que facilita a vida em contexto urbano. Apesar do formato compacto, o interior surpreende pela generosidade: 947 mm de espaço para as pernas na fila traseira, até 1.009 mm de altura para a cabeça à frente e um espaço longitudinal interior de 2.277 mm. A capacidade de bagageira é de 510 litros, incluindo um compartimento impermeável e lavável de 105 litros por baixo do piso. Com os bancos traseiros rebatidos, esse valor sobe para 1.605 litros, com um comprimento máximo útil de carga de 2.530 mm.

O habitáculo segue a filosofia minimalista da Leapmotor, com materiais suaves ao toque, estofos com certificação OEKO-TEX e um painel de instrumentos de leitura horizontal. O sistema de infoentretenimento assenta num ecrã táctil central flutuante de 14,6 polegadas e num painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas. A bordo corre o Leap OS 4.0 Plus, apoiado no processador Qualcomm Snapdragon 8155, com compatibilidade sem fios com Apple CarPlay e Android Auto, navegação online com informação de tráfego em tempo real e actualizações over-the-air. A aplicação para smartphone permite ainda fazer pré-condicionamento remoto, utilizar chave digital, pré-aquecer a bateria, controlar a climatização à distância e monitorizar o veículo em tempo real.
Do ponto de vista mecânico, a versão PRO combina uma bateria de 39,8 kWh com um motor de 130 kW (176 cv) e uma autonomia WLTP até 292 km. A versão PROMAX sobe para 53,0 kWh de capacidade e 145 kW (197 cv), com autonomia até 382 km WLTP. Ambas as versões oferecem 200 Nm de binário disponível instantaneamente, aceleram dos 0 aos 100 km/h em 8,6 segundos e atingem uma velocidade máxima de 160 km/h. No que diz respeito ao carregamento rápido, as duas baterias suportam carregamento a 2,5C, o que permite passar de 30% a 80% de carga em apenas 16 minutos. A potência máxima de carregamento em corrente contínua é de 100 kW na versão PRO e de 133 kW na PROMAX.

A tecnologia de bateria adoptada é o sistema CTC2.0 Plus (Cell-to-Chassis), que integra as células directamente na estrutura do veículo, reduzindo o centro de gravidade, melhorando a rigidez torcional e aumentando a segurança passiva. As baterias são do tipo LFP de alta densidade.
Em matéria de segurança activa, o B03X vem equipado de série com assistência ao condutor de nível 2, suportada por uma rede de 14 sensores e câmaras que alimentam 21 sistemas ADAS. Entre as funcionalidades disponíveis contam-se a assistência em engarrafamentos e a monitorização da fadiga do condutor, que emite alertas quando detecta sinais de diminuição da atenção. A versão DESIGN acrescenta ainda sensores de estacionamento dianteiros e um sistema de câmaras de 360 graus.

As diferenças entre as duas versões da gama vão além da bateria. A LIFE inclui climatização automática, volante em couro ecológico, faróis LED, barras de tejadilho, sete airbags, sistema de áudio com seis altifalantes e jantes de liga leve de 18 polegadas. A DESIGN adiciona bancos em couro ECO, banco do condutor com ajuste eléctrico em seis posições, bancos dianteiros e volante aquecidos, espelho retrovisor com recolha automática, sistema de áudio com 12 altifalantes e iluminação ambiente interior.
A Leapmotor foi fundada em 2015 em Hangzhou, na China, e tem como foco o desenvolvimento e fabrico independente dos principais componentes dos seus veículos, incluindo sistemas eléctricos e de condução assistida. Desde 2023, o Grupo Stellantis é accionista da marca, e em maio de 2024 as duas empresas formalizaram a joint venture Leapmotor International, com sede em Amesterdão, detida a 51% pela Stellantis e a 49% pela Leapmotor. Esta estrutura é responsável pela comercialização dos modelos Leapmotor fora da China, com operações que arrancaram na Europa em setembro de 2024 e que se estendem progressivamente à Índia, Ásia-Pacífico, Médio Oriente, África e América do Sul.
Com o B03X, a Leapmotor aposta na democratização do acesso aos eléctricos no segmento compacto, um mercado em forte crescimento. Os números são competitivos, o equipamento de série é generoso e a proposta de valor parece bem estruturada para um comprador que não quer abdicar de tecnologia mas também não quer gastar mais de 25.000 euros num SUV eléctrico.

[Pela Estrada Fora]
№ 16

Conta da MS no X usada para promover criptomoedas

Um desconhecido conseguiu apoderar-se da conta da Microsoft no X (Twitter) e usá-la para promover uma criptomoeda inspirada no Clippy.

A conta oficial da Microsoft no X foi comprometida e publicou conteúdos fradulentos durante algumas horas. A conta começou por seguir um perfil relacionado com uma criptomoeda inspirada no Clippy, partilhou uma das suas publicações e chegou a alterar a fotografia de perfil para uma imagem do antigo assistente da Microsoft.

As publicações suspeitas foram entretanto eliminadas, mas surgiu ainda uma mensagem de "desculpa" que permaneceu online durante pouco tempo antes de também ser removida. A suspeitas de que a conta tinha sido alvo de um ataque, acabou por ser confirmada mais tarde pela própria Microsoft.
A empresa reconheceu que houve acesso não autorizado à conta e confirmou que algumas das publicações não foram feitas por si. Até ao momento, não foram divulgados detalhes sobre a origem do ataque ou sobre qualquer eventual impacto para os utilizadores, com a MS a dizer que continua a investigar para perceber como foi obtido o acesso à conta.

Este tipo de casos é preocupante. Não quando se trata de algo como o que aconteceu desta vez, em que a promoção de uma criptomoeda é claramente suspeita e facilmente identificável, mas sim pelos riscos que apresenta. A conta da Microsoft no X tem 13 milhões de seguidores. Se os atacantes tivessem feito uma publicação com aspecto mais normal, podiam facilmente levar muitos milhares de pessoas a clicarem em links ou instalarem algo malicioso - desde phishing para obterem credenciais de contas Microsoft, a coisas como pedido de dados pessoais (por exemplo, sob o pretexto de um passatempo em que dessem algo apetecível).

Como tal, há que manter sempre uma saudável dose de suspeição sobre o que se vê/lê na internet, mesmo quando tem origem em contas oficiais!

№ 17

Tesla lança "fuga de emergência" nos Supercharger - nos EUA

Nos EUA passa a ser possível conduzir um Tesla enquanto está ligado a um posto Supercharger - provocando estragos substanciais.

A Tesla lançou nova funcionalidade chamada "Emergency Drive Away", que permite aos condutores colocar o carro em andamento e abandonar um Supercharger que ainda tenham o cabo de carregamento ainda ligado. Um sistema que foi criado para ser usado apenas em situações de extrema urgência, em que seja necessário sair rapidamente do local - estando por agora limitada aos Superchargers nos Estados Unidos.

Normalmente, os condutores não conseguem colocar o carro em andamento enquanto o cabo de carregamento está ligado, sendo necessário desbloquear a porta de carregamento através do ecrã, da app, ou do botão existente no cabo, e esperar que o mecanismo liberte a ligação. Com o Emergency Drive Away, esse bloqueio de segurança é removido. No entanto, não se trata de nenhum sistema de "ejecção automática" do cabo: recorrer a esta opção irá resultar em danos no veículo, cabo, e Supercharger; é literalmente fugir com o cabo ainda ligado, rebentando o que tiver que rebentar por onde calhar (com potencial custo de até 25 mil dólares, segundo a Tesla).

Emergency Drive Away lets you shift into Drive while still plugged into a Supercharger pic.twitter.com/40GSzyP4lG

— Tesla Charging (@TeslaCharging) October 1, 2026

Depends on the Supercharger, but electrical & civil cost can be up to $25k. Service visit mandatory for the chargeport. Only use in case of an emergency.

— Tesla Charging (@TeslaCharging) October 2, 2026
Porque é que a Tesla avança com uma opção que parece ser idiota? Há alguns meses aconteceu um tiroteio numa estação Supercharger em Twin Falls, Idaho, onde três pessoas morreram e outras ficaram feridas. O incidente levou alguns clientes da Tesla a pedirem uma forma de abandonar rapidamente o posto sem terem que sair do veículo para desligar o cabo. Esta nova funcionalidade responde precisamente a esse cenário.

Para já, não existe indicação se o Emergency Drive Away será disponibilizado noutros países. É que, pode não haver o risco de tiroteios que infelizmente tão comum é nos EUA, mas poderá haver outras situações excepcionais em que fosse conveniente ter essa opção (por exemplo, um carregamento num local remoto a altas horas da noite, em que se esteja a ser ameaçado por ladrões, potencialmente com risco de vida).

№ 18

Powerbank Ugreen MagFlow Pro Qi2 a €112

Já está disponível o Ugreen MagFlow Pro, um power bank MagSafe Qi2 de 10000 mAh com arrefecimento líquido.

Os powerbanks há muito que são companhia habitual de muitos utilizadores, e os modelos com MagSafe/Qi2 tornam-se ainda mais convenientes por ficarem magneticamente agarrados aos smartphones. E, no caso deste Ugreen MagFlow Pro não só temos uma capacidade generosa de 10000mAh 25W para tirar partido das capacidades do Qi2, como temos também a particularidade e curiosidade de ser o primeiro powerbank MagSafe com liquid cooling - elemento que fica proeminentemente em destaque através de uma janela transparente por onde se pode ver o líquido a circular. Conta também com um pequeno ecrã que permite acompanhar o estado do carregamento em detalhe.

Este Ugreen MagFlow Pro Qi2 de 10000mAh 25W está disponível por 112 euros na Amazon Espanha - activar desconto de €20.

Quem já tiver usado powerbanks Qi MagSafe sabe que um dos principais problemas é o aquecimento (não só o processo de carregamento gera calor, como também o power bank fica a "tapar" a secção traseira do smartphone, dificultando o seu arrefecimento). Com o sistema de arrefecimento líquido, a Ugreen tenta minimizar isso, com transferência de calor mais eficiente. Mas, além dos carregamento wireless até 25W, este powerbank também suporta o seu próprio carregamento a 30W, e carregamento por cabo até 45W, pelo que se torna bastante versátil para todas as situações.


Segue as melhores promoções do dia no nosso grupo AadM Promos no Facebook.

№ 19

Suno Speech foca-se na voz e narração

Depois das músicas e cantorias, o Suno lança o Suno Speech para narração com música (ou só voz).

O Suno continua a ser um dos serviços mais populares de geração de música AI, mas com a recém lançada versão 6 a ser alvo de críticas de ser um retrocesso na qualidade face ao modelo anterior, o serviço apresenta algo diferente.

Em vez de se focar nas canções, o Suno Speech foca-se na expressividade vocal para fazer narrações, tanto a solo como com música a acompanhar. Os utilizadores podem explicar exactamente o tipo de resultado que desejam obter: falar com voz calma, excitada, ou ir variando entre diferentes estilos; e o mesmo para a música.


De notar que as mesmas críticas de resultados "demasiado artificiais" continuam a aplicar, com o serviço a desculpar-se com o facto desta funcionalidade ainda estar a ser desenvolvida e estar por agora disponível como versão beta. Ainda assim, poderá dar jeito para quem já for utilizador do Suno e já tiver pensado em utilizá-lo para fazer este tipo de coisa que passa para um segmento um pouco mais específico da criação musical.


O tipo de resultado que se pode obter? Podem ouvir já a seguir. :)

Listen on Suno
№ 20

Starlink for Communities quer partilhar internet paga no solo

A SpaceX está a lançar o programa Starlink for Communities, que quer vender o acesso à internet no solo.

Para os operadores de telecomunicações que ainda não o perceberam, a SpaceX começa a revelar mais detalhes de como o serviço Starlink pode ser um "Cavalo de Tróia" com ambições de os ultrapassar. Depois das campanhas agressivas de promoção do serviço Starlink a todos os níveis (doméstico e empresarial), chega agora o Starlink for Communities.

A proposta é simples: um qualquer interessado monta um kit Starlink num local estratégico, mas em vez de se destinar a uso próprio, disponibiliza um ponto de acesso WiFi público que poderá ser acedido por qualquer pessoa - e receber dinheiro por isso. Quem se quiser ligar a esta rede "Starlink WiFi", poderá pagar pelo acesso à hora, por dia, semana, ou mês; com toda a gestão dos pagamentos e acessos a ser feita automaticamente.

É um sistema que nos faz recordar os tempos áureos da rede Fon e dos "foneros" de partilha de WiFi, e que tem boas hipóteses de ser tornar num sucesso idêntico. Será de imaginar que isto tenha um início lento, começando por zonas rurais e com fraca cobertura terrestre, onde o serviço será mais apetecível. Mas, há que ter em conta que isto é algo que a SpaceX pode expandir a todos os seus terminais com uma simples actualização remota, criando instantaneamente uma rede de milhares de hotspots "Starlink" espalhados pelo mundo - com a grande vantagem de automaticamente contornando todas as questões de legislação e licenciamento de obter frequências "5G" em cada país.

Não será de um dia para o outro... mas daqui por uma década poderemos estar a olhar para alguns operadores de telecomunicações da mesma forma que olhamos para a Nokia quando se riu do lançamento dos iPhones da Apple.