PlanetGeek
№ 01

Google remodela DeepMind com transferência de Demis Hassabis

Algumas saídas de peso estão a obrigar a Google a fazer mudanças no sector AI e da DeepMind.

A Google DeepMind entrou numa nova fase depois de Demis Hassabis, cofundador e uma das figuras mais influentes da inteligência artificial, anunciar que deixará as funções executivas do dia a dia para assumir os cargos de presidente da DeepMind e Chief Scientist da Alphabet. A gestão operacional da divisão passa agora para Koray Kavukcuoglu, que ocupará o cargo de vice-presidente sénior.

A mudança é vista por alguns analistas como um sinal de que a DeepMind está a ficar cada vez mais integrada na estrutura da Google, perdendo parte da autonomia que manteve desde a sua aquisição em 2014. Hassabis continuará envolvido na estratégia e na investigação científica, mas irá concentrar-se em projectos de longo prazo e no desenvolvimento de novas tecnologias de inteligência artificial. A reorganização acontece numa altura em que a Google enfrenta uma concorrência crescente da OpenAI e da Anthropic, cujos modelos mais recentes têm conquistado destaque, especialmente em tarefas de programação.

Ao mesmo tempo, a empresa continua a lidar com tensões internas, bem como com a saída de vários investigadores de referência, incluindo Jeff Dean e Sanjay Ghemawat co-criadores de tecnologias críticas como o MapReduce.

If this turns out to be true, the situation is much worse than expected.

According to pathfounders, Demis Hassabis actually wanted to leave along side Dean, but was convinced to stay because google was scared their stocks would crash (which would probably be true). https://t.co/EcGc7UJWw4

— Chubby♨️ (@kimmonismus) August 8, 2026
Para piorar, dizem os rumores que também Demis Hassabis queria sair, mas que a Google achou que isso iria causar uma queda acentuada das acções, convencendo-o a permanecer para manter as aparências por mais algum tempo.

Apesar de tudo isto, a Google mantém uma posição privilegiada graças ao seu vasto ecossistema de produtos, que lhe permite continuar a investir fortemente em inteligência artificial. Ainda assim, teme-se que esta reorganização marque o fim de uma era em que a investigação científica era a principal prioridade da DeepMind, dando lugar a uma estratégia cada vez mais orientada para a comercialização das suas tecnologias. O futuro o dirá.

№ 02

Instrução Assembler mais lenta demora mais de 1 minuto a executar

No mundo da velocidade das instruções assember dos CPUs, um programador revela as instruções mais lentas de sempre.

Um programador e auto-proclamado hacker criou um projecto curioso para descobrir qual é a instrução x86 mais lenta de executar. Em vez de se focar na optimização do desempenho, Christopher Domas desenvolveu o projecto CPU Deoptimization, que mede o maior tempo de execução possível para uma única instrução (sob as piores condições possíveis) e publica os resultados no "ASM hall of shame" no GitHub.

A actual recordista é a instrução fxrstor64, que demorou cerca de 62 segundos(!), ou mais de 198 mil milhões de ciclos de relógio, a ser concluída. Para conseguir este resultado, Domas teve que utilizar técnicas criativas usando zonas de elevada latência no barramento PCIe e operações Memory-Mapped I/O (MMIO), forçando o processador a restaurar um bloco de memória de forma extremamente lenta.
O investigador acredita que este recorde poderá ser superado recorrendo às instruções AMX dos processadores Intel Sapphire Rapids, aumentando a quantidade de dados processados de 512 bytes para 8 KB. Nesse cenário, uma única instrução poderá ultrapassar 1 bilião de ciclos antes de terminar, demorando longos minutos.

No passado, Domas também já tinha lançado um curioso projecto movfuscator, um compilador que converte programas para código assembler que utiliza apenas instruções MOV - e que leva ao limite a habitual percepção de quem olha para código assembler e constata: mas isto só anda a transferir dados de um lado para o outro.

№ 03

MS impinge nova app OneDrive Photos por engano

A Microsoft parece não se conseguir livrar dos velhos hábitos, forçando a instalação de uma nova app OneDrive Photos até em PCs empresariais.

A Microsoft confirmou que distribuiu acidentalmente a nova app OneDrive Photos para um número muito maior de computadores que o previsto, incluindo computadores empresariais. A app foi instalada automaticamente através do cliente de sincronização do OneDrive, sem qualquer opção por parte dos utilizadores.

O intuito da MS era disponibilizar a nova experiência de gestão de fotografias nos computadores pessoais, mas, devido a um erro, a app também chegou a PCs de empresas. Em muitos desses dispositivos, o OneDrive Photos nem sequer pode ser utilizado, uma vez que as permissões definidas pelos administradores impedem a sua execução.
Para piorar, nem sequer existe uma forma simples de remover apenas o OneDrive Photos, pois a app está integrada no OneDrive. A única solução passa por desinstalar completamente o OneDrive, uma opção inexistente para organizações ou particulares que dependam do serviço de armazenamento da Microsoft.

A MS diz estar a trabalhar numa correção. Além de limitar a distribuição da app aos dispositivos previstos, a Microsoft promete disponibilizar uma ferramenta que permitirá remover o OneDrive Photos sem afectar o restante funcionamento do OneDrive. Uma opção que demonstra princípios completamente opostos ao que a MS deveria ter: o que deveria ter feito era primeiro perguntar aos utilizadores se aceitavam instalar uma nova app, não fazê-lo automaticamente para depois, tardiamente, perguntar se a querem a remover.

№ 04

X só vai pagar por conteúdos originais

O X voltou a mudar as regras, remodelando por completo o seu sistema de pagamentos, que agora só pagará por conteúdos originais.

Com a saída do polémico Nikita Bier, o X vai também substituir o seu programa de partilha de receitas por um novo sistema chamado Original Content Rewards, que entra em vigor a 8 de Setembro. A mudança pretende privilegiar criadores que publiquem conteúdo original, numa tentativa de reduzir práticas como o clickbait e a reciclagem de conteúdos.

Para participarem, os criadores terão de cumprir vários requisitos, incluindo ter pelo menos 500 seguidores verificados e acumular 500 mil impressões provenientes de utilizadores Premium durante os últimos 90 dias. A remuneração passará a ser calculada com base nas chamadas qualified impressions, visualizações únicas de subscritores Premium em que pelo menos metade da publicação esteja visível no ecrã.

Today, we’re launching Original Content Rewards.

The reality is that Revenue Sharing had reached a point where its incentives were misaligned. Creators should be focused on bringing net new content to the platform instead of maximizing payouts. We could have kept adding more… pic.twitter.com/VJIxqlPrjm

— Allegra Jacchia (@allegrajacchia) August 7, 2026
Segundo o X, serão considerados conteúdos originais reportagens, análises, fotografias e vídeos captados pelo próprio autor, bem como ilustrações, gráficos e até memes criados pelo utilizador. Publicações de comentário ou reação também poderão ser elegíveis, desde que acrescentem informação ou uma perspectiva relevante, enquanto a simples reutilização de conteúdo de terceiros deixará de ser suficiente para gerar receitas. O actual programa de partilha de receitas continuará activo até 7 de Setembro, altura em que será totalmente substituído pelo novo modelo.

Embora seja dito que o objectivo seja incentivar a criatividade e recompensar os criadores que contribuem com ideias e conteúdos originais para a plataforma, será discutível se isto irá efectivamente alterar a "tiktoketização" do X. Continuam a ser recorrentes as grandes contas que se limitam a reciclar conteúdos, e não será fácil para o X detectar quando se tratam de conteúdos que foram roubados de outras plataformas.

№ 05

Portugal é o segundo mercado mais eletrificado da Europa

Por pressão do preço dos combustíveis, ou por simples opção pessoal, os carros eléctricos estão a tornar-se cada vez mais procurados pelos portugueses.

Portugal consolidou a sua posição como o segundo mercado mais eletrificado da Europa, apenas atrás da Noruega. Os dados são do estudo semestral do Standvirtual e mostram que a procura por veículos 100% eléctricos cresceu 68,7% no primeiro semestre de 2026 face ao mesmo período de 2025, atingindo um máximo histórico e representando 17,3% de toda a procura registada na plataforma.

Um dos momentos mais marcantes do semestre esteve directamente ligado ao conflito entre o Irão e os Estados Unidos. A incerteza em torno da evolução dos preços dos combustíveis reflectiu-se de imediato no comportamento dos consumidores: durante o primeiro mês do conflito, uma em cada quatro pesquisas feitas no Standvirtual foi por veículos 100% eléctricos, quando até então esse rácio era de uma em cada sete.

No mercado de automóveis novos, foram matriculados 136.863 ligeiros de passageiros no primeiro semestre, um crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Só em junho, os veículos 100% eléctricos representaram 29% das matrículas, tornando-se a motorização com maior quota de mercado, à frente dos híbridos com 24%, da gasolina com 21% e do gasóleo com 15%. A importação segue a mesma tendência: nos primeiros seis meses do ano entraram em Portugal 67.264 veículos, mais 16,3% do que no primeiro semestre de 2025. Pela primeira vez, os electrificados representam 44% do total das importações, ultrapassando os carros a gasolina com 29% e a gasóleo com 27%.

O mercado de usados manteve-se equilibrado ao longo do semestre, apesar de um ligeiro abrandamento em junho, com a dinâmica de mercado a passar para -1,5%. Este número não reflecte uma quebra da procura: no conjunto do semestre, esta cresceu 11% e a oferta aumentou 12%, mantendo o Market Days Supply, o tempo médio esperado de venda tendo em conta o stock disponível, abaixo do limite de referência dos 70 dias. O preço médio da oferta aproximou-se dos 26.000 euros em junho, mas este aumento resulta sobretudo da entrada no mercado de veículos de valor mais elevado. Quando se comparam automóveis com características equivalentes, os preços efectivos continuam em tendência de descida.

Nos modelos mais vistos no Standvirtual durante o primeiro semestre, o Mercedes-Benz Classe E e o Mercedes-Benz Classe GLC lideram o ranking geral dos usados mais procurados, seguidos pelo Tesla Model 3. No segmento dos 100% eléctricos, o Tesla Model 3 mantém a liderança, à frente do BMW i3 e do Tesla Model Y.

As marcas chinesas continuam a reforçar a sua presença no mercado português. Em apenas um ano, a sua representatividade na oferta do Standvirtual passou de 0,56% para 1,43%, e na procura de 0,96% para 1,84%. No segmento eléctrico o crescimento é ainda mais expressivo, com as marcas chinesas a representarem já cerca de 9% tanto da oferta como da procura, o equivalente a quase um em cada dez eléctricos pesquisados na plataforma. A MG e a BYD continuam a concentrar mais de 84% da oferta dessas marcas, mas fabricantes como a Aion, a Leapmotor, a Omoda e a Jaecoo começam também a ganhar expressão no mercado nacional.


[Pela Estrada Fora]
№ 06

Nissan LEAF NISMO: o eléctrico com alma desportiva

A Nissan apresentou no Japão o LEAF NISMO, uma versão mais desportiva da terceira geração do seu histórico eléctrico, que desde 2010 já conquistou cerca de 700.000 clientes em todo o mundo.

Esta nova variante integra a família de modelos de estrada da divisão desportiva da marca e traz para o asfalto a experiência acumulada pela NISMO na competição, com uma afinação específica centrada na precisão, na agilidade e no prazer de condução.

A terceira geração do LEAF, lançada no mercado japonês no início de 2026, assenta numa nova plataforma dedicada a veículos eléctricos e trouxe melhorias significativas ao nível da autonomia, do comportamento dinâmico e dos sistemas de assistência à condução. É sobre esta base que o LEAF NISMO foi desenvolvido, sob o conceito de um “crossover desportivo ágil e inteligente”.
A suspensão recebeu molas, barras estabilizadoras e casquilhos específicos da NISMO, aumentando a rigidez do conjunto e melhorando a precisão da direcção. Os amortecedores com válvulas do tipo “swing valve” reduzem os movimentos iniciais da carroçaria sem comprometer a capacidade de absorção das irregularidades do piso, resultando num comportamento mais previsível tanto em cidade como em estrada. A completar o conjunto, o LEAF NISMO calça pneus Michelin Pilot Sport 5 em jantes exclusivas Enkei de 19 polegadas, leves e de elevada rigidez, o que se traduz em melhor aderência, estabilidade e resposta da direcção.

Os modos de condução também foram revistos. O anterior modo Sport dá lugar ao novo NISMO Mode, que promete uma aceleração mais imediata e linear, tirando partido das características da motorização eléctrica. Os modos Standard e ECO foram igualmente recalibrados para manter coerência com o carácter mais desportivo do chassis. Uma das novidades mais interessantes é a estreia, pela primeira vez num eléctrico NISMO, de patilhas no volante para gerir a intensidade da travagem regenerativa. O primeiro nível oferece uma desaceleração mais suave face ao modelo convencional, enquanto os níveis superiores reforçam o efeito regenerativo.
Do ponto de vista estético, o LEAF NISMO segue o princípio “Design for Performance” da divisão desportiva. O para-choques dianteiro incorpora defletores de ar que orientam o fluxo ao longo das laterais da carroçaria, reduzindo a resistência aerodinâmica, enquanto na traseira um difusor específico e um spoiler do tipo ducktail aumentam a estabilidade em andamento. Os apontamentos em vermelho Arterial Magma, os retrovisores em preto brilhante com linha vermelha e a postura mais larga e mais baixa completam uma imagem imediatamente reconhecível. O modelo está disponível em seis cores exteriores, incluindo duas variantes exclusivas do tom NISMO Stealth Gray.

No interior, o ambiente predominantemente preto é pontuado por detalhes em vermelho e elementos exclusivos NISMO. O volante em TailorFit apresenta marcador central vermelho e costuras em contraste, e os bancos dianteiros exibem perfurações vermelhas e logótipos NISMO bordados. Os bancos desportivos RECARO, afinados especificamente para este modelo, oferecem maior apoio lateral e uma posição de condução optimizada, mantendo o ajuste eléctrico para não comprometer o conforto no dia a dia.
Em termos de especificações, a versão B7 NISMO tem 160 kW e 355 Nm de binário, com um peso de 1.920 kg e uma relação peso/potência de 12,0 kg/kW. A variante B7 NISMO com bancos RECARO pesa menos 20 kg, enquanto a versão B5 NISMO opta por um motor de 130 kW e 345 Nm, com 1.820 kg de peso. Todas as versões partilham as mesmas dimensões de base: 4.415 mm de comprimento, 1.810 mm de largura e 2.690 mm de distância entre eixos, com uma distância ao solo de 135 mm. A altura varia entre 1.550 e 1.565 mm consoante o equipamento ProPILOT 2.0. Infelizmente, por agora, o Nissan LEAF NISMO fica reservado ao mercado japonês, sem qualquer previsão de chegada à Europa.


[Pela Estrada Fora]
№ 07

Leapmotor A05: o hatchback eléctrico compacto para a cidade

O Leapmotor A05 é a nova proposta da marca para atrair quem procura um carro eléctrico acessível.

A Leapmotor apresentou oficialmente o novo A05, conhecido internacionalmente como B03, um hatchback compacto eléctrico direccionado a jovens condutores urbanos que procuram estilo, tecnologia e praticidade no mesmo pacote. O modelo foi revelado na China e chega para reforçar a aposta da marca na democratização da mobilidade eléctrica inteligente.

O A05 assenta em quatro princípios orientadores: ser atractivo, fácil de conduzir, divertido de utilizar e tecnologicamente seguro. Na prática, isso traduz-se num design de inspiração global, tecnologias avançadas de assistência à condução, um interior espaçoso e uma experiência digital de última geração alimentada por inteligência artificial.

Em termos de dimensões, o A05 mede 4.175 mm de comprimento, 1.790 mm de largura e 1.560 mm de altura, com uma distância entre eixos de 2.605 mm. Apesar da pegada exterior compacta, a Leapmotor garante um habitáculo generoso, com configurações de bancos flexíveis, soluções de arrumação inovadoras e uma bagageira de dois níveis. Os elementos de iluminação, os materiais de interior de alta qualidade, as opções de cores personalizáveis e as superfícies suaves ao toque completam um ambiente que a marca descreve como distinto e acolhedor.
No que diz respeito à autonomia, o A05 promete até 510 km em ciclo WLTC, valores ainda a aguardar homologação final. O modelo inclui ainda capacidade de carregamento rápido e um conjunto de funcionalidades de condução inteligente que a Leapmotor posiciona como referência no segmento dos eléctricos compactos.
A Leapmotor nasceu em 2015 em Hangzhou, China, com um ADN tecnológico vincado. A empresa desenvolve e fabrica internamente os componentes principais dos seus veículos, incluindo os três sistemas eléctricos e inteligentes, representando essa produção própria 65% do custo total de cada automóvel. Entre as inovações que a marca reivindica estão o primeiro accionamento eléctrico oito-em-um do sector, a tecnologia de integração de baterias CTC no chassis e a arquitectura electrónica e eléctrica integrada centralmente denominada "quatro-em-um".

A expansão internacional da Leapmotor é feita através da Leapmotor International, uma joint-venture criada em parceria com o Grupo Stellantis, que em 2023 investiu na marca chinesa. A empresa, sediada em Amesterdão, opera numa estrutura em que a Stellantis detém 51% e a Leapmotor os restantes 49%. Iniciou operações na Europa em Setembro de 2024.


[Pela Estrada Fora]
№ 08

AI fez preço da RAM recuar 20 anos

A "açambarcamento" da memória RAM para os datacenters AI fez os preços da memória RAM recuar vinte anos.

Os preços da memória RAM voltaram a atingir níveis que não se viam desde 2007, anulando em meses décadas de descidas no preço deste componente crítico. A conclusão é do investigador e programador Daniel Lemire, que atribui esta situação à enorme procura por HBM (High Bandwidth Memory), impulsionada pelo rápido crescimento da inteligência artificial.

Dados independentes mostram que o preço da DDR5 ronda atualmente os 11 a 13 dólares por GB, valores semelhantes aos registados há quase duas décadas. Ao contrário do que aconteceu no passado, esta subida não resulta de problemas tecnológicos ou de produção, mas sim da procura sem precedentes por memória para o processamento AI, que está a absorver grande parte da capacidade de fabrico disponível.

On a historical basis, computer memory has been falling at an exponential rate for decades. But we just undid about 20 years of progress.

RAM on a per unit basis is about as expensive as it was in 2007.

To my knowledge, it is an historical anomaly. I cannot recall a similar… pic.twitter.com/UH6LgZ1fc4

— Daniel Lemire (@lemire) August 5, 2026
A escassez de memória afecta vários setores tecnológicos, incluindo computadores, placas gráficas, smartphones, consolas e até a indústria automóvel.

Infelizmente, ainda não existe uma previsão para o fim desta crise. Várias empresas têm prometido aumentar a produção, e até criar novas linhas de produção de chips, mas isso é algo que demorará anos a dar resultados. Até lá, os tempos em que se podia optar por 32GB ou 64GB num novo PC porque isso nem tinha grande peso no preço final, vão ser apenas uma memória dum passado não muito distante.

№ 09

Token Monitor mostra tokens AI disponíveis

O Token Monitor é um projecto no Kickstarter que disponibiliza um pequeno ecrã que mostra os tokens disponíveis nos serviços AI.

Com o uso cada vez mais frequente de serviços AI, surgiu aquilo que se pode designar por "token anxiety" referente aos tokens que se vão gastando e se podem aproximar do limite de uso. Foi isso que levou à criação deste Token Monitor, um pequeno touchscreen acompanhado por um ESP32-S3, para acompanhar, em tempo real, a utilização de assistentes de programaçãoAI. O dispositivo inclui um touchscreen IPS de 4" com resolução 480 × 480, conectividade WiFi e Bluetooth, alimentação por USB-C, e suporte opcional para bateria.

O Token Monitor mostra informações como o consumo de quotas, número de tokens utilizados, limites de sessão, tempo até ao reinício das quotas e estimativas de custos. Os dados são obtidos através de um serviço local open-source, que comunica de forma segura com o dispositivo. Todas as credenciais são mantidas no computador do utilizador, sem enviar telemetria ou código para servidores externos.



O sistema é compatível com o Claude Code, Codex CLI e Antigravity CLI, além de suportar Model Context Protocol (MCP). Isto permite que assistentes AI façam tarefas como configurar o dispositivo, actualizar o firmware, alterar as credenciais WiFi ou consultar registos de diagnóstico directamente a partir da linha de comandos. O firmware utiliza a interface LVGL e permite ainda criar painéis personalizados com gráficos, tabelas e outros dados além do consumo de tokens.

O Token Monitor está actualmente em campanha no Kickstarter, com um objectivo de financiamento de 25.000 euros. As primeiras unidades têm um preço promocional de 99 euros, com o envio previsto para Novembro de 2026. O maior problema é que, para o público alvo a que se destina, muitos deles podem optar por usar um kit ESP32 com ecrã de 4", por menos de metade do preço, e criarem o seu próprio Token Monitor via "vibe coding".

№ 10

Google Drive perde backup de fotos no computador

Quem usasse a app Google Drive Desktop para fazer backups de fotos para o Google Photos terá que reajustar as suas rotinas.

A Google vai remover, a partir de 10 de Agosto, a funcionalidade que permitia à app Google Drive para desktop fazer cópias de segurança automáticas de pastas locais para o Google Photos. A mudança não elimina quaisquer fotografias nem afecta as cópias de segurança já existentes, mas obriga os utilizadores a recorrer ao próprio Google Photos para continuarem a sincronizar as imagens.

Quem pretender manter as cópias de segurança automáticas deverá primeiro desactivar a opção "Back up to Google Photos" nas definições da app Google Drive para computador para evitar problemas (se esta ainda existir). Este procedimento interrompe a sincronização e não apaga fotografias locais ou na cloud.
Depois disso, o novo processo de efectuar as cópias de segurança passa a ser feita directamente através do Google Photos na web. Para tal os utilizadores têm que ir ao Google Photos e no botão "+" no topo direito podem escolher a opção "Back up folders" para sincronizar automaticamente pastas do computador para a biblioteca do Google Photos.

No entanto, há que ter em conta que isto apenas é feito quando se visita o Google Photos, pelo sera recomendável visitar regularmente o Google Photos (ou manter um tab aberta com o site) para assegurar que as fotos das pastas escolhidas estão efectivamente a ser enviadas para a cloud.

№ 11

Google Drive perde backup de fotos no computador

Quem usasse a app Google Drive Desktop para fazer backups de fotos para o Google Photos terá que reajustar as suas rotinas.

A Google vai remover, a partir de 10 de Agosto, a funcionalidade que permitia à app Google Drive para desktop fazer cópias de segurança automáticas de pastas locais para o Google Photos. A mudança não elimina quaisquer fotografias nem afecta as cópias de segurança já existentes, mas obriga os utilizadores a recorrer ao próprio Google Photos para continuarem a sincronizar as imagens.

Quem pretender manter as cópias de segurança automáticas deverá primeiro desactivar a opção "Back up to Google Photos" nas definições da app Google Drive para computador para evitar problemas (se esta ainda existir). Este procedimento interrompe a sincronização e não apaga fotografias locais ou na cloud.
Depois disso, o novo processo de efectuar as cópias de segurança passa a ser feita directamente através do Google Photos na web. Para tal os utilizadores têm que ir ao Google Photos e no botão "+" no topo direito podem escolher a opção "Back up folders" para sincronizar automaticamente pastas do computador para a biblioteca do Google Photos.

No entanto, há que ter em conta que isto apenas é feito quando se visita o Google Photos, pelo sera recomendável visitar regularmente o Google Photos (ou manter um tab aberta com o site) para assegurar que as fotos das pastas escolhidas estão efectivamente a ser enviadas para a cloud.

№ 12

Chrome ganha Netflix em 4K no Windows

Depois de muitos anos de espera, é finalmente possível ver Netflix em 4K no Chrome, desde que se cumpram os requisitos.

A Netflix passou finalmente a suportar a reprodução de conteúdos em 4K no Google Chrome para Windows, eliminando a necessidade de utilizar o Microsoft Edge para ver filmes e séries na resolução máxima.

No entanto, não basta actualizar o browser para as versões mais recentes para se ter acesso a esta capacidade. É também necessário ter um PC com Windows 11 actualizado, um processador ou placa gráfica compatível, um monitor 4K com suporte para HDCP 2.2 e, obviamente, uma subscrição Netflix Premium. Em alguns sistemas poderá também ser necessário instalar as HEVC Video Extensions da Microsoft (pelas quais a MS cobra €1!) para garantir a reprodução em Ultra HD.

Chrome also started supporting 4k on Netflix. pic.twitter.com/nF1tTrggJI

— saurax (@saurax04) July 23, 2026
Além disso, a qualidade de reprodução na Netflix deve estar definida para Auto ou Alta, e o conteúdo escolhido tem de estar disponível em 4K Ultra HD. Só quando todos estes requisitos forem cumpridos é que a plataforma permitirá transmitir vídeo na resolução máxima através do Chrome.

A novidade, para já, está limitada ao Windows. No macOS, o Chrome continua restrito a 1080p, pelo que os utilizadores de Mac terão de continuar a recorrer ao Safari para assistir aos conteúdos da Netflix em 4K. Para quem utiliza o Chrome no Windows, esta mudança torna finalmente possível aproveitar a qualidade máxima incluída no plano Premium sem mudar de browser.

Tudo isto devido às idiotices das tentativas de protecção dos conteúdos, aquelas tentativas completamente falhadas que apenas penalizam os clientes legítimos, enquanto todos aqueles que optam pelos conteúdos pirateados usufruem das qualidades máximas como e quando querem, sem restrições. Enfim...

№ 13

Painel E-Ink com horário de autocarros

Um utilizador partilhou um curioso projecto que mostra os horários dos autocarros num ecrã E-Ink.

Relembrando como hoje em dia é fácil criar projectos práticos e vistosos sem necessidade de grandes conhecimentos técnicos, um utilizador criou um prático painel de informações com ecrã e-ink e ESP32 que reúne, num único local, a hora, previsão do tempo, e os horários dos transportes públicos numa determinada paragem de autocarros em Singapura. O mais interessante é que o projecto não exige qualquer conhecimento de programação avançada, graças à utilização de um modelo já preparado que pode ser configurado em poucos minutos.

O projecto utiliza um reTerminal ePaper da Seeed Studio (cerca de 160€ já com moldura) e a plataforma SenseCraft Seeedash, que permite criar interfaces e ligar-se a diferentes APIs através de uma interface gráfica sem escrever uma única linha de código. O resultado é um pequeno painel que pode ser colocado junto à porta de casa para consultar rapidamente informações úteis antes de sair.

O modelo disponibilizado foi criado para mostrar os horários dos autocarros em Singapura, mas pode ser facilmente adaptado para outras cidades através da substituição da API de transportes (infelizmente, em Portugal, parece que não temos API para horários em tempo real no Porto ou em Lisboa). Além disso, o painel apresenta também a previsão meteorológica e a hora, oferecendo uma visão rápida das condições do dia para determinada localização.

Note-se que este ainda é um projecto que ainda é "feito à mão", o que vai começar a ser cada vez mais raro numa altura em que mais pessoas começam a tirar partido das potencialidades dos modelos AI, que podem também assistir qualquer curioso em concretizar os seus projectos.

№ 14

Revolut bloqueia uso do GrapheneOS

A Revolut bloqueou o uso da sua app em smartphones com GrapheneOS, e a justificação da "segurança" não convence.

O GrapheneOS voltou a acusar a Revolut de bloquear o acesso à sua app em dispositivos que utilizam o sistema operativo focado na privacidade. Segundo o projecto, alguns utilizadores estão novamente a enfrentar problemas de início de sessão, e a sua análise parece indicar que a Revolut continua a implementar medidas para identificar e restringir especificamente dispositivos com GrapheneOS.

A Revolut aparentemente justifica esta decisão com motivos de segurança, mas essa desculpa cai por terra quando a app se limita a verificar elementos relacionados com o Google Play em vez de utilizar os mecanismos de verificação de integridade disponibilizados pelo próprio Android. E se dúvidas houvesse, como é que a Revolut explicaria que a sua app continue a funcionar em dispositivos Android 9, lançado em 2018, com inúmeras vulnerabilidades e sem suporte oficial há anos, enquanto bloqueia um sistema operativo moderno que privilegia a segurança e a privacidade.

Revolut recently banned using GrapheneOS without any justification. They're falsely claiming to do be doing it for security reasons. In reality, they're enforcing licensing Google Play. Revolut doesn't enforce security standards. It runs on Android 9 with no patches since 2018.

— GrapheneOS (@GrapheneOS) August 6, 2026

Revolut is incredibly negligent when it comes to security. It includes a bunch of closed source third party libraries with privacy, security and compatibility issues. Several of these libraries supposedly exist to protect security but in fact create serious security weaknesses.

— GrapheneOS (@GrapheneOS) August 6, 2026
A frustração da equipa do GrapheneOS torna-se ainda mais evidente com a referência à negligência da Revolut a nível da qualidade da sua app, que utiliza componentes de terceiros com múltiplos problemas de segurança, privacidade, e compatibilidade.

Esta não é a primeira vez que as duas entidades entram em conflito. O GrapheneOS diz que a Revolut já tentou bloquear o sistema em Janeiro de 2025, mas que a comunidade encontrou uma forma de contornar essas restrições. Como solução temporária para este novo incidente, a GrapheneOS sugere instalar a app através da Google Play Store em modo isolado (sandboxed), utilizando uma conta Google secundária. No entanto, alerta que esta alternativa poderá deixar de funcionar caso a Revolut continue a alterar os seus mecanismos de detecção.

№ 15

Os carros que mais desvalorizam em Portugal

Um carro pode perder metade do seu valor em apenas cinco anos, mas alguns podem valer ainda menos.

Comprar um carro novo pode ser um investimento considerável, mas poucos condutores pensam na desvalorização que o modelo escolhido vai sofrer nos primeiros anos de vida. Quando chega a altura de vender, a realidade pode ser bastante desagradável: o veículo vale muito menos do que se esperava, e a perda financeira é difícil de ignorar.

Um estudo realizado pela carVertical analisou quais os modelos que perdem valor mais rapidamente em Portugal e no resto da Europa. As conclusões mostram que alguns carros novos podem perder mais de metade do seu valor nos primeiros cinco anos, com a desvalorização a ser mais acentuada logo após a compra e a abrandar com o passar do tempo.

Em Portugal, o modelo que mais desvaloriza é o Jaguar I-Pace, com uma perda média de 64,6% do valor em cinco anos. A seguir surgem o Opel Insignia, com 61,2%, o Nissan Leaf, com 58,1%, o Ford Mondeo, com 57,7%, e o Audi e-tron, com 54,3%. São números expressivos que representam milhares de euros evaporados em poucos anos.

Os veículos eléctricos também enfrentam um problema sério de desvalorização. O rápido desenvolvimento da tecnologia de baterias e o aumento constante da autonomia dos modelos mais recentes fazem com que um eléctrico com apenas alguns anos de uso possa receber pouca atenção no mercado de usados. A autonomia desses modelos tende a ser insuficiente para os padrões actuais, limitando a sua utilidade a deslocações urbanas e tornando-os menos apelativos para potenciais compradores.
A nível europeu, os números são ainda mais pronunciados. Analisando os dados de todos os países incluídos no estudo, o Jaguar I-Pace lidera com uma desvalorização de 73,1% em cinco anos, seguido do Land Rover Range Rover com 70,1%, do Nissan Leaf com 62,4%, do Audi e-tron com 60,9% e do Jaguar XF com 59,9%. A tendência é clara: os modelos premium e eléctricos são os que mais sofrem na Europa Ocidental, enquanto nos mercados mais sensíveis ao preço até os carros económicos podem perder valor a um ritmo elevado.

Mas nem tudo são más notícias. O estudo da carVertical identifica também os modelos que melhor resistem à desvalorização em Portugal. O Peugeot 508 é o que mais preserva o seu valor, com uma perda de apenas 48,7% em cinco anos. Seguem-se o Opel Astra com 48,8%, o Tesla Model S com 51%, o Tesla Model 3 com 52,6% e o Hyundai Ioniq com 53,8%.

No fundo, a desvalorização de um automóvel não depende apenas dos anos que tem, mas também da procura que existe para esse modelo específico. Um veículo com baixa procura ou considerado uma compra de risco perde valor de forma muito mais acelerada do que um modelo popular e económico, que beneficia de uma base alargada de potenciais compradores. Para ajudar os condutores a navegar neste risco financeiro, a carVertical integrou nos seus relatórios uma funcionalidade de Valor de Mercado, que analisa tendências históricas de preços e projecta o valor futuro do veículo, transformando uma incerteza numa decisão mais informada.

Nota metodológica: o estudo da carVertical analisou relatórios históricos de veículos adquiridos pelos utilizadores da empresa entre Janeiro de 2023 e Dezembro de 2025, abrangendo a desvalorização de veículos fabricados em 2020. A percentagem de desvalorização foi calculada comparando o preço de venda sugerido pelo fabricante com o valor no mercado após cinco anos.

[Pela Estrada Fora]
№ 16

Google Photos com 25% de desconto

Quem estiver curioso para ver que tal são as fotografias impressas via Google Photos, pode aproveitar a oportunidade para poupar uns euros até 10 de Agosto.

O serviço de impressão de fotos e álbuns está disponível no Google Photos há bastante tempo, e volta a lançar uma promoção especial, sempre útil para materializar algumas fotos digitais em lembranças físicas para a posteridade. O serviço de impressão de foto-álbuns está actualmente com 25% de desconto nos photo books, canvas, e fotografias, até 10 de Agosto.
Desta vez a promoção não inclui portes gratuitos, como noutras promoções anteriores, mas mesmo assim é algo a ter em conta.

Não deixa de ser curioso que, para os mais "veteranos", se tenha passado pela fase em que a palavra "fotos" estava inevitavelmente associada às imagens num papel físico, e os "álbuns" eram literais livros com fotos coladas. Depois passamos para uma fase em que ver fotos digitais era uma novidade, e as molduras digitais com ecrã eram algo muito moderno. E agora, estamos num ponto em que as fotos se tornaram algo que implicitamente se refere às fotos digitais, e os álbuns são pastas de fotos numa qualquer plataforma de fotos ou num disco - e sejam as fotos em papel, e os álbuns em papel, a excepção à regra!

Nem que seja pelo factor nostálgico - ou novidade, para os mais novos - é sempre interessante revisitar as fotos físicas em papel. :)

№ 17

Agentes da OpenAI colaboraram secretamente em fórum privado

Mais detalhes sobre o ataque dos agentes AI da OpenAI à Hugging Face revelam elementos curiosos que parecem saídos de um filme sci-fi.

A OpenAI revelou novos detalhes sobre o incidente de segurança que envolveu agentes AI durante a conferência Black Hat, classificando-o como um "momento decisivo" para a segurança da inteligência artificial. A empresa revelou que a origem do problema remonta a 7 de Maio, durante o treino de um modelo ainda não lançado, muito antes da violação da plataforma Hugging Face se tornar pública.

Segundo a OpenAI, vários agentes AI descobriram autonomamente uma forma de comunicar entre si através de um repositório interno utilizado durante o treino. O que começou como simples pedidos de ajuda evoluiu para um verdadeiro fórum, onde os agentes partilhavam vulnerabilidades, credenciais e tarefas, coordenando ataques de forma colaborativa. Mesmo depois de a OpenAI eliminar esse sistema de comunicação, os agentes encontraram outro método para continuar a trocar informações, utilizando os nomes das pastas como mensagens - sendo que, a certo ponto, até começaram a desconfiar que pudesse haver um agente malicioso infiltrado no grupo.



A empresa revelou que esta actividade passou despercebida durante semanas, permitindo que os agentes se movimentassem entre sistemas internos e externos e explorassem vulnerabilidades sem intervenção humana. Durante a apresentação, a OpenAI explicou que este comportamento demonstrou que ataques ofensivos totalmente automatizados e coordenados por agentes AI são já uma realidade, reforçando a necessidade de desenvolver mecanismos de defesa igualmente automáticos.

Em resultado deste caso, a OpenAI diz estar a abrandar o ritmo da investigação para reforçar a segurança dos seus sistemas. A empresa está a rever a sua infraestrutura, a aumentar a monitorização dos agentes AI, e melhorar os mecanismos de prevenção, detecção, e resposta a incidentes, alertando que isto é algo que terá que ser feito de forma global em todo o sector, pois o mesmo irá inevitavelmente acontecer com outros modelos AI de outras empresas.

№ 18

OpenAI prepara "donut" AI de $300

O primeiro dispositivo da OpenAI será uma mini-coluna inteligente para AI no formato de donut e com partes móveis.

Os mais recentes rumores revelam que o primeiro dispositivo de hardware da OpenAI será um altifalante inteligente portátil, com um tamanho semelhante a um disco de hóquei e um design em forma de donut. O equipamento não terá ecrã, funcionando como um assistente centrado no ChatGPT, recorrendo a microfones e altifalantes para conversas por voz. Terá ainda uma câmara e vários sensores para interpretar o ambiente à sua volta, e iluminação integrada para indicar quando está a ouvir ou a responder ao utilizador.

Contrariamente à maioria dos smart speakers actuais, este dispositivo terá um preço bastante elevado, entre os 300 e os 400 dólares, que poderá ser explicado pela inclusão de partes móveis (não especificadas) que prometem dar-lhe "personalidade" a nível das reacções, transformando-o num mini-robot com o qual as pessoas sentirão maior empatia. O projecto está a ser liderado por Jony Ive, antigo responsável pelo design da Apple, que se juntou à OpenAI após a aquisição da startup io.

Ao contrário de produtos como o HomePod ou o futuro hub doméstico da Apple, o dispositivo da OpenAI aposta na portabilidade e numa experiência totalmente focada em inteligência artificial. A empresa pretende diferenciar-se dos actuais altifalantes inteligentes ao oferecer um assistente mais conversacional e capaz de aprender progressivamente sobre os hábitos e preferências do utilizador. Resta saber se isso será algo pelo qual as pessoas estarão dispostas a pagar um preço tão elevado.

№ 19

Coluna BT Tronsmart Bang SE a €71

Há quem procure colunas Bluetooth dando preferência ao factor mobilidade; há quem o faça para obter os graves e volume que ficam a faltar quando se ouve música a partir do smartphone. Esta Tronsmart Bang de 40 W é uma coluna que resolve ambos os problemas.

A Tronsmart Bang SE de 40 W é uma versão renovada e melhorada da anterior Mega Pro, adoptando um novo aspecto que adiciona detalhes práticos, como uma pega de transporte e iluminação RGB, mantendo a qualidade de construção acima da média. Acima de tudo, é capaz de impressionar com a sua qualidade sonora mesmo a elevados níveis sonoros, que lhe permite enfrentar todo o tipo de situações: quer seja para situações de uso individual para melhor apreciar música, uma festa com amigos, ou para fortalecer uma apresentação feita a partir de um portátil ou tablet.
A coluna Bluetooth Tronsmart Bang SE está disponível por 71 euros na Amazon Espanha.

Conta com protecção IPX6 contra poeiras e salpicos, permitindo-lhe enfrentar uma maior variedade de ambientes, autonomia para até 24 horas de diversão, pode funcionar como power bank para recarregar outros dispositivos, e também permite emparelhar colunas adicionais para festas sem limites.

Podem acompanhar as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

№ 20

Chrome precisa de 20GB para modelos AI locais

O Chrome vai precisar de 20GB de espaço livre em disco/SSD para instalar os modelos AI locais.

Meses depois de se ter descoberto que o Chrome estava a descarregar gigabytes sem qualquer pedido de autorização, a Google actualizou a documentação do Chrome para esclarecer os requisitos necessários para utilizar as funcionalidades de inteligência artificial executadas localmente no browser. Embora os modelos AI ocupem cerca de 4 GB após a instalação, será necessário ter aproximadamente 20 GB de espaço livre no disco para que o Chrome possa descarregá-los.

Além do espaço disponível, a Google refere que o computador terá de cumprir determinados requisitos de desempenho e estar ligado a uma rede sem limite de tráfego de dados. O browser apenas iniciará automaticamente o download dos modelos AI se o dispositivo for considerado compatível.
A exigência de 20 GB de espaço livre poderá ser um problema para computadores com SSDs de 128 GB ou 256 GB, onde o armazenamento disponível é mais limitado. Para comparação, uma instalação normal do Chrome, sem os modelos de AI, pode ficar-se pelos 500 MB, substancialmente menos que o espaço necessário para estas funcionalidades AI.

Apagar manualmente os ficheiros dos modelos não impede que estes sejam novamente descarregados. Para evitar futuras instalações, é necessário desativar a funcionalidade nas definições do Chrome, em Settings > System > On-device AI.