PlanetGeek
№ 01

Qual a potência de uma bomba de antimatéria?

No mundo da física, a antimatéria encontra-se no top 10 das coisas "estranhas".

A antimatéria é uma daquelas coisas que parece só ser possível nas histórias de ficção, mas que é bem real - ao ponto de até já ter sido transportada de camião.

No seguinte vídeo, sob a desculpa de descobrir qual seria a potência de uma bomba com 0.1g de anti-matéria, revisitamos todo o seu percurso, desde a sua descoberta até à sua criação, e também a complexidade de a transportar - a par de muitas curiosidades sobre esta matéria de carga contrária à matéria comum, e que tem a predisposição de se aniquilar totalmente assim que toca em alguma coisa, libertando uma espantosa quantidade de energia.



É o tipo de questão que me fez imediatamente recordar o excelente livro What if de Randall Munroe (o criador do popular XKCD), e que também aborda este tipo de questões, e muitas outras.

№ 02

Qual a potência de uma bomba de antimatéria?

No mundo da física, a antimatéria encontra-se no top 10 das coisas "estranhas".

A antimatéria é uma daquelas coisas que parece só ser possível nas histórias de ficção, mas que é bem real - ao ponto de até já ter sido transportada de camião.

No seguinte vídeo, sob a desculpa de descobrir qual seria a potência de uma bomba com 0.1g de anti-matéria, revisitamos todo o seu percurso, desde a sua descoberta até à sua criação, e também a complexidade de a transportar - a par de muitas curiosidades sobre esta matéria de carga contrária à matéria comum, e que tem a predisposição de se aniquilar totalmente assim que toca em alguma coisa, libertando uma espantosa quantidade de energia.



É o tipo de questão que me fez imediatamente recordar o excelente livro What if de Randall Munroe (o criador do popular XKCD), e que também aborda este tipo de questões, e muitas outras.

№ 03

Apple aumenta produção do iPhone "Ultra" dobrável

A Apple está confiante que o primeiro iPhone dobrável será um sucesso, aumentando a produção inicial para 10 milhões de unidades.

Segundo as mais recentes informações, a Apple está a preparar uma produção inicial bastante superior ao esperado para o seu primeiro iPhone dobrável designado como iPhone Ultra. A empresa terá encomendado aos seus fornecedores cerca de 10 milhões de unidades para 2026, acima das previsões anteriores que apontavam para uma produção inicial de 7 a 8 milhões.

O mesmo relatório indica que a Apple pretende fabricar mais 70 milhões de unidades dos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, elevando a produção total da nova geração de iPhones para cerca de 220 milhões de dispositivos ao longo de 2026. Além disso, a empresa terá pedido aos fornecedores que se preparem para responder a encomendas adicionais de até 85 milhões de unidades durante o segundo semestre do ano e que reservem componentes da actual geração para utilização na futura série iPhone 18.

Espera-se que o iPhone Ultra seja apresentado a par dos iPhone 18 Pro em Setembro (relegando o iPhone 18 normal para o início de 2027 a par do iPhone 18e) e deverá posicionar-se como o modelo mais dispendioso da Apple, com um preço inicial a rondar os 2.500 dólares, ou bastante mais, nas versões com maior capacidade de armazenamento.

№ 04

Extensão tomadas Tessan com 4 USB + 2 tomadas a €27

Uma excelente opção para quem tem que lidar com um número crescente de dispositivos USB para recarregar, é usar uma extensão de tomada com portas USB integradas, como é o caso desta Tessan com 2 tomadas mais 4 USB.

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas estas extensões de tomada com portas USB integradas acabam por ser uma solução bastante atractiva, já que permitem manter a utilidade da tomada original, mas adicionando portas USB adicionais para carregarem outros equipamentos sem necessidade de carregadores individuais.
Esta extensão de tomada Tessan com 2 tomadas mais 4 USB (2 USB-C + 2 USB-A) está disponível por 27 euros na Amazon Espanha.

As portas USB podem fornecer até 30 W (PD) no total, sendo divididos à medida que se ligam mais dispositivos. Por exemplo, se ligarmos um dispositivo na porta USB-C e outra numa porta USB-A, poderá fornecer 15W a cada um deles em simultâneo. Quanto à extensão em si, conta com um cabo de 2 metros, facilitando o processo de a colocar num ponto mais adequado em relação à tomada onde for ligada.

É uma opção bastante interessante, especialmente tendo em conta a crescente panóplia de dispositivos USB que vamos tendo, dos smartphones e tablets e coisas como smartwatches, colunas Bluetooth, escovas de dentes, máquinas de barbear, etc. E desta forma, em vez de transportamos vários carregadores, fica tudo condensado num único bloco compacto de uma extensão de tomadas.


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№ 05

McMurtry Speirling PURE custa mais de €1M

O McMurtry Speirling PURE, carro que pode literalmente circular "no tecto", vai custar mais de um milhão de euros.

A britânica McMurtry iniciou a produção do Speirling PURE, um hipercarro eléctrico de pista que promete prestações imbatíveis. Depois de vários anos de desenvolvimento, o modelo chega à produção com cerca de 95% dos componentes redesenhados face aos primeiros protótipos, tornando-se um produto final destinado a clientes.

O Speirling PURE é equipado com uma bateria de 100 kWh e dois motores elétricos traseiros que desenvolvem 1.000 cv. Este conjunto permite acelerar dos 0 aos 97 km/h em apenas 1,55 segundos e atingir uma velocidade máxima limitada a 306 km/h. O maior destaque continua a ser o sistema Downforce-on-Demand, que utiliza ventoinhas para gerar até 2.000 kg de apoio aerodinâmico mesmo com o veículo parado, proporcionando níveis de aderência excecionais em pista - incluindo a capacidade de poder colar-se ao tecto, se fosse caso disso.
Durante a fase de testes, o modelo bateu vários recordes, incluindo a subida de Goodwood, o circuito do Top Gear, e uma volta em Hockenheim mais rápida do que a do Mercedes-AMG One. Apesar das prestações extremas, a McMurtry diz que o Speirling PURE foi concebido para ser simples de operar, dispensando uma equipa técnica especializada para cada utilização em circuito.

O hipercarro também recebeu melhorias práticas, como um habitáculo mais espaçoso, melhor visibilidade, iluminação integrada e um compartimento para guardar o capacete e o sistema HANS. O preço começa nos 1.17 milhões de euros (antes de impostos), e a McMurtry confirmou ter já vendido 25 unidades, demonstrando o interesse dos coleccionadores e entusiastas mais endinheirados.

№ 06

Hyundai revela Ioniq 3 standard

Depois do modelo de lançamento na versão N Line mais desportiva, a Hyundai revela o Ioniq 3 na versão standard.

A Hyundai revelou finalmente a versão standard do novo Ioniq 3, um eléctrico compacto concebido para o uso diário e que privilegia a eficiência e a funcionalidade em vez da estética desportiva da variante N Line apresentada anteriormente. O modelo aposta num design mais discreto, com linhas aerodinâmicas, novas jantes de 16" a 18" e detalhes exteriores simplificados.
No interior, o Ioniq 3 estreia na Europa o novo sistema de infotainment Pleos Connect, baseado em Android. Dependendo da versão, os condutores terão acesso a um ecrã central de 12.9" ou 14.6", painel de instrumentos digital opcional, loja de aplicações integrada, e assistente por voz Gleo AI, capaz de controlar várias funções do veículo através de comandos em linguagem natural.
O novo eléctrico utiliza a plataforma E-GMP de 400 V, a mesma dos Kia EV3 e EV4, e será comercializado em duas versões de tracção dianteira. A versão de entrada combina uma bateria de 42.2 kWh com um motor de 144 cv, oferecendo uma autonomia até 344 km. Já a variante Long Range utiliza uma bateria de 61 kWh e um motor de 133 cv, e promete uma autonomia de até 496 km.

A produção do Hyundai Ioniq 3 decorrerá na fábrica da marca na Turquia, com as primeiras entregas previstas para o terceiro trimestre de 2026. A Hyundai ainda não revelou os preços para a Europa, mas espera-se que sejam suficientemente competitivos para reforçar os bons resultados neste segmento.

№ 07

NASA lança missão de emergência para salvar telescópio espacial Swift

A NASA está a fazer uma missão inédita, com uma nave que tem por missão empurrar o telescópio espacial Swift para uma órbita mais elevada antes que se desintegre na atmosfera.

A NASA lançou com sucesso a nave que tem por objectivo salvar o Swift, um telescópio espacial lançado em 2004 que continua a desempenhar um papel único na detecção de explosões cósmicas. Devido ao aumento do atrito na atmosfera superior da Terra, provocado pela actividade solar intensa, o Swift tem estado a perder altitude a ritmo acelerado e poderá reentrar na atmosfera até ao final deste ano se nada for feito.

A missão de resgate será realizada pela empresa Katalyst Space, que desenvolveu a nave Link em menos de um ano. O plano passa por lançar a nave, aproximá-la do Swift, agarrá-lo com braços robóticos e elevar lentamente a sua órbita durante vários meses, prolongando a vida útil do observatório por pelo menos mais cinco anos. A nave já foi lançada com sucesso e a NASA diz ter já confirmado as comunicações com a mesma.


Apesar da idade, o Swift continua a ser o único telescópio espacial capaz de localizar rapidamente explosões de raios gama e apontar os seus instrumentos para esses fenómenos em apenas alguns minutos. Ao longo de mais de duas décadas, ajudou a esclarecer a origem de elementos pesados como o ouro e a platina e participou na observação da explosão de raios gama mais energética alguma vez registada, conhecida como BOAT.

Se a operação for bem-sucedida, será a primeira vez que um telescópio espacial é resgatado e reposicionado por uma nave construída especificamente para essa missão. Além de prolongar a vida do Swift, o sucesso da operação poderá abrir caminho para futuras missões de manutenção e extensão da vida útil de satélites e observatórios em órbita.

№ 08

Bloqueio das redes sociais a menores de 16 na Austrália é um total falhanço

A proibição das redes sociais a menores de 16 anos na Austrália é um total falhanço, e a Europa quer seguir pelo mesmo caminho.

A medida que visava proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais na Austrália não está a ter os resultados esperados (que surpresa!). Um estudo revela que 85% dos adolescentes entre os 12 e 15 anos continuam a utilizar plataformas sociais, meses após a entrada em vigor da legislação, recorrendo a métodos simples para contornar os sistemas de verificação de idade.

Em vez de reconhecer este falhanço, a postura do Governo australiano é a de enfiar a cabeça na areia e duplicar as multas aplicadas às empresas tecnológicas que não cumpram a lei. As coimas máximas passam de 49.5 milhões para 99 milhões de dólares australianos, enquanto as autoridades pretendem reforçar os poderes do regulador e exigir mais documentação às plataformas sobre os mecanismos de verificação implementados - medidas que muitos argumentam ter o efeito totalmente oposto ao pretendido: em vez de proteger as crianças, vão exigir que os utilizadores forneçam ainda mais dados que, inevitavelmente, acabarão por ser roubados ou divulgados.
Estes resultados poderiam servir de alerta, mas o que é certo é que outros países estão a seguir pelo mesmo caminho, e a própria UE está a preparar uma medida idêntica que será apresentada ainda este ano, para uniformizar o bloqueio a nível de todos os países membros.

Ora, ninguém põe em causa que as redes sociais têm cometidos inúmeros abusos e que devem ser devidamente responsabilizadas e monitorizadas, mas fechar os olhos à realidade e ditar uma proibição que é impraticável - e que coloca em risco a privacidade de todos os utilizadores - não será certamente a melhor forma de lidar com o problema. Se as proibições funcionassem, não teríamos jovens que continuam a fumar ou a beber bebidas alcoólicas. No pior caso, vai apenas fazer com que se desloquem para plataformas mais obscuras e sem controlo nos confins da net.

№ 09

Valve disponibiliza Inkterface - ecrã E-Ink para Steam Machines

A Valve publicou as instruções para criar um painel E-Ink para a Steam Machine.

A Valve disponibilizou os ficheiros do projecto Inkterface, um painel com ecrã E Ink para a Steam Machine que os utilizadores podem construir em casa. O projecto foi publicado no GitLab e inclui tudo o que é necessário para montar o acessório, desde modelos para impressão 3D até firmware, lista de componentes, e instruções de montagem.

O Inkterface utiliza um ecrã E Ink de 5.83" e uma placa ESP32 com ligação Bluetooth. Depois de montado e configurado, o ecrã pode apresentar informações como estatísticas do sistema, imagens personalizadas, ou outros conteúdos directamente na parte frontal da Steam Machine.

Valve uploaded the full BOM list, 3D print files, and instructions for those who want to build their own E-Ink faceplate for the Steam Machine

“Inkterface” was first shown off alongside the initial Steam Hardware announcements last yearhttps://t.co/9uylbczqg2 pic.twitter.com/MirrJP34Ll

— Brad Lynch (@SadlyItsBradley) July 2, 2026
A Valve já tinha apresentado um protótipo semelhante durante o anúncio da Steam Machine, mas confirmou na altura que não pretendia comercializar o acessório. Em vez disso, optou por incentivar a comunidade a criar os seus próprios painéis frontais, aproveitando o sistema de capas magnéticas da consola.

Para já, a empresa não revelou planos para lançar uma versão oficial pré-montada do Inkterface. Assim, quem quiser utilizar este ecrã terá de imprimir as peças, adquirir os componentes, e fazer toda a montagem manualmente. Isso, e esperar que não tenha que lidar com uma Red Line of Death.

№ 10

Valve disponibiliza Inkterface - ecrã E-Ink para Steam Machines

A Valve publicou as instruções para criar um painel E-Ink para a Steam Machine.

A Valve disponibilizou os ficheiros do projecto Inkterface, um painel com ecrã E Ink para a Steam Machine que os utilizadores podem construir em casa. O projecto foi publicado no GitLab e inclui tudo o que é necessário para montar o acessório, desde modelos para impressão 3D até firmware, lista de componentes, e instruções de montagem.

O Inkterface utiliza um ecrã E Ink de 5.83" e uma placa ESP32 com ligação Bluetooth. Depois de montado e configurado, o ecrã pode apresentar informações como estatísticas do sistema, imagens personalizadas, ou outros conteúdos directamente na parte frontal da Steam Machine.

Valve uploaded the full BOM list, 3D print files, and instructions for those who want to build their own E-Ink faceplate for the Steam Machine

“Inkterface” was first shown off alongside the initial Steam Hardware announcements last yearhttps://t.co/9uylbczqg2 pic.twitter.com/MirrJP34Ll

— Brad Lynch (@SadlyItsBradley) July 2, 2026
A Valve já tinha apresentado um protótipo semelhante durante o anúncio da Steam Machine, mas confirmou na altura que não pretendia comercializar o acessório. Em vez disso, optou por incentivar a comunidade a criar os seus próprios painéis frontais, aproveitando o sistema de capas magnéticas da consola.

Para já, a empresa não revelou planos para lançar uma versão oficial pré-montada do Inkterface. Assim, quem quiser utilizar este ecrã terá de imprimir as peças, adquirir os componentes, e fazer toda a montagem manualmente. Isso, e esperar que não tenha que lidar com uma Red Line of Death.

№ 11

Project Aion da MS testou um Windows totalmente "AI"

O Project Aion da Microsoft explorou o conceito de tornar o Windows num sistema totalmente integrado com um agente AI.

Novos documentos revelaram a existência do Project Aion, um projecto interno da Microsoft que explora um sistema operativo centrado no Copilot e em experiências de AI agentic. O resultado foi um protótipo funcional capaz de correr sobre Windows 11 ou Android, recorrendo a uma interface baseada em tecnologias web e numa versão modificada do Edge.

O Aion substitui o ambiente de trabalho tradicional por uma interface com barra de tarefas, menu Iniciar e janelas flutuantes, mas em que toda a experiência se foca no Copilot. Em vez do menu Iniciar clássico, os utilizadores interagem com uma caixa de pesquisa inteligente capaz de abrir aplicações web, pesquisar ficheiros, navegar na Internet, iniciar conversas com o assistente AI, e executar tarefas através de linguagem natural.




Outra das novidades é o conceito de Spaces, que agrupa automaticamente apps, sites, e documentos relacionados, para que possam ser retomados mais tarde com um único clique. Como o sistema executa apenas aplicações web, o Copilot consegue compreender o contexto de tudo o que está aberto e executar acções em nome do utilizador, como resumir páginas, redigir emails, ou automatizar fluxos de trabalho sem sair da conversa.

Apesar de o projecto ter atingido uma fase funcional, não existe qualquer confirmação de que venha a ser lançado comercialmente. Entretanto, a Microsoft já apresentou o Project Solara, outra iniciativa focada em sistemas operativos AI, sugerindo que a empresa continua a explorar diferentes abordagens para o futuro da experiência Windows.


Importa relembrar que, aquilo que hoje tomamos como "normal", como o sistemas de janelas, menus, ponteiro do rato, são tudo coisas que tiveram que ser inventadas (há mais de meio século) e agora estamos numa fase em que se tem que fazer o mesmo para a geração AI. Se isso será feito através de ecrãs, óculos inteligentes, voz, ou qualquer outro sistema (leitura de pensamentos?), essa é a grande incógnita. Quanto a mim, acho que o resultado acabará por ser um misto de tudo isso, ajustando-se às necessidades daquilo que se quiser fazer.

№ 12

Claude Fable 5 está de volta - com boas e más notícias

A Anthropic voltou a reactivar o acesso ao Fable 5, com boas, e não tão boas, notícias.

O Fable 5 da Anthropic tem dado que falar, por ter sido um modelo AI cujo acesso foi suspenso por exigência do governo dos EUA, por ser considerado "demasiado perigoso". Agora, o modelo está de volta, mas parece que não há grandes motivos para festejar.

É certo que o Fable 5 volta a estar disponível, mas o modelo foi ajustado e está agora bastante mais limitado a nível do que pode fazer. A exigência dizia que o modelo só poderia ser disponibilizado se tivesse novos sistemas de segurança que impedissem o "jailbreak", e em resultado disso o modelo fica agora bastante mais propenso a recusar-se lidar com qualquer tipo de questão sensível, nesses casos redireccionando os pedidos para modelos AI com capacidades inferiores. O resultado, as diferenças face ao Fable 5 são do dia para a noite, para pior.
Não faltam também casos de segurança excessiva, em que até perguntas e pedidos totalmente inocentes fazem despoletar os sistemas de segurança, com o Fable 5 a recusar respostas - uma situação que a Anthropic diz estar a acompanhar e ajustar continuamente. No entanto, é desde já previsível que seja uma questão de tempo até que novos jailbreaks abram o acesso total ao Fable 5, potencialmente levando a nova exigência de suspensão do acesso - o que reacende todas as questões sobre a dependência excessiva em modelos AI norte-americanos, que podem ser desligados a qualquer momento.

Para terminar em tom positivo, a Anthropic também veio clarificar a questão do acesso a longo prazo do Fable 5. Inicialmente o modelo foi disponibilizado com a indicação de que deixaria de estar acessível a partir de 7 de Julho, mas entrentanto a Anthropic já veio dizer que o plano é passar a dar acesso continuado ao modelo aos clientes, mas que isso ficará dependente de ter capacidade computacional suficiente. Por isso, diz que o modelo voltará a ficar acessível, potencialmente de forma gradual, no futuro.

№ 13

Os limites de utilização de AI no iOS 27

Com o iOS 27 a Apple aposta em força na AI, mas com isso também chegam os limites de utilização.

Com o iOS 27 a Apple tem que recuperar do grande atraso que tem a nível de AI, não só a nível da Siri mas em tudo o resto. Mas, com isso, chegam também os limites de utilização que já são bem conhecidos por quem utiliza outras ferramentas AI.

Quem usar intensivamente as funcionalidades AI da iCloud arrisca-se a atingir os limites de utilização diária e será convidado a subscrever um dis plano pagos iCloud+. Já se sabia que os planos pagos iriam dar acesso a limites de uso superiores, mas por agora ainda não se sabe se isso será limitado apenas aos planos mais caros ou se abrangerá também os planos iCloud+ mais económicos. Eventualmente, pode ser que a Apple opte por um sistema diferenciado, ao estilo dos diferentes patamares de preço e acesso que já são usados no ChatGPT, Gemini, e outros.
[imagem: X]

Esperemos é que a Apple não siga o exemplo da Meta, que recentemente começou a aplicar limites de utilização de funcionalidades AI que correm localmente nos dispositivos e que não necessitam da cloud - e que, como tal, não têm qualquer custo ou encargo para a empresa - querendo cobrar por isso. É um péssimo precedente que, levado ao extremo, nos atira para um futuro em que teremos modelos "pay per use" para usar os próprios dispositivos que compramos: "Já usou o seu PC mais de 1h durante o dia de hoje? Agora tem que aguardar até amanhã, ou subscrever o plano de uso de 2h por dia!"

Pode parecer descabido, mas também se pode dizer que seria totalmente descabido fazer desaparecer centenas de filmes comprados pelos clientes, e no entanto, é essa a realidade em que vivemos.

№ 14

Waymo a caminho de Portugal

A Waymo está a preparar a expansão para a Europa, incluindo Portugal.

Os europeus poderão, em breve, começar a ter acesso aos táxis autónomos da Waymo que já circulam nos EUA há alguns anos.

Nas últimas a Waymo criou empresas em diversos países europeus: em Espanha (11 de Junho), Alemanha (15 de Junho), e França (23 de Junho). Algo que revela que a empresa pretende iniciar actividade nestes países - e o facto da empresa em Espanha se designar Waymo Iberia faz antever que também englobe Portugal, já que de outra forma seria mais lógico chamar-se apenas Waymo Espanha.

A Waymo disponibiliza um serviço de táxis autónomos nos EUA, com milhares de veículos em circulação. No entanto, estes veículos operam apenas em áreas geográficas pré-estabelecidas, e apesar de serem totalmente autónomos, têm a capacidade de serem controlados por operadores remotos na eventualidade de surgir algum problema inesperado.

A sua expansão para a Europa seria um excelente sinal de que a sua tecnologia está pronta para enfrentar as estradas complicadas do velho continente. Resta aguardar para vermos os próximos desenvolvimentos.

№ 15

Stellantis, Wayve e Uber unem forças nos táxis autónomos

A Stellantis, Wayve e Uber, estão a fazer uma parceria para a criação de táxis autónomos sem condutor.

A Stellantis, a Wayve e a Uber anunciaram uma parceria para desenvolver e implementar táxis autónomos de Nível 4, ou seja, sem condutor, à escala global. A colaboração foi formalizada através de um Memorando de Entendimento não vinculativo, assinado a 17 de Junho de 2026, e pretende reunir três componentes consideradas essenciais para tornar a mobilidade autónoma uma realidade comercial: os veículos, a tecnologia de inteligência artificial, e a plataforma de distribuição.

A divisão de responsabilidades entre as três empresas está bem definida. A Stellantis entra com as suas Plataformas L4-Ready, veículos concebidos de raiz para operação autónoma, com sensores integrados e os sistemas de redundância necessários para uma utilização intensiva sem condutor. A Wayve fornece o software de condução por inteligência artificial, desenvolvido com uma abordagem de ponta a ponta que dispensa o mapeamento detalhado cidade a cidade, o que permite expandir o serviço para novos mercados de forma mais rápida e económica. A Uber fica responsável por integrar estes veículos na sua rede global, ligando os passageiros às viagens autónomas através da aplicação que já conhecem.

Esta parceria não surge do nada. Baseia-se em relações já existentes entre as empresas, nomeadamente num acordo recente entre a Stellantis e a Wayve para tecnologia de condução assistida avançada, e numa parceria entre a Wayve e a Uber para lançar viagens autónomas em Londres, Tóquio e outras dez cidades ainda em 2026. A nova iniciativa representa uma evolução natural dessas colaborações, agora com um âmbito mais alargado e um objectivo comercial bem definido. O plano concreto passa por trabalhar em conjunto na integração, testes, validação e implementação de veículos em cidades da Europa, América do Norte e outros continentes. O memorando estabelece ainda o quadro para futuros acordos que poderão abranger o desenvolvimento tecnológico, licenciamento, produção e aquisição de veículos, mantendo cada empresa a flexibilidade para desenvolver colaborações adicionais na área da condução autónoma com outros parceiros.

[Pela Estrada Fora]
№ 16

Brave ganha "containers" para browsing separado

O Brave passa a ter nova funcionalidade extremamente prática, permitindo criar containers para navegar em sessões independentes.

O browser Brave, que se tem tornado num dos browsers mais recomendados desde que o Chrome começou a complicar a vida aos adblockers, ganha agora outra prática funcionalidade.

Com os containers, é possível manter sessões separadas de navegação no mesmo browser. Isto significa que podemos ter "contentores" separados para aceder ao Gmail pessoal e ao Gmail do trabalho, lado a lado; ou de aceder a redes sociais e outros serviços com diferentes logins - isto sem necessidade de usar browsers diferentes, ou de usar o modo "incógnito" do browser como forma de desenrasque para o fazer.

Setting up Containers is easy:

1. Right-click a tab
2. Select "Open in container"
3. Choose the category

You can edit or add categories for Containers at Settings -> Content. pic.twitter.com/19s4ZCkSrJ

— Brave (@brave) July 2, 2026
É certo que outros browsers já disponibilizavam esta opção, mas o facto de também chegar ao Brave ajuda a torná-lo ainda mais recomendável para todo o tipo de uso: quer seja o de utilizadores casuais sem grandes conhecimentos (como pais e avós), que podem tirar partido do adblocker integrado e sem limitações; como o de utilizadores mais avançados, que necessitem das suas funcionalidades adicionais, como modo privado com rede Tor ou, agora, estas sessões com containers independentes.

Há várias categorias de containers já pré-definidas (pessoal, trabalho, compras, social), mas os utilizadores podem editá-las e criar as suas próprias. Podemos também criar um novo container temporário, para coisas ocasionais.

№ 17

Steam Machine com Red Line of Death

A estreia das Steam Machines está a ser marcada por um caso que resultou num "Red Line of Death" após poucos minutos de uso.

Um dos primeiros compradores das novas Steam Machine relatou problemas pouco depois de receber a consola. Segundo o utilizador, o sistema apresentou um ecrã preto durante a configuração inicial e exibiu uma linha vermelha nos seus LEDs que, de acordo com a Valve, indica uma falha no GPU.

A Valve disponibiliza uma página de suporte onde explica o significado dos diferentes padrões luminosos da Steam Machine. No caso em questão, uma barra de luz vermelha a piscar na metade direita, acompanhada por um LED indicador vermelho fixo, corresponde a um erro de detecção da unidade gráfica. Outros padrões podem indicar problemas relacionados com sobreaquecimento, memória RAM, SSD, ou falhas no processo de inicialização da memória.
Para já, não existem ainda relatos suficientes para ver se este será um problema generalizado nos lotes iniciais da Steam Machine; mas será algo a acompanhar ao longo das próximas semanas e meses.

Como a Steam Machine utiliza hardware feito por medida, este tipo de avaria não pode ser resolvido substituindo a placa gráfica. A única opção é contactar o suporte da Valve para solicitar uma reparação ou substituição ao abrigo da garantia.

№ 18

Apple AirTag 2 a €28

Com os pequenos localizadores AirTag é mais fácil que nunca saber por onde andam os nossos produtos mais importantes.

A lei de Murphy dita que, no dia em que estivermos com mais pressa, será o dia em que teremos que andar em correrias a vasculhar a casa em busca de algo como a chave do carro ou a carteira. Felizmente, já existe solução tecnológica para esses esquecimentos, e também para auxiliar na sua descoberta caso sejam perdidas fora de casa, sob a forma dos localizadores Bluetooth. E agora, temos a oportunidade de apanhar uns AirTag 2 da Apple na sua nova geração, com alcance melhorado.
Neste momento podemos encontrar um Apple AirTag 2 a 28 euros na Amazon Espanha, com o pack de quatro AirTags a 101 euros.

Os AirTag utilizam a rede Find My da Apple, o que significa que reportam a sua localização sempre que passam ao alcance de um iPhone, iPad ou Mac. Desta forma, mesmo que fiquem longe do iPhone do dono, continua a ser possível saber por onde andam, facilitando o processo de os encontrar. Para o caso mais comum de ser necessário localizá-los em casa, a utilização de um iPhone recente com UWB permite saber exactamente a sua localização em vez de simplesmente se saber se estamos mais longe ou mais próximos como nos trackers BT comuns.


Segue as melhores promoções do dia no nosso grupo AadM Promos.

№ 19

Amazon Leo entra em serviço este ano

A Amazon diz já ter satélites suficientes para iniciar o serviço Amazon Leo este ano (2026).

A Amazon está cada vez mais perto de lançar o Amazon Leo, a sua rede de Internet por satélite que irá competir com o Starlink da SpaceX. A empresa confirmou que já colocou em órbita mais de 390 satélites, número suficiente para garantir cobertura contínua nas primeiras regiões onde o serviço será disponibilizado.

Apesar de levar um grande atraso face à SpaceX (que continua a lançar dezenas de satélites por mês e já tem mais de 10 mil satélites Starlink em órbita), a Amazon já efectuou lançamentos suficientes para iniciar o serviço ainda durante 2026, reforçando a expectativa de que o Amazon Leo fique disponível para os primeiros clientes antes do final do ano.

Last few launches were big for @AmazonLeo - bringing us to 390+ satellites deployed, enough to support continuous service across initial latitudes.

Still lots of work ahead – including raising all these new satellites to their assigned altitude – but we’ve completed enough… pic.twitter.com/UZb404fXRq

— Chris Weber (@Weber44Chris) July 2, 2026
O Leo disponibilizará várias opções de acesso, com terminais com antenas de diferentes tamanho. O modelo Nano (7x7") oferecerá velocidades até 100 Mbps, o Pro (11x11") atingirá 400 Mbps e o Ultra (20x30") poderá chegar a 1 Gbps de velocidade de download.

Os interessados já se podem inscrever na lista de espera do Amazon Leo para serem dos primeiros a experimentar o serviço quando este for lançado oficialmente. Embora, numa primeira fase, parece que a Amazon está mais interessada em disponibilizar o serviço no sector empresarial do que no sector doméstico. De qualquer forma, a concorrência é sempre bem vinda, e daqui por uns anos será bom ter uma alternativa viável ao Starlink - desde que as duas empresas mantenham um nível de concorrência saudável e não pactuem na cartelização de preços.

№ 20

Instagram Edits com legendas bilingue

A Meta melhorou o Instagram Edits, que ganha legendas bilingue e outras novidades.

O Instagram Edits, a aplicação de edição de vídeo da Meta criada para competir com o CapCut, recebeu nova actualização com várias novidades para facilitar a vida aos criadores de conteúdos.

A principal melhoria é o suporte para legendas bilingues, que permite traduzir automaticamente as legendas para um segundo idioma. Entre as línguas actualmente suportadas estão português, inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, japonês, coreano, hindi, indonésio, entra outras.
A actualização traz ainda melhorias nos templates, que passam a suportar overlays, e a possibilidade de bloquear clips específicos, tornando mais simples a criação de projectos complexos sem alterar elementos já finalizados.

Por último, os utilizadores passam a ter também novos efeitos sonoros inspirados no verão, oferecendo mais opções para os vídeos editados na app.


O Instagram Edits está disponível para Android e iOS.