PlanetGeek
№ 01

Time4Popcorn com falha crítica que deixa utilizadores em risco

Uma versão abandonada do Popcorn Time tinha uma falha que deixava a porta aberta a atacantes.

Investigadores de segurança descobriram e neutralizaram uma vulnerabilidade de segurança grave no Time4Popcorn, uma versão já abandonada derivada do cliente BitTorrent Popcorn Time que podia expor milhões de computadores Windows e macOS a ataques de execução remota de código (RCE). Identificada como CVE-2026-30612, a falha afectava o sistema de actualização que comunicava com um domínio abandonado através de HTTP sem encriptação e instalava ficheiros executáveis sem verificar as respectivas assinaturas digitais. Um atacante que controlasse esse domínio poderia executar código malicioso com privilégios SYSTEM no Windows ou acesso root no macOS.

A app tornou-se popular graças a uma interface semelhante à da Netflix, que permitia reproduzir conteúdos através de BitTorrent. Apesar do projecto original já ter sido abandonado, versões derivadas, como o Time4Popcorn, continuaram a atrair milhões de utilizadores. Os investigadores da Eye Security descobriram o vasto alcance deste problema depois de registarem o antigo domínio de actualização e receberem ligações de cerca de três milhões de computadores Windows e 350 mil dispositivos macOS. As ligações tinham origem em redes domésticas, empresariais, governamentais e militares, sendo que muitas destas instalações serão de máquinas em que a app ficou esquecida pelos utilizadores.
A Eye Security aproveitou o mecanismo de actualização vulnerável para distribuir uma ferramenta que interrompeu e desactivou o serviço, evitando riscos adicionais nessas máquinas. A operação não recolheu dados dos computadores nem informações de telemetria, e também não eliminou ficheiros. Os pedidos ao domínio de actualização diminuiram 98%. Após a conclusão da operação, o controlo dos domínios relevantes foi transferido para a organização sem fins lucrativos The Shadowserver Foundation, especializada em segurança informática.

Ainda assim, o risco não desapareceu por completo. Os utilizadores Android continuam expostos, uma vez que não foi possível desactivar remotamente o mecanismo de actualização na plataforma. Além disso, a app utiliza uma versão extremamente desactualizada do Chrome, de 2014, sem protecções de sandbox. Por esse motivo, a recomendação é a remoção completa da app Time4Popcorn em todos os sistemas em que esteja instalada.

№ 02

Apple quer aproveitar melhor o ecrã do iPhone Duo

A Apple está a considerar alterações no Safari para melhor aproveitar o ecrã do iPhone Duo.

O iPhone Duo está a gerar bastantes críticas, tanto quanto a uma potencial falha fatal na dobradiça que está a danificar o ecrã interior, como também ao facto de deixar bastante a desejar a nível das apps tirarem partido do novo formato.

O que tem sido mais criticável é que esta falta de suporte não se limita apenas às apps de terceiros, como às apps principais da própria Apple, incluindo o Safari. A experiência de utilização do Safari no Duo tem sido fonte de frustração para muitos utilizadores, por desperdiçar cerca de 20% do ecrã devido ao espaço reservado para a "barra de estado", que no Duo é colocada verticalmente no lado direito do ecrã.
Não demoraram a surgir propostas por parte de utilizadores e designers, de como melhor poderia aproveitar-se este espaço, quer fazendo com que essa parte pudesse "deslizar" e ficar escondida, ou que, no mínimo, o browser pudesse usar esse espaço, ficando com os conteúdos debaixo dos botões.

Até ao momento não há soluções perfeitas, com todas a terem os seus prós e contras. Mas tendo em conta que se torna ridículo desperdiçar 20% do ecrã para isto, a Apple parece estar empenhada em encontrar formas de melhorar o aproveitamento do ecrã do Safari no Duo, e que eventualmente serão aplicadas também às restantes apps. Algo que também vem dar mais peso à potencial opção de aguardar até ao Duo do próximo ano, para não ter que passar um ano a lidar com todos estes problemas de primeira geração.

№ 03

A transmissão "manual by-wire" do Ferrari 12Cilindri Manuale

A Ferrari criour uma transmissão "manual by-wire" no Ferrari 12Cilindri Manuale, que pretende apelar aos puristas.

Ao estilo de muitas outras transições tecnológicas no passado, é quando se está prestes a abandonar o mundo dos carros a combustão que se atinge o pináculo dessa tecnologia. Mas desta vez, não nos referimos aos motores em si, mas aos indispensáveis sistemas de transmissão que conhecemos como "caixa de velocidades".

As caixas de velocidade tornaram-se imperativas como forma de compensar as limitações dos motores de combustão (binário reduzido a baixas rotações), e estão agora a tornar-se desnecessárias devido à maior versatilidade dos motores eléctricos. Isso não retira valor à mestria das mesmas, sendo a caixa do Ferrari 12Cilindri Manuale um desses exemplos.



O vídeo leva-nos numa longa viagem pela história das caixas de velocidade, acompanhando a sua evolução, as limitações, os prós e contras de cada tipo de transmissão, e que se será certamente apelativo a todos os que continuam a apreciar a magia dos elementos mecânicos, mesmo numa era que começam a tornar-se em relíquias do passado.

№ 04

A física do Tesla Roadster voador

A física do Tesla Roadster voador bate certo, mas com muitas condicionantes que não podem ser ignoradas.

Como seria esperado para um produto da Tesla, as discussões e polémicas sobre a demonstração do Tesla Roadster voador continuam. Desta vez, temos o canal Engineering Explained a analisar a demonstração e a verificar as contas batem certo. E sim, as contas batem certo, no sentido em que a demonstração terá sido mesmo real e feita sem batotas.

Dito isto, há também que ter em conta que a Tesla terá utilizado carros diferentes para cada demonstração, e que estarão longe das versões finais de produção que agora estão prometidas para 2028... mas sem garantia de que realmente venham a existir.



Obviamente, só porque a Tesla mostrou estes protótipos a fazerem a demonstração, não significa que todos os problemas estejam corrigidos. Os próprios responsáveis da Tesla referem que há coisas em que "ainda estão a trabalhar" (como a questão de como irão colocar um compressor viável dentro do veículo para recarregar os depósitos de ar em menos de 30 minutos - operação que actualmente demora cerca de 7 horas a partir de tanques externos), e a tudo isto somam-se as questões de que nenhum dos sistemas demonstrados poderá ser utilizado em termos práticos, nem em estradas públicas, nem sequer em circuitos, a não ser que se obtenham licenças especiais - o que certamente deixará um sabor agridoce em todos os que tinham feito a reserva do Roadster "pré-voador", que prometia 4 lugares, autonomia de 1000 km, e outras coisas que eram efectivamente utilizáveis no dia a dia.


Curiosa é também a afirmação da Tesla de que "não mostramos coisas que não conseguimos cumprir", quando a lista de promessas falhadas é bem conhecida e continua a crescer ao longo dos anos... Talvez seja uma simples manifestação daquilo que parece ter-se tornado normal na empresa, acreditando que pode mentir o que quiser, desde que sejam mentiras feitas de "boa fé".


№ 05

iPhone Duo enfrenta "CrackGate" com vaga de ecrãs partidos

O lançamento do iPhone Duo está a dar origem a nova polémica "CrackGate" com múltiplos relatos de ecrãs interiores partidos e danificados.

Ao longo dos anos tem sido praticamente inevitável que cada nova alteração significativa nos iPhones resulte em problemas de maior ou menor gravidade (basta recordar o célebre "You're holding in wrong" quando foi o caso "AntennaGate"), e o iPhone Duo não é excepção.

Com as entregas a começarem, são vários os relatos de que o ecrã interior dobrável rapidamente fica danificado, nalguns casos tendo bastado apenas algumas horas de uso e umas dezenas de dobragens. O que tem tornado o caso mais curioso, é que a esmagadora maioria dos casos parece ter exactamente o mesmo ponto inicial de danos no ecrã, e que parece estar directamente com o mecanismo da dobradiça - mais em concreto, com uma pequena peça que parece ser mais protuberante, e que aparentemente danifica o ecrã.

越来越多国内外的iPhone Duo屏幕从铰链位置裂开了,要购买这款手机必须得同时买Apple Care+,谁也不知道哪天会碰上。更稳妥的做法是等后续批次。

另外,Tim不是连续折叠iPhone Duo一万次没问题了吗?怎么还会裂?那只是代表他测试的那一台。 https://t.co/qKF0IqWm8I pic.twitter.com/RCGdWqTqP7

— Ken W (@kenw_2) October 24, 2026
Importa referir que muitas das imagens que circulam são de iPhones Duo de demonstração nas lojas Apple, que inevitavelmente ficarão sujeitos a abusos por parte dos visitantes. Mas, também há relatos de pessoas que os compraram e que se têm deparado com o mesmo fenómeno, e que aparentemente estão a ser substituídos rapidamente pela Apple, sem grandes problemas.

Fica por isso a questão, sobre se serão apenas algumas dezenas de casos isolados, ou se será apenas a fase inicial de uma vaga que venha a revelar um problema "fatal" nos Duo, que seria tremendamente embaraçoso para a Apple, podendo levar a um recall completo de todas as unidades e à revisão do mecanismo da dobradiça (não esquecer que foi algo que aconteceu precisamente com o primeiro dobrável da Samsung em 2019).


O que é certo é que o mecanismo da Apple não parece ser tão resistente quanto o anunciado. Apesar da certificação IP68 contra pó e água, o mecanismo rapidamente encrava com sujidade - ao ponto da Apple já ter lançado um documento a alertar para os cuidados a ter, e dizer para os utilizadores terem atenção caso o mecanismo comece a fazer barulhos estranhos. E não será também surpresa que o Duo tenha falhado os testes abusivos do JerryRigEverything.



Para terminar de forma mais positiva, deixo aqui a impressionante review do canal HTX Studio, gravada com a ajuda de um braço robótico de controlo da câmara, e que realmente é digna de se ver:



O canal até teve que mostrar algumas imagens de bastidores, para comprovar que realmente foi gravada realmente, e não através de efeitos digitais e imagens AI. :)

Just to prove we shot it practically🥲
No AI, shot in-camera.
Big thanks to @umoco2020 for providing the robotic arm!
Check out the full review to see the final shots➡️https://t.co/DlKB4kUNBL https://t.co/YD9StjLj1R pic.twitter.com/kKkEV4xgjD

— Tim Pan (@mediastorm_en) October 22, 2026


... Não que, hoje em dia, isto seja suficiente para sossegar os críticos, já que os modelos AI poderiam muito bem gerar estes vídeos de bastidores com a mesma facilidade! :)

№ 06

Módulo lunar da SpaceX pode precisar de 22 lançamentos para abastecer

O número de lançamentos necessários para abastecer o módulo lunar da SpaceX coloca sérias dúvidas quanto à viabilidade do projecto.

A estimativa mais recente da NASA aponta para a necessidade de cerca de 22 lançamentos da Starship para abastecer o módulo lunar da SpaceX antes de transportar astronautas até à Lua. O número foi avançado por Charlie Precourt, antigo astronauta da NASA e membro do Aerospace Safety Advisory Panel, durante uma reunião dedicada aos riscos do programa Artemis. A estimativa revela um dos maiores desafios dos planos da NASA para voltar a levar seres humanos à superfície lunar.

O número de lançamentos necessários tem variado bastante ao longo dos últimos anos. Apesar de alguns entusiastas terem desde cedo feito as contas e dito que seriam necessários cerca de 20 lançamentos, a SpaceX assegurava que seriam necessárias menos de dez. O processo passa por colocar um depósito de combustível em órbita baixa da Terra e enviar outras Starships para transferir oxigénio líquido e metano para esse depósito. O combustível será depois utilizado pelo módulo lunar para viajar até à Lua, aterrar e regressar à órbita lunar. Agora, é a própria NASA a validar e admitir que serão necessários 22 lançamentos - número que continua a ser contestado por Musk, que diz que bastarão 6 a 8 lançamentos. No entanto, este é o mesmo senhor que assegurou que a Starship iria fazer um voo até Marte em 2016, e no entanto, estamos em 2026 e só no último lançamento é que a Starship atingiu a órbita terrestre.
Mas, como diz a sabedoria popular, contra factos não há argumentos. Não importa o que digam uns ou outros, as leis da física continuarão a ditar o número de lançamentos necessários, cujo número definitivo continuará a depender de variáveis como perdas de combustível provocadas pela evaporação no espaço e a eficiência da transferência entre veículos. A NASA consegue calcular a quantidade de combustível necessária, mas os resultados práticos dependerão do desempenho real da Starship.

O número de lançamentos irá ter um impacto significativo no programa lunar da NASA. Mesmo que a SpaceX consiga atingir uma cadência de dois lançamentos semanais até ao final de 2027, o abastecimento de um depósito em órbita poderá demorar cerca de três meses(!) caso a estimativa mais elevada esteja correcta. A NASA continua a apontar para uma aterragem tripulada na Lua em 2028, mas esse objectivo parece estar condenado a não ser atingido.

№ 07

Peugeot RCZ Vision: o futuro com emoção e 500 cv

A Peugeot apresentou o RCZ Vision, um concept car que funciona como um manifesto da marca e que coloca o prazer de condução, a emoção e o estilo francês no centro da sua estratégia para o futuro.

O modelo sucede ao icónico coupé RCZ, comercializado entre 2009 e 2015, e que entretanto se tornou um objecto de culto entre coleccionadores.

A linguagem de design da Peugeot, chamada “Feline Future”, encontra neste RCZ Vision a sua expressão mais elaborada até à data. Assente em cinco princípios fundamentais, liberdade, coragem, elegância, força interior e instinto, esta visão estética pretende moldar os próximos modelos de produção da marca. “Com o RCZ Vision, estamos a dar uma nova expressão à nossa linguagem de design, o Feline Future. Nascido da tensão entre a força felina e a precisão dos materiais, este design instintivo e sedutor aproveita a tecnologia para realçar a emoção e o prazer de condução”, afirmou Matthias Hossann, Director de Design da Peugeot.
Do ponto de vista técnico, o RCZ Vision assenta na plataforma STLA One e combina uma bateria de estado sólido de 110 mm de espessura, desenvolvida em parceria com a Factorial Energy, com uma arquitectura eléctrica de 1.000 V. O resultado são 500 cv de potência, uma autonomia até 600 km e um consumo de apenas 11,5 kWh/100 km no ciclo combinado WLTP. O carregamento da bateria entre 10% e 80% de carga demora menos de 10 minutos, o que representa um avanço significativo face às soluções actuais.

A bordo, o RCZ Vision antecipa uma nova geração do PEUGEOT i-Cockpit, sistema de interface que a marca usa há quase 15 anos. A novidade mais relevante é a combinação do comando de direcção Hypersquare com ecrãs Micro LED transparentes. Ao contrário da tendência generalizada de multiplicar ecrãs, a Peugeot optou por uma abordagem diferente: o ecrã central pode ser completamente desligado e, graças à sua estrutura transparente, desaparece praticamente da vista, deixando o painel de instrumentos limpo e sem distrações visuais desnecessárias. A versão de série do Hypersquare® que equipa o RCZ Vision será também incorporada na próxima geração do Peugeot E-208.
O sistema de direcção é totalmente electrónico através da tecnologia Steer-by-Wire, sem qualquer ligação mecânica entre o comando e as rodas. A rotação máxima do Hypersquare® é ligeiramente inferior a uma volta completa, em comparação com as três voltas de um volante convencional, o que simplifica as manobras a baixa velocidade. A velocidades mais elevadas, a relação de direcção é automaticamente reduzida para garantir estabilidade. O RCZ Vision é ainda o primeiro Peugeot a incorporar a tecnologia Brake-by-Wire, que substitui a ligação hidráulica entre o pedal e os travões por controlo electrónico, permitindo uma travagem mais precisa e uma melhor integração da recuperação de energia. O nível de condução automatizada disponível é o Nível 2++, com função mãos-livres disponível tanto em cidade como em estrada.

Esteticamente, a postura do RCZ Vision é deliberadamente felina: ligeiramente inclinado para a frente, com ombros fortemente definidos, flancos esculpidos e um habitáculo em forma de dupla bolha de vidro que se estende do capô até à traseira. A nova assinatura luminosa da Peugeot é reinterpretada com três garras horizontais ultrafinas na frente e na traseira. O spoiler activo permanece oculto quando o carro está parado, tal como acontecia no RCZ original, e só se abre durante a condução para optimizar a aerodinâmica. As jantes são em alumínio forjado, de 21 polegadas na frente e 22 polegadas atrás, com um design de raios radiais extremamente refinado que minimiza o material utilizado.
O interior foi concebido como um espaço de Grand Touring para quatro ocupantes, com bancos de arquitectura assimétrica que reforçam o apoio lateral. Os materiais incluem Alcantara® e couro Pelinova, fabricado a partir de retalhos reciclados da indústria de artigos de couro que de outra forma não seriam aproveitados, oferecendo as mesmas qualidades sensoriais do couro genuíno com um impacto ambiental menor. Um relógio da marca relojoeira francesa Serica, integrado no suporte central do ecrã, completa a atmosfera sofisticada do habitáculo, com o seu design a ser reproduzido digitalmente no ecrã correspondente.

O Peugeot RCZ Vision não é um produto à venda, mas sim uma declaração de intenções sobre o caminho que a Peugeot pretende seguir nos próximos anos, conjugando desempenho eléctrico, tecnologia avançada e um design que não abdica da emoção.

[Pela Estrada Fora]
№ 08

PHP com nova vulnerabilidade crítica

O PHP enfrenta nova falha crítica, embora só afectando sistemas com configuração bastante específica.

Depois das vulnerabilidades que deixaram a internet em pânico, a equipa de segurança do PHP divulgou medidas de mitigação para uma nova vulnerabilidade de execução remota de código (RCE), identificada como CVE-2026-115560. Embora ainda não exista uma correcção de segurança oficial, temos a atenuante de que esta falha apenas afecta sistemas com uma configuração específica, exigindo uma combinação pouco comum de código e definiçõe.

Segundo o aviso de segurança, a aplicação tem de configurar session.serialize_handler como php_binary ou php_serialize e, depois, alterá-lo para php durante a execução através de ini_set(), antes de chamar session_start(). A funcionalidade de progresso de carregamento de ficheiros através de sessões também tem de estar activa. Como esta configuração é considerada bastante rara, a equipa optou por corrigir a vulnerabilidade no ciclo normal de actualizações, em vez de lançar uma correção imediata de emergência.
Até estar disponível um patch, a recomendação para os administradores de sistemas afectados é a de desactivar o progresso dos carregamentos de ficheiros através de sessões, definindo session.upload_progress.enabled=0. A equipa do PHP esclarece que quem já aplicou esta medida não precisa de fazer mais nada. A recomendação foi divulgada juntamente com actualizações para outras duas vulnerabilidades críticas de RCE, CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, conhecidas em conjunto como PHP2Shell.

As vulnerabilidades PHP2Shell já estão a ser alvo de tentativas de exploração. A Amazon Threat Intelligence detectou tentativas vários dias antes da disponibilização das correcções, enquanto outras empresas de segurança também registaram o mesmo tipo de actividade antes da divulgação pública. Os investigadores esperam que o número de ataques bem-sucedidos vá aumentando à medida que forem desenvolvidos exploits funcionais, pelo que é importante instalar as actualizações disponíveis. Para os sistemas antigos que já não têm manutenção activa, será uma questão de tempo até sucumbirem a estes ataques.

№ 09

Smart TVs continuam a espiar utilizadores após opções desligadas

A má fama das Smart TVs continua, com muitas delas a serem apanhadas a "espiar" os utilizadores mesmo após se desligar todas as opções possíveis.

Um novo estudo da Northeastern University revela que algumas Smart TVs continuam a enviar dados para serviços de reconhecimento automático de conteúdos (ACR), mesmo depois dos utilizadores desactivarem essa monitorização nas definições. A investigação analisou 12 televisores de 10 fabricantes, abrangendo oito sistemas operativos, e encontrou tráfego de rede suspeito em televisores com Samsung Tizen, Vizio OS e Roku OS. A tecnologia ACR identifica aquilo que está a ser apresentado no ecrã, através da análise de vídeo e áudio, permitindo fazer o tracking das preferências dos utilizadores e apresentar publicidade direccionada.

Os investigadores efectuaram cerca de 6.000 experiências controladas, testando diferentes cenários de utilização, incluindo apps de streaming, ligações HDMI, e emissões de televisão tradicional por antena. O Samsung Tizen e o Vizio OS continuaram a enviar tráfego para servidores ACR identificados em vários cenários, mesmo depois de se ter desactivado a monitorização. O Roku OS também apresentou actividade semelhante, mas apenas durante a utilização do serviço de streaming integrado (The Roku Channel). A Roku esclareceu que este tipo de recolha está explicado nos seus termos de serviço, e que também é mencionado nas definições dos televisores.
O estudo não conseguiu determinar exactamente que informações estão a ser transmitidas, uma vez que o tráfego estava encriptado. Por isso, não se pode acusar expressamente que os fabricantes estejam a ignorar as escolhas de privacidade dos utilizadores, mas, isso não significa que esta actividade persistente não seja bastante suspeita e altamente indicadora de que algo estranho está a ser feito.

A monitorização em Smart TVs já deu origem a processos judiciais. A Vizio já pagou 2,2 milhões de dólares para resolver acusações da Comissão Federal do Comércio dos EUA relacionadas com a recolha de dados de visualização sem consentimento, enquanto a Samsung e outros fabricantes também foram acusados de monitorização ACR ilegal. Para prevenir, e embora seja algo verdadeiramente ridículo, a opção recomendada é a de manter as Smart TVs completamente desligadas da internet, usando-se uma box de TV que ofereça melhores garantias de privacidade.

Tirando partido da vaga de vibe-coding AI, também têm surgido projectos e ferramentas que se focam em dar aos utilizadores total controlo sobre as suas Smart TV, desactivando todos esses serviços abusivos, e resultando em televisores bastante mais rápidos, tal como deveriam ser de origem!

№ 10

Robot Unitree H2-X levanta carro para salvar criança

A Unitree lançou um vídeo de demonstração do seu novo robot humanóide H2-X "Kung Fu Legend Guardian", com capacidades sobre-humanas.

Há muito que a Unitree nos tem trazido vídeos divertidos dos seus impressionantes robots humanóides, desde o processo de treino aos espectáculos públicos. Mais recentemente começou a mostrar as capacidades sobre-humanas destes robots, que agora voltam a ser demonstradas num novo vídeo.

Dedicado ao H2-X "Kung Fu Legend Guardian", o vídeo mostra-nos um robot que não tem problemas em amassar carros com os seus golpes, ou salta de cima de contentores. Mas as coisas ficam mais intressantes. O vídeo também mostra o robot a proteger uma pessoa contra um ladrão, fazendo golpes de artes marciais, e de seguida chegam as melhores partes: vê-se o robot a levantar a parte da frente de um automóvel, para salvar uma pessoa que tinha ficado debaixo do carro; e depois a salvar uma criança de ser atropelada, atirando-a para fora da zona de perigo, e "sacrificando-se" no seu lugar.



Obviamente, tudo é encenado, e não demorou para que começassem a surgir dúvidas, especialmente a nível do levantamento do carro, já que o comportamento do carro é um pouco estranho (a suspensão das rodas não se mexe), e o movimento do carro faz suspeitar que estivesse apoiado sobre um suporte fora da visão da câmara.

No caso do "salvamento" da criança, pode argumentar-se que a manobra que faz de empurrar a criança para que não seja atropelada pelo carro é quase equivalente à criança ser atropelada pelo próprio robot, tal a violência da projecção. Mas, independentemente das liberdades artísticas tomadas para efeitos de espectáculo visual, a realidade é que efectivamente se está a seguir neste caminho.

№ 11

Xbox Cloud Gaming com packs de horas sem Game Pass

A Microsoft quer facilitar o acesso ao Xbox Cloud Gaming para quem não subscreve o Xbox Game Pass.

Depois de ter começado a limitar o número de horas de cloud gaming no Game Pass, a Microsoft prepara-se para disponibilizar o Xbox Cloud Gaming a todos os utilizadores em Novembro, permitindo jogar por streaming sem que seja necessária uma subscrição Xbox Game Pass. O novo modelo de pagamento "por uso" permitirá comprar pacotes de horas, com preços promocionais a partir de 3,99 dólares por 10 horas. Os Xbox Insiders sem Game Pass já podem experimentar o serviço antes do lançamento global.

Os pacotes anunciados contam com opções de: 10 horas por 3.99 dólares, 25 horas por 7.99 dólares ou 50 horas por 11.99 dólares. Isto dará acesso a jogar via streaming da cloud, sem anúncios, com tempos de espera mais curtos, e streaming com maior qualidade. Ao contrário do que é habitual nas subscrições mensais, as horas não expiram no final de um período de facturação, ficando disponíveis até serem utilizadas. Ou seja, podem comprar um pacote de 50 horas, e depois gastá-lo ao longo de vários meses.
O novo modelo poderá tornar o Xbox Cloud Gaming mais atractivo para quem só quer jogar por streaming ocasionalmente, sem adicionar mais uma subscrição aos seus encargos mensais recorrentes.

De notar que, não se tendo o Game Pass, o número de jogos que se pode jogar é substancialmente mais reduzido, reduzindo-se praticamente aos jogos gratuitos, ou que o utilizador já tenha comprado. Ainda assim, não deixa de ser uma opção a considerar para quem, por qualquer motivo queira aceder a estes jogos (ou jogos que tenha comprado), sem se preocupar com o hardware que tem. O que parece ficar de fora, pelo menos numa primeira fase, será tirar partido desta capacidade para jogar o próximo GTA VI num PC, já que aparentemente a MS vai seguir as indicações da Rockstar e Take Two, mantendo o jogo como exclusivo para as consolas.

№ 12

Gemini for Home aprende a calar-se

A Google diz que o Gemini for Home será melhor a parar de falar.

Não há nada de mais irritante do que ter um assistente de voz a falar quando se quer que ele esteja calado, e a Google diz ter melhorado esse aspecto.

A actualização de 14 de Outubro promete melhorar a forma como o assistente de inteligência artificial gere conversas e comandos de voz. O Gemini irá responder de forma mais natural quando os utilizadores terminam uma interacção. Ao ouvir "obrigado", o assistente passa a despedir-se de forma breve e simpática, mas se ouvir o comando "parar" desactivará imediatamente o microfone sem qualquer fala adicional.

A actualização também promete resolver um problema que fazia com que o Gemini interpretasse por vezes o comando "parar" como uma instrução para terminar a conversa, em vez de interromper a reprodução de música ou parar temporizadores e alarmes. Esta melhoria deverá tornar os comandos de voz mais práticos, reduzindo a necessidade de repetir instruções ao controlar dispositivos da casa inteligente.

O Gemini também passa a responder melhor a perguntas sobre o estado do tempo, tendo em conta a unidade de temperatura escolhida na aplicação Google Home. Nos ecrãs inteligentes, as respostas faladas passam também a estar sincronizadas com a apresentação do texto no ecrã, facilitando a leitura enquanto o assistente fala.

Por fim, a Google está a melhorar a capacidade do Gemini para distinguir música relaxante de sons ambiente. Quando os utilizadores pedirem música para relaxar ou meditar, o assistente deixará de reproduzir sons de fundo, como ruído branco ou chuva, em vez de música.

Esta actualização também traz o controlo local de lâmpadas Hue e Matter, que possibilita uma actuação mais rápida e sem ficar totalmente dependente de uma ligação à internet.

№ 13

UE adia meta de transição para eléctricos em 2035

A prometida data de 2035 para o fim dos automóveis a combustão deverá ser adiada.

Os legisladores europeus estão a ponderar uma alteração à proibição prevista pela União Europeia de vender novos automóveis com motores de combustão a partir de 2035. Um acordo proposto entre os principais grupos políticos do Parlamento Europeu substituiria a exigência de uma redução de 100% nas emissões de escape por uma meta de 87,5%. Os fabricantes poderiam compensar parte das emissões restantes através da utilização de aço com baixas emissões de carbono, permitindo que automóveis a gasolina, gasóleo e híbridos plug-in continuassem à venda além de 2035. A proposta ainda precisa de ser votada pelo Parlamento e negociada com os Estados-membros.

Esta mudança daria mais tempo a fabricantes como a Volkswagen, BMW e Stellantis para adaptarem as suas fábricas e gamas de modelos. Os defensores da medida argumentam que uma transição mais gradual protegeria também os postos de trabalho e teria em conta as dificuldades dos condutores que não conseguem carregar facilmente um automóvel eléctrico em casa ou que percorrem regularmente grandes distâncias. Poderia também beneficiar empresas que investiram em plataformas flexíveis, capazes de suportar motores de combustão, sistemas híbridos e veículos totalmente eléctricos, em vez de dependerem exclusivamente de modelos eléctricos.
No entanto, os críticos alertam que o adiamento poderá enfraquecer a posição da Europa no mercado global de veículos eléctricos. Os fabricantes chineses estão a melhorar rapidamente as baterias, o software e os sistemas electrónicos dos automóveis, ao mesmo tempo que lançam modelos eléctricos cada vez mais acessíveis. As marcas europeias correm o risco de ficar ainda mais para trás se se mantiverem "agarrados" aos motores de combustão, em vez de se focarem totalmente nos veículos eléctricos.

Este compromisso poderá também prolongar a relevância dos híbridos plug-in e dos eléctricos com extensor de autonomia (EREV). Estes modelos combinam a condução eléctrica nas deslocações diárias com um motor de combustão usado como gerador para fornecer energia nas viagens mais longas, oferecendo uma alternativa prática a quem ainda não está preparado para mudar para um automóvel totalmente eléctrico.

Ficaremos a aguardar para ver qual será a decisão. Sendo que, independentemente do resultado, muitos europeus continuarão a optar pelos eléctricos, nem que seja como forma de escaparem aos preços elevados dos combustíveis.

№ 14

Geely carrega bateria de 10% a 97% em menos de 9 minutos

A Geely apresentou o Geely Smart Charging, um sistema de carregamento ultrarrápido que recorre a Inteligência Artificial para gerir a energia, o calor e a longevidade da bateria.

Em testes com condições reais, uma bateria NMC de 100 kWh passou de 10% a 70% de carga em 4 minutos e 30 segundos, e de 10% a 97% em 8 minutos e 40 segundos, o melhor resultado já alcançado pela marca com tecnologia preparada para produção.

No centro do sistema está o Xingrui PowerMind, um modelo de gestão de energia desenvolvido em conjunto pelo Geely Auto Group e pela StepFun. Este componente coordena o veículo, a bateria, a estação de carregamento, a cloud, a rede eléctrica e o sistema de armazenamento de energia, permitindo ir além do simples fornecimento de corrente. A AI consegue prever a temperatura da bateria com até 30 segundos de antecedência e ajustar a potência de carregamento de forma dinâmica, antes de a temperatura chegar a subir.
Do ponto de vista térmico, o sistema foi concebido para manter a temperatura média da bateria abaixo dos 55 °C e limitar os picos a menos de 65 °C durante o carregamento rápido. Para isso, a Geely estreia aquele que descreve como o primeiro sistema de arrefecimento líquido de cinco pontos da indústria, que cobre toda a cadeia de carregamento: da bateria de armazenamento da estação, ao posto, ao cabo, à porta de carregamento e a própria bateria do veículo.

Outro elemento relevante é a tecnologia de regeneração por impulsos de iões de lítio. O sistema utiliza microimpulsos de corrente para reactivar os iões de lítio que se acumulam nos eléctrodos negativos após carregamentos rápidos repetidos. Combinada com a gestão inteligente do Xingrui PowerMind, esta tecnologia permite aumentar em até 20% a vida útil da bateria em ciclos de carga. Para quem carrega em casa, a Geely disponibiliza também uma estratégia de carregamento a baixa potência, pensada para recuperar gradualmente parte da degradação acumulada pelo uso frequente de carregamento rápido.
A acompanhar este sistema surge a quinta geração da Geely Smart Charging Station, com uma potência máxima de carregamento de 2.250 kW e uma função de adaptação em tempo real ao estado da bateria. A Shendun Golden Battery, desenvolvida para carregamento ultrarrápido e elevadas prestações, suporta uma taxa máxima de carregamento de 12C. Já a Bateria Ultra Short Blade de nova geração, focada na segurança e longevidade, utiliza soldadura a laser nas ligações e coberturas das células, o que reduz em 10% o calor gerado durante o carregamento. A taxa máxima de carregamento desta bateria sobe para 6C, o que significa que suporta carregamento ultrarrápido em apenas 10 minutos, tornando-a uma opção viável para modelos mais acessíveis.

A Geely posiciona o Smart Charging como uma abordagem que vai além da potência bruta de carregamento, integrando hardware de elevado desempenho com uma camada de inteligência artificial capaz de se adaptar continuamente a cada veículo e a cada bateria. Em Portugal, a marca é importada e distribuída pelo Grupo Salvador Caetano.

[Pela Estrada Fora]
№ 15

Novo Hyundai Tucson mais arrojado e tecnológico

O novo Hyundai Tucson ven dar continuidade a um dos modelos de maior sucesso da marca.

A Hyundai apresentou o novo Tucson, um SUV do segmento C que chega com dimensões maiores, motorizações eletrificadas mais avançadas e um sistema de infoentretenimento de nova geração chamado Pleos Connect. O modelo continua a ser produzido na fábrica da Hyundai Motor Manufacturing Czech, na República Checa, e representa mais de duas décadas de história de um dos SUV mais vendidos da marca na Europa, com mais de dois milhões de unidades colocadas na região desde a primeira geração, em 2004. Em 2025, o Tucson foi mesmo o modelo mais vendido entre clientes particulares no segmento C-SUV na Europa.
Em termos de design, a Hyundai seguiu a filosofia “Art of Steel”, que se traduz num exterior musculado com guarda-lamas pronunciados e superfícies mais contidas nas portas, criando uma tensão visual que remete para a resistência do aço. O novo Tucson mede 4.560 mm de comprimento, 1.900 mm de largura e 1.670 mm de altura, o que representa um crescimento de 35 mm no comprimento, 35 mm na largura e 20 mm na altura face ao modelo anterior. A projecção dianteira aumentou 20 mm para cumprir requisitos de protecção de peões, e o ângulo de abertura das portas passou de 73 para 83 graus, facilitando o acesso ao habitáculo.

Na dianteira, a assinatura luminosa H-Edge combina iluminação central indirecta com iluminação de contorno, acentuando as proporções horizontais do veículo e dando-lhe um aspecto mais largo e estável. Na traseira, os farolins Prism Rear Lamp têm uma estrutura interna tridimensional que cria uma assinatura luminosa distinta. Consoante a versão, o Tucson pode ainda ser equipado com o sistema Micro Pixel Lighting, composto por 25.600 píxeis LED individuais que permitem controlar padrões do feixe luminoso e executar animações de boas-vindas e de despedida. As novas cores disponíveis para a Europa incluem Moonlake Blue Metallic, Moonlake Blue Matte, Rich Walnut Metallic, Rich Walnut Matte e Ignite Red.
No interior, a Hyundai aposta no conceito “Furnished Space”, com superfícies acolchoadas na parte superior do painel de instrumentos, nas portas e no apoio de braços da consola central, criando um ambiente que a marca compara ao conforto do mobiliário doméstico. O painel de instrumentos tem dois níveis: uma secção superior horizontal para maior clareza visual e uma área inferior aberta para arrumação. O painel de instrumentos digital tem 9,9 polegadas e está posicionado acima do volante, enquanto o Head-Up Display, disponível em algumas versões, projecta as informações de condução directamente no para-brisas.

O ecrã central de infoentretenimento está disponível em dois tamanhos, 12,9 ou 17 polegadas, e coexiste com botões físicos para as funções mais utilizadas, uma decisão que melhora a usabilidade no dia a dia. A consola central inclui duas bases de carregamento sem fios de 15 W e quatro portas USB-C de 100 W distribuídas pelo habitáculo, permitindo carregar rapidamente portáteis, tablets e outros dispositivos. O seletor de mudanças shift-by-wire está montado na coluna de direcção, libertando espaço adicional na consola.
O espaço para os ocupantes é um dos pontos fortes do novo Tucson, com 1.038 mm de altura ao tecto nos lugares dianteiros, 1.002 mm de espaço para as pernas nos lugares traseiros e 1.470 mm de largura ao nível dos ombros na fila da frente. A bagageira comporta até 695 litros, e a capacidade de reboque pode atingir 1.910 kg na versão híbrida. O sistema de climatização tri-zona permite regular separadamente a temperatura em diferentes áreas do habitáculo, e o Multi-Air Mode distribui o ar por múltiplas saídas, reduzindo o desconforto provocado pelo fluxo de ar directo.

Destaque ainda para o para-brisas aquecido com revestimento metálico, disponível em algumas versões, que permite a descongelação completa em 15 minutos em condições de Inverno rigorosas. No Verão, rejeita 60% da energia solar, mantendo o interior até 2 graus mais fresco e reduzindo a necessidade de ar condicionado. A tecnologia combina mais de 20 camadas de materiais metálicos, dielétricos e cerâmicos sem os filamentos visíveis dos sistemas convencionais.
O sistema de infoentretenimento Pleos Connect baseia-se no Android Automotive OS e integra o assistente de voz Gleo AI, capaz de aceder a dados em tempo real pela Internet e compreender instruções em linguagem natural, sem obrigar o condutor a navegar por menus. O sistema suporta actualizações Over-the-Air para determinados sistemas do veículo e funções de infoentretenimento. O novo Tucson está também disponível com sistema de som premium Bang & Olufsen de 12 altifalantes, iluminação ambiente Smart Mood Lamp e a Hyundai Digital Key 2, que permite usar smartphones e smartwatches compatíveis para destrancar e arrancar o veículo.
Em termos de assistência à condução, o conjunto Hyundai SmartSense inclui o Forward Collision-Avoidance Assist 2, o Highway Driving Assist 2, o Intelligent Speed Limit Assist e o Navigation-based Smart Cruise Control. Este último utiliza informações do sistema de navegação para adaptar a velocidade do veículo às condições da estrada. O Memory Reverse Assist pode memorizar até 50 metros de um percurso efectuado em marcha avante, a velocidades até 30 km/h, e depois apoiar o condutor na marcha-atrás ao longo desse mesmo trajecto. O Trailer Reverse Assist ajuda a controlar a direcção nas manobras em marcha-atrás com um reboque.
A gama de motorizações do novo Tucson inclui um motor a gasolina 1.6 T-GDI de 150 cv, disponível com caixa manual de seis velocidades ou com sistema mild hybrid de 48 V e caixa de dupla embraiagem de sete velocidades. A versão híbrida HEV oferece 245 cv e 380 Nm de binário. O Tucson PHEV combina o mesmo motor 1.6 turbo com um sistema híbrido plug-in que totaliza 292 cv e 380 Nm de binário. A bateria de 17,1 kWh permite uma autonomia estimada em modo eléctrico de até 81 km com jantes de 17 polegadas, valor ainda sujeito a homologação final. O carregador de bordo tem potência de 7,2 kW em corrente alternada.

Uma das novidades de destaque é o HEV Stay Mode, apresentado como uma estreia no segmento, que mantém disponíveis funções como a climatização, o sistema de áudio e o carregamento de dispositivos enquanto o motor de combustão está desligado, criando um ambiente mais silencioso durante paragens ou períodos de descanso, semelhante ao que se experimenta num veículo eléctrico.
Em matéria de segurança passiva, o novo Tucson está equipado com sete airbags, incluindo airbags para condutor e passageiro dianteiro, airbags laterais dianteiros, airbag central lateral e airbags de cortina ao longo de todo o habitáculo. A estrutura da carroçaria recorre a aço de alta resistência estampado a quente e pilares centrais reforçados. A In-Cabin Monitoring Unit monitoriza a atenção do condutor e detecta sinais de sonolência, emitindo avisos. Os sistemas Child Presence Detection e Rear Occupant Alert ajudam a alertar o condutor caso algum ocupante tenha ficado no interior do veículo.
O lançamento do novo Hyundai Tucson para o mercado português está previsto para 2027, sendo que as especificações e equipamentos definitivos para Portugal serão comunicados nessa altura. Entretanto, a Hyundai já confirmou que uma versão com uma abordagem estilística mais dinâmica será apresentada no Salão Automóvel de Paris, a 12 de Outubro de 2026.

[Pela Estrada Fora]
№ 16

Quad9 sai de França

A Quad9 diz adeus a França por se recusar a bloquear domínios.

A Quad9, o serviço gratuito de DNS conhecido pela sua aposta na privacidade, vai deixar de estar disponível para utilizadores localizados em França a partir de 24 de Novembro de 2026. A decisão surge na sequência de uma ordem judicial francesa que obriga o serviço a bloquear determinados domínios associados à distribuição não autorizada de transmissões desportivas.

Apesar do tribunal ter reduzido a penalização por incumprimento para 1.000 euros por dia, a Quad9 continua a recusar aplicar estas restrições de forma permanente. A fundação suíça diz que não tem forma de identificar de forma fiável os utilizadores em França sem recolher dados pessoais, algo que entra em conflito com a sua abordagem centrada na privacidade.

A Quad9 também rejeita a aplicação de uma decisão judicial francesa a utilizadores de todo o mundo. A fundação relembra que o bloqueio ao nível do DNS não elimina os conteúdos da Internet, e que isso pode ser facilmente contornado utilizando outro servidor DNS, e que estas restrições têm impacto nulo no combate à distribuição de conteúdos não autorizados, acabando apenas por penalizar os utilizadores legítimos.

Este incidente ajudará a dar visibilidade e credibilidade à Quad9 enquanto serviço de DNS, podendo ajudar a conquistar mais utilizadores. Em França, servirá certamente para fomentar o uso de servidores de DNS que contornem as ditas restrições, nem que seja através da utilização de servidores DNS próprios.

№ 17

Placas gráficas RTX 5090 roubadas aparecem no OLX Brasil

Uma das placas gráficas RTX 5090 roubadas de uma remessa no Brasil apareceu no OLX, com preço de cerca de 5.660 euros.

O caso das duas paletes de valiosas placas gráficas RTX 5090 desaparecidas de um aeroporto no Brasil tem novos desenvolvimentos. Uma das placas gráficas ZOTAC GeForce RTX 5090 dessa remessa foi posta à venda no OLX Brasil. A placa foi inicialmente anunciada por 34.000 reais, cerca de 6 mil euros, com o número de série visível - o que permitiu identificar que se tratava de uma das placas roubadas. O anúncio já foi removido, mas pode ser tornar-se num elemento fundamental para descobrir quem esteve envolvido no desaparecimento.

A publicação apresentava uma ZOTAC GeForce RTX 5090 SOLID OC de 32 GB, com a embalagem original. E aparentemente, o vendedor até terá tentado tornar o negócio mais aliciante, baixando o preço para 32.000 reais (5.660 euros).
Entretanto, a investigação continua a decorrer, e parece que as autoridades já descobriram que as paletes terão sido removidas por três funcionários do aeroporto, com dois operadores de empilhadores a terem retirado as paletes do armazém, e o terceiro funcionário a ter autorizado a sua saída através do sistema interno do aeroporto.

No mercado legal, as RTX 5090 têm sido cada vez mais difíceis de encontrar apesar da Nvidia garantir que não as cancelou, neste momento nem sequer aparece nenhuma disponível na Amazon Espanha, e nos países onde elas vão aparecendo, os preços têm atingido valores ainda mais absurdos, chegando a ultrapassar os 10 mil euros! Isto para uma placa que originalmente já era considera cara, quando foi lançada com um preço de venda recomendado de 2 mil euros.

№ 18

Elgato Stream Deck MK.2 a €158

Perfeito para quem quer automatizar e ter acesso imediato a inúmeras funções, o Stream Deck MK.2 da Elgato vem com 15 teclas programáveis.

O Stream Deck da Elgato tem sido uma opção popular entre streamers ou pessoas que apreciam a verstilidade de uma série de botões programáveis com mini-ecrãs que facilitam saber o que cada faz. Este novo Stream Deck MK.2 traz algumas melhorias face ao modelo anterior, com um design mais cuidado e profissional, suporte amovível, painéis frontais substituíveis, e cabo USB-C amovível.
O Elgato Stream Deck MK.2 está disponível por 158 euros na Amazon Espanha.

Mesmo sabendo-se que a Elgato disponibiliza a sua app que, de certa forma, permite replicar o funcionamento do Stream Deck num smartphone ou tablet, há quem não dispense a capacidade de ter esses botões programáveis em formato físico e sempre disponíveis sem "prender" o uso do seu smartphone/tablet. Adicionalmente, embora seja um dispositivo muito apreciado por streamers, acaba por poder ser usado em inúmeros outros casos, até mesmo em cenários de trabalho onde se possa ter necessidade recorrente de repetir operações complexas, que aqui poderão ficar acessíveis através de uma só tecla.


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№ 19

Arc browser encerra em Dezembro

O inovador Arc browser vai ser encerrado no final de 2026, com a empresa a focar-se no Dia.

Após mais de um ano com futuro incerto, a The Browser Company anunciou que irá encerrar o Arc a 22 de Dezembro, colocando um ponto final num browser que estreou funcionalidades inovadoras - que entretanto foram também adoptadas por outros browsers. A empresa já tinha deixado de desenvolver novas funcionalidades para o Arc no ano passado, passando a concentrar-se no Dia, um browser concebido em torno da inteligência artificial. O Arc continuava a receber actualizações de manutenção, mas agora será mesmo o fim do projecto.

O encerramento será feito em várias etapas. A partir de 23 de Outubro, deixará de ser possível criar novas contas Arc. A 23 de Novembro, as aplicações para iOS e Android perderão o Browse for Me e outras funcionalidades AI, deixando também de ser possível iniciar sessão ou sincronizar tabs. Por fim, a 22 de Dezembro, o Arc deixará de estar acessível no macOS e Windows, as contas serão desactivadas e o Arc Search para Android será removido da Google Play Store.
A The Browser Company está a incentivar os utilizadores a migrarem para o Dia, que passou a ser a principal prioridade da empresa. A empresa publicou também instruções sobre como importar os dados do Arc para o novo browser. Quem não quiser mudar deverá guardar antecipadamente qualquer informação importante antes do encerramento.

O Arc ficou conhecido por experimentar novas formas de organizar e utilizar a Internet, ideias que entretanto também foram replicadas noutros browsers. Para quem procura uma experiência semelhante e não quer transitar para os browsers "do costume", o Zen Browser, open-source, baseado no motor Gecko da Mozilla, tem sido indicado como uma potencial alternativa - ou podem sempre experimentar o Brave, que certamente não desapontará.

№ 20

Google vai utilizar emails e fotos para publicidade

A Google vai usar a desculpa da AI para começar a utilizar os emails e fotos dos utilizadores para publicidade direccionada.

Até agora a Google fazia questão de dizer expressamente que os emails e fotos dos utilizadores, no Gmail e Google Photos, nunca eram utilizados para efeitos de publicidade direccionada. Mas, isso vai começar a mudar.

A Google actualizou a sua política de privacidade para esclarecer que as informações partilhadas pelos utilizadores com determinados serviços através do Personal Intelligence poderão ser utilizadas para anúncios personalizados. As funcionalidades do AI da empresa, incluindo o Gemini e a Google Search, podem ligar-se a serviços como o Gmail e o Google Photos para fornecer respostas mais relevantes, tendo em conta emails, planos e informações pessoais. E, nesse caso, os seus dados pessoais e informações partilhadas através desses serviços poderão ser usados para influenciar a publicidade apresentada.
Isto não significa (ainda!) que a Google analise automaticamente todos emails e fotografias privadas para apresentar anúncios. Por agora esta excepção parece aplicar-se apenas às informações que os utilizadores partilharem com serviços ligados. Ainda assim, utilizar informações pessoais para responder a perguntas é diferente de as utilizar para decidir que anúncios poderão interessar a alguém, levantando dúvidas sobre a clareza com que esta distinção é explicada.
Os utilizadores podem gerir estas ligações através da sua Conta Google. Em Dados e privacidade, podem aceder a Definições de personalização e seleccionar Gerir recomendações personalizadas nos serviços de pesquisa. A partir daí, podem desligar o Google Workspace e o Google Photos em Aplicações de conteúdo ligadas, ou desactivar completamente as recomendações personalizadas. No entanto, desligar uma aplicação não garante que as informações já guardadas no Histórico dos serviços de pesquisa sejam apagadas, mesmo que os emails ou a fotografias originais sejam eliminados.

O receio é que a Google esteja lentamente a caminhar para um futuro em que começará a utilizar, abertamente e totalmente, todos os dados dos utilizadores, para os fins que bem entender.