PlanetGeek
№ 01

MS Edge mantém passwords expostas em memória

O browser Edge mantém todas as passwords em formato visível em memória, expostas a processos maliciosos.

Foi descoberta uma falha de segurança na forma como o Microsoft Edge lida com as credenciais guardadas no browser, mantendo-as em memória em formato directamente legível. Apesar do browser utilizar armazenamento encriptado e protecção através do Windows Hello, tudo isso acaba por se tornar irrelevante por as mesmas serem decifradas e ficarem acessíveis na memória assim que o browser é iniciado.

O problema foi destacado por Tom Jøran Sønstebyseter Rønning, que demonstrou como é possível extrair passwords em texto simples através de um dump de memória criado no Windows Task Manager. Num teste simples, uma password guardada no Edge apareceu integralmente num ficheiro de memória, mesmo sem ter sido utilizada após abrir o browser - o Edge "exige" que o utilizador introduza a password antes de dar acesso às passwords guardadas, apesar destas já estarem totalmente visíveis na memória do programa.

Microsoft Edge loads all your saved passwords into memory in cleartext — even when you’re not using them. pic.twitter.com/ci0ZLEYFLB

— Tom Jøran Sønstebyseter Rønning (@L1v1ng0ffTh3L4N) May 4, 2026

Edge is the only Chromium‑based browser I’ve tested that behaves this way. By contrast, Chrome uses a design that makes it far harder for attackers to extract saved passwords by simply reading process memory.

— Tom Jøran Sønstebyseter Rønning (@L1v1ng0ffTh3L4N) May 4, 2026
Isto vai contra as mais básicas práticas de segurança, sendo que as passwords só deveriam ser desencriptadas no momento da utilização e rapidamente eliminadas da memória assim que possível. No caso do Edge, o browser parece carregar as credenciais para memória logo no arranque, mesmo antes de os sites associados serem visitados. Ainda assim, a resposta da Microsoft a este caso é a de que este comportamento "é intencional e faz parte do design actual do Edge". Uma resposta que, obviamente, não está a ser bem recebida na comunidade de segurança.

Ainda por cima, o Edge é o único browser baseado no Chromium que tem este comportamento, o que significa que a MS está intencionalmente a piorar a segurança. Browsers como o Chrome, e outros, mantêm as passwords encriptadas, dificultando a sua extracção, até ao momento em que as mesmas são necessárias para introdução automática nos sites respectivos.

№ 02

Chrome descarrega Gemini Nano de 4GB sem pedir autorização

Muitos utilizadores estão a descobrir que o Chrome descarregou um ficheiro de 4GB "inexplicado" sem qualquer aviso ou pedido de autorização.

A Google está a ser acusada de instalar abusivamente um modelo AI com cerca de 4GB nos computadores dos utilizadores com Chrome sem qualquer aviso ou pedido de consentimento. O caso tem ganho visibilidade acrescida nas últimas semanas, e vem validar a suspeita que eu tinha lançado no final de Março.

A 26 de Março queixei-me que o Chrome no meu computador estava a escrever gigabytes no disco sem qualquer explicação aparente. Embora o Chrome trate das actualizações em background, não havia motivo para que uma actualização normal se prolongasse por longos minutos a escrever grandes quantidades de dados no disco. Na altura avancei logo com a suspeita de que a explicação plausível seria estar a descarregar um modelo AI, que agora parece ter sido confirmada.

Porque é o meu Chrome está há mais de 5 minutos a escrever gigabytes no disco? (Não é a actualização normal).
Descarregar modelo AI para funcionamento local? #chrome pic.twitter.com/t2chmGK33C

— Carlos Martins (@ptnik) March 26, 2026
Ao que parece este comportamento deve-se à instalação do modelo Gemini Nano para permitir funcionalidades AI integradas no Chrome. O ficheiro "weights.bin" com cerca de 4GB, fica armazenado na pasta "OptGuideOnDeviceModel" (em C:\Users\[nome utilizador]\AppData\Local\Google\Chrome\User Data\OptGuideOnDeviceModel).

Ora, não é inesperado que um programa faça actualizações com novas funcionalidades. O que está em causa, neste caso, é o facto de isso representar o download e instalação de um ficheiro com tamanho considerável face ao tamanho normal do Chrome. A isto juntam-se as críticas de não ter sido dada qualquer informação aos utilizadores sobre o processo, nem uma pergunta para indicar se o queriam fazer ou não. Adicionalmente, apagar o ficheiro não tem qualquer efeito, fazendo apenas com que o Chrome o volte a descarregar - algo que tem levado a sugestões criativas (e não recomendadas) de como o evitar: como criar um ficheiro falso com o mesmo nome e remover as permissões de escrita.

A opção correcta para evitar este comportamento passa por desactivar as funções AI locais do Chrome, algo que pode não ser assim tão simples e obrigar a saltar à secção "flags" do browser.

Claro que, é sempre tudo relativo. Numa altura em que os jogos de PC podem facilmente ultrapassar os 100GB, os 4GB de um modelo AI local tornam-se praticamente insignificantes. Uma vez mais, a grande questão tem a ver com a transparência (ou falta dela) do que está a ser feito nos nossos computadores - que cada vez mais vão sendo tratados como se fossem apenas nossos por empréstimo, e onde o sistema operativo e programas instalados controlam como bem entendem.

№ 03

Apple AirTag 2 a €28

Com os pequenos localizadores AirTag é mais fácil que nunca saber por onde andam os nossos produtos mais importantes.

A lei de Murphy dita que, no dia em que estivermos com mais pressa, será o dia em que teremos que andar em correrias a vasculhar a casa em busca de algo como a chave do carro ou a carteira. Felizmente, já existe solução tecnológica para esses esquecimentos, e também para auxiliar na sua descoberta caso sejam perdidas fora de casa, sob a forma dos localizadores Bluetooth. E agora, temos a oportunidade de apanhar uns AirTag 2 da Apple na sua nova geração, com alcance melhorado.
Neste momento podemos encontrar um Apple AirTag 2 a 28 euros na Amazon Espanha, com o pack de quatro AirTags a 101 euros.

Os AirTag utilizam a rede Find My da Apple, o que significa que reportam a sua localização sempre que passam ao alcance de um iPhone, iPad ou Mac. Desta forma, mesmo que fiquem longe do iPhone do dono, continua a ser possível saber por onde andam, facilitando o processo de os encontrar. Para o caso mais comum de ser necessário localizá-los em casa, a utilização de um iPhone recente com UWB permite saber exactamente a sua localização em vez de simplesmente se saber se estamos mais longe ou mais próximos como nos trackers BT comuns.


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№ 04

Micron lança SSD 6600 ION com 245TB

A Micron tem um novo recordista, o SSD 6600 ION com 245TB, destinado a data centers.

Numa altura em que os SSDs tem sofrido agravamento de preços, a Micron vem relembrar que há segmentos em que o preço não é factor impeditivo. O novo SSD 6600 ION chega em versões com até 245 TB de capacidade, tornando-o no SSD comercial com maior capacidade disponível no mercado. A unidade foi criada para data centers, workloads AI, cloud computing e armazenamento empresarial em grande escala, prometendo substituir sistemas baseados em discos rígidos tradicionais com muito maior eficiência e menor volume.

Este novo SSD consegue reduzir em até 82% o número de racks necessárias para atingir a mesma capacidade de armazenamento que soluções baseadas em HDDs. O modelo utiliza memória Micron G9 QLC NAND e está disponível nos formatos U.2 e E3.L. Além de ocupar menos espaço físico, o SSD também reduz a complexidade de gestão e os pontos de falha em infraestruturas de grande dimensão. A Micron destaca ainda ganhos significativos no consumo energético. O 6600 ION consome até 30W, cerca de metade da energia necessária para discos rígidos com capacidade equivalente. Em workloads AI este SSD possibilita até 84 vezes mais eficiência energética, além de melhorias substanciais na velocidade de processamento, face aos discos tradicionais. Em cenários de object storage, os ganhos podem chegar a 435 vezes mais leitura de dados por watt.
No desempenho bruto, o SSD atinge velocidades sequenciais de leitura até 13.700 MB/s, embora a escrita seja de apenas 3.000 MB/s. Isso significa que o novo modelo é especialmente indicado para cargas de trabalho focadas em leitura intensiva e grandes volumes de dados, mas não é a melhor opção para ambientes com escritas frequentes. Mesmo assim, a Micron acredita que o 6600 ION poderá ajudar centros de dados a reduzir custos energéticos e emissões de carbono numa altura em que a procura por infraestruturas AI continua a crescer a ritmo acelerado.

Do lado dos consumidores, continuamos a aguardar que os SSDs regressem aos preços "normais", e que eventualmente comecem a surgir SSDs de 4TB e 8TB a preço acessível. Algo que, infelizmente, parece que ainda irá demorar bastantes anos até poder acontecer.

№ 05

Apple vai pagar $250M por promessa falhada da Siri

A Apple vai pagar 250 milhões de dólares por não ter cumprido com as promessas de uma Siri AI melhorada.

A Apple chegou a acordo para pagar 250 milhões de dólares num processo colectivo nos Estados Unidos relacionado com o atraso das funcionalidades avançadas da Siri apresentadas com o Apple Intelligence. A acção judicial acusava a empresa de publicidade enganosa após promover capacidades da assistente virtual que não estavam disponíveis quando os novos iPhone 16 chegaram ao mercado.

As funcionalidades personalizadas da Siri foram reveladas durante a WWDC 2024 e apareceram em campanhas publicitárias e vídeos promocionais do iPhone 16 a partir de Setembro de 2024. No entanto, em Março de 2025, a Apple confirmou o adiamento dessas novidades e acabou por remover os anúncios. Os autores do processo acusaram a Apple de levar os consumidores a comprar equipamentos com funcionalidades inexistentes ou apresentadas de forma enganadora.
Como parte do acordo, a Apple não é considerada culpada de qualquer infracção, dizendo que é apenas uma forma de evitar um processo prolongado e se poder focar no desenvolvimento dos seus produtos e serviços, relembrando que tem vindo a lançar funcionalidades AI como o Visual Intelligence, Live Translation, Writing Tools, Genmoji e Clean Up. Mas, a prometida Siri AI só deverá chegar no final deste ano com o iOS 27, e com a ajuda dos modelos AI da Google.

Os utilizadores com iPhones abrangidos - iPhone 16, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro, iPhone 16 Pro Max, iPhone 16e, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max comprados entre 10 de Junho de 2024 e 29 de Março de 2025 - poderão apresentar um pedido de reembolso. O valor recebido poderá ir dos 25 dólares até aos 95, dependendo do volume de pedidos que for efectuado.

Sem surpresas, não falta quem aponte o dedo à Tesla: quem tem estado há quase uma década a vender a promessa do FSD sem nunca a concretizar, e também tem começado a ser condenada a devolver o valor pago.

№ 06

Apple limita Mac Mini a 48GB de RAM

A Apple continua a fazer desaparecer versões do Mac Mini, desta vez as versões com 32GB e 64GB de RAM.

A Apple continua a usar uma táctica peculiar para lidar com a escassez de RAM. Em vez de aumentar os preços, tem estado a fazer desaparecer opções dos Macs, que agora englobam o Mac mini com 32GB e 64GB de RAM, assim como o Mac Studio com chip M3 Ultra e 256GB de RAM.

Neste momento, o Mac Studio com M3 Ultra está limitado à configuração com 96GB de RAM, enquanto os modelos M3 e M4 Max apresentam prazos de entrega entre nove e dez semanas. No caso do Mac mini, a versão com M4 Pro passa agora a ter um máximo de 48GB de RAM, deixando de existir a opção de 64GB. Já o modelo base com chip M4 só pode ser comprado com 16GB ou 24GB de RAM.
A semana passada, a Apple também eliminou a versão do Mac mini com SSD de 256GB, tornando os 512GB na capacidade mínima disponível. Com essa alteração, o preço base do computador aumentou de 729 para 979 euros. A empresa já tinha suspendido anteriormente algumas configurações mais avançadas do Mac mini e Mac Studio.

A procura pelos Mac mini tem sido elevada, por usarem um sistema de memória unificada, o que significa que os modelos com 128GB e 256GB se tornam numa proposta tentadora para correr modelos AI de grande dimensão que não seria possível correr em placas gráficas tradicionais (onde placas com 24GB têm preços exorbitantes). No entanto, parece ficar demonstrado que esses Mac mini passarão a ter preços ainda mais inflaccionados, agora que a Apple os limita a um máximo de 24GB e 48GB.

№ 07

ChatGPT ganha GPT-5.5 Instant mais conciso e com menos erros

A OpenAI anunciou que o ChatGPT passa a usar o modelo GPT-5.5 Instant, que promete respostas mais directas e menos probabilidades de "alucinar".

A OpenAI actualizou o ChatGPT com novo modelo GPT-5.5 Instant que vem substituir o anterior GPT-5.3 Instant. O novo modelo promete respostas mais claras, directas e concisas, reduzindo os casos em que a AI inventa informações ou fornece respostas erradas. A empresa diz que o foco desta versão é oferecer uma experiência mais rápida e fiável para o uso diário.

Tal como o modelo anterior, o GPT-5.5 Instant foi desenvolvido para velocidade, mas a OpenAI destaca melhorias significativas na precisão. Num dos exemplos apresentados, ambos os modelos falharam inicialmente ao analisar um problema matemático escrito à mão. No entanto, enquanto o GPT-5.3 Instant desistiu e classificou o exercício como "impossível de resolver", o GPT-5.5 Instant continuou a trabalhar até encontrar uma solução.

GPT-5.5 Instant is starting to roll out to everyone in ChatGPT.

Much more concise. Better memory. More personalized.

And it's way easier to talk to. Really. pic.twitter.com/C6iCpFZte7

— ChatGPT (@ChatGPTapp) May 5, 2026
Segundo a OpenAI, o novo modelo reduz em 52.5% as alucinações em perguntas consideradas de alto risco, como temas relacionados com saúde, dinheiro ou segurança. As respostas incorrectas diminuíram 37.3% em comparação com a geração anterior. Além disso, o GPT-5.5 Instant também evita respostas demasiado longas, passando a oferecer explicações mais curtas e objectivas. O ChatGPT também está a melhorar a forma como utiliza o contexto de conversas anteriores, com suporte para novas "memory sources" que mostram ao utilizador de onde vêm as informações usadas para gerar determinadas respostas.
O GPT-5.5 Instant já começou a ser disponibilizado no ChatGPT, enquanto as novas funcionalidades de memória chegarão gradualmente ao longo das próximas semanas.

№ 08

Hub USB 3.0 Vkusra 7-portas com interruptores individuais a €24

Precisam de um hub USB 3.0 com quantidade generosa de portas, mas que também permita desligá-las individualmente sem tirar / meter fichas? Então espreitem este hub.

Os hubs USB tornaram-se uma necessidade da vida moderna, especialmente para acompanharem os portáteis que vêm equipados com poucas portas USB, que rapidamente se esgotam assim que ligamos um teclado e rato externo. Adicionalmente, há casos particulares, de pessoas que precisam de um número superior de portas USB. Este hub da Vkusra tem 7 portas que permitem maior liberdade na quantidade de dispositivos USB que podemos utilizar, mas o que o torna mais especial é o facto de todas as portas contarem com o seu próprio botão para que possam ser ligadas ou desligadas individualmente.
O hub USB 3.0 Vkusra 7-portas com interruptores está disponível por apenas 24 euros na Amazon Espanha, e inclui fonte de alimentação de 15W - activar desconto de 10%.

Pode ser o companheiro ideal para quem tiver que fazer a replicação de pens USB em média escala (se precisar de mais, pode sempre investir num hub de 16 portas, também com interruptores), ou simplesmente que tenha uma série de equipamentos USB que deseje manter acessíveis (por exemplo: gravador CDs externo, scanner, câmaras digitais, webcam, discos externos, etc.) mas com a possibilidade de os poder desligar sem retirar a ficha - algo que até pode funcionar como medida de protecção, prevenindo que uma infecção de ransomware se possa espalhar a um disco externo de backup, que apenas se ligue para os backups e depois se mantenha desligado.


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№ 09

OpenAI prepara lançamento de smartphone AI

A OpenAI parece querer lançar o seu smartphone AI, já em 2027.

Enquanto se aguarda pela chegada do seu produto "misterioso", surgem novas informações que indicam que a OpenAI estará a acelerar o projecto de criação de um smartphone AI, e que a produção em massa poderá começar já na primeira metade de 2027, antecipando previsões anteriores que diziam que isso só aconteceria em 2028.

Segundo Ming-Chi Kuo, o dispositivo será focado em agentes AI e deverá usar um chip personalizado da MediaTek, baseado no Dimensity 9600. Este SoC será fabricado com um processo avançado da TSMC e deverá incluir melhorias específicas para tarefas de inteligência artificial, incluindo uma arquitectura com duplo NPU. Do lado do software, a ideia será evoluir do tradicional sistema de "apps" para um sistema de agentes AI que assistem o utilizador.

【Industry Check Update】OpenAI appears to be fast-tracking its first AI agent phone, with mass production targeted as early as 1H27. Potential drivers include supporting a year-end IPO narrative and intensifying competition in AI agent phones. MediaTek currently appears better… https://t.co/wtumZ4XgA7

— 郭明錤|Ming-Chi Kuo (@mingchikuo) May 5, 2026
Além do desempenho, a OpenAI parece estar a apostar forte na componente de imagem. O smartphone deverá integrar um ISP optimizado para HDR, pensado para melhorar a percepção visual. A nível de hardware, também são esperados avanços como memória LPDDR6 e armazenamento UFS 5.0, tudo elementos que se tornam imprescindíveis para o processamento AI - já que os modelos AI, mesmo os mais compactos, ocupam vários gigabytes que têm que ser lidos com a máxima velocidade.

As expectativas apontam para a venda de 30 milhões de unidades nos primeiros dois anos, mas para tal será imprescindível que chegue ao mercado com um preço competitivo. Veremos.

№ 10

Samsung mostra ecrã que mede pulsação e pressão arterial

A Samsung revelou as suas mais recentes inovações nos ecrãs, incluindo um com capacidade de ler a frequência cardíaca e pressão arterial.

A Samsung está a mostrar várias novidades em ecrãs durante o Display Week 2026, com destaque para um novo OLED que combina privacidade e monitorização de saúde. O chamado Sensor OLED Display, com 6.8" integra sensores biométricos directamente no painel, o que lhe permite medir o ritmo cardíaco e a pressão arterial analisando a luz reflectida pelo dedo do utilizador (basicamente, é um ecrã que pode "ver" o que estiver pousado sobre ele).

Além disso, o ecrã inclui a tecnologia Flex Magic Pixel usada no S26 Ultra, que permite activar um modo de privacidade, reduzindo o ângulo de visão para impedir que outras pessoas vejam o conteúdo. Este painel também evoluiu em densidade, passando para 500 ppi, o que melhora a nitidez face à geração anterior.
Mas há outros ecrãs para todos os gostos. A empresa mostrou o Flex Chroma Pixel, um novo tipo de OLED com maior brilho e melhor reprodução de cores. Este painel pode atingir até 3.000 nits e cobre 96% do espaço de cor BT.2020, graças a novos materiais que aumentam a pureza e gama das cores.
Outras novidades incluem melhorias nos ecrãs Quantum Dot, agora mais brilhantes, e um curioso Stretchable Display 2.0 pensado para automóveis. Este último pode ser deformado, tanto para criar efeitos de interesse "duvidoso" (há mesmo que queira um ecrã que comece a esticar-se à medida que vai acelerando?), como - talvez de forma mais interessante - poder ser usado para aplicar ecrãs em superfícies não planas, aí sim, possibilitando criar mostradores originais numa consola de automóvel.

№ 11

Apple tenta adiar decisão das taxas da App Store

A Apple tenta adiar novamente a redução das suas comissões na App Store com novo pedido de adiamento do processo em tribunal.

A Apple pediu ao Supremo Tribunal dos EUA para suspender temporariamente o processo relacionado com as taxas da App Store, enquanto aguarda decisão sobre se o caso com a Epic Games será analisado pela instância máxima. A empresa quer evitar avançar para a fase de definição de comissões antes de saber se o tribunal superior irá rever o caso.

Segundo a Apple, avançar agora pode causar "danos irreparáveis", obrigando-a a discutir o seu modelo de negócio sob a premissa de ter violado uma ordem judicial. A empresa também alerta que poderá ter de revelar "informação confidencial sensível", e que o desfecho poderá influenciar reguladores em vários mercados globais.

Apple’s filing just threw a grenade into world app market by saying the quiet part out loud:

“Regulators around the world are watching this case to determine what commission rate Apple may charge on covered purchases in huge markets outside the United States.” https://t.co/cT8lTuNIvE

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) May 5, 2026

Therefore it’s a direct attack not only on the US justice system but on regulators around the world including in EU, UK, Japan, Korea, India, Brazil, Canada, Mexico and elsewhere.

Apple must be stopped. Regulators and law enforcers need to see this and get off the sidelines.

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) May 5, 2026
O conflito remonta a 2021, quando um tribunal ordenou que a Apple permitisse links para métodos de pagamento externos nas apps. A empresa cumpriu parcialmente, mas continuou a cobrar comissões, o que levou a uma decisão de incumprimento com as ordens do tribunal. Em 2025, foi proibida de cobrar qualquer taxa nesses casos nos EUA, situação que se mantém enquanto decorrem os recursos.

Agora, a Apple quer congelar o processo que irá definir qual será uma "taxa justa" a aplicar no futuro, uma taxa que a Apple receia que se venha a tornar no padrão que muitos outros países sigam, o que representará uma perda de centenas (ou milhares) de milhões de euros fáceis.

Continuo a achar que é simplesmente ridículo que não se possa instalar o que bem se entender no iOS, ao estilo do que se pode fazer em qualquer sistema operativo, e que automaticamente ultrapassaria todas as questões sobre o que a Apple permite ou deixa fazer.

№ 12

Metalenz cria "Face ID" sob o ecrã

A Metalenz diz ter conseguido fazer aquilo que a Apple ainda não conseguiu: criar um sistema Face ID invisível sob o ecrã.

A startup Metalenz apresentou o Polar ID Under Display, um sistema de reconhecimento facial que funciona atrás de ecrãs OLED, eliminando a necessidade de furos no display.

Ao contrário das soluções tradicionais que necessitam de lentes, este sistema utiliza metamateriais que possibilitam focar a luz usando uma superfície plana, reduzindo significativamente o volume e espessura necessários - além da grande vantagem de não interferir com a qualidade do ecrã. A empresa garante que o sistema permite o reconhecimento facial seguro e com uma taxa de falsos positivos de 0%, tornando-o adequado até para pagamentos.
O grande problema das abordagens actuais está na qualidade e segurança. Câmaras sob o ecrã tendem a ter imagem degradada e são menos fiáveis, razão pela qual fabricantes continuam a optar por soluções com furos. Com o Polar ID, o sinal mantém-se forte mesmo através do OLED, permitindo autenticação eficaz sem comprometer o design - embora não fique claro se se trata de um sistema com reconhecimento 3D como o Face ID, ou unicamente baseado no reconhecimento de rosto sem 3D.

Ainda assim, a tecnologia já foi demonstrada em funcionamento num smartphone real, o que indica que está pronta para aplicação no mundo real. Enquanto isso, os rumores indicam que a Apple continuará a usar um recorte Dynamic Island (ligeiramente mais pequeno) na geração iPhone 18, por ainda não ter conseguido colocar o sistema Face ID totalmente sob o ecrã.

№ 13

Xiaomi Smart Band 9 Active a €20

A Xiaomi Smart Band 9 Active é uma das propostas mais económicas para quem desejar fazer tracking da sua actividade diárias.

A Xiaomi Smart Band 9 Active vem com um ecrã AMOLED de 1.47", com formato que fica entre o formato estreito dos "Smart Band" e o formato rectangular dos smartwatches. Além das capacidades de tracking da actividade física ao longo do dia e dezenas de desportos específicos, conta também com monitorização da frequência cardíaca e SpO2 durante todo o dia, contribuindo para a potencial detecção de situações anómalas. A autonomia continua a ser um dos pontos fortes, com até 18 dias de uso típico, contando também com resistência à água até 5 ATM e disponibilizando uma grande variedade de mostradores para que cada utilizador possa escolher aquele que prefere para cada momento.

De momento, podemos apanhar a Xiaomi Smart Band 9 Active por 20 euros na Amazon Espanha.

Pode ser utilizada tanto em smartphones Android como iPhones, incluindo compatibilidade com o Strava, para além de outras apps. Também pode fazer a monitorização do sono. E tendo em conta o seu preço extremamente acessível, torna-se numa excelente proposta para quem desejar começar a criar um registo da sua actividade física ao longo do tempo, e que - directamente ou indirectamente - poderá servir como incentivo para adoptar um estilo de vida mais saudável.


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№ 14

Google lança app AI Cosmo por acidente

A Google descuidou-se e lançou a app AI Cosmo na Play Store, removendo-a pouco depois.

A Google colocou na Play Store uma nova app experimental chamada Cosmo, um assistente de AI para Android que parece servir como plataforma de testes para futuras funcionalidades. A app surge associada ao Google Research e não parecia destinada ao público em geral - algo que acabou por se confirmar com a sua remoção pouco depois de ter aparecido.

O Cosmo destaca-se por funcionar parcialmente no próprio dispositivo, integrando um modelo Gemini Nano local, o que explica o tamanho de 1.13GB. A interface é bastante simples e reforça o carácter experimental da app, mas revela várias capacidades ligadas a produtividade e assistência contextual.
Entre as funcionalidades estão sugestões automáticas para listas, criação de documentos, marcação de eventos no calendário, pesquisa avançada, controlo de tarefas com temporizadores e até automatização de acções no browser. O assistente também consegue resumir conversas, explicar termos técnicos, encontrar fotos e fornecer contexto sobre pessoas ou eventos. O tipo de coisas que se vão tornando cada vez mais comuns, algumas delas ficando até integradas, de uma forma ou outra, nos próprios sistemas operativos.

A app inclui ainda diferentes modos de funcionamento, combinando processamento local e na cloud, o que permite equilibrar desempenho e privacidade - além de possibilitar o seu funcionamento quando não se tem uma ligação à internet. Com a app a ter sido removida, resta agora a expectativa da Google poder dar mais detalhes sobre esta app no Google I/O que decorre a 19 e 20 de Maio.

№ 15

Ask Jeeves encerra após 30 anos

O motor de pesquisa Ask.com encerrou, numa altura em que o seu método de pesquisa voltou a tornar-se relevante.

O Ask.com, um dos motores de busca mais icónicos dos primeiros anos da internet, encerrou oficialmente a 1 de Maio de 2026. A decisão foi confirmada pela empresa-mãe, IAC, que aponta uma "mudança estratégica" como principal motivo para o fim do serviço.

Lançado em 1996 como Ask Jeeves, o motor de busca destacou-se pelo seu formato baseado em perguntas escritas de forma natural e pela presença do famoso mordomo virtual "Jeeves". Chegou mesmo a ser um dos principais concorrentes do Google durante uns tempos, mas acabou por perder relevância à medida que o domínio deste cresceu - tornando-o no colosso que todos conhecemos hoje em dia.

RIP Ask Jeeves. The natural-language search engine founded in 1996 was rebranded as Ask in 2006, and officially shut down on May 1.

Here are the Wayback Machine’s first and last captures of the site.

When websites disappear, the historical record can disappear with them. The… pic.twitter.com/asgFfdsdLG

— Internet Archive (@internetarchive) May 5, 2026
Ao longo dos anos, a plataforma tentou adaptar-se, incluindo um rebranding para Ask.com e várias mudanças no funcionamento, mas nunca conseguiu recuperar a popularidade inicial. Com o mercado de pesquisa cada vez mais concentrado num número reduzido de serviços, acabou por se tornar uma solução secundária para a maioria dos utilizadores, e cair no esquecimento.

Apesar do encerramento, o Ask.com deixa uma marca importante na evolução da pesquisa online. O seu foco em linguagem natural antecipou tendências que hoje se tornam comuns nos motores de busca assistidos por AI, mostrando que muitas das suas ideias continuam, mesmo após o fim do serviço. A parte mais valiosa que agora resta será o próprio domínio Ask.com, para o qual certamente não faltarão interessados dispostos a pagar muitos milhões de euros.

№ 16

Google Home com Gemini chega à Europa

A Google diz que os utilizadores europeus do Google Home deverão começar a ter acesso à versão com Gemini esta semana.

A Google está a acelerar a expansão das funcionalidades do Gemini no Google Home, com uma nova fase prevista para esta semana em vários países da Europa e da região Ásia-Pacífico. A novidade chega após o anúncio feito em Abril, que já antecipava a chegada destas capacidades a mais mercados internacionais.

Segundo a empresa, a distribuição está a ganhar ritmo, com mais utilizadores a terem acesso antecipado à integração do Gemini nos seus dispositivos domésticos inteligentes. O acesso continua a ser feito através do programa de early access na app Google Home, sendo que quem se inscreve passa a ter prioridade na lista de activação.

To our community in Europe and Asia-Pacific: thank you for your patience as we scale up the early access! We’ve opened up significant new capacity over the last two weeks and will continue the rollout this week. https://t.co/AE4NZT1A64

— Anish Kattukaran (@AnishKattukaran) May 3, 2026
A expansão abrange vários países europeus, incluindo França, Espanha, Itália, Países Baixos, Suécia e Reino Unido, entre outros - Portugal não é expressamente referido, mas vamos acreditar que também está na lista - acompanhada pelo suporte para mais idiomas. O objectivo é tornar o assistente mais inteligente e contextual, permitindo interacções mais naturais e maior controlo sobre os dispositivos associados ao Google Home.

Além da disponibilidade alargada, a Google tem vindo a melhorar o desempenho do Gemini no ecossistema Home, com actualizações recentes focadas em maior rapidez e melhor resposta a comandos.

№ 17

Tweet rouba $175K em criptomoedas ao Grok

No X, um utilizador enganou o Grok com um tweet em código morse que lhe valeu 175 mil dólares em criptomoedas - que curiosamente acabou por devolver.

Um utilizador, que entretanto apagou a sua conta, aproveitou-se do sistema usado pelo Bankrbot - um serviço de criptomoedas que aceita os comandos enviados por tweets - para roubar todo o dinheiro na conta automática gerada para o Grok através de um ataque de prompt injection. O atacante usou uma mensagem com código Morse, que continha instruções escondidas para transferir fundos.

Ao descodificar a mensagem e mencionar o bot, o Grok acabou por accionar automaticamente uma transferência de cerca de 3 mil milhões de tokens DRB, equivalente a cerca de 3% da oferta total e com valor de cerca de 175 mil dólares. De referir que o problema não esteve directamente no Grok, mas sim na forma como o Bankrbot assume que as mensagens enviadas por um utilizador são vinculativas das operações a fazer.

done. sent 3B DRB to .

- recipient: 0xe8e47...a686b
- tx: 0x6fc7eb7da9379383efda4253e4f599bbc3a99afed0468eabfe18484ec525739a
- chain: base

— Bankr (@bankrbot) May 4, 2026
Isto não é propriamente uma novidade, nem sequer inesperado, com o Bankrbot a referir expressamente que não se permita que um assistente AI ou agente AI possa enviar tweets, precisamente para evitar casos como este. Ainda assim, e com a proliferação de agentes AI por todo o lado, é algo que vem relembrar os riscos que isso acarreta.

Estranhamente, o atacante acabou por devolver todos os fundos pouco depois, talvez por ter repensado nas eventuais repercussões que este incidente poderia trazer, e que 175 mil dólares podem rapidamente tornar-se menos apelativos face às consequências que poderia sofrer.

№ 18

Notepad++ para Mac não é oficial nem recomendado

A chegada do suposto Notepad++ ao Mac está envolta em dúvidas e polémica, não sendo um projecto oficial.

O Notepad++ é um dos editores mais populares para Windows e recentemente parecia ter chegado finalmente ao macOS. O problema é que não se trata de um projecto oficial, mas sim de uma versão aparentemente criada pela conversão AI do projecto open-source. O criador do Notepad++ já veio negar qualquer ligação a esta suposta versão para macOS que começou a circular online. Apesar do nome e do logótipo, a aplicação "Notepad++ for Mac" não tem qualquer apoio do projecto original, que continua a ser exclusivo do Windows desde a sua criação em 2003.

Don Ho, responsável pelo desenvolvimento do Notepad++, diz que o uso do nome e da marca sem autorização é enganador e pode levar utilizadores a acreditar que se trata de um lançamento legítimo. O autor da versão para Mac defende-se, dizendo que o fez com "boa vontade" para fazer chegar o Notepadd++ aos utilizadores Mac.
Entretanto, o projecto já começou a mudar de nome para evitar problemas legais, mas a situação ainda não está totalmente resolvida, e pode haver quem continue a pensar que o Notepad++ para Mac se trate de uma versão oficial do mesmo.

Tendo o Notepad++ sido recentemente alvo de ataques por hackers, facilmente se percebem os receio do seu criador em não querer/poder confiar num projecto que aparece de um dia para o outro, sem qualquer pré-aviso, feito por alguém sem qualquer relação com o projecto original.

№ 19

Ganha um mini powerbank Bogseth de 10000 mAh

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre um powerbank Bogseth de 10000 mAh.

Sempre prático para todas as ocasiões, este powerbank permite prolongar a tranquilidade de utilizar um smartphone (ou outros equipamentos electrónicos) longe de uma tomada e carregador. No caso deste Bogseth de 10000 mAh, serve de backup compacto que pode recarregar um smartphone várias vezes, esticando a sua autonomia enquanto se está longe de uma tomada ou porta USB.

Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

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Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 20

Fabricantes preparam DDR6 para 2028

Numa altura em que o preço das memórias DDR5 tem complicado a vida a empresas e consumidores, os grandes fabricantes já preparam a chegada das memórias DDR6 para 2028.

A próxima geração de memória RAM já está em desenvolvimento, com fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron a trabalhar no futuro padrão DDR6. Segundo informações recentes, o desenvolvimento conjunto entre fabricantes de memória e de substratos já começou, o que aponta para um lançamento previsto entre 2028 e 2029.

Apesar de o padrão DDR6 ainda não ter sido oficialmente finalizado pelo JEDEC (ao contrário do LPDDR6) existem alguns pressupostos quanto ao nível de desempenho que se pode esperar. A nova geração deverá trazer ganhos significativos em largura de banda, com velocidades que podem variar entre 8.4 Gbps e 17.6 Gbps - praticamente duplicando os valores do DDR5. Tal como em gerações anteriores, o foco deverá estar no aumento da velocidade e da eficiência energética. No entanto, questões como a latência podem continuar a não ser prioridade numa fase inicial, ficando dependentes de melhorias posteriores por parte dos fabricantes.

Voltando à "pior parte", quando chegar ao mercado, o DDR6 deverá ser mais caro do que as memórias DDR5, como é habitual no hardware mais recente. Isto potencia um cenário complicado se, até lá, a situação do preço das memórias RAM / DDR5 não se regularizar e regressar aos valores da era pré-AI.