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A engenharia das brocas cirúrgicas

15-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

A broca Halo da Surgify Medical é capaz de cortar através de ossos mas é inofensiva contra tecidos moles.

Ninguém põe em causa a necessidade de uma incrível destreza e precisão manual por parte dos cirurgiões, mas há ferramentas que lhes podem facilitar a vida. A Surgify Medical criou uma broca que parece ser capaz de fazer o impossível: cortar através de osso, mas incapaz de fazer dano aos tecidos moles.

Como sempre, não se trata de magia mas sim de uma incrível dose de engenharia que possibilita esta capacidade.


Fico com curiosidade em saber se o sistema poderia ser miniaturizado ao ponto de poder ser usado pelos dentistas, que certamente também apreciariam ter este benefício; ou, quem sabe, talvez seja tecnologia que no futuro se torne tão comum que até possa ser aplicada nas ferramentas eléctricas de uso doméstico.

O impressionante DLSS 4.5 Preset L

15-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

O DLSS 4.5 continua a impressionar pela sua capacidade de multiplicar a resolução e framerate nos jogos.

A Nvidia deu um passo de gigante na tecnologia de melhoria de resolução - que no passado tanta polémica gerou por ser uma método "falso" para melhorar o desempenho. Com a ajuda das tecnologias AI, a mais recente versão DLSS 4.5 é capaz de resultados assombrosos, permitindo até que jogos em resolução super reduzida sejam convertidos para jogos perfeitamente jogáveis e repletos de detalhes.

Hoje, trago-vos a análise mais detalhada do DLSS 4.5 Preset L. O Preset M faz um upscale 2X, permitindo passar de um jogo renderizado a 1440p para 4K; o Preset L vai ainda mais longe, fazendo um upscale 3x, permitindo passar de uma resolução de 720p para 4K, ou até mais.



Curiosamente, parece também haver um "bug", ou efeito indesejado, com o uso do "Denoiser" neste modo, e que pode fazer com que reflexos ray-traced fiquem a oscilar e com pouca qualidade; coisa que fica totalmente resolvida ao se desactivar o denoising. Esperemos que seja algo que a Nvidia consiga resolver com uma actualização.

Até lá, quem tiver uma Nvidia com suporte para DLSS, é algo que vale a pena explorar como forma de aumentar o desempenho nos jogos com qualidade que se pensaria ser impossível.

Rato Logitech G Pro X2 Superstrike chega com cliques ajustáveis

15-02-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

A Logitech combinou a tecnologia de cliques analógicos e force-feedback para criar o rato Logitech G Pro X2 Superstrike.

A Logitech pode ter redefinido o que esperamos de um rato gaming. O novo Logitech G Pro X2 Superstrike parte da base sólida do Logitech G Pro X Superlight 2 - leve, confortável e com ligação sem fios estável - mas elimina os tradicionais switches mecânicos dos botões principais.

Em vez disso, utiliza sensores magnéticos para registar os cliques e motores hápticos para simular o feedback. O resultado é um nível de personalização total, sendo possível ajustar a distância de actuação (a profundidade necessária para o clique ser registado) e a intensidade do feedback táctil. O ganho em velocidade pode não ser imediatamente perceptível para os utilizadores comuns, mas os jogadores profissionais não lhe têm poupado elogios, dizendo que acelera o seu tempo de resposta em cerca de 20-40ms - o que pode fazer toda a diferença em jogos competitivos.
Ainda assim, os relatos de que o rato é tão bom que tem feito alguns jogadores serem banidos de jogos por suspeita de usarem batotas, são exgerados e ainda não foram confirmados. Um dos casos que se tinha tornado mais mediático já foi esclarecido que nada tinha a ver com o rato e sim com uma suspensão por engano que foi revertida.

Ao estilo do que acontece com os teclados com teclas analógicas magnéticas, esta tecnologia permite que os utilizadores e jogadores possam criar perfis diferentes para jogos e para utilização no desktop, tanto a nível de actuação como da intensidade física. Com o feedback háptico no máximo, os cliques parecem mecânicos e robustos; com intensidade reduzida, tornam-se mais suaves e discretos.

O maior obstáculo será o seu preço (actualmente 181 euros) que se torna pouco apelativo para a maioria das pessoas. Ainda assim, para todos os que já investiram milhares de euros num PC gaming, não deixa de ser um acessório que potencialmente poderão querer juntar ao seu "setup".

Nokia "encrava" vendas da Asus e Acer na Alemanha

15-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Devido a uma disputa de patentes com a Nokia, a Asus e Acer ficam impedidas de vender computadores e portáteis na Alemanha.

A Acer e a Asus suspenderam temporariamente a venda de computadores e portáteis na Alemanha após um tribunal ter concedido uma injunção à Nokia no âmbito de um litígio de patentes. A decisão impede as empresas de comercializar, importar, ou disponibilizar os equipamentos abrangidos no mercado alemão.

O processo está relacionado com o popular codec de vídeo HEVC (H.265), amplamente utilizado para compressão e reprodução de vídeo. A Nokia acusa os fabricantes de infringirem três patentes associadas ao padrão. Enquanto a Hisense terá optado por adquirir uma licença, a Acer e a Asus continuam a contestar o caso em tribunal. O HEVC é considerado uma patente essencial ao padrão (SEP), o que implica licenciamento em termos FRAND (justos, razoáveis e não discriminatórios). Trata-se de uma tecnologia fundamental em GPUs, sistemas operativos, plataformas de streaming, e aplicações de videoconferência. Na prática, um PC moderno sem suporte HEVC teria uma experiência de utilização bastante limitada.

Para já, os retalhistas alemães podem continuar a vender o stock existente, pelo que os produtos não deverão desaparecer imediatamente das prateleiras. No entanto, como as empresas estão impedidas de importar novas unidades, poderão surgir rupturas de stock nos próximos meses caso não seja alcançado um acordo de licenciamento ou uma resolução judicial favorável.

Satélite da AST SpaceMobile abriu antena com 223 m2

15-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

O satélite BlueBird 6 da AST SpaceMobile abriu a sua imensa antena com 223 m2, que permite ligações 5G e 4G directamente com smartphones no solo.

A AST SpaceMobile conseguiu desdobrar com sucesso a enorme antena do seu mais recente satélite, o BlueBird 6, num passo crucial para competir com o serviço celular Starlink da SpaceX. Com cerca de 223 metros quadrados (maior que meio campo de basketball), torna-se na maior antena comercial de comunicações colocada na órbita baixa da Terra (LEO - Low Earth Orbit).

O BlueBird 6 (FM1) é o primeiro satélite de segunda geração da empresa. É aproximadamente três vezes maior que os modelos iniciais lançados em 2024 e promete até dez vezes mais largura de banda. A AST diz que pode atingir velocidades máximas de até 120 Mbps e oferecer conectividade 4G e 5G directamente a telemóveis convencionais, sem necessidade de hardware especial.
A estratégia da empresa passa por transformar satélites em "torres de telecomunicações" orbitais, possibilitando cobertura móvel em qualquer ponto do planeta onde não haja cobertura terrestre. No entanto, um único satélite não chega. A empresa conta actualmente com seis BlueBirds em órbita, além do satélite de testes BlueWalker 3, ficando ainda longe da constelação já utilizada pela SpaceX para o seu serviço celular.

Para recuperar terreno, a AST planeia lançar até 60 satélites durante o ano de 2026, em parceria com operadoras como AT&T e Verizon. Os próximos lançamentos deverão utilizar o foguetão New Glenn da Blue Origin, embora a empresa também tenha contratos com a SpaceX. A grande incógnita será a capacidade para concretizar este objectivo de forma a ter número de satélites suficientes para permitir a cobertura contínua necessária para as operações comerciais.

Que avarias podem afetar um veículo apanhado numa inundação?

15-02-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Face ao atual cenário meteorológico, marcado pela chuva intensa e risco de cheias e inundações em várias zonas do país, eis os principais danos que podem afetar um veículo que fique exposto à água.

A recomendação ocorre num contexto ainda marcado pelos impactos deixados pela depressão Kristin, que causou danos generalizados em infraestruturas e serviços em diversas regiões.

Motor

Se o veículo se encontrar em funcionamento quando entra numa zona inundada, é muito provável que a água entre pela admissão do motor, podendo provocar a sua avaria total. Em situações deste tipo, a água pode entrar nos cilindros e, quando o pistão sobe ao ponto morto superior, como a água não é compressível, ocorre a deformação das bielas, conduzindo à rutura completa do motor.

Num veículo com cerca de 15 anos de antiguidade, a substituição integral do motor pode facilmente ultrapassar os 3.000 euros. No caso de veículos mais recentes, de gama média, o custo da substituição completa do motor pode situar-se entre os 10.000 e os 15.000 euros.

Sistemas eletrónicos e unidades de controlo

Num veículo de combustão relativamente recente, podem existir entre 25 e 30 unidades eletrónicas. Em caso de inundação, é altamente provável que estas unidades sejam afetadas, quer pela água acumulada, quer pela sujidade e pelos detritos habitualmente arrastados durante uma cheia.

As unidades eletrónicas mais simples apresentam um custo base superior a 300 euros por unidade, enquanto uma mais sofisticada e tecnologicamente avançada pode atingir valores entre os 1.000 e os 5.000 euros.

Travões e suspensão

No caso dos sistemas de travagem e de suspensão, uma limpeza profunda e uma secagem adequada podem, em muitos casos, ser suficientes para resolver o problema, sendo estes considerados danos de menor gravidade.

Importa recordar que, juntamente com os pneus, os travões e as suspensões são dos componentes mecânicos mais expostos às intempéries, nomeadamente à chuva intensa, à água acumulada e às projeções resultantes da circulação em zonas alagadas.

Sistema de escape

Relativamente ao sistema de escape, é fundamental assegurar a correta remoção da água acumulada, evitando a retenção de humidade que pode dar origem a fenómenos de corrosão interna. Os custos associados à reparação variam significativamente, mas são, regra geral, inferiores aos decorrentes de danos no motor.

Interior do veículo

A reparação do interior de um veículo inundado é, na maioria dos casos, viável. Bancos, tablier, revestimentos e outros elementos do habitáculo podem ser recuperados, embora o processo seja exigente. O custo mínimo estimado para este tipo de intervenção ronda os 250 euros, podendo aumentar em função da extensão e da gravidade dos danos.

Veículo elétrico

Embora a bateria dos veículos elétricos esteja concebida para resistir à submersão, o principal problema reside nos restantes componentes eletrónicos. Quando um veículo elétrico fica submerso numa zona inundada, é muito provável que estes componentes sejam afetados de forma grave ou muito grave, podendo, em alguns casos, não compensar proceder à reparação.


[Pela Estrada Fora]

Aspiradores DJI Romo eram porta aberta para hackers

14-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Um utilizador ficou horrorizado ao descobrir que tinha acesso a todos os aspiradores robot Romo da DJI, podendo ver as casas de outros clientes usando as suas câmaras.

Os aspiradores robot DJI Romo atraíram as atenções por terem um modelo com a base transparente, mas agora estão a dar que falar por motivos mais preocupantes. Um utilizador conseguiu aceder remotamente a milhares de unidades devido a falhas graves na infraestrutura da DJI. O que começou como uma experiência para controlar o seu próprio aspirador usando um comando da PlayStation acabou por revelar 7.000 dispositivos que estavam a expor dados em tempo real.

Ao utilizar o token privado do seu próprio equipamento, os servidores MQTT da DJI permitiam acesso a informação de outros utilizadores. Os robots enviavam dados de poucos em poucos segundos, incluindo número de série, estado da limpeza, bateria, obstáculos detectados e até mapas detalhados das divisões da casa. Em alguns casos, era também possível visualizar transmissões de vídeo.
Não se considerando um investigador de segurança mas sim um simples curioso, o utilizador tentou contactar a DJI (sem grande sucesso) e não se sentiu na obrigação de dar o tempo habitual para que a empresa corrigisse a situação - dizendo que também não tinha qualquer interesse em receber qualquer tipo de recompensa (como é habitual nestas situações): quis apenas pressionar a DJI de modo a que resolvesse esta grave falha o mais rapidamente possível.

A DJI diz que corrigiu o problema com actualizações aplicadas no início de Fevereiro, classificando a falha como um "erro de validação de permissões no backend", e em vez disso tentando passar a boa imagem de que as comunicações entre dispositivos e servidor estavam encriptadas com TLS e que não existem indícios de exploração generalizada. Uma tentativa que falha completamente, pois de pouco serve que as comunicações estejam "encriptadas" se depois os dados no servidor permitem que qualquer utilizador tenha acesso à informação de todos os outros utilizadores!

Este caso vem demonstrar que, não é por se tratar de uma empresa conhecida e com boa reputação, que isso significa que automaticamente todos os seus produtos e serviços sejam "perfeitos". Agora, com falhas desta calibre, é inevitável surgirem dúvidas quanto às práticas de segurança de todos os demais produtos e serviços da DJI.

AirMIDI converte movimentos das mãos em música

14-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

O AirMIDI utiliza sensores Time-of-Flight para transformar movimentos das mãos feitos no ar, em música.

Evocando memórias do clássico Theremin, ou das harpas laser, este AirMIDI é um curioso projecto que pode apelar a todos os que procuram uma nova forma de interacção musical.

Desta vez não precisamos de lasers nem de antenas, já que o elemento central deste AirMIDI são três sensores VL53L0X Time of Flight, capazes de medir distâncias de 30-1000 mm, ligados ao habitual e versátil ESP32. Temos também uma fita LED RGBIC (WS2812B) que permite controlar os LEDs individualmente, para efeito visual acrescido.



O resto, como se diz, fica apenas limitado pela criatividade do utilizador. Usando os dados destes sensores podemos combiná-los de inúmeras formas, tanto para criar zonas de detecção específicas onde a distância da mão controla os parâmetros MIDI, como combiná-los para efeitos ainda mais criativos.

Obviamente, nada obriga a que este mesmo projecto seja usado apenas para fins musicais. Facilmente pode ser convertido num controlador original para coisas como a intensidade das luzes, o volume da música, ajustar os estores, ou mil e uma outra coisas que se possa desejar controlar com "gestos no ar". Tendo em conta o baixo custo dos ESP32 e destes sensores, as possibilidades são infinitas.

Micron inicia produção em volume de SSD PCIe 6 de 28GB/s

14-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

A Micron iniciou a produção em massa do Micron 9650, o primeiro SSD PCIe Gen 6 que pode atingir transferências de 28GB/s.

Num altura em que muitos ainda sonham com um SSD PCIe 5.0 de 15GB/s, a Micron dá o passo seguinte com o SSD NVMe Micron 9650, o primeiro SSD PCIe Gen 6 a entrar na fase de produção em volume. Apresentado inicialmente em 2025, o modelo utiliza memória G9 TLC NAND da própria Micron, bem como controlador, DRAM e firmware desenvolvidos internamente.

Em termos de desempenho, o Micron 9650 atinge até 28 GB/s em leituras sequenciais - o dobro face às soluções PCIe Gen 5 - e 14 GB/s em escritas sequenciais. No desempenho aleatório, alcança 5.5 milhões de IOPS em leitura e 900 mil IOPS em escrita. A empresa destaca ainda ganhos significativos em eficiência energética, com até o dobro do desempenho por watt em leitura sequencial face à geração anterior, num estado de consumo de 25W.
No entanto, não se pense que é um SSD que poderá ser usado pelo público, já que se destina a data centers. O SSD suporta configurações com arrefecimento a ar e líquido, estando disponível nos formatos E1.S e E3.S. Após 18 meses de testes de interoperabilidade no ecossistema PCIe Gen 6, o modelo está agora em fase de qualificação junto de fabricantes e operadores de centros de dados, sendo particularmente apetecível para cargas de trabalho AI.

Segundo a Micron, o 9650 foi concebido para acelerar o processo de treino e inferência de inteligência artificial, incluindo modelos de linguagem de grande escala e pipelines RAG, onde a largura de banda elevada e a baixa latência são essenciais.

Actualmente ainda não existem motherboards com PCIe 6.0 destinadas ao público em geral e, apesar de tanto a AMD e Intel estarem a fazer testes, estima-se que isso possa só começar a acontecer lá para 2030.

Corsair muda embalagem da RAM para combater fraudes

14-02-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

A Corsair está a alterar a embalagem dos seus kits Vengeance DDR5 para fazer face ao aumento brutal que estes componentes têm tido, com o objectivo de reduzir fraudes.

Tendo em conta o aumento substancial das memórias DDR5 nos últimos meses, a Corsair está a alterar a embalagem dos seus kits Vengeance DDR5 para combater as fraudes. Com o aumento do valor dos módulos de memória, tornaram-se mais frequentes casos de devoluções fraudulentas, envolvendo a troca de módulos genuínos por versões falsas ou de menor valor.

A principal mudança é a substituição das tradicionais caixas de cartão por embalagens plásticas seladas nos kits DDR5 de dois módulos. Este formato permite que o comprador veja os módulos antes de abrir a embalagem, facilitando a verificação do produto recebido e ajudando os vendedores a confirmar a autenticidade em caso de devolução.
A nova embalagem inclui um selo de segurança inviolável que se rasga ao ser aberto, tornando evidente qualquer tentativa de reembalagem. Segundo a Corsair, esta camada adicional de proteção é importante numa fase em que já houve situações de devolução de módulos não genuínos ou até de kits decorativos que se faziam tentar passar por memória funcional. Alguns modelos continuarão a ser fornecidos em embalagem em cartão, mas passarão também a incluir um selo de segurança adicional.

Tendo em conta que os preços elevados fazem com que as memórias RAM se tornem elementos bastante procurados e mais propensos a fraudes, há que reforçar os cuidados na sua compra - passando pela indispensável verificação e teste de que realmente se recebeu os módulos de memória devidos: fazendo testes de capacidade e velocidade com programas como o MemTest64, MemTest86, ou o Prime95.

Como funcionam as UPS

14-02-2026 | 13:14 | A Minha Alegre Casinha

Existem diferentes tipos de UPS, e nem sempre é fácil perceber as diferenças entre elas.

Com as casas cada vez mais cheias de equipamentos eletrónicos, as UPS (Uninterruptible Power Supply) acabam por se tornar indispensáveis para proteger dispositivos contra falhas de energia, picos de tensão, e quebras de corrente. Uma UPS fornece energia durante um apagão e ajuda a evitar perdas de dados ou danos no hardware, sendo especialmente útil para PCs, routers e outros equipamentos em casa.

Para uso doméstico, as UPS diferenciam-se sobretudo pela topologia. Os modelos offline (standby) são os mais baratos e só recorrem à bateria quando falha a energia, oferecendo proteção básica.

Os modelos line-interactive (os mais comuns actualmente) acrescentam regulação automática de tensão, lidando melhor com oscilações comuns da rede eléctrica, só recorrendo à bateria quando a electricidade falha completamente ou sai fora da gama que pode ser rectificada, tornando-se a escolha mais equilibrada para a maioria das casas.

Já os modelos online (double-conversion) recorrem a um processo contínuo de conversão da energia AC para a bateria e da bateria para AC, fornecendo energia totalmente estável, mas com custos bastante mais elevados que se tornam excessivo para o uso doméstico.
Outro ponto importante é a forma de onda da saída. As UPS de onda sinusoidal pura imitam a electricidade da rede e são ideais para equipamentos mais sensíveis. As versões de onda sinusoidal modificada são mais baratas, mas podem causar ruído, menor eficiência, ou problemas de compatibilidade com alguns dispositivos.

Na prática, uma UPS line-interactive com onda sinusoidal pura oferece o melhor equilíbrio entre preço, protecção e compatibilidade. Ao escolher a potência certa e garantir 10 a 20 minutos de autonomia, é possível proteger os equipamentos essenciais e evitar a frustrante experiência de ver horas de trabalho poderem desaparecer num instante - com o risco acrescido de potenciais danos no hardware.

Google lança Android 17 beta para os Pixel

14-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

A Google está a disponibilizar a primeira versão beta do próximo Android 17 para alguns dispositivos Pixel.

A Google retomou a disponibilização do Android 17 Beta 1 para dispositivos Pixel compatíveis, poucos dias depois de ter suspendido a actualização sem dar quaisquer explicações. A primeira versão beta pública volta a estar disponível via OTA para quem está inscrito no programa Android Beta.

O Android 17 dá continuidade ao foco em aplicações mais adaptáveis a formatos de ecrã que se podem alterar (como nos dispositivos dobráveis) e traz melhorias significativas nas capacidades de câmara e multimédia. Inclui ainda perfis expandidos para dispositivos complementares e novas ferramentas para optimizar a conectividade. Podem espreitar algumas das alterações visíveis aqui.

A Google está também a alterar a sua estratégia de testes. As tradicionais Developer Previews dão lugar ao canal Android Canary, que oferece acesso mais rápido a novas funcionalidades, e actualizações OTA sem necessidade de instalação manual. O objectivo é facilitar testes mais cedo e integrar melhor com fluxos de desenvolvimento contínuo.
Segundo a empresa, o Android 17 deverá atingir a fase de Platform Stability já no próximo mês (Março). Estão previstas actualizações trimestrais ao longo de 2026, sendo que a versão do segundo trimestre trará alterações de comportamento que podem afectar as apps. Uma actualização menor do SDK está prevista para o quarto trimestre. Quem não tiver um Pixel compatível pode experimentar o Android 17 Beta 1 através das imagens de sistema de 64 bits no emulador do Android Studio.

EBRO chega a Portugal

14-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A EBRO vai entrar no mercado português através do Grupo MCoutinho, que assume a distribuição e o desenvolvimento da marca em Portugal.

O projeto será conduzido por uma estrutura autónoma do Grupo, dedicada exclusivamente à EBRO e com independência operacional face ao negócio de retalho.

A chegada da EBRO a Portugal ocorre num momento de forte transformação do setor automóvel, marcado pela crescente procura por soluções de mobilidade mais eficientes, tecnologicamente avançadas e adaptadas a diferentes perfis de utilização. Neste contexto, a marca posiciona-se entre a funcionalidade, inovação e sustentabilidade, com a promessa de SUVs robustos, bem equipados e acessíveis, pensados para a utilização real do dia a dia.

A EBRO é uma marca espanhola com ambição europeia, que entra agora numa nova etapa de crescimento, sustentada por uma parceria estratégica com a Chery, um dos líderes em tecnologia no setor automóvel. O projeto assenta numa base industrial e logística localizada em Barcelona, o que representa uma vantagem relevante para a sua implementação no mercado português, nomeadamente ao nível da eficiência logística e do serviço pós-venda.

Uma gama SUV pensada para os principais segmentos do mercado

A estreia da EBRO em Portugal será feita com uma gama abrangente de quatro modelos SUV. Este segmento, atualmente o mais dinâmico e relevante no mercado nacional, prevê a cobertura dos diferentes perfis de utilização, através de uma oferta multi-energia que inclui motorizações híbridas, híbridas plug-in e a gasolina.
  • EBRO s400: SUV compacto HEV (híbrido), eficiente e pensado para o dia a dia, com design contemporâneo e tecnologia focada na experiência real do utilizador – ideal para percursos urbanos e em estrada;
  • EBRO s700: SUV versátil e familiar (gasolina e PHEV), que combina espaço, conforto e soluções de conectividade adaptadas a diferentes perfis de cliente;
  • EBRO s800: SUV de dimensão superior (gasolina e PHEV), com sete lugares, concebido para oferecer maior conforto e sofisticação em viagens de média e longa distância;
  • EBRO s900: SUV topo de gama da marca (PHEV e transmissão 4X4), também com sete lugares, com presença marcante e elevado nível de equipamento, assumindo-se como a referência da proposta EBRO em Portugal.
O plano de implementação da EBRO em Portugal assenta no desenvolvimento faseado de uma rede de concessionários, acompanhando a consolidação da marca no mercado nacional.

[Pela Estrada Fora]

Google Photos com envio gratuito até 16 de Fevereiro

14-02-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Quem estiver curioso para ver que tal são as fotografias impressas via Google Photos, pode aproveitar a oportunidade para poupar uns euros até 16 de Fevereiro.

O serviço de impressão de fotos e álbuns está disponível no Google Photos há bastante tempo, e volta a lançar uma promoção especial, bem a tempo da época de São Valentim. O serviço de impressão de fotos está actualmente a oferecer os portes de envio para encomendas de valor superior a €15, até 16 de Fevereiro.
Desta vez a promoção não se aplica aos photobooks - que também são bastante procurados - mas sim à impressão das fotos "tradicionais" individuais: que ainda assim podem servir para dar às gerações mais jovens uma aproximação daquilo que era comum nas décadas passadas, quando "fotografia" era sinónimo de um pequeno rectângulo de papel, e não de algo que se vê no ecrã do smartphone ou computador.

Como é habitual a promoção chega em altura estratégica, desta vez a tempo de permitir a criação de alguns álbuns recheados de memórias com a respectiva "cara metade", em jeito de inspiração para criar ainda melhores memórias para o futuro.

MS corrige bug que bloqueava Chrome

13-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Passados oito meses(!) a Microsoft corrigiu finalmente o bug que impedia o arranque do Chrome e outros browsers pelo Microsoft Family Safety.

A Microsoft corrigiu o erro no Microsoft Family Safety que impedia o arranque do Google Chrome e de outros browsers em sistemas Windows 10 22H2 e Windows 11 22H2 ou superior.

O problema, reconhecido em Junho de 2025, estava relacionado com a funcionalidade de filtragem web do Family Safety. Embora o objectivo seja permitir aos pais aprovar ou bloquear o acesso a browsers, o sistema acabou por bloquear automaticamente versões mais recentes dos browsers, mesmo quando os pais já tinham dado autorização para versões anteriores. Em alguns casos, o Chrome nem chegava a abrir, encerrando de forma inesperada.

A Microsoft anunciou que a falha foi resolvida através de uma correcção aplicada do lado do serviço no início de Fevereiro de 2026. Como não se trata de uma actualização tradicional do Windows, basta que os dispositivos afectados se liguem à internet para receberem automaticamente a correcção.

Quanto à "rapidez" da MS nesta correcção, demorando oito meses para permitir que os utilizadores utilizassem browsers concorrentes, fica a pergunta sobre se demoraria tanto tempo caso isto afectasse o Edge.

Windows 10 pode perder Secure Boot em Junho de 2026

13-02-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Os certificados do Secure Boot vão expirar em Junho de 2026, podendo deixar PCs Windows 10 em modo de segurança reduzida se não forem actualizados.

A Microsoft está a alertar que os computadores com Windows 10 poderão entrar num "estado de segurança degradado" quando os certificados do Secure Boot expirarem no final de Junho. Quem não estiver inscrito no programa Extended Security Updates (ESU) deixará de receber os novos certificados, necessários para manter as protecções ao nível do arranque do sistema.

O Secure Boot, lançado com o Windows 8 em 2011, impede que código malicioso seja carregado durante o arranque. O problema é que os certificados originais utilizados em dispositivos Windows estão prestes a expirar. No Windows 11, os novos certificados estão a ser distribuídos automaticamente através das actualizações mensais; mas o Windows 10 deixou de receber actualizações regulares após o fim do suporte oficial.

IMPORTANT: Secure Boot certificates used by most Windows devices are set to expire starting in June 2026. This might affect the ability of certain personal and business devices to boot securely if not updated in time. To avoid disruption, we recommend reviewing the guidance and…

— Windows Update (@WindowsUpdate) January 13, 2026
A Microsoft disponibiliza o programa ESU gratuitamente até 13 de Outubro de 2026, permitindo que os utilizadores do Windows 10 continuem a receber correções críticas, incluindo os novos certificados do Secure Boot. Sem essa protecção, o sistema continuará a funcionar, mas ficará mais vulnerável a ameaças ao nível do firmware, persistentes mesmo após reinstalação do sistema operativo.

A empresa alerta ainda que alguns dispositivos poderão necessitar de uma actualização de firmware por parte do fabricante antes de aplicarem os novos certificados. Com o Windows 10 a manter uma quota significativa no mercado, os utilizadores deverão certificar-se que instalam estas actualizações ESU para poderem manter os seus sistema em segurança.

Elgato Stream Deck MK.2 a €137

13-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Perfeito para quem quer automatizar e ter acesso imediato a inúmeras funções, o Stream Deck MK.2 da Elgato vem com 15 teclas programáveis.

O Stream Deck da Elgato tem sido uma opção popular entre streamers ou pessoas que apreciam a verstilidade de uma série de botões programáveis com mini-ecrãs que facilitam saber o que cada faz. Este novo Stream Deck MK.2 traz algumas melhorias face ao modelo anterior, com um design mais cuidado e profissional, suporte amovível, painéis frontais substituíveis, e cabo USB-C amovível.
O Elgato Stream Deck MK.2 está disponível por 137 euros na Amazon Espanha.

Mesmo sabendo-se que a Elgato disponibiliza a sua app que, de certa forma, permite replicar o funcionamento do Stream Deck num smartphone ou tablet, há quem não dispense a capacidade de ter esses botões programáveis em formato físico e sempre disponíveis sem "prender" o uso do seu smartphone/tablet. Adicionalmente, embora seja um dispositivo muito apreciado por streamers, acaba por poder ser usado em inúmeros outros casos, até mesmo em cenários de trabalho onde se possa ter necessidade recorrente de repetir operações complexas, que aqui poderão ficar acessíveis através de uma só tecla.


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Sony lança earphones WF-1000XM6

13-02-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A Sony lançou a mais recente geração de earphones com cancelamento de ruído: os Sony WF-1000XM6.

Depois de dois anos sem novidades, a Sony apresentou os novos Sony WF-1000XM6, os seus earbuds true wireless de topo. São os sucessores dos XM5 e a marca garante que representam a sua melhor proposta até à data.

A principal melhoria está no processador Integrated Processor V2, agora com processamento de áudio de 32 bits, face aos 24 bits da geração anterior. A Sony promete maior clareza, melhor alcance dinâmico e mais detalhe. Os WF-1000XM6 contam com drivers dinâmicos de 8,4 mm e afinação personalizada desenvolvida em colaboração com estúdios ligados à Sony Music. Há suporte para AAC, SBC, LC3 e LDAC, além da tecnologia DSEE Extreme para melhorar ficheiros comprimidos com recurso a AI. A app Sony Sound Connect inclui agora um equalizador de 10 bandas.
O cancelamento de ruído também foi reforçado com o chip QN3e, herdado dos auscultadores WH-1000XM6. Segundo a Sony, a eficácia do ANC aumentou até 25%, sobretudo nas frequências médias e altas. Cada earbud integra quatro microfones, permitindo um sistema adaptativo que ajusta o cancelamento em tempo real. O modo ambiente foi igualmente melhorado para soar mais natural.

Em termos de conectividade, há Bluetooth 5.3 com multiponto, Auracast, Fast Pair e Swift Pair, além de suporte para 360 Reality Audio com head tracking. A autonomia mantém-se nas 8 horas por carga, com a caixa a garantir até 24 horas no total. Incluem carregamento sem fios e certificação IPX4.

Os Sony WF-1000XM6 estão disponíveis em preto e prateado com preço de lançamento de 300 euros.

Apple promete nova Siri em 2026 - mas não desmente atrasos

13-02-2026 | 14:00 | Aberto até de Madrugada

A Apple veio assegurar que a nova Siri chegará em 2026, mas não desmentiu que possa não chegar no iOS 26.4 como estava previsto.

A Apple confirmou que a versão renovada da Siri com AI continua prevista para 2026, contrariando rumores recentes sobre novos atrasos. A posição oficial surge após notícias de que problemas internos poderiam impedir a integração da nova Siri, ainda numa versão transitória no iOS 26.4.

A Apple apresentou inicialmente a evolução da Siri em Junho de 2024(!), destacando funcionalidades como o reconhecimento do que está no ecrã, maior compreensão do contexto pessoal, e capacidade para executar tarefas mais complexas nas apps. Inicialmente prometida para 2025, a actualização acabou por se tornar num dos maiores falhanços da Apple, acabando por sofrer sucessivos adiamentos, agora com a promessa de que chegará ainda este ano.

No entanto, permanecem relatos minimamente credíveis de que a Apple tem enfrentado problemas, e que uma versão inicial da Siri AI, que era esperada para o iOS 26.4 poderá não se concretizar e só chegar numa actualização posterior. A grande incógnita é saber como estes problemas poderão afectar a futura versão da Siri, renovada de raiz, que é esperada para o iOS 27, e que terá que trazer uma Siri capaz de enfrentar os chatbots AI ao estilo do ChatGPT e Gemini.
Tendo em conta os muitos atrasos já ocorridos, esta é uma coisa em que a Apple não se poderá arriscar a deixar derrapar por muito mais tempo, tendo já levado à reformulação completa das equipas responsáveis e de ter optado por usar os modelos AI da Google em vez de criar o seu próprio de raiz.

Além das "garantias" da Apple, a melhor prova irá ser dada com a chegada do iOS 26.4 nas próximas semanas, que irá revelar se de facto temos os primeiros sinais de uma Siri AI melhorada... ou se efectivamente há atrasos.

Google Photos troca barra de navegação por barra flutuante

13-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

No interminável ciclo de mudanças de design, a Google mudou o interface do Google Photos para iOS, passando de uma barra inferior de navegação para uma barra flutuante.

A Google está a reformular o Google Photos com uma nova barra flutuante, substituindo a tradicional barra inferior de navegação. A mudança começou a ser disponibilizada no iOS (versão 7.63), devendo chegar mais tarde ao Android (se for como as labels do Gmail, poderá demorar alguns anos).

A nova interface reúne as secções Fotos, Coleções e Criar dentro de um elemento flutuante posicionado perto da parte inferior do ecrã. Um pequeno indicador destaca a secção activa, com um ícone à esquerda, enquanto à direita surge um botão de acção flutuante para Pesquisa ou fazer perguntas.
Ao contrário da barra inferior anterior, esta barra flutuante não desaparece ao fazer scroll. Ainda assim, está posicionada ligeiramente mais acima, permitindo ver melhor o conteúdo por baixo.
Curiosamente, esta alteração vai contra as próprias directrizes Material 3 Expressive da Google, que dizem que o elemento de barra flutuante não deve ser usado como substituto da barra de navegação principal. Segundo as indicações da Google, o elemento flutuante deveria destinar-se apenas a "acções frequentes relacionadas com a página actual". No entanto, parece que as próprias equipas da Google têm uma interpretação própria dessa regra, usando a barra flutuante como elemento de navegação principal no Google Chat e, agora, também no Google Photos.