PlanetGeek
№ 01

Anthropic apela a abrandamento e controlo nos modelo AI

Com os modelos AI a manterem uma evolução acelerada, Dario Amodei, CEO da Anthropic, apela a um abrandamento e monitorização por motivos de segurança.

Coincidentalmente ou não, no seguimento de uma saída mediática de um funcionário da Anthropic a alertar para os perigos da AI, e de um relatório de segurança da empresa a revelar que nações inimigas têm usado os seus modelos para desenvolver armas (e não só), Dario Amodei vem a público defendendo uma abordagem mais cautelosa na inteligência artificial, e apresentou um plano para abrandar o ritmo de evolução dos modelos mais avançados.

A proposta surge numa altura em que crescem os alertas sobre os riscos da AI, incluindo preocupações manifestadas por investigadores do sector e por líderes de outras empresas tecnológicas. Sam Altman, CEO da OpenAI, também já demonstrou estar disposto a seguir estas recomendações, e também - inesperadamente - Elon Musk. Amodei argumenta que os sistemas AI estão a evoluir mais rapidamente que o esperado, e têm sido cada vez mais frequentes os casos em que, durantes os testes, os modelos conseguem escapar para o exterior dos ambientes "isolados" e interferir com o funcionamento de plataformas reais.

We Must Pace the Frontier: I’ve written a new essay on why the AI industry should slow down, with a three-part plan for doing so.

Anthropic is unilaterally committing to the first of these steps. We’ll provide third-party evaluators with permanent, employee-level access to our…

— Dario Amodei (@DarioAmodei) September 12, 2026
Como primeira medida, a Anthropic compromete-se a permitir a presença de avaliadores independentes dentro da empresa. Estes especialistas teriam acesso semelhante ao das equipas internas de avaliação de risco, podendo verificar o cumprimento das regras de segurança e garantir que incidentes relevantes são comunicados. A OpenAI indicou que pretende seguir uma abordagem semelhante. O plano inclui ainda a criação de normas de segurança comuns entre as principais empresas de IA sediadas em países democráticos. Segundo Amodei, a cooperação entre empresas e governos poderia ajudar a definir limites para o desenvolvimento descontrolado da tecnologia, ao mesmo tempo que preserva a competitividade face a outros mercados. Também defende medidas para dificultar o acesso da China a tecnologias críticas de AI, procurando manter a liderança dos Estados Unidos e dos seus aliados nos próximos anos.

If you hold a secret meeting with competitors and propose forming a cartel, it’s a crime. But if you put out a tweet signaling that you’re willing to do it, it’s a Silicon Valley saturday.

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) September 12, 2026
Obviamente, e tratando-se de um campo divisivo (como quase tudo hoje em dia), a proposta não é vista com bons olhos por todos. Há os que acusam que isto é apenas uma tentativa da Anthropic de se posicionar de forma estratégica para beneficiar de uma potencial regulamentação governamental sobre a tecnologia AI. A medida é também criticada pelo facto da Anthropic escolher a dita "empresa de avaliação independente", que na prática pouco ou nada tem de independente, tendo já relações directas com a mesma, o que levanta questões de independência e imparcialidade.

Vamos ter que esperar para ver que impacto esta medida terá (ou não), sendo que por agora os principais beneficiados serão todas as demais empresas de AI (chinesas, e não só) que ignorarem por completo este pedido e avançarem ao ritmo a que têm avançado - e que certamente agradecerão qualquer abrandamento por parte das empresas norte-americanas. Como último ponto, quem tem estado bastante calada é a Google, circulando rumores de que a Google terá criado um modelo AI RSI (Recursive Self-Improvement), ou seja, um modelo que ele próprio se pode ir melhorando de forma autónoma, em vez de estar dependente de ciclos de treino manuais.

№ 02

Shuffle do Spotify não é aleatório

Um utilizador deparou-se com o modo "Shuffle" do Spotify a tocar exactamente a mesma sequência de 72 músicas numa playlist com milhares de músicas.

O modo Shuffle do Spotify volta a gerar controvérsia depois dum utilizador ter descoberto que a reprodução aleatória pode não ser tão aleatória quanto deveria. Após analisar o histórico de reprodução duma playlist com cerca de 2.000 músicas, o utilizador descobriu que era frequente o Spotify repetir sequências com dezenas de músicas, incluindo uma sequência exacta de 72 músicas reproduzida na mesma ordem em dois dias consecutivos.

A investigação surgiu depois do utilizador ter começado a suspeitar destas repetições, inicialmente pensando que seria apenas "impressão sua", mas que gradualmente se for tornando notório ao ponto de conseguir prever várias das músicas seguintes. Ao cruzar dados do histórico de audição, comprovou não só a repetição completa de 72 músicas, mas também outros casos em que grandes blocos de músicas surgiram praticamente na mesma ordem. Num dos exemplos, 27 das próximas 30 músicas coincidiam com uma sequência de reprodução anterior. O mais curioso é que esta repetição ocorreu mesmo com a opção "Menos Repetições" (Fewer Repeats) activada.
Embora o Spotify não tenha comentado o caso, os dados levantam dúvidas sobre o funcionamento do sistema de Shuffle, que se esperaria resultar numa selecção verdadeiramente aleatória. Entre as hipóteses apontadas estão coisas como: a preferência por músicas que estejam na cache do dispositivo (mesmo que isso fosse um factor não explicaria porque motivo a sequência era exactamente a mesma); ou a do Spotify privilegiar certas músicas em função da editora ou artista (que sejam mais rentáveis face a outros). Mesmo que fosse este último caso, é simplesmente "estúpido" que o Spotify toque exactamente as mesmas sequências, já que podia tocar essas mesmas músicas mas em ordem aleatória.

O que fica demonstrado é que, o modo "aleatório" está longe de ser aleatório, o que levanta questões quanto aos algoritmos de sugestões - tal como acontece nos feeds sugeridos das redes sociais.

№ 03

"Drone stick" contorna restrições de voo de drones

Há um novo método curioso para captar imagens de uma altura elevada sem ficar sujeito às restrições de voo de drones.

Os drones vieram revolucionar a forma como podemos captar imagens aéreas, tornando-se suficientemente económicos para que praticamente qualquer curioso o possa fazer. O problema é que, com isso, vieram também regulamentações que por vezes se podem intrometer no uso casual dos mesmos - oficialmente obrigando a registar os drones, ter licenças de operação, etc. Isso, a par das restrições de voo em certos locais, fez com que alguns pensassem numa solução criativa para contornar essas questões.

O resultado é um curioso "drone stick". Um varão extensível que se pode esticar e atingir mais de 10 metros de altura. O varão conta com hélices laterais que são usadas para o equilibrar e garantir que se mantém na vertical. E no topo optaram por simplesmente fixar um drone, tirando partido dos drones contarem com excelentes câmaras e sistemas de transmissão de vídeo.
Uma vez que não é um dispositivo "voador", mas apenas uma câmara montada num varão, não fica sujeito às regras e exigências aplicadas aos drones e aeronaves.

Ainda assim, há que estar consciente de que continua a ser uma câmara, e que continuará sujeito às regras de captação de imagem / vídeo que se aplicarem. Pelo menos, tem como grande vantagem eliminar por completo os riscos de o drone cair se ficar sem bateria (algo que na prática só acontece se os utilizadores exageraram, pois os drones têm sistemas que alertam quando é tempo de regressar à base).

№ 04

Audacity 4 entra numa nova era

O popular editor áudio open-source Audacity entra numa nova era com a chegada do Audacity 4.

O Audacity 4 já está disponível e traz a maior actualização de sempre para o popular editor open-source. A nova versão chega com interface totalmente renovada, novas ferramentas de edição, e melhorias que a aproximam dos modernos Digital Audio Workstations (DAW), tornando-a mais intuitiva e poderosa para criadores de conteúdo, músicos e profissionais de áudio.

A principal novidade é a edição não destrutiva. Os utilizadores podem cortar e ajustar clipes de áudio sem perder o conteúdo original, permitindo recuperar facilmente partes removidas. Os clipes também podem agora sobrepor-se na linha temporal, facilitando a organização e movimentação de faixas sem as limitações das versões anteriores.



Outra das melhorias é a possibilidade de dividir clipes de forma rápida para reorganizar segmentos de áudio com maior facilidade. A equipa de desenvolvimento também actualizou os envelopes de volume, os efeitos integrados, e o sistema de gestão de projectos, além de adicionar um novo ecrã inicial que simplifica o acesso aos trabalhos recentes.

Disponível desde 2000, o Audacity tornou-se uma das ferramentas de edição de áudio mais utilizadas do mundo, mas a sua interface começou a mostrar sinais de envelhecimento ao longo dos anos. Com o Audacity 4, a aplicação recebe finalmente uma modernização que melhora tanto a experiência de utilização como a flexibilidade das ferramentas disponíveis, tornando-a mais útil tanto para os utilizadores de longa data, como também para os que os que o quiserem experimentar pela primeira vez.

№ 05

PINE64 suspende produção por custo da RAM

O custo elevado da memória RAM obrigou a PINE64 a suspender a produção dos seus mini-computadores.

Muitos utilizadores já sentiram na pele os aumentos nos Raspberry Pi, mas em vez de seguir o mesmo caminho a PINE64 vai optar por interromper a produção dos seus SBC devido ao aumento significativo dos preços da memória DRAM e do armazenamento eMMC. Tal como todos nós, também eles dizem não saber quando é que as coisas poderão voltar ao normal, atirando para 2027 uma reavaliação da situação.

A escassez e o elevado custo destes componentes tornaram economicamente inviável continuar a produzir dispositivos como o PineNote e o PineTab2 sem aumentar os preços para níveis considerados inaceitáveis (por exemplo, um RPI5 de 16GB custa actualmente 338 euros, e mesmo a versão de 4GB está nos 120 euros - bem longe dos valores em que o RPI era considerado um mini-PC de baixo custo). As unidades em stock deverão esgotar nos próximos meses e, quando isso acontecer, não estão previstos novos lotes de produção. Embora não referindo directamente a culpa da AI, é sabido que tem sido esse sector da indústria a açambarcar a quase totalidade da produção disponível de RAM, penalizando tanto os consumidores como os fabricantes de hardware de pequena dimensão.


Apesar da decisão, a PINE64 não está a abandonar o mercado tecnológico. A empresa continuará a produzir equipamentos menos dependentes destes componentes. Produtos como o smartwatch PineTime, a estação de alimentação PinePower, e o ferro de soldar Pinecil continuarão disponíveis.

№ 06

Tesla demonstrará Roadster a 1 de Outubro

Depois de anos de atraso e promessas de demonstração adiadas, a Tesla diz que mostrará o Roadster a 1 de Outubro.

A Tesla anunciou nova data para apresentação do aguardado Roadster, para o próximo dia 1 de Outubro, quase nove anos(!) depois de ter revelado o primeiro protótipo do superdesportivo eléctrico. A empresa publicou uma imagem promocional - com uma mensagem escondida "Where we’re going", em alusão à célebre frase de Doc Brown no Regresso ao Futuro, antes do carro começar a voar - que relembra as prometidas capacidades inovadoras de propulsão.

Um dos destaques esperados para o evento será a demonstração do pacote opcional desenvolvido em colaboração com a SpaceX, que utiliza propulsores de gás frio para melhorar o desempenho do veículo. Há vários anos que Elon Musk diz que esta tecnologia poderá permitir ao Roadster realizar pequenos saltos ou até breves momentos de suspensão acima do solo. É algo que Musk poderá considerar ser um "ponto de honra" para calar os críticos, mas com benefícios práticos bastante dúbios, já que dificilmente será algo que poderá ser usado na via pública no dia a dia.

New Tesla Roadster Unveil 10.01

— Elon Musk (@elonmusk) September 13, 2026
O novo Roadster foi apresentado em 2017 com promessas ambiciosas, incluindo mais de 1.000 quilómetros de autonomia, aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de dois segundos (depois reduzido para 1.1s) e velocidade máxima superior a 400 km/h. A produção estava inicialmente prevista para 2020, mas sofreu sucessivos adiamentos ao longo dos anos, que se tornaram ainda mais pensosas para muitos dos clientes que efectuaram reservas do modelo - e que as têm cancelado.

Apesar das expectativas em torno da apresentação, continuam a existir dúvidas sobre quando o Roadster chegará efectivamente ao mercado. Muitos acreditam que o veículo mostrado poderá funcionar mais como uma demonstração tecnológica do que como um modelo pronto para produção em massa, e que ainda demorará mais um par de anos até que os Roadsters possam chegar às mãos dos clientes. E durante todo este tempo, carros eléctricos com mais de 1.000 cv já se tornaram comuns nas variantes desportivas dos fabricantes chineses, incluindo carros capazes de saltar e chegar perto dos 500 km/h.

№ 07

BYD encomenda mais 10 mega-navios de transporte de carros

Demonstrando a ambição que tem para o mercado global, a BYD encomendou mais 10 mega-navios de transportes de automóveis.

Menos de um ano depois da entrada em operação do BYD Shenzhen, considerado o maior navio do mundo dedicado ao transporte de automóveis, a BYD terá encomendado mais 10 navios transportadores de automóveis com capacidade para 9.200 veículos cada.

Caso a encomenda se confirme, a frota própria da fabricante chinesa passará a contar com 18 navios, capazes de transportar mais de 130 mil veículos em simultâneo. O investimento terá sido feito tendo em conta o rápido crescimento das exportações da marca, e a necessidade de garantir capacidade logística para responder à procura crescente nos mercados internacionais.
A Europa tem sido uma das principais apostas da BYD. No Reino Unido, a marca já ultrapassou os 110 mil veículos registados desde a sua chegada ao mercado em 2023. Só este ano, os registos aumentaram 98%, permitindo à fabricante alcançar uma quota de 3.48% do mercado automóvel britânico. A empresa também continua a expandir a sua gama de modelos eléctricos e híbridos em vários países europeus, incluindo Portugal.

Em Agosto, a BYD exportou cerca de 184 mil veículos de passageiros a partir da China, um aumento de 131% face ao mesmo período do ano anterior. Entre Janeiro e Agosto, as exportações da marca ultrapassaram 1,12 milhões de veículos, representando um crescimento próximo dos 90% em comparação com 2025.

Tendo em conta que os combustíveis estão a atingir valores recorde - e sem sinais previsíveis de melhorias nos próximos tempos - a procura por carros eléctricos tem acelerado cada vez mais. Só é pena que também já comecem a surgir os alertas de que o preço da energia eléctrica também deverá começar a subir.

№ 08

Impulse Space demonstra aproximação em órbita

A Imulse Space fez um "encontro" espacial com dois dos seus veículos Mira.

No espaço as coisas não são tão simples como parecem - com a navegação orbital a ser bastante mais estranha do que parece - o que apenas dá mais valor a missões como esta. A empresa norte-americana Impulse Space realizou uma demonstração de manobrabilidade em órbita, ao aproximar dois dos seus veículos espaciais Mira a apenas 200 metros um do outro em órbita baixa da Terra (LEO). A operação teve como objectivo demonstrar as capacidades avançadas de navegação e controlo que poderão ser utilizadas em futuras missões comerciais.

Os dois veículos foram lançados em 2025 nas missões LEO Express 2 e LEO Express 3. A aproximação começou em Fevereiro, quando um dos satélites iniciou uma série de manobras para alinhar a sua órbita com a do outro. Após vários ajustes ao longo de meses, os dois acabaram por realizar múltiplas aproximações controladas, culminando numa distância mínima de cerca de 200 metros.

Two Miras — less than 200 meters apart! Our LEO Express 2 and LEO Express 3 spacecraft recently met for a family reunion in orbit, following a series of carefully coordinated maneuvers that brought the two vehicles within approximately two football fields of each other. The operation put Mira's flight-proven agility to work, with our GNC, propulsion, and mission ops teams executing multiple complex maneuvers and close approaches along the way. See how the team pulled it off: https://t.co/lf1DXxZE1O Image credit: @StarfishSpace / @heospace / Impulse Space

— Impulse Space (@GoToImpulse) September 8, 2026
Durante a operação, ambos os veículos captaram imagens um do outro utilizando câmaras a bordo, permitindo registar o encontro em órbita - que também foi acompanhado do solo.

A Impulse Space espera que estas demonstrações prove, a agilidade e capacidade de propulsão do Mira, um veículo de transferência orbital concebido para transportar cargas úteis até 300 kg para posições específicas no espaço. Este tipo de tecnologia poderá abrir caminho para novas missões de manutenção, inspecção, transporte, e apoio a satélites em órbita.

№ 09

Revolut cedeu dados de clientes a atacantes

A Revolut confirmou ter cedido dados de clientes, incluindo transacções de criptomoedas, a atacantes que se apoderaram de um endereço de email governamental.

Num caso que demonstra as fragilidades dos sistemas de segurança actuais, a Revolut cedeu dados detalhados de clientes, incluindo nome, documentos de identificação, fotos de verificação facial, moradas, informação bancária, e transacções, a atacantes - na sequência de um pedido de emergência fraudulento.

De acordo com as informações conhecidas até ao momento, o pedido não terá sido acompanhado por uma ordem judicial formal, tendo sido apresentado através dos canais normalmente reservados para situações urgentes relacionadas com investigações criminais ou ameaças à segurança pública. Embora ainda não tenham sido divulgados detalhes sobre a origem exacta do pedido (país ou entidade), o episódio está a gerar preocupações sobre a possibilidade de abusos em processos que permitem o acesso rápido a dados sensíveis sem supervisão judicial.
Este caso demonstra uma limitação frequentemente apontada ao Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Embora a legislação imponha regras rigorosas para o tratamento de informação pessoal e preveja sanções após violações, não impede que os dados sejam partilhados antes de uma irregularidade ser detectada. Mais concretamente, vários países têm canais para exigir acesso expedito a dados de utilizadores, em caso de cenários de terrorismo, abuso de menores, e outros.

Neste caso, a falha em si não está do lado da Revolut, que apenas se limitou a cumprir um pedido aparentemente oficial, mas sim do facto da entidade oficial em causa ter sofrido uma intrusão nos seus sistemas. Importará esclarecer bem o que se passou, e apontar o dedo à entidade/país, pois isto torna-se num exemplo perfeito de que as "boas intenções" usadas para justificar coisas como o fim da encriptação end-to-end acabará por significar que é uma questão de tempo até que isso seja explorado também por atacantes. No mínimo, será de exigir que estes canais de pedidos urgentes tenham também um mecanismo de verificação, que permita às empresas validar se se trata de um pedido legítimo (não evitará que os atacantes possam também controlar esses mecanismos, mas pelo menos dificultará mais o processo do que apenas obter acesso a um email).

O ataque terá visado um indivíduo específico com valores substanciais em criptomoedas, que fica agora em risco de sofrer uma visita indesejada em sua casa, ou ser alvo de rapto e/ou tortura para ceder esses valores.

№ 10

Painel E-Ink a 60fps

Um painel E-Ink a funcionar a 60fps transforma a experiência de visualização neste tipo de ecrãs.

Tradicionalmente, estamos habituados a que os ecrãs E-Ink sejam usados apenas para conteúdos estáticos, como páginas de livros ou informação que sofre poucas actualizações, e com um processo de apagar-redesenhar relativamente lento. Mas afinal, não tem que ser assim.

Um projecto mostra que se pode usar os "lentos" painéis E-Ink de forma bem mais rápida. Neste caso, trata-se de um painel E Ink ED113TC1 de 11.3" (formato panorâmico) e 2400x1034 pixeis, que graças ao controlo directo via uma FPGA, pode funcionar a 60 fps.

turns out 60hz hi-dpi eink screens feel pretty magical pic.twitter.com/weErv1VmcO

— harley turan (@hturan) September 6, 2026

and here’s @mxsage’s lovely “36 points” running on this 60hz eink panel with the @Modostech glider driver board https://t.co/REzCjX2mbH pic.twitter.com/WkZDgSgn6D

— harley turan (@hturan) September 8, 2026

here’s a gameplay example of @dukope’s wonderful return of the obra dinn. clear ghosting here with high-contrast linework, but it has a real chalkboard feel. pic.twitter.com/9HLtCXMkja

— harley turan (@hturan) September 6, 2026
Isto abre todo um novo mundo de possibilidades, permitindo usar estes ecrãs para conteúdos rápidos, tal como um ecrã LCD ou OLED, embora possa continuar sujeito a alguns artefactos de "ghosting".

No entanto, há que ter em conta que estes painéis têm um limite no número de ciclos que podem apresentar (normalmente, cerca de 5 milhões). Normalmente, para o seu uso típico de apresentar conteúdos estáticos, isso não é um problema; mas se estivermos a falar de manter um uso constante de 60 fps, há que ter isso em consideração: pois significa que o painel se poderá gastar em apenas 2 meses de uso contínuo (24h por dia). Claro que, se apenas se usar este modo algumas horas por dia, ou por semana, a sua longevidade prolongar-se-á proporcionalmente. E mesmo que se esteja a falar de trocar de ecrã ao fim de um ano ou dois, estamos a falar de um ecrã que custa cerca de 30 euros, não sendo algo proibitivo. Por outro lado, o controlador utilizado custa perto de €200, tornando-se no maior entrave a quem se quiser aventurar nestas andanças.


Quem quiser aprofundar mais detalhadamente este assunto, pode espreitar o seguinte vídeo que serviu de inspiração a este projecto.



№ 11

LEGO Downton Abbey

O modelo LEGO Ideas recria a icónica Downton Abbey, e com 13 minifiguras que imortalizam os personagens da série.

O Grupo LEGO revela LEGO Ideas Downton Abbey (21373), um set de construção com 4711 peças, concebido para fãs adultos. Inspirado na adorada série de TV e nos filmes criados pela Carnival Films, o modelo detalhado de Downton Abbey, baseado no verdadeiro Castelo de Highclere, convida os construtores a atender a campainha e a entrar num mundo de arquitectura grandiosa e segredos escondidos por trás de cada porta.

O set presta homenagem à premiada série, permitindo aos fãs explorar a divisão distinta da vida "no andar de cima" e "no rés-do-chão" numa imponente mansão eduardiana. Como a própria Condessa Viúva perguntou na famosa frase, "O que é um 'fim de semana'?". Para os fãs, esta é agora a ocasião perfeita para se acomodarem, beberem um chá e construírem esta magnífica peça de exposição imersa em detalhes de Downton Abbey.
O design modular deste set permite aos construtores retirar o piso superior para explorar a cozinha movimentada, o salão dos criados e o gabinete do Sr. Carson, situados no piso inferior, antes de subirem à grandiosa sala de jantar, ao salão principal e à biblioteca. Desde a arquitetura exterior ornamentada e o imponente cedro até aos detalhes interiores intricados, este set funciona como uma elegante peça de decoração para a casa ou o escritório, digna até dos espaços mais imponentes.

A autenticidade está no cerne deste conjunto, captando uma era fascinante de transição histórica em que a luz das velas ainda cintilava ao lado do primeiro brilho da eletricidade. Os construtores irão descobrir detalhes autênticos da época, incluindo uma mistura de fontes de iluminação, uma das primeiras batedeiras elétricas na cozinha e um telefone com suporte em forma de castiçal dos anos 1910–1920, que se encontra no escritório do Sr. Carson. O set inclui ainda retratos históricos, esquemas de etiqueta à mesa e uma mesa de jantar na sala dos criados, disposta rigorosamente por hierarquia.
O set inclui 13 minifiguras detalhadas que representam a icónica casa da 6ª temporada: a Condessa Viúva, Lord Grantham, Lady Grantham, Lady Mary, Lady Edith, Tom Branson, Sr. Carson, Mrs. Hughes, Sr. Bates, Anna Bates, Thomas Barrow, Mrs. Patmore e Daisy Parker. Cada minifigura apresenta impressões faciais em ambos os lados e elementos de vestuário adicionais concebidos especificamente para posições sentadas à mesa de jantar.

O conceito do set LEGO Ideas Downton Abbey foi originalmente submetida pelo designer checo Sebastian Veselka (nome no LEGO Ideas: BRO3) como parte da plataforma de crowdsourcing LEGO Ideas. A plataforma convida os fãs a apresentarem ideias de produtos, que são depois submetidas a votação pela comunidade antes de serem consideradas para produção como conjuntos oficiais da LEGO.
A experiência de construção está repleta de segredos da sociedade e descobertas nos bastidores, incluindo referências ocultas a Sebastian Veselka. Quem construir pode procurar o painel de campainhas dos criados, com uma etiqueta divertida que diz "Sala LEGO", jornais com as iniciais do designer (SV) e um suporte para árvores em forma de coração, numa alusão às cenas românticas da série.

O set LEGO Ideas Downton Abbey (21373) fica disponível para membros LEGO Insiders a partir de 1 de outubro de 2026, e para todos os clientes a partir de 4 de outubro de 2026, com um preço de 299,99€.


Informações sobre o produto:

LEGO Ideias Downton Abbey (21373)
Idade: 18+
Peças: 4 711
PVA: 299,99 €
Dimensões: Mede 30 cm de altura, 44 cm de largura e 16 cm de profundidade
Disponível nas lojas LEGO e LEGO.com para LEGO Insiders a 1 de outubro de 2026, e público em geral a 4 de outubro de 2026


№ 12

DeepSeek V4.1 Flash supera GPT-5.6 Sol e Opus 5

O mais recente DeepSeek V4.1 Flash consegue dar um salto de gigante, superando o GPT-5.6 Sol da OpenAI e o Opus 5 da Anthropic, por uma fracção do preço.

Apesar da polémica em torno do relatório da Anthropic que revela que as empresas chinesas têm destilado os seus modelos, a DeepSeek apresentou o V4.1 Flash, um novo modelo de inteligência artificial que promete combinar desempenho de topo com uma eficiência sem precedentes. Segundo os dados divulgados pela empresa, o modelo consegue superar o GPT-5.6 Sol da OpenAI e o Claude Opus 5 da Anthropic em vários testes de programação e cibersegurança, a uma fracção do custo dos seus concorrentes.

O segredo está numa arquitectura profundamente optimizada. O V4.1 Flash utiliza uma abordagem Mixture of Experts (MoE), activando apenas os componentes necessários para cada tarefa. A empresa introduziu também um sistema de processamento dividido entre codificação e geração de respostas, reduzindo significativamente o consumo de memória e recursos computacionais. Estas melhorias permitem diminuir os requisitos de memória HBM em cerca de 3.8x vezes e o armazenamento em SSD em até 8x face à geração anterior.
A DeepSeek implementou ainda várias tecnologias proprietárias para aumentar a eficiência, incluindo novos sistemas de compressão de contexto, mecanismos avançados de memória e técnicas de inferência acelerada. Graças a estas optimizações, o modelo consegue atingir velocidades de geração de até 120 tokens por segundo em hardware adequado, mantendo um elevado nível de desempenho em tarefas complexas relacionadas com programação, raciocínio lógico e análise técnica.

Para além dos resultados obtidos nos benchmarks, a empresa destaca o impacto económico da nova arquitectura. O V4.1 Flash oferece custos operacionais dezenas de vezes inferiores aos de alguns modelos rivais, mantendo níveis de desempenho muito próximos dos sistemas mais avançados actualmente disponíveis. Outro sinal do salto dado, é que a DeepSeek passou a direccionar os pedidos feitos ao V4 Pro para o V4.1 Flash, que se revela mais poderoso e eficiente, até à chegada do V4.1 Pro.

№ 13

Polestar 4 SUV começa nos 55.600€

A Polestar apresentou o Polestar 4 SUV, uma nova variante do seu modelo mais vendido que aposta numa carroçaria mais prática e versátil sem abdicar do carácter dinâmico da marca sueca.

Posicionado no segmento dos SUV compactos executivos, o novo modelo parte do mesmo ADN do Polestar 4 coupé e acrescenta-lhe uma traseira redesenhada, maior capacidade de bagageira e funcionalidades pensadas para o dia-a-dia e para a aventura.

Do ponto de vista do design, a dianteira mantém os faróis em lâmina dupla e o logótipo iluminado que já conhecemos. A grande novidade está na traseira, com uma linha de tejadilho mais recta e uma porta da bagageira mais vertical, características que reforçam o carácter SUV do modelo. As barras de tejadilho de comprimento integral permitem uma capacidade de carga dinâmica de 100 kg sobre o veículo. Para chegar a esta versão, a Polestar desenvolveu apenas 48 novos componentes específicos relativamente ao coupé, o que demonstra a eficiência do processo de desenvolvimento.

O interior segue a filosofia minimalista do coupé, com um ecrã central horizontal e um painel de instrumentos digital que criam um ambiente intuitivo. O número de atalhos em formato widget no ecrã principal subiu de seis para nove. A iluminação ambiente, inspirada no sistema solar e com temas cósmicos, combina com a decoração Star Knit para criar uma identidade interior distinta. O tejadilho panorâmico é agora maior e estende-se até à porta da bagageira, com protecção de 99,5% contra raios UV de série. Como opcional, fica disponível um tejadilho electrocrómico exclusivo desta versão SUV, que permite regular electronicamente a passagem de luz.
No que toca ao espaço, o Polestar 4 SUV oferece 530 litros de porta-bagagens medidos até ao encosto dos bancos, 655 litros até ao tecto interior e até 1.665 litros com os bancos traseiros rebatidos na proporção 60/40. A capacidade total de arrumação, incluindo o compartimento dianteiro, chega aos 1.680 litros. Os passageiros da segunda fila beneficiam ainda de 2,5 centímetros adicionais de espaço para a cabeça face ao coupé, graças ao design mais vertical da traseira.

A gama de motorizações é composta por duas opções. A versão Rear Motor, com tracção traseira, desenvolve 200 kW (272 cv) e 343 Nm de binário, atinge os 100 km/h em 7,3 segundos e oferece uma autonomia até 630 km em ciclo WLTP. A variante Dual Motor, com tracção integral, eleva a potência para 400 kW (544 cv) e o binário para 686 Nm, acelerando dos 0 aos 100 km/h em 3,9 segundos com uma autonomia até 600 km WLTP. Ambas partilham a mesma bateria de 100 kWh, com capacidade de carregamento em corrente contínua até 200 kW e em corrente alternada até 22 kW em determinados mercados. Os clientes mais exigentes em termos dinâmicos podem optar pelo Pack Performance, que inclui amortecedores activos ZF recalibrados, travões Brembo com pinças em Swedish Gold e jantes de 22 polegadas com pneus Pirelli P Zero.

Uma das novidades mais práticas é a funcionalidade Vehicle-to-Load (V2L), que transforma o carro numa fonte de energia móvel. O sistema fornece até 3,3 kW de potência através de um adaptador certificado, permitindo alimentar equipamento de campismo, ferramentas eléctricas ou dispositivos do quotidiano. Relacionado com esta funcionalidade, o novo Modo Camping transforma o veículo estacionado num espaço climatizado e conectado, com acesso ao sistema de entretenimento, à iluminação ambiente e aos comandos através dos ecrãs dianteiro e traseiro, além de ligações USB-C e tomada de 12V. De notar que estas funcionalidades estarão disponíveis em todos os modelos Polestar 4 através de uma actualização de software futura.
A bordo, a assistência por voz é agora assegurada pelo Google Gemini, que substitui os comandos de voz tradicionais por um modelo de inteligência artificial capaz de compreender contexto e suportar diálogos com múltiplas interacções. O Gemini Live permite ainda realizar tarefas de produtividade em modo mãos-livres, como planear viagens, fazer brainstorming ou traduzir em tempo real. O sistema está disponível em 22 países e 16 idiomas.

Em termos de sustentabilidade, a pegada de carbono cradle-to-gate é de 21,1 tCO₂e na versão Dual Motor e de 20,2 tCO₂e na versão Rear Motor, valores que colocam este modelo entre os de menor impacto ambiental da gama Polestar. Estes resultados são conseguidos com o recurso a electricidade 100% renovável na produção das células da bateria, alumínio proveniente de fundições alimentadas por energia renovável (34% do total de alumínio do carro) e 23% de alumínio reciclado. Os materiais do interior reforçam esta aposta: o revestimento MicroTech de origem biológica tem uma base em 100% PET reciclado, enquanto o interior opcional Tailored Knit é produzido com 89% PET reciclado.

O Polestar 4 SUV é fabricado em Busan, na Coreia do Sul, com produção iniciada no segundo trimestre de 2026 e primeiras entregas a clientes previstas para o quarto trimestre do mesmo ano. Os preços arrancam nos 55.600 euros para a versão Rear Motor, 58.600 euros para a Dual Motor e 67.400 euros para o Pack Performance, em todos os casos com despesas de legalização e transporte incluídas.

[Pela Estrada Fora]
№ 14

Renault 5 E-Tech Elétrico a partir dos 24.900€

Já estão abertas as encomendas para a nova gama do Renault 5 E-Tech Elétrico, com mais autonomia, e preço a começar nos 24.900€.

Entre as novas funcionalidades introduzidas, algumas estarão disponíveis já nas próximas semanas. Tanto a versão Autonomia Urbana de 40 kWh, como a versão Autonomia Conforto de 52 kWh, beneficiam de melhorias técnicas e aerodinâmicas para atingir novas autonomias WLTP de até 315 e 430 km, respetivamente. Equipado com um carregador de corrente alternada (CA) e um carregador de corrente contínua (CC), o Renault 5 E-Tech elétrico estreia uma nova versão “Five” de entrada de gama, com um motor de 80 kW/110 cv e uma bateria LFP de 36,5 kWh, para uma autonomia WLTP de até 305 km.

Maior autonomia para as versões existentes

O Renault 5 E-Tech elétrico é agora ainda mais versátil. Ambas as opções de bateria, a Autonomia Urbana de 40 kWh e a Autonomia Conforto de 52 kWh, ganham uma maior autonomia, graças a melhorias aerodinâmicas (carroçaria mais baixa e novos espelhos retrovisores) e à eletrónica otimizada da bateria.

A bateria de 40 kWh Autonomia Urbana, disponível nas versões Evolution e Techno e combinada com um motor de 90 kW (120 cv), atinge agora uma autonomia WLTP de até 315 km, em comparação com os 312 km anteriores. Já a bateria de 52 kW Autonomia Conforto, disponível nas versões Evolution, Techno, Iconic Cinq e Roland-Garros e combinada com um motor de 110 kW (150 cv), atinge agora uma autonomia WLTP de até 430 km, contra os anteriores 410 km.

Os preços do Renault 5 E-Tech Elétrico, nas versões Autonomia Urbana de 40 kWh e Autonomia Conforto de 52 kWh, começam em 27.740€ e 31.240€, respetivamente, no acabamento Evolution.

Uma versão Five otimizada

Ainda disponível na configuração de 95 cv / 40 kW, o atual modelo Five, de entrada de gama, vai tornar-se mais potente, mais eficiente e mais versátil dentro de algumas semanas. Está prevista a substituição do sistema de propulsão atual por um novo motor compacto e leve de 80 kW/110 cv, da mesma família do Twingo E-Tech elétrico. Será alimentado por uma bateria LFP (fosfato de lítio-ferro) de 36,5 kWh, com tecnologia “cell-to-pack”, concebida para otimizar a densidade energética face ao tamanho e peso. O resultado é uma autonomia WLTP de até 305 km, sem comprometer o desempenho, já que a aceleração dos 0 aos 50 km/h demora apenas 3,5 segundos.

Para uma versatilidade ainda maior, a par do carregador de bordo de CA de 6,6 kW, a nova versão “Five” será fornecida de série com um carregador de CC de 80 kW, permitindo a utilização de pontos de carregamento rápido.

Novas cores e opções de personalização

Em termos de cores e materiais, a nova gama Renault 5 E-Tech elétrico vai ganhar uma nova cor de carroçaria, o Vermelho Flamme, dentro de algumas semanas. Este novo tom estará disponível da versão Five à Iconic Cinq, a par do Cinzento Shiste, associado a toda a gama.

Para estas duas cores e para as restantes estarão disponíveis novas opções de personalização, incluindo um teto na cor Preto Estrela e uma linha de teto em “Red” ou “Warm Titanium”. As jantes “Techno” passam a estar disponíveis com um acabamento opcional em “Gold”, enquanto os novos stickers para o tejadilho e as portas dianteiras “Vibrant5” e “Hyper5” estarão brevemente disponíveis no configurador. Por fim, os estofos da versão Iconic passam a ser em azul mesclado, em vez de amarelo mesclado.

Uma tecnologia ainda mais útil

A bordo, o Renault 5 E-Tech elétrico ganha novos equipamentos, incluindo um sistema e-call, agora compatível com redes móveis 4G. É ainda lançado um novo carregador sem fios magnético e refrigerado para smartphones, baseado no padrão Qi2, com desempenho de carregamento melhorado, recuperando até 50% da capacidade da bateria numa hora, sem sobreaquecimento.
Tal como outros modelos da Renault, como o novo Clio, a gama do Renault 5 E-Tech elétrico passa a incluir o modo de condução “Smart”, que substitui o modo “MySense”. Este modo alterna, automaticamente, entre os diferentes modos (Eco, Comfort e Sport), consoante o estilo de condução. O botão “Multi-Sense” deixou de estar presente no volante, embora as alterações manuais continuem disponíveis através do ecrã OpenR Link e por comando de voz.

O Renault 5 E-Tech elétrico beneficia ainda de uma nova oferta de conectividade, com 2 GB de dados por mês incluídos durante três anos, ou enquanto durar um contrato com a Mobilize Financial Services. Por último, o Gemini, o assistente da Google baseado em IA, chega a bordo através de uma atualização over-the-air, substituindo o Google Assistant, e permite conversas fluidas e interativas em vez de comandos de voz fixos.

A nova gama Renault 5 E-Tech Elétrico vai estar em exposição no Salão Automóvel de Paris de 2026, entre os dias 12 e 18 de outubro.

[Pela Estrada Fora]
№ 15

Novo Dacia Spring: 100% Elétrico

A Dacia está a lançar uma ofensiva totalmente elétrica, marcando um novo capítulo na história de sucesso do Spring.

Em linha com o seu roteiro estratégico até 2030, revelado em março passado, a Dacia está a assumir um compromisso firme com a mobilidade elétrica. A marca confirmou o lançamento de quatro automóveis totalmente elétricos até 2030 e revela agora o primeiro dessa série: o novo Dacia Spring.

Com esta segunda geração do Spring, a Dacia dá continuidade à história de sucesso de um modelo que, desde 2021, já vendeu mais de 210.000 unidades, em mais de quarenta países, proporcionando a muitos clientes o acesso à mobilidade elétrica pela primeira vez. Um sucesso assente num modelo fiel ao ADN da Dacia: o novo Spring é a escolha inteligente de automóvel elétrico do segmento A fabricado na Europa, que corresponde totalmente às necessidades quotidianas dos utilizadores.

O novo Spring mantém o nome da geração anterior, mas muda tudo o resto. Totalmente redesenhado e construído com base na nova plataforma compacta RG-EV do Grupo Renault, apresenta agora proporções completamente diferentes. É 18 cm mais largo, o que lhe confere uma postura mais firme e robusta, enquanto aumenta o espaço interior. O novo Dacia Spring é fabricado na Europa, na fábrica de Novo Mesto, na Eslovénia.
Ao verdadeiro estilo da Dacia, o novo Spring concentra-se no essencial, enquanto reafirma a sua personalidade forte. A identidade da Dacia é visível nas faixas de acabamento pretas que ligam os faróis e as luzes traseiras à frente e atrás, sublinhando a assinatura luminosa única, inspirada no emblema Dacia Link. O novo Spring está disponível em quatro cores: Agave, Schist Grey, Diamond Black e Glacier White.

No interior, as linhas horizontais do painel de instrumentos criam maior sensação de espaço, enquanto tornam a informação facilmente legível. O painel de instrumentos conta com um ecrã de 7 polegadas e um ecrã tátil multimédia de 10,1 polegadas, no centro do painel, ao alcance da vista e das mãos, tanto do condutor como do passageiro.

O novo Dacia Spring vem equipado com um sistema de propulsão que desenvolve 60 kW (80 cv) e um binário de 175 Nm. Acelera dos 0 aos 100 km/h em 12,1 segundos e alcança uma velocidade máxima de 130 km/h. A bateria LFP, com 27,5 kWh de capacidade útil, oferece uma autonomia de até 250 km no ciclo combinado WLTP.
Ao nível do carregamento, equipado de série com um carregador CA integrado de 6,6 kW, o Spring carrega dos 15% aos 80% em 9 horas numa tomada doméstica. Com uma wallbox de 7 kW, esse tempo desce para 2 horas e 55 minutos. O pacote de carregamento rápido, com carregador CC de 50 kW, permite carregar dos 15% aos 80% em apenas 28 minutos num posto de carregamento rápido.

O novo Spring tem um raio de viragem de apenas 4,95 m, para uma manobrabilidade ideal em contexto urbano. De série em todos os níveis de acabamento está um painel de instrumentos digital de 7 polegadas, e o sistema Media Nav Live, de série na versão Journey, inclui um ecrã tátil central de 10,1 polegadas com Apple CarPlay™ e Android Auto™, além de 8 anos de navegação conectada com dados de trânsito em tempo real.

Embora o preço ainda não tenha sido revelado, espera-se que - à semelhança das gerações anteriores - seja extremamente concorrencial.

[Pela Estrada Fora]
№ 16

OpenAI diz que não engana utilizadores na partilha de dados

Perante relatos que estaria a enganar utilizadores que escolhessem não partilhar dados para treino do ChatGPT, a OpenAI assegura que não é o caso.

No seguimento do polémico caso de potencial "roubo" de dados para resolução de um problema matemático de longa data, surgiram também críticas quanto à possibilidade da OpenAI estar a enganar os utilizadores do ChatGPT na opção de não partilhar dados para treino do modelo.

A acusação dizia que, apesar do ChatGPT disponibilizar uma opção para que os dados dos utilizadores não sejam usados para treino de modelos AI, a OpenAI teria escondido a verdadeira opção de recusa num local menos acessível na sua documentação, e que obrigava a fazer um pedido "oficial" de não utilização dos dados.

Worth clarifying that this is flatly false and the two options are just two independent ways to opt-out.

We respect our users' choice whether to use their data to “improve our models for everyone” regardless of where they express that choice. Users can opt out in the in-app… https://t.co/Qn1lVuWmGY

— Tibo (@thsottiaux) September 9, 2026
Ora, a OpenAI já veio dizer que esta acusação é completamente falsa, e que na verdade se tratam apenas de duas formas dos utilizadores informarem a OpenAI de que os seus dados não devem ser usados para treino de modelos AI; mas em que basta fazê-lo de uma forma ou outra, e que ambas têm exactamente o mesmo efeito.

Portanto, para quem não quiser ceder os seus dados à OpenAI (acreditando que essa opção seja cumprida), o método mais fácil será ir ao Settings do ChatGPT, à secção Data Controls, e desactivar a opção "Improve the model for everyone".

№ 17

T-Mobile vai cobrar $5/mês pelo iPhone Handoff

Usar o mesmo número de telefone em dois iPhones precisa do suporte dos operadores, e a T-Mobile vai cobrar $5 por mês por isso.

Usar o mesmo número de telefone / plano móvel em vários dispositivos é algo que se começou a popularizar com a chegada dos tablets e smartwatches com ligação celular. Do lado dos consumidores, não fazia sentido pagar por planos extra separados para cada dispositivo, quando tudo o que queriam fazer era "partilhar" aquilo que já tinham entre os seus produtos. Isso volta a acontecer agora com o iPhone Handoff do iOS 27, que expande esse tipo de uso a dois iPhones (a Apple está confiante que os seus clientes já não se sentem satisfeitos com um único iPhone).

Com o iPhone Handoff será possível usar o mesmo número / plano em dois iPhones, mas em que apenas um está activo (aquele que se desbloquear). Infelizmente, é algo que continua a estar dependente do suporte e activação por parte da operadora, e - tal como seria de esperar - a T-Mobile já revelou que irá cobrar $5 por mês por isso. Na Europa, a única operadora confirmada por agora é a Deutsche Telekom na Alemanha, mas que ainda não revelou quanto irá cobrar por isso.

O que se sabe é que, para o lado da operadora, não existem custos efectivos para esta funcionalidade, uma vez que não se trata de ter dois números activos e a ser usados em simultâneo, sendo o equivalente a trocar um cartão SIM de um smartphone para o outro (que teoricamente seria ainda mais directo usando-se o eSIM - embora existam restrições e limitações aplicadas, que complicam esse tipo de uso face ao uso dos cartões SIM físicos).

Não sendo de esperar que os grandes operadores facilitem a vida aos consumidores, resta esperar que pelo menos os operadores de telecomunicações low-cost possam usar isso como mais uma forma de atrair clientela, não cobrando pela opção iPhone Handoff para usar o mesmo número em dois iPhones.

№ 18

Promoção de regresso às aulas CdKeysales com Windows 11 a €14.99 e Office a €17.80

O Windows 11 está a receber atualizações interessantes, e tudo se resume a tornar o teu PC mais rápido e agradável de usar. A atualização de agosto de 2026 trouxe um Low Latency Profile expandido que dá um boost de velocidade - as apps abrem mais depressa e tudo parece mais imediato. Nos últimos meses também se ganhou o suporte para Shared Audio para que várias pessoas possam ouvir o mesmo stream de áudio Bluetooth ao mesmo tempo, além de suporte Multi-App Camera que permite que diferentes programas usem a câmara de forma fluida sem conflitos. O Search também está mais rápido e inteligente, finalmente encontrando coisas mesmo que se escrevam alguns erros no nome das coisas, e o point-in-time restore permite uma recuperação fácil em caso de problemas. Ideal para quem depende diariamente de ferramentas como o MS Office 2024 e Office 2024 LTSC.

No geral, a Microsoft tem-se concentrado em ajustes de performance, fiabilidade e aqueles pequenos detalhes de qualidade que tornam o uso diário mais suave. É o resultado de ouvir o feedback dos utilizadores e a entregar um Windows mais moderno, eficiente e sem complicações.


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Combos Windows+Office

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O processo de compra é bastante simples, bastando ir adicionando os produtos pretendidos ao carrinho de compras, e inserir o código de desconto no campo respectivo antes de prosseguir para o checkout.
Como activar o código de desconto AB30
Depois de adicionado ao carrinho (botão Comprar Agora), antes de confirmar a encomenda, deverá inserir o código AB30 na caixa "Código de promoção" e clicar em "Aplicar".

É possível fazer o pagamento via PayPal - o que é sempre recomendado como medida de protecção adicional em todas as compras online - e temos à disposição o serviço de suporte via live chat no site ou através do email [email protected].


Como activar a licença do Windows 10 / 11
Para activar a licença do Windows 10 ou Windows 11, basta aceder às configurações do Windows e, na secção "Ativação" clicar no botão "Alterar chave do produto". Surgirá uma janela onde se pode inserir o código de activação do Windows que acabou de adquirir.
Ao concluir, será apresentada uma mensagem informando que a licença está activa e validada.
É possível fazer o pagamento via PayPal - o que é sempre recomendado como medida de protecção adicional.

Não se esqueçam que no caso dos Windows e Office, o download continuará a ser feito do site da Microsoft, com a compra a disponibilizar apenas as chaves para activar os produtos:

[Artigo patrocinado por Mediamz]


№ 19

Google lança app Gemini para Windows

Depois dos Macs, é a vez dos computadores Windows terem acesso directo ao Gemini através da nova app da Google.

A Google anunciou o lançamento da app Gemini para computadores com Windows, alguns meses após a estreia da versão para macOS. A nova app foi concebida para oferecer acesso rápido ao assistente de inteligência artificial, permitindo aos utilizadores obter ajuda sem interromper o fluxo de trabalho.

Uma das principais funcionalidades é a possibilidade de abrir o Gemini instantaneamente através do atalho de teclado Alt + Espaço. Segundo a Google, isto permite realizar tarefas rápidas, como verificar informações num documento, gerar ideias para apresentações ou obter respostas a perguntas, sem necessidade de abrir um browser ou alternar entre várias janelas. A app inclui também acesso ao Gemini Spark, o agente AI pessoal da empresa, capaz de interagir com aplicações e serviços ligados à conta do utilizador. Entre as funcionalidades disponíveis estão ainda a geração de imagens através do modelo Nano Banana e a criação de vídeos utilizando o Gemini Omni.

Visualmente, a app mantém uma experiência semelhante à versão web do Gemini, mas adiciona uma barra lateral dedicada para acesso rápido a conteúdos recentes e blocos de notas. A Google promete ir expandindo as funcionalidades nativas para desktop gradualmente. O Gemini para Windows já está disponível para computadores com Windows 10 e Windows 11, em: gemini.google/desktop.

№ 20

Apple explica funcionamento da "escuta" sempre activa nos Apple Watch

A Apple está a fazer o que pode para tentar demonstrar a escuta dos Apple Watch como sendo "privada".

Os novos Apple Watch 12 e Ultra 4 vêm com novas capacidades que permitem escutar e resumir tudo o que se passa em redor, levantando óbvias preocupações de privacidade. Mas obviamente que a Apple tem o trabalho de casa feito e tem um longo documento a justificar e explicar como tudo é feito.

Para o Live Rewind, que dá acesso a uma transcrição do que foi dito nos últimos 15 segundos, a Apple diz que isso não poderá ser usado secretamente, porque o Apple Watch vai emitir um aviso sonoro (mesmo que esteja em modo de silêncio) para sinalizar essa operação, com uma animação no ecrã. Adicionalmente, a informação apresentada só será mantida temporariamente, a não ser que o utilizador a grave expressamente. Parecem explicações que apenas existem para tentar "sossegar" o público, sem abordarem a questão principal, ao estilo da Meta dizer que os seus óculos têm um LED para indicar quando estão a gravar. Mas o Live Rewind não é sequer a questão mais preocupante, mas sim o Siri Recap.

O Siri Recap é o elemento que verdadeiramente gera maior preocupação, pois poderá estar à escuta a tempo inteiro, ao longo de todo o dia - e sem qualquer indicação visual ou sonora de que está activada, o que desde logo deita por terra as explicações usadas para o Live Rewind.

Para o Recap a Apple foca-se em dizer que é uma funcionalidade que está sob total controlo do utilizador, que pode activá-la manualmente só para momentos específicos, ou só em determinado horário, ou só em determinados locais. Novamente, nada disso dá qualquer descanso, não havendo forma de saber se alguém perto de nós, poderá ter um Apple Watch a escutar tudo o que dizemos. A Apple prossegue com outras tentativas de minimizar a situação, dizendo que o sistema não identifica pessoas específicas, que censura automaticamente informação "sensível" (fica por determinar o que fica de fora ou será registado), que as conversas são fortemente resumidas (equiparando-as à tomada de notas após uma conversação), e que todo o processamento é feito de forma segura, tanto no dispositivo como através do Private Cloud Compute, com todos os resumos a terem encriptação end-to-end, e a serem eliminados ao fim de 7 dias a não ser que sejam gravados pelo utilizador.

Ora, isto vem ao encontro das preocupações que já tínhamos referido anteriormente. Mesmo que a Apple esteja a fazer tudo isto da forma mais segura e privada possível, nada disso elimina o facto de que, quando activado, o Siri Recap se torna num verdadeiro sistema de escuta a tempo inteiro que manterá resumos de tudo o que ouviu nos últimos sete dias, e que ficarão disponíveis a atacantes (campanhas de spyware como as da Pegasus já demonstraram ser possível obter controlo remoto de iPhones através do envio de uma simples mensagem, sem intervenção do utilizador) ou às autoridades. Os cenários de potencial abuso do sistema são por isso, infinitos, indo dos mais imediatos (um suspeito que tenha um Apple Watch ser forçado a revelar todos os resumos) aos mais distópicos (autoridades a exigirem todos os resumos disponíveis de um determinado local numa determinada data).

Este tipo de tecnologia arrisca-se a ficar tão comum que todos passarão a usá-la sem "pensar nisso", e no processo, acabarão por ter resumos de coisas que não só se passaram no trabalho, mas também quando vão a uma consulta médica, uma sessão com um psicólogo, quando se confessam religiosamente, ou tudo mais que façam. E esta é ainda a primeira fase, já que no próximo ano deveremos começar a ter os AirPods com câmara, que passarão a adicionar toda uma nova dimensão visual a estas preocupações.