PlanetGeek
№ 01

Kernel Linux 7.2 livra-se do strncpy

O kernel Linux 7.2 marca o adeus à função strncpy, tradicional fonte de erros e falhas de memória.

O Linux 7.2 marca o culminar de uma longa iniciativa de limpeza do código do kernel que remove completamente a função strncpy, uma função da linguagem C que há muito tempo é uma fonte recorrente de erros e vulnerabilidades. A mudança surge após seis anos de desenvolvimento e mais de 360 correcções submetidas por programadores da comunidade open source.

A função strncpy permite copiar uma quantidade específica de caracteres para uma área de memória, mas o seu comportamento pouco intuitivo em determinadas situações tornou-se uma das principais causas de bugs. Entre os problemas mais frequentes está a criação de strings sem caracter de terminação quando se tentava copiar algo maior do que o espaço do destino, que pode originar comportamentos inesperados e potenciais vulnerabilidades de segurança.
Além das preocupações com segurança, a função também era criticada pelo impacto no desempenho. O seu método de preenchimento automático da memória com zeros gerava operações desnecessárias que podiam prejudicar a eficiência do sistema. Por essa razão, os programadores do kernel têm vindo a substituí-la gradualmente por alternativas mais modernas e seguras, como a função strscpy, concebida especificamente para evitar muitos dos problemas associados ao strncpy ao disponibilizar diversas variantes mais explícitas quanto ao seu comportamento.
A remoção definitiva da strncpy é vista como um dos maiores esforços de modernização do código do kernel nos últimos anos. Ainda assim está longe de acabar totalmente com os bugs de memória, que se tornam inevitáveis ao utilizar linguagens de programação como o C/C++, que dão acesso de baixo nível e assumem que a gestão de memória seja feita correctamente pelo programador. Por isso mesmo há movimentos que defendem a transição para linguagens como o Rust, onde a gestão de memória passa a ser controlada automaticamente pela linguagem.

Também de notar que esta remoção melhora a estabilidade do kernel Linux, mas não evita que problemas de memória continuem a surgir em todos os programas e demais sistemas que continuem a usar o strncpy, que continua a ser uma função C perfeitamente válida.

№ 02

Intel e AMD aceleram AI nos CPUs com ACE

A Intel e a AMD estão a tornar os CPUs mais amigos do processamento AI com novas instruções ACE nos processadores x86.

A Intel e a AMD divulgaram as especificações do ACE (Advanced Computing Extensions), um novo conjunto de instruções concebido para acelerar tarefas de inteligência artificial directamente nos processadores x86. A tecnologia foi desenvolvida para tornar operações AI mais eficientes em termos de energia e desempenho, especialmente em cenários onde a utilização de um GPU não é a solução mais adequada ou quando um GPU nem sequer está disponível.

Embora a maioria das aplicações AI dependa de GPUs ou NPUs para processar modelos complexos, existem situações em que pode ser mais vantajoso executar este trabalho no CPU. O ACE foi criado para melhorar esse tipo de utilização, aproveitando os registos já existentes do AVX10, mas adicionando hardware especializado para multiplicação de matrizes, uma das operações fundamentais dos algoritmos de inteligência artificial. Segundo as especificações, uma única instrução ACE pode realizar até 16 vezes mais operações do que o processamento tradicional usando apenas AVX10, o que potencia aumentos substanciais de desempenho.

Outro dos principais benefícios é a criação de uma plataforma comum para software AI em processadores x86, evitando a actual complexidade de lidar com múltiplas arquitecturas de GPUs e NPUs. Pode considerar-se que é mais um passo no longo caminho iniciado pelas instruções MMX lançadas em 1997 pela Intel, e que tem ampliado a capacidade de processamento dos CPUs x86 desde então.

№ 03

Philips Hue com novas lâmpadas e interruptores de parede

Temos novas lâmpadas e candeeiros Philips Hue, a par dos primeiros interruptores de parede para substituir interruptores convencionais.

A Philips Hue expandiu o seu ecossistema de iluminação inteligente com o lançamento dos primeiros módulos de parede com ligação física, concebidos para transformar luzes convencionais em dispositivos compatíveis com a plataforma Hue. Instalados atrás dos interruptores existentes, estes micromódulos permitem controlar lâmpadas tradicionais através da aplicação Hue sem necessidade de substituir as lâmpadas por lâmpadas inteligentes.

A nova gama inclui versões para interruptores simples, duplos e reguladores de intensidade, permitindo integrar luzes de tecto, candeeiros suspensos e outros sistemas de iluminação fixos no ecossistema da marca. Embora soluções semelhantes já existam através de fabricantes como a Aqara e Shelly, estes são os primeiros módulos deste tipo com integração nativa na aplicação Philips Hue.



A empresa apresentou também os novos Play Table Lamp e Play Floor Lamp, versões mais acessíveis da popular série Signe. Estes modelos foram concebidos para funcionar com o sistema de entretenimento da Hue, possibilitando a sincronização de efeitos luminosos com filmes, música e jogos através da Hue Sync Box ou das aplicações Hue Sync.
Outra novidade chega às lâmpadas inteligentes em formato vela. Os novos modelos oferecem maior luminosidade, uma gama de temperatura de cor mais ampla e compatibilidade com Matter-over-Thread, permitindo ligação directa a plataformas como Apple Home e Google Home sem necessidade de uma Hue Bridge.

№ 04

Europa vai ter 35 supercomputadores Nvidia nos próximos anos

Ajudando a recuperar do atraso face a outras regiões, a Europa contará com 35 novos supercomputadores com chips Nvidia, totalizando 800 Exaflops de capacidade computacional.

A NVIDIA anunciou uma das maiores expansões de infraestrutura de inteligência artificial na Europa. Em parceria com centros de investigação, universidades, e organismos públicos, a empresa vai ajudar a implementar 35 supercomputadores em 23 países europeus, que em conjunto deverão disponibilizar até 800 Exaflops de capacidade de computação.

O projecto foi revelado durante a ISC 2026 e tem como objectivo acelerar a investigação científica de mais de três milhões de investigadores. As novas infraestruturas serão utilizadas em áreas como modelação climática, saúde, biotecnologia, agricultura sustentável, energia, robótica, e - como não podia deixar de ser - desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. A maioria dos sistemas recorrerá às arquitecturas NVIDIA Hopper e Blackwell, embora vários centros já estejam a contar com a futura plataforma Vera Rubin.
Entre os destaques encontram-se a expansão do supercomputador MareNostrum 5, em Espanha, que poderá atingir até 20 Exaflops para treino de AI e 33 Exaflops para inferência, e o projecto italiano IT4LIA, que contará com mais de 8.000 GPUs e uma capacidade de até 82 Exaflops para treino e 164 Exaflops para inferência. Também a Alemanha e a Suécia receberão novos sistemas dedicados à investigação científica e ao desenvolvimento de aplicações avançadas de inteligência artificial. A iniciativa inclui ainda o supercomputador JUPITER, instalado na Alemanha, considerado o primeiro sistema exascale da Europa. Entre as suas capacidades estão a simulação do cérebro humano ao nível celular, modelação climática global com resolução de um quilómetro, e investigação em redes sem fios de próxima geração (6G).

A NVIDIA está a prepara a chegada da arquitectura Vera Rubin, que promete concentrar desempenho equivalente aos actuais supercomputadores Top500 num único rack. De certo modo, pode considerar-se que o atraso da Europa nos supercomputadores pode até ter funcionado a seu favor, permitindo saltar para os chips mais recentes da Nvidia, com maior eficiência e maior potência em volume mais reduzido.

№ 05

Steam Machine da Valve começa nos €1039

A Valve revelou finalmente o preço da Steam Machine, que é fortemente penalizado pelos actuais preços elevados da RAM.

Depois de muita espera, a Valve anunciou finalmente a data de lançamento e - mais importante - os preços da Steam Machine, o seu novo PC gaming compacto baseado em SteamOS.

A Steam Machine chega em Julho em versões de 512 GB e 2 TB, e com/sem o Steam Controller. O modelo base de 512 GB de armazenamento custa 1039 euros, enquanto a versão com 2 TB custa 1359 euros. Quem quiser incluir o Steam Controller terá que pagar 1108 e 1428 euros, respectivamente. Os interessados podem fazer a reserva deste mini-PC, mas a ordem de entrega será feita através de um sistema de selecção aleatória, para minimizar o açambarcamento com intuito de revenda (ainda mais) inflaccionada na fase de lançamento.
Em termos de hardware, a Steam Machine usa uma motherbord ultra-compacta com um processador AMD Zen 4 de seis núcleos e 12 threads, acompanhado por um GPU AMD RDNA 3 com 28 unidades de computação. O sistema inclui ainda 16 GB de memória DDR5 e 8 GB GDDR6 VRAM para o GPU. O armazenamento pode ser expandido graças à utilização de unidades SSD M.2 padrão, existindo também uma ranhura microSD compatível com cartões utilizados na Steam Deck. No software, a aposta recai no SteamOS 3, o sistema operativo baseado em Linux desenvolvido pela Valve para jogos.



A grande questão acaba por ser o preço. Originalmente, a Valve pretendia lançar a Steam Machine com um preço de 750 euros, para se posicionar como uma alternativa a consolas como a PS5 Pro. Com estes preços inflacionados devidos ao custo da RAM, as coisas tornam-se bastante mais complicadas - ainda mais porque é perfeitamente possível montar-se um PC equivalente, ou até ligeiramente melhor, pelo mesmo preço.
As características da máquina fazem também com que esteja melhor posicionada para jogos em resoluções até 1440p (4K a 60 fps tem que recorrer a FSR), o que pode revelar-se "curto" para as ambições de quem procura um "PC de jogos" para jogar em 4K no televisor da sala, o que pode reduzir o número de interessados - que podem preferir optar por aguardar pela próxima geração de consolas PlayStation e Xbox.

Veremos como as coisas correm, mas pelo lado positivo, será possível instalar o SteamOS 3.8 em qualquer PC convencional, e transformá-lo numa Steam Machine, e a Valve diz estar a trabalhar com a Nvidia para resolver a questão do suporte para placas gráficas Nvidia - que tem sido uma das suas grandes lacunas.

№ 06

Ganha uma coluna Anker Soundcore Select 4 Go

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez é uma coluna Anker Soundcore Select 4 Go.

Para garantir que a música que têm no smartphone pode ser ouvida em alto e bom som, temos uma excelente coluna BT Soundcore Select 4 Go da Anker para vos oferecer. Esta coluna de tamanho compacto oferece autonomia até 20 horas, e promete robustez suficiente para enfrentar pó e chuva, para poder ser usada em todos os ambientes.

Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 07

Google renova pesquisa por voz

A Google melhorou a pesquisa por voz na app Google, aproximando-a do Gemini, incluindo conversas em tempo real, tradução e reconhecimento de músicas.

A Google está a lançar melhorias na pesquisa por voz na app Google, com interface renovada e várias funcionalidades que tornam esta ferramenta mais útil do que nas versões anteriores. A renovação já começou a chegar aos utilizadores e traz melhorias que simplificam a utilização e expandem as capacidades para além das pesquisas tradicionais.

Uma das principais novidades é a possibilidade de desactivar a pesquisa automática através de um novo botão na interface. Até agora, a Pesquisa por Voz iniciava a procura assim que o utilizador fazia uma pausa ao falar, o que muitas vezes interrompia frases ou comandos mais longos. Com a nova opção, é possível controlar manualmente o momento em que a pesquisa é executada.
A interface passa também a incluir atalhos para diferentes modos de utilização. Além da pesquisa tradicional, os utilizadores podem iniciar conversas em tempo real através de uma experiência semelhante ao Gemini Live, utilizar uma função dedicada ao reconhecimento de músicas, e aceder rapidamente à tradução de palavras e frases para outros idiomas sem ter que recorrer ao Google Translate.

Embora algumas destas ferramentas já estivessem disponíveis na app da Google, encontravam-se dispersas e nem sempre eram fáceis de descobrir. Com esta actualização, tudo isso passa a ficar centralizado e facilmente acessível através da Pesquisa por Voz. Como sempre, o lançamento está a ser feito de forma faseada, podendo demorar algumas semanas a chegar a todos os utilizadores.

№ 08

Pixels ganham LHDC v5 no Android 17

Com a actualização para o Android 17, os Pixel ganham LHDC v5 para áudio Bluetooth de maior qualidade.

A Google adicionou suporte para o codec de áudio Bluetooth LHDC v5 nos smartphones Pixel com a actualização para o Android 17. A novidade não foi mencionada na lista oficial de funcionalidades da nova versão do sistema operativo, mas já tinha sido detectada por utilizadores durante os testes das versões beta, e encontra-se agora disponível na versão estável.

Para verificar se o codec está activo, os utilizadores podem aceder às Opções de Programador, disponíveis após tocar repetidamente vezes no número de compilação nas definições do dispositivo. Dentro desse menu, a secção dedicada aos codecs de áudio Bluetooth deverá apresentar a opção LHDC v5, caso seja suportada pelos equipamentos ligados.
Embora seja uma novidade para os Pixel, o LHDC v5 já está presente há algum tempo em vários auscultadores e smartphones Android. Os Nothing Ear (2) e os OnePlus Buds 4 já suportam esta tecnologia, que pode ser aproveitada ao máximo quando utilizada com serviços de streaming que disponibilizam áudio de alta qualidade ou formatos Lossless.

O LHDC v5 foi desenvolvido para oferecer áudio sem fios com menor latência e melhor qualidade sonora. A tecnologia suporta latências de cerca de 80 ms, taxas de transmissão adaptativas entre 128 Kbps e 1 Mbps, e frequências de amostragem até 24 bits a 192 kHz, proporcionando uma experiência mais próxima do áudio de alta resolução através de Bluetooth.

№ 09

Ransomware Prinz Eugen começa pelos ficheiros mais recentes

O ransomware Prinz Eugen foi apanhado a dar prioridade aos ficheiros mais recentes para maximizar o impacto dos ataques.

No passado já vimos os ransomware a evoluírem de forma a maximizarem a sua eficácia, como encriptar parcialmente os ficheiros grandes. Agora, temos outra novidade. Uma nova operação de ransomware chamada Prinz Eugen, adoptar uma estratégia invulgar mas totalmente lógica: começa por encriptar primeiro os ficheiros modificados mais recentemente. Esta abordagem tem como objectivo aumentar a pressão sobre as vítimas ao atingir dados que estão em utilização activa e que tendem a ser mais importantes para as operações diárias das organizações.

A análise revelou que os atacantes recorrem frequentemente a ferramentas legítimas de administração remota e técnicas conhecidas, utilizando recursos já presentes nos sistemas comprometidos para evitar levantar suspeitas. O acesso inicial parece ser feito através de credenciais RDP roubadas, seguindo-se a instalação manual do malware. Em alguns casos foram também observadas ferramentas de gestão remota e contas de administrador criadas para garantir persistência no sistema.
Ao contrário de muitas operações modernas, o Prinz Eugen não funciona sob o modelo de ransomware-as-a-service (RaaS). O malware, desenvolvido em Go, percorre as pastas e tenta encriptar praticamente todos os ficheiros encontrados. Para proteger as chaves de encriptação contra recuperação, o código elimina os dados da memória após a utilização e remove-se automaticamente do sistema depois de concluir o ataque.

Outra característica incomum é a ausência de uma nota de resgate ou alterações ao ambiente de trabalho da vítima. Em vez disso, os criminosos optam por comunicar através de canais externos, como email, telefone ou portais na dark web, dificultando a detecção automática da fase de extorsão. Os investigadores já identificaram várias organizações afectadas e alertam que esta metodologia mais discreta pode tornar os ataques mais difíceis de investigar.

Como sempre, importa estar consciente que ninguém esta livre de ser vítima deste tipo de ataques, e importa ter uma solução de backups que permita recuperar rapidamente nesta eventualidade.

№ 10

Ransomware Prinz Eugen começa pelos ficheiros mais recentes

O ransomware Prinz Eugen foi apanhado a dar prioridade aos ficheiros mais recentes para maximizar o impacto dos ataques.

No passado já vimos os ransomware a evoluírem de forma a maximizarem a sua eficácia, como encriptar parcialmente os ficheiros grandes. Agora, temos outra novidade. Uma nova operação de ransomware chamada Prinz Eugen, adoptar uma estratégia invulgar mas totalmente lógica: começa por encriptar primeiro os ficheiros modificados mais recentemente. Esta abordagem tem como objectivo aumentar a pressão sobre as vítimas ao atingir dados que estão em utilização activa e que tendem a ser mais importantes para as operações diárias das organizações.

A análise revelou que os atacantes recorrem frequentemente a ferramentas legítimas de administração remota e técnicas conhecidas, utilizando recursos já presentes nos sistemas comprometidos para evitar levantar suspeitas. O acesso inicial parece ser feito através de credenciais RDP roubadas, seguindo-se a instalação manual do malware. Em alguns casos foram também observadas ferramentas de gestão remota e contas de administrador criadas para garantir persistência no sistema.
Ao contrário de muitas operações modernas, o Prinz Eugen não funciona sob o modelo de ransomware-as-a-service (RaaS). O malware, desenvolvido em Go, percorre as pastas e tenta encriptar praticamente todos os ficheiros encontrados. Para proteger as chaves de encriptação contra recuperação, o código elimina os dados da memória após a utilização e remove-se automaticamente do sistema depois de concluir o ataque.

Outra característica incomum é a ausência de uma nota de resgate ou alterações ao ambiente de trabalho da vítima. Em vez disso, os criminosos optam por comunicar através de canais externos, como email, telefone ou portais na dark web, dificultando a detecção automática da fase de extorsão. Os investigadores já identificaram várias organizações afectadas e alertam que esta metodologia mais discreta pode tornar os ataques mais difíceis de investigar.

Como sempre, importa estar consciente que ninguém esta livre de ser vítima deste tipo de ataques, e importa ter uma solução de backups que permita recuperar rapidamente nesta eventualidade.

№ 11

Hacker envia mensagem via sistema de alerta no Brasil

No Brasil, muitas pessoas foram acordadas por uma mensagem de alerta da Defesa Civil, dizendo apenas "misantropia".

Uma mensagem enviada através do sistema de alertas da Defesa Civil gerou confusão durante a madrugada de sábado. Utilizadores em várias regiões receberam um alerta extremo contendo apenas a palavra "misantropia", seguida mais tarde por uma variante escrita como "misantropi4". Como a notificação surgiu com o formato de um alerta de emergência - ecrã completo, som elevado (mesmo em telemóveis em modo silencioso) e identificação oficial da Defesa Civil - as perguntas não demoraram a surgir.

No entanto, a explicação poder ser muito mais simples do que a de uma invasão sofisticada. O caso poderá estar relacionado com o acesso indevido a um painel de gestão exposto à internet, utilizando credenciais comprometidas. A ausência de mecanismos adicionais de protecção, como autenticação multifactor (MFA), poderá ter facilitado a utilização indevida do sistema.
Os primeiros relatos surgiram em Curitiba, por volta das 00h20, com notificações a apresentarem a palavra "misantropia". Cerca de uma hora depois, utilizadores noutras regiões relataram mensagens semelhantes, incluindo uma versão alterada para "misantropi4". O facto de nem todos os cidadãos terem recebido os alertas sugere que a mensagem foi enviada para áreas geográficas específicas e não para toda a população.

Este tipo de sistema utiliza normalmente tecnologia Cell Broadcast, que permite distribuir alertas de emergência para dispositivos móveis localizados em determinadas zonas geográficas. A capacidade de segmentação regional ajuda a explicar porque algumas pessoas receberam a notificação enquanto outras, na mesma região, não foram afectadas.

O incidente volta a colocar em destaque a importância de proteger infraestruturas críticas - e relembra porque motivo é uma péssima ideia qualquer tipo de iniciativa que exija a criação de backdoors para aceder a dados dos cidadãos.

№ 12

Cabo (2x 2m) USB-C INIU 240W a €12

Quem quiser garantir que o cabo USB-C que utiliza não está a limitar o carregamento rápido, deverá garantir que usa um cabo que permita esses carregamentos, como é o caso destes cabos INIU de 240 W.

O USB-C chegou com a promessa da universalidade a todos os níveis, mas a realidade tem sido bem diferente. O resultado tem sido um verdadeiro campo minado em que temos carregadores e cabos que, embora sejam USB-C, não cumprem com as normas e especificações oficiais. Sem entrar na área dos carregadores, hoje podemos resolver a questão dos cabos, com estes INIU 240 W a tratar do assunto para quem desejar garantir carregamentos rápidos.
Estes dois cabos USB-C INIU 240 W com 2 m estão disponíveis por 12 euros na Amazon Espanha.

Estes cabos são compatíveis com os sistemas PD 3.0, QC4.0, Huawei FCP e outros, e suportam carregamentos de até 240 W - no caso de se usar carregadores e equipamentos adequados. O seu revestimento entrançado evita que o cabo fique num emaranhado, e promete ter resistência a dobragens mais apertadas, como muitas vezes acabam por se inevitáveis em função da posição dos carregadores ou do smartphone a carregar. Conta ainda com um prático indicador luminoso na própria ficha, que assim facilita o despiste de se saber se realmente está a chegar energia ao ponto pretendido.


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№ 13

Force paste do Brave deixa colar conteúdos nos campos bloqueados

O browser Brave devolve aos utilizadores o direito de poderem fazer "copy-paste" nos campos que quiserem.

A web tem inúmeras coisas positivas, mas há sites que parecem sentir satisfação ao dificultarem ao máximoa a vida dos utilizadores. Um dos casos mais comum são os sites que insistem em que os utilizadores preencham manualmente campos de formulários, como o endereço de email ou, mais ridiculamente ainda, passwords, bloqueando a função de "copy-paste / copiar-colar".

Ora, o Brave é um browser que tem inúmeras vantagens, a começar pelo seu adblocker integrado e com capacidades totais (ao contrário do Chrome), mas que tem também outras pequenas vantagens que reduzem este tipo de frustrações. E, precisamente a propósito dos campos com o "paste" bloqueado, o Brave disponibiliza a opção de "force paste" que ultrapassa esse bloqueio e permite colar conteúdos da área de transferência para esses campos.
O bloqueio destes campos é idiota, aumentando a probabilidade de erros ao serem introduzidos manualmente. E isso torna-se ainda mais ridículo quando se tratam de passwords, uma vez que é recomendável utilizar-se um gestor de passwords, e que ninguém no seu perfeito juízo gostaria de introduzir manualmente uma password complexa com várias dezenas de caracteres, números e símbolos.

Se se deparam regularmente com esta frustração, é mais um motivo para darem uma oportunidade ao Brave.

№ 14

Xiaomi YU7 GT bate recorde no Nürburgring - sem condutor

O Xiaomi YU7 GT voltou a bater um recorde no Nürburgring, desta vez sem condutor ao volante, completando uma volta em modo autónomo.

A Xiaomi anunciou que o SUV eléctrico YU7 GT concluiu a sua primeira volta totalmente autónoma ao circuito de Nürburgring Nordschleife, sem qualquer intervenção humana ao volante. O feito representa um marco importante para o desenvolvimento da tecnologia de condução autónoma da empresa e estabelece uma referência inicial para o software que equipará os futuros sistemas de assistência e condução automática da marca.

Durante o teste autónomo, o YU7 GT completou a volta ao Nürburgring em 10 minutos e 29,483 segundos (10:29.483). O resultado ficou cerca de 3 minutos e 7 segundos acima do recorde obtido com um condutor humano, resultado das margens de segurança adicionais utilizadas pelo software de condução autónoma. O modelo manteve-se com velocidades máximas de 140-150 km/h nas rectas intermédias (onde na volta com o piloto humano superava os 200 km/h), e não ultrapassou os 210 km/h na longa recta final (onde com o piloto humano chegou a atingir 299 km/h). Mas, percebe-se que a Xiaomi quisesse jogar pelo seguro e não obter o recorde do "primeiro carro a espatifar-se autonomamente no Nürburgring".



O YU7 GT utiliza uma arquitectura eléctrica de 897V baseada em carboneto de silício, combinada com uma bateria ternária de lítio de 101.7 kWh. O modelo recorre ainda ao sistema de motores eléctricos Super Motor V8s EVO desenvolvido pela própria Xiaomi. Em conjunto, os dois motores debitam até 1.003 cv de potência, permitindo acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 2.92 segundos e atingir uma velocidade máxima de 300 km/h. A autonomia homologada pelo ciclo CLTC chega aos 705 quilómetros.

A marca destaca também as capacidades de carregamento rápido do veículo. Graças à plataforma de alta tensão, é possível carregar até 570 quilómetros de autonomia em apenas 15 minutos. Para garantir desempenho consistente em utilização intensiva, a Xiaomi desenvolveu um sistema de gestão térmica e refrigeração da bateria capaz de manter temperaturas estáveis durante longos períodos de uso intensivo.

Agora só falta esperar que o Xiaomi YU7 GT chegue ao mercado europeu, e de preferência com preços tão competitivos como os que tem na China, onde começa nos 50 mil euros.

№ 15

Asus ROG Astral GeForce RTX 5090 OC Edition 20 custa €5.799 na Europa

Quem desejar montar um PC com componentes que celebram o 20º aniversário da marca Republic of Gamers (ROG) da Asus, terá que gastar mais de 10 mil euros.

A ASUS revelou os preços e a disponibilidade dos primeiros produtos da série ROG Edition 20 para alguns países europeus, como a Alemanha, Áustria e Suíça. A nova gama celebra o 20º aniversário da marca Republic of Gamers e foi apresentada durante a Computex 2026, destacando-se por incluir versões especiais de alguns dos produtos mais avançados da empresa.

O produto mais caro da lista é a placa gráfica ROG Astral GeForce RTX 5090 OC Edition 20, com 32 GB de memória GDDR7, que terá um preço de 5.799 euros. O lançamento está previsto para o final de Julho. No mesmo período chegará também o conjunto composto pela motherboard ROG Crosshair X870E Edition 20 e pelo sistema de refrigeração líquida ROG Ryujin 360 Edition 20, com um preço de 2.999 euros.
Entre os produtos que chegam mais cedo está o monitor ROG Swift OLED PG27AQWP-G Edition 20, disponível por 1.299,90 euros. Este monitor de 26,5" utiliza um painel Tandem WOLED e suporta resolução QHD até 540 Hz ou HD até 720 Hz em modo duplo. Já a fonte de alimentação ROG Thor 3000W Titanium III Edition 20 custará 999 euros, exatamente o mesmo valor pedido pela cadeira gaming ROG Destrier Edition 20.

A gama inclui ainda o teclado ROG Azoth Extreme Edition 20 por 629 euros, o rato ROG Harpe II Extreme Edition 20 por 269 euros, o router ROG Rapture GT-BE98 Pro Edition 20 por 810 euros e a caixa ROG GR20 Edition 20 por 479.90 euros. Alguns destes produtos só deverão chegar ao mercado no final de Agosto ou início de Setembro. Por curiosidade, só nos produtos referidos acima, temos um total de mais de 14 mil euros - e ainda há que somar o custo da RAM e SSD, que facilmente adicionam mais um milhar de euros ao total; o que significa que será o tipo de PC destinado apenas a gamers sem constrangimentos orçamentais.

№ 16

Jogo de 999 euros no Steam testa carteira dos jogadores

O "jogo" Congratulations On Your Purchase é o mais caro jogo no Steam, custando $999 / €858 e só servindo para gastar dinheiro.

Um dos jogos - se assim se puder chamar - mais invulgares dos últimos tempos chegou ao Steam com um preço que não passa despercebido: 999 euros. Chamado Congratulations On Your Purchase, o título apresenta-se como o jogo mais caro da plataforma e oferece uma experiência que dura cerca de 10 minutos. Em troca, os jogadores recebem uma conquista exclusiva com um bilhete dourado digital que mostra o valor pago.

O jogo coloca os utilizadores num palácio virtual com passadeira vermelha, fotógrafos, e uma parede onde podem deixar o seu nome para ser visto por futuros compradores. No entanto, a experiência em si é extremamente simples, funcionando essencialmente como um simulador de caminhada em ambiente 3D, sem nada que justifique o preço pedido.
Os próprios criadores admitem que o valor faz parte do conceito. A descrição oficial confirma que o preço não é um "erro", mas sim o é o "objectivo", sugerindo que a proposta pretende explorar, ou satirizar, a ideia de exclusividade e consumo de luxo. A mensagem dirigida aos compradores reforça essa abordagem, dando as boas-vindas a quem decidiu avançar com a compra depois de ver o preço.

Apesar de muitos encararem o projecto como uma crítica ao consumismo ou uma piada elaborada, o jogo está disponível para compra e já parece ter atraído um par de clientes, resultando numa receita rápida de cerca de dois mil dólares. O conceito recorda iniciativas semelhantes do passado, como a famosa app I Am Rich, que também cobrava um valor absurdo sem oferecer qualquer utilidade prática além do estatuto associado à sua aquisição.

№ 17

Logitech MX Ergo M575 a €43

Para quem procura precaver-se contra as dores de pulso por utilizar um rato durante todo o dia, a mudança para uma trackball pode ser a solução.

Embora este tipo de ratos trackball continue a ser bastante menos popular que os ratos tradicionais, há toda uma legião de fãs que nem sequer consideraria outra coisa, permitindo reduzir os efeitos dos movimentos repetitivos feitos ao longo do dia a arrastar os ratos convencionais. Como vantagem adicional, é também perfeito para utilização em espaços mais limitados.
Este Logitech ERGO M575 Trackball está disponível por 43 euros na Amazon Espanha; e quem tiver orçamento mais alargado pode espreitar o Logitech MX Ergo normal.

Infelizmente, neste modelos mais económico os utilizadores não poderão contar com o sistema de ajuste do ângulo de inclinação, de 0 a 20º, que existe no modelo mais caro. Mas ainda assim, o seu formato já será bastante mais ergonómico que a maioria dos ratos. Além das vantagens na redução do movimento dos pulsos e antebraço, tem também a vantagem adicional de ser perfeito para trabalhar em espaços reduzidos - leia-se: sem espaço. Bastará apenas um pequeno período de habituação para quem vier de um rato convencional, e em breve nunca mais irão querer outro tipo de rato.


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№ 18

Preço do iPhone 17 pode aumentar ainda este mês

O aviso para os aumentos da Apple podem ser aplicados nos iPhone 17 já este mês, e não apenas na próxima geração.

A Apple poderá estar prestes a aumentar os preços da futura gama iPhone 17 já nos próximos dias, segundo várias previsões de analistas. A especulação ganhou força após declarações recentes do CEO Tim Cook, que admitiu que a empresa já não consegue absorver os custos crescentes dos chips de memória e armazenamento, componentes cuja procura disparou devido ao investimento em infraestruturas de inteligência artificial.

De acordo com Cook, a pressão sobre a cadeia de abastecimento de semicondutores atingiu níveis sem precedentes. O responsável comparou a actual escassez de memória a um "desastre que acontece apenas uma vez em cada cem anos", e que nunca assistiu auma situação semelhante em mais de quatro décadas de carreira. Várias empresas tecnológicas têm ajustado os seus preços nos últimos meses, incluindo a Samsung, Microsoft, Sony e Dell, e espera-se que a Apple siga o mesmo caminho. A +unica pergunta era saber quando, e acredita-se que os aumentos poderão acontecer em breve, possivelmente ainda durante este mês.

Embora alguns pudessem pensar que a Apple apenas aplicaria os novos preços na futura geração iPhone 18 que deverá ser apresentada em Setembro, o preço dos componentes afecta também a produção dos actuais iPhone 17, e é esperado que estes vejam os seus preços revistos já nos próximos dias. Normalmente, esta é uma "má" altura para comprar um iPhone, uma vez que estamos a poucos meses dos novos modelos. Mas, para quem quiser poupar 100 ou 200 euros, esta vez pode tornar-se um a excepção à regra.


Para referência, os preços actuais dos iPhones 17 em Portugal:

iPhone 17e 256 GB: €739
iPhone 17e 512 GB: €989

iPhone 17 256 GB: €989
iPhone 17 512 GB: €1239

iPhone Air 256 GB: €1249
iPhone Air 512 GB: €1499
iPhone Air 1 TB: €1749

iPhone 17 Pro 256 GB: €1349
iPhone 17 Pro 512 GB: €1599
iPhone 17 Pro 1 TB: €1849

iPhone 17 Pro Max 256 GB: €1499
iPhone 17 Pro Max 512 GB: €1749
iPhone 17 Pro Max 1 TB: €1999
iPhone 17 Pro Max 2 TB: €2499


Veremos como estarão daqui por umas semanas.

№ 19

Mercedes-Benz inicia entregas da carrinha eléctrica VLE 300

Para quem privilegiar as longas viagens com o máximo conforto, a Mercedes propõe a nova carrinha eléctrica VLE 300, com até 8 lugares e até 713 km de autonomia.

A Mercedes-Benz deu início à produção e às primeiras entregas da nova VLE 300, uma carrinha eléctrica de passageiros que marca a entrada da marca num segmento mais premium do mercado. Fabricada em Vitória, Espanha, a VLE foi concebida para oferecer mais espaço e conforto do que as tradicionais monovolumes familiares, estando disponível em versões de distância entre eixos normal e longa.

Numa fase inicial, a produção está centrada na VLE 300 de tracção dianteira. O modelo está equipado com um motor eléctrico de 272 cv e uma bateria de 115 kWh, permitindo uma autonomia máxima de até 713 km segundo o ciclo WLTP. Apesar das suas dimensões generosas, a aceleração dos 0 aos 97 km/h é feita em apenas 6,5 segundos, oferecendo um desempenho acima do esperado para um veículo deste tamanho.
A nova carrinha destaca-se também pela tecnologia. Inclui direcção traseira de série, capaz de virar as rodas traseiras até sete graus, facilitando as manobras em cidade e reduzindo o raio de viragem para 10.9 metros. A arquitectura elétrica de 800V suporta carregamento rápido até 300 kW, permitindo recuperar cerca de 322 km de autonomia em apenas 15 minutos.

No interior, a VLE aposta na versatilidade e no luxo. Os bancos traseiros podem ser deslocados, reorganizados ou removidos facilmente, permitindo transformar rapidamente o veículo de transporte de passageiros em espaço de carga. Nos próximos meses, a gama será alargada com a chegada da VLE 400 4MATIC, equipada com dois motores e 413 cv. Na Alemanha, a VLE 300 tem um preço inicial de 82.260 euros mas pode ultrapassar os 100.000 euros dependendo das opções. Para o final do ano está prevista uma versão mais acessível com preço a começar nos 70.500 euros.

№ 20

Falha usbliter8 nos Apple A12 e A13 não pode ser corrigida

Investigadores descobriram uma vulnerabilidade nos processadores Apple A12 e A13, designada por usbliter8, e que não pode ser corrigida por meio de actualizações remotas.

Investigadores de segurança revelaram uma nova vulnerabilidade de hardware - usbliter8 - que afecta os processadores Apple A12 e A13. A falha permite executar código directamente no SecureROM, a primeira camada do processo de arranque dos dispositivos Apple. Como o SecureROM é gravado no chip durante o fabrico, não pode ser corrigido através de actualizações de software.

O ataque exige acesso físico ao equipamento e a colocação do dispositivo em modo DFU, sendo necessária também uma ligação USB a hardware específico. Uma vez executado, o exploit consegue obter controlo privilegiado do sistema antes do processo de arranque assinado pela Apple ser iniciado, permitindo contornar várias das protecções de segurança do sistema.
Os equipamentos afectados incluem modelos como o iPhone XS, XS Max, XR, iPhone 11, iPhone 11 Pro, iPhone SE (2.ª geração), vários iPads equipados com chips A12 e A13, além dos Apple Watch Series 4 e 5, o primeiro Apple Watch SE, e o HomePod mini. Os investigadores indicam que dispositivos com processadores A14 ou superiores não parecem vulneráveis a esta técnica devido a alterações na arquitectura de segurança feitas pela Apple.

Embora o risco para a maioria dos utilizadores seja considerado reduzido devido à necessidade de acesso físico ao dispositivo, a vulnerabilidade representa um problema permanente para ambientes de alta segurança. À semelhança do famoso exploit checkm8 descoberto em 2019, a falha não poderá ser corrigida através de actualizações, fazendo com que a única forma definitiva de eliminar o risco em sistemas sensíveis seja a substituição destes produtos por modelos mais recentes.