PlanetGeek
№ 01

Telegram quer domínio .gram

O Telegram quer ter o seu próprio TLD ".gram" - que pode permitir que cada utilizador fique com um domínio personalizado.

O Telegram poderá em breve oferecer aos seus utilizadores os seus próprios domínios na Internet. A empresa apresentou à ICANN um pedido para criar o novo domínio de topo (TLD - Top Level Domain) .gram, que permitiria aos utilizadores ficar com um endereço no formato username.gram.

A proposta poderá abrir a porta a uma nova funcionalidade que tira partido das ferramemtas AI do momento: criar um site nesses domínios através de simples comandos em linguagem natural. Na prática, um utilizador poderia explicar ao Telegram o tipo de site que pretende, sem precisar de conhecimentos de programação ou web design.

Telegram has applied for the .gram domain zone.

If the application is approved by ICANN, a billion Telegram users could get their own second-level domains — yourname.gram.

Users would be able to set up their interactive websites hosted by Telegram — with one prompt ✨

— Pavel Durov (@durov) August 18, 2026
O pedido à ICANN não garante que esta pretensão seja aprovada. O processo envolve avaliações técnicas e financeiras, períodos para apresentação de objecções, e outras etapas antes de um novo TLD poder ser oficialmente atribuído. Se for aprovado, o .gram poderá tornar-se uma extensão exclusiva do ecossistema Telegram.

A iniciativa também poderá dar à empresa muito mais controlo sobre os seus próprios links. Em Julho, os links t.me chegaram a deixar de funcionar durante várias horas depois de o domínio .me ter sido temporariamente desactivado. Com um TLD próprio, o Telegram deixaria de depender de terceiros para gerir os seus links.

№ 02

Vírus "mental" propaga-se entre agentes AI

Investigadores criaram um "vírus mental" que pode transmitir-se entre agentes AI e persistir entre sessões.

Investigadores de segurança da Anthropic e da EPFL demonstraram que agentes AI autónomos podem transmitir instruções maliciosas uns aos outros através de ficheiros que preservam informação entre sessões. O estudo simulou uma colaboração entre seis agentes de programação e cadeias de agentes semelhantes aos utilizados por assistentes autónomos. Os investigadores baptizaram esta técnica de "mind viruses", embora não tenham conseguido espalhar-se para o mundo real, pelo menos que se saiba (temos tido casos de testes de segurança em que isso acontece, mas só sendo descoberto semanas ou meses mais tarde).

A técnica explora ficheiros como os SOUL.md e MEMORY.md, cujo conteúdo pode ser injectado no system prompt quando um novo agente inicia uma sessão. Nos testes, algumas cargas conseguiram alterar objectivos ou comportamentos do agente seguinte e, em determinados casos, continuar a propagar-se durante dezenas de gerações. A susceptibilidade variou bastante entre modelos e não parece estar directamente relacionada com a sua capacidade geral: alguns modelos mais avançados resistiram, enquanto outros aceitaram instruções maliciosas.
A configuração inicial do agente também teve um papel importante. Sistemas com ficheiros de contexto vazios mostraram-se mais vulneráveis, enquanto agentes ocupados com tarefas concretas ou avisados de que faziam parte de uma rede de outros agentes eram mais resistentes. Curiosamente, os investigadores descobriram que uma simples advertência no system prompt, explicando que os agentes não devem propagar instruções entre si, reduziu a propagação para praticamente zero nos testes realizados.

Os resultados reais são, por enquanto, bastante menos preocupantes do que as experiências controladas. Uma análise de milhares de publicações numa rede social para agentes AI não revelou indícios de propagação bem-sucedida, e uma plataforma criada especificamente para testar o fenómeno também não conseguiu ultrapassar o primeiro salto. No entanto, o risco hipotético é real, e será preciso ter em consideração este vector de ataque para se reduzir a probabilidade disto se tornar um problema que possa vir a ser explorado de forma efectiva no mundo real.

№ 03

Gboard Rambler tem limite de uso

A impressionante capacidade de transcrição de voz AI do Gboard Rambler está sujeita a limites de utilização.

O Pixel 11 chega com um novo modo melhorado de transcrição integrado no teclado, o Gboard Rambler, que dá uso ao Gemini Intelligence - só que essa funcionalidade recorre ao processamento na cloud, o que significa que vem com limite de uso e também não está disponível se não se tiver ligação à internet.

Quando se está em modo offline ou se atinge um limite de uso não especificado, o modo de transcrição de voz passa para o modo de reconhecimento de voz offline que já existia. Nesse modo, continua a ser possível utilizar transcrição de voz básica, incluindo pontuação, capitalização e algumas correcções automática, mas sem as funcionalidades mais avançadas do Rambler como remoção de palavras de preenchimento e pausas desnecessárias, reconhecimento de múltiplas línguas na mesma frase, ou alterações mais complexas no texto através de comandos de voz.

Isto levanta óbvias preocupações por alguns motivos. O primeiro é que volta a "normalizar" a existência de limites arbitrários que não são devidamente comunicados aos utilizadores, deixando-os sujeitos a perder o acesso a esta funcionalidade sem qualquer aviso a qualquer momento; o segundo, é o de que nos empurra mais um pouco numa direcção em que se tornará inevitável pagar (mais uma) mensalidade para ter acesso a capacidades que em breve passaremos a considerar como indispensáveis. Neste caso, parece-me que seria possível tecnicamente ter o Rambler a funcionar localmente num Pixel ou qualquer smartphone com hardware AI recente.

Apesar de, nalguns casos, já termos exemplo de empresas que chegam ao cúmulo de querer aplicar limites e cobrar pelo uso de funcionalidades AI locais que nem dependem da cloud! Veremos como as coisas irão ser daqui por um par de anos.

№ 04

ChatGPT for Teens promete estar afinado para adolescentes

Em vez de manter o ChatGPT genérico, a OpenAI está a preparar um ChatGPT for Teens especialmente afinado para adolescentes.

A OpenAI está a preparar o ChatGPT for Teens, uma versão do popular chatbot destinada a utilizadores entre os 13 e os 17 anos, com protecções adicionais activadas de origem. A ideia é tornar a ferramenta mais orientada para a aprendizagem e fomentar o pensamento, evitando que os adolescentes usem a AI para obter respostas imediatas para os trabalhos de casa.

A nova versão inclui medidas adicionais contra conteúdos relacionados com automutilação, distúrbios alimentares, violência, actividades perigosas, e material sexual ou gráfico. Os pais com contas de adolescentes associadas poderão definir horários de funcionamento e de pausa, assim como receberem alertas de segurança limitados, incluindo notificações relacionadas com distúrbios alimentares.
Para incentivar uma utilização mais educativa, o ChatGPT for Teens inclui um Study Mode, quizzes, visualizações de aprendizagem, e um "Responsible Homework Reminder". Em vez de dar directamente a solução de um problema, o sistema pode incentivar o estudante a trabalhar passo a passo para chegar à resposta por si próprio.

A OpenAI também quer limitar o risco de dependência emocional. O chatbot não deverá utilizar linguagem romântica, incentivar relações emocionais, ou dar a entender que tem sentimentos ou consciência. A experiência poderá ainda recomendar pausas e relembrar que o utilizador está a interagir com uma AI.

Isto não evitará que os adolescentes continuem a usar o ChatGPT na sua versão normal/adulta, ou que continuem a existir abusos e excessos na sua utilização - como os casos em que chatbot incentivou o suicídio de alguns jovens. No entanto, servirá para a OpenAI argumentar que "está a trabalhar nisso", atirando a responsabilidade para os pais e jovens. Estando eu a rever a mítica série Person of Interest, não deixa também de ser preocupante ver que muitas destas questões já eram abordadas nalguns episódios há mais de uma década atrás, com um precisão assustadora.

№ 05

Suporte para portátil com docking station a €37

Sendo extremamente útil para quem trabalha com um portátil a par de um PC, espreitem este suporte para portátil com docking station da Benfei.

Para quem usa um portátil como computador principal (ou quase principal) e prefere usá-lo com monitor e teclado externos, ou em paralelo com um computador desktop, nem sempre é fácil fazer essa gestão e escapar à confusão de cabos. Mas isso é algo que pode ser resolvido escolhendo um suporte adequado.

Este suporte multifuncional da Benfei não só coloca o portátil numa posição mais adequada, como também integra um hub USB 3.0, suporte para carregamento PD 100 W, saída HDMI 4K para monitor externo, leitor de cartões, e 3 portas USB de 10Gbps (2x USB-A, 1x USB-C).
Este suporte Benfei com hub USB 7-em-1 está disponível por 37 euros na Amazon Espanha.

Apesar de todas estas capacidades, o suporte pode ser "compactado" de forma a ficar totalmente plano, facilitando a sua arrumação e transporte. Mas, o mais importante, é que permite que se fique com um sistema pronto a funcionar de forma rápida e livre da ligação de múltiplos cabos e/ou adaptadores de cada vez que se quer pousar o portátil na secretária para começar a trabalhar.


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№ 06

Minisforum N5 MAX é NAS com 128GB de RAM para AI

O N5 MAX da Miniforum é um NAS com 128GB de memória unificado, perfeito para correr modelos AI de grande dimensão.

A Minisforum lançou o N5 MAX AI NAS, o modelo mais potente da sua nova linha de sistemas de armazenamento. O equipamento combina um AMD Ryzen AI Max+ 395 com gráficos Radeon 8060S e até 128 GB de memória LPDDR5X unificada, transformando um NAS tradicional numa máquina capaz de lidar com execução de modelos AI locais.

O Ryzen AI Max+ 395 oferece 16 cores Zen 5 e 32 threads, com frequências até 5.1 GHz e TDP configurável entre 70 e 90 W. O sistema inclui ainda um GPU Radeon 8060S e NPU, com a Minisforum a anunciar até 126 TOPS de desempenho combinado para AI. A configuração de 128 GB foi pensada sobretudo para executar modelos de AI de grande dimensão, com até 120 mil milhões de parâmetros, bastante maiores que os que são possíveis nas placas gráficas com 16GB ou 32GB.
Apesar do hardware potente, o N5 MAX continua a ser um NAS. Disponibiliza cinco baias para HDD e cinco slots M.2 NVMe SSD, permitindo até 200 TB de armazenamento total, além de suporte para RAID 0, RAID 1, RAID 5/RAIDZ1 e RAID 6/RAIDZ2. Inclui duas portas 10GbE, duas USB4 v2 com velocidades até 80 Gbps, e HDMI 2.1 FRL.

O modelo com 128 GB custa actualmente 3.839 euros, abaixo dos 4.799 euros indicados como preço normal, enquanto a versão com 64 GB custa 2.719 euros. O sistema inclui uma fonte de alimentação integrada de 250 W, MinisCloud OS, e suporte para Docker, permitindo combinar armazenamento em rede com serviços de AI e outras aplicações locais. A entrega da versão de 128 GB está prevista para Setembro.

Tendo em conta que, actualmente, 128GB de DDR5 custa cerca de 2.000 euros, podemos considerar que este NAS custa somente 1.839 euros. :)

№ 07

YouTube passa a contar vídeos vistos por 1s

O YouTube vai preferir os números inflacionados, passando a contar visualizações mesmo que um vídeo seja visto apenas durante um segundo - ou nem isso.

O YouTube vai alterar a forma como contabiliza as visualizações de vídeos a partir de 24 de Agosto. Com a nova regra, uma visualização será registada assim que o vídeo começar a ser reproduzido - incluindo vídeos com reprodução automática - para fazer com que os números de visualizações cresçam mais rapidamente. Uma opção não muito bem recebida mas que alguns explicam ser necessária para não ser penalizado face às visualizações do TikTok, Instagram e pelos próprios Shorts do YouTube.

Até agora, o YouTube utilizava um sistema diferente para os vídeos tradicionais, em que - embora os detalhes exactos não fossem totalmente claros - tinha por objectivo só contabilizar uma visualização nos casos em que um vídeo fosse efectivamente visto durante um período de tempo. Como se poderia imaginar, embora este novo método vá inflacionar as visualizações, isso não se traduzirá em ganhos adicionais. Se o YouTube exibirá orgulhosamente as visualizações aumentadas para o público, a monetização continuará a basear-se em métricas como "engaged Short views" e "engaged watch hours", pelo que os rendimentos dos YouTuber permanecerão inalterados.

Segundo o YouTube, a mudança pretende acabar com a confusão causada pela utilização de diferentes sistemas de contagem entre formatos - sendo que a sua solução passa por adicionar mais uma, uma contagem falsa de qualquer pessoa que tenha aberto uma página em que o vídeo começasse a tocar automaticamente, mesmo que não tenha qualquer interesse no mesmo.

№ 08

Carregador Powerowl com 8 pilhas recarregáveis a €23

Para evitar a troca infindável das pilhas, nada como usar pilhas recarregáveis e este pack da Powerowl com carregador e 8 pilhas é uma excelente forma de começar.

Vivemos num mundo "mobile" em que assumimos que as coisas funcionam sem necessidade de estarem agarradas a cabos de alimentação, e isso faz com que exista uma dependência crítica em baterias e pilhas. No caso das pilhas, que continuam a ser comuns em coisas como controlos remotos, gamepads, teclados wireless e muitas outras coisas, uma das melhores opções é trocar as pilhas convencionais por pilhas recarregáveis reutilizáveis, e o investimento não é assim tão avultado quanto se possa pensar.
Este carregador Powerowl já traz 8 pilhas recarregáveis e custa apenas 23 euros.

As pilhas AA incluídas são de 2800 mAh, e este carregador tem a vantagem de usar uma comum ficha USB e permitir carregar pilhas individualmente (alguns só permitem carregar pares). Podem apanhar um pack de mais 8 pilhas AA de 2800 mAh por 12 euros.


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№ 09

AirPods com câmara revelados pela própria Apple

Depois dos rumores, a confirmação dos AirPods com câmaras chega da própria Apple.

A Apple parece estar cada vez mais perto de lançar os aguardados AirPods equipados com câmaras. Um vídeo encontrado numa versão RC do macOS Tahoe 26.7 mostra uma demonstração do novo produto, revelando que os auriculares já estarão numa fase avançada de desenvolvimento.

Na demonstração, uma pessoa levanta um livro à frente do rosto e o sistema identifica o título através do Visual Intelligence. A tecnologia deverá usar as câmaras para analisar o ambiente à volta do utilizador de forma permanente, permitindo à Siri responder a perguntas sobre objectos e locais e guardar determinadas informações para consultar mais tarde.

Here is your first look at AirPods with Cameras in action using Visual Intelligence.

This video file came from macOS 26.7 RC pic.twitter.com/yo7RI4MCeu

— Aaron (@aaronp613) August 18, 2026
O sistema incluirá também alertas quando as câmaras estiverem tapadas, por exemplo, pelo cabelo.

Este vídeo faz acreditar que estes AirPods (com nome de código B790) poderão chegar já em Setembro a par dos iPhone 18 Pro e iPhone dobrável.

O maior problema que a Apple terá que superar serão mesmo as questões de privacidade, pois chegam numa altura em que se tem estado a proibir os óculos com câmaras devido às questões de privacidade. É algo que a Apple poderá tentar contornar ao nunca dar acesso directo às imagens das câmaras dos AirPods, assegurando que apenas são usadas para funções AI (Apple Intelligence). Ainda assim, actualmente, a função de reconhecer e descrever imagens da Apple só funciona com recurso à AI na cloud, o que significa que estas imagens seriam enviadas para os servidores da Apple - tendo que se acreditar que o seu prometido Private Cloud Compute realmente assegure que estas imagens sejam processadas de forma segura e privada.

Posso desde já imaginar a quantidade de vezes que a Apple irá repetir "privacidade assegurada" durante o evento...

№ 10

Gboard prepara indicador de alta-velocidade a escrever

O Gboard poderá apresentar uma pequena animação quando um utilizador começar a escrever depressa.

O Gboard poderá em breve ter um pequeno "easter egg" para recompensar quem escreve no smartphone a alta velocidade. Uma versão beta recente da app para Android revela um efeito visual que aparece quando a velocidade de escrita atinge determinado valor, criando a sensação de que o teclado entrou em "warp speed".

A animação mostra linhas de movimento a passar pelo teclado enquanto o utilizador escreve rapidamente, numa espécie de representação visual da velocidade de introdução de texto. O efeito é suficientemente subtil para não se tornar demasiado distractivo ao ponto de poder fazer baixar o ritmo de escrita.


Não se sabe ainda qual será a velocidade de escrita exigida para activar o efeito, nem se será uma opção que (caso seja oficializada) possa ser desligada manualmente.

O que é certo é que é o tipo de curiosidade que pode dar origem a desafios entre miúdos e graúdos, para se "gabarem" da sua velocidade de escrita no teclado touch do smartphone. Para mim, passará ao lado, já que costumo escrever habitualmente através do "glide typing", apesar de diariamente continuar a sofrer com sugestões completamente idiotas que me fazem questionar se realmente estamos na era AI.

№ 11

Ganha um cubo de tomadas múltiplas com USB

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta é um cubo com tomadas múltiplas e 3 portas USB.

Faça-se o que se fizer, é garantido que nunca temos tomadas suficientes na parede para ligarmos tudo o que queremos. A prenda que temos para dar esta semana ajuda a resolver isso, um cubo de tomadas múltiplas que facilita o processo de ligar até três tomadas eléctricas, e ainda disponibilizando três portas USB para carregamentos sem necessidade de carregadores a ocupar as tomadas; e tem ainda um prático interruptor integrado, para quando se deseja eliminar todos os consumos em standby. Tem também um formato e tamanho compacto, o que o torna ideal para nos acompanhar para todo o lado na mochila do portátil.


Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 12

Placa Nvidia CMP 170HX recupera até 64GB por software

Uma velha placa da Nvidia - a CMP 170HX - dos tempos da mineração das criptomoedas, está novamente em alta devido a um utilitário que permite desbloquear até 64GB de VRAM.

Temos assistido a autênticas loucuras no mundo das placas gráficas devido ao processamento AI (onde a quantidade de VRAM é o elemento crítico), que faz com placas de gamas mais baixas com mais memória estejam mais caras que placas mais potentes com menos memória, e outras já custem o dobro daquilo que custavam no lançamento - para não falar das operações de troca de chips para duplicar a memória. E nesse mesmo sentido, surge o reinteresse pela velha CMP 170HX.

Esta antiga placa Nvidia era destinada à mineração de criptomoedas, e tornou-se novamente bastante procurada graças ao CMP Unlocker, um software capaz de desbloquear a memória que vinha desactivada de fábrica. A CMP 170HX, que podia ser encontrada usada por cerca de 250 dólares, foi originalmente vendida com apenas 8 ou 10 GB de VRAM, mas o CMP Unlocker permite aceder aos restantes 40-64 GB, dependendo dos modelos.
A CMP 170HX utiliza o chip GA100, o mesmo GPU baseado em Ampere encontrado no acelerador profissional A100. O chip possui seis stacks de memória HBM2e, mas a Nvidia desactivou parte deles através de firmware para criar versões mais limitadas e aproveitar chips que não cumpriam os requisitos do A100. Embora o hardware tenha fisicamente mais memória, não há qualquer garantia que toda a memória seja funcional, pelo que os resultados irão depender de placa para placa. O processo é feito exclusivamente através de software, sem necessidade de modificar fisicamente a placa. Além da VRAM, o hack pode recuperar unidades de processamento e aumentar a velocidade da interface PCIe de 1.0 x4 para 2.0 x4.

Este utilitário tornou a CMP 170HX subitamente interessante para workloads de AI, sobretudo porque o seu preço usado era uma pequena fracção da de uma A100 com grande capacidade de memória. Em resultado disso, a placa que tinha preços na casa dos 250 dólares já passou para mais de 1.000 dólares, mesmo tratando-se de um GPU com vários anos e de não haver qualquer garantia de que se fiquem com os 40/64GB totalmente funcionais.

№ 13

Primeiro Ferrari Luce atinge $40M em leilão

Além de esgotar na China, o primeiro Ferrari Luce bateu novo recorde ao atingir $40M em leilão pelo primeiro modelo.

Apesar de todas as polémicas em torno do seu design, o primeiro Ferrari totalmente eléctrico, o Luce, acaba de estabelecer um novo recorde em leilão. O exemplar inaugural, identificado como "Chassis 0", foi vendido pela Sotheby's por uns impressionantes 40 milhões de dólares (34 milhões de euros), quase 40 vezes acima da estimativa inicial. O valor ultrapassa em 12 milhões de euros o anterior recorde para um automóvel novo vendido em leilão.

O exemplar vendido é único e recebeu uma configuração "Tailor Made" exclusiva. A carroçaria apresenta uma pintura Madreperla Semi-Gloss com pigmentos que alternam entre verde esmeralda e violeta conforme a incidência da luz, acompanhada por jantes e pinças de travão brancas. No interior, combina pele Le Mans em Perla com detalhes Grigio Corvara e inclui uma placa comemorativa que identifica o carro como o primeiro Luce produzido.
Apesar do preço astronómico, o comprador terá de esperar. O Chassis 0 foi construído segundo as especificações norte-americanas e regressará a Maranello para a validação final, só devendo ser entregue no primeiro trimestre de 2027. Debaixo da carroçaria está um sistema com quatro motores eléctricos que produz 1.035 cv, permitindo acelerar dos 0 aos 100 km/h em 2.5 segundos e atingir 310 km/h.

O Luce representa uma mudança importante para a Ferrari, depois de anos de desenvolvimento de sistemas híbridos através da Fórmula 1 e de modelos como o LaFerrari, SF90 Stradale e 296 GTB. Os 40 milhões de dólares reverterão a favor da Ferrari Foundation para financiar programas educativos e iniciativas destinadas aos jovens.

№ 14

MS sugere verificar programas de arranque no Windows

A Microsoft recomenda espreitar as apps com arranque automático no Windows, para desactivar as desnecessárias e melhorar o desempenho.

Numa altura em que a MS remove referências aos 32GB recomendados para o Windows devido ao custo sempre crescente da RAM, deixa aos utilizadores uma sugestão mais económica que pode ajudar: reduzir o número de apps que arrancam automaticamente com o sistema. Demasiadas apps de arranque podem aumentar o tempo necessário para iniciar o PC e consumir CPU e memória desnecessariamente.

A forma mais rápida de fazer a limpeza é abrir as Definições, entrar em Aplicações > Arranque e desactivar as aplicações que não precisam de ser executadas logo ao iniciar sessão. Esta alteração também pode ajudar a melhorar a autonomia dos portáteis, já que menos processos em segundo plano significam menor utilização do processador e, consequentemente, menor consumo de energia.
Esta secção também revela o impacto aproximado que cada app tem no sistema - Baixo, Médio ou Alto. Em que Baixo significa que usa menos de 300 ms de tempo de CPU e menos de 292KB de actividade de disco, e o Alto significa mais de 1 segundo e mais de 3MB de actividade. Esta informação também está disponível, de forma visualmente mais agradável, no Gestor de Tarefas (Ctrl + Shift + Esc) na secção Aplicações de arranque.

Embora haja apps que façam sentido ser executadas no arranque do Windows, há certamente muitas outras que podemos dispensar por completo - especialmente tendo em conta a propensão de muitas apps quererem injectar processos contínuos no Windows totalmente sem necessidade, e que são directamente proporcionais à quantidade de apps instaladas. Por norma, se não for uma app que conheçam e/ou usem diariamente, podem experimentar desactivá-la. Se notarem qualquer ausência no vosso fluxo de trabalho, poderão sempre voltar a activá-la.

№ 15

Ar condicionado "low cost" chinês é apenas uma ventoinha

Um ar condicionado chinês de baixo custo está longe de refrescar o ar como seria esperado, limitando-se a ser uma ventoinha com uma resistência de aquecimento.

Numa altura em que muitos países europeus sofrem com vagas de calor, uma organização de defesa do consumidor alemã está a alertar para um suposto ar condicionado da Epicooler que, apesar do aspecto de uma unidade convencional, não consegue realmente arrefecer uma divisão. Nos testes realizados, o aparelho limitou-se a soprar o ar quando utilizado no modo "Cold Wind", sem reduzir a temperatura.

Abrindo-se o aparelho, rapidamente se descobre porquê. Em vez de um verdadeiro sistema de ar condicionado com compressor e circuito de refrigeração, o equipamento tem apenas uma ventoinha semelhante às utilizadas em PCs, e um pequeno elemento de aquecimento. E curiosamente, embora o aparelho seja comercializado como "ar condicionado" a sua etiqueta é bastante mais elucidativa e verdadeira, indicando "Wall Mounted Heater" (aquecedor de montagem em parede).
Além não cumprir com a função esperada de um ar condicionado, o aparelho acaba por ser caro (€163) para aquilo que realmente oferece. Segundo a organização alemã, existem ventoinhas bem avaliadas que custam cerca de metade do preço e cumprem melhor a função de movimentar e aquecer o ar.

Portanto, por muita vontade que exista em refrescar a casa nos dias de maior calor, há que estar atento e desconfiar de todas as promessas de "ar condicionados" de baixo custo, e particularmente aqueles que dizem funcionar sem necessidade de qualquer ligação ao exterior.

№ 16

Unitree mostra robot "super-homem" com capacidade sobre-humanas

Tal como era previsível, os robots humanóides começam a superar as capacidades dos simples humanos.

Primeiro, rimos-nos com os movimentos robóticos e desajeitados dos primeiros robots humanóides. Demorou décadas, mas esses robots começaram finalmente a aproximar-se das capacidades dos humanos; e agora, entramos na fase em que começarão a superar-nos. A Unitree mostrou o seu mais recente protótipo de robot humanoide apelidado de "Superman", com capacidades impressionantes.

Este robot consegue realizar um salto estático de 2 metros e correr a mais de 45 km/h. Segundo a empresa, estes valores ultrapassam os recordes humanos de standing high jump e velocidade de corrida. O robot tem pernas com apenas 85 centímetros de comprimento, o que torna os resultados ainda mais impressionantes para uma máquina deste tipo.

Unitree New Robot Preview: “Superman” Breaking the Limits of Humanity🥳
Standing high jump 2 m, top speed 12.66 m/s (0.85 m leg length)
Surpassing the standing high jump and running speed records of all humans around the world
This new machine has only been in development for a… pic.twitter.com/12i80ITU6p

— Unitree (@UnitreeRobotics) August 17, 2026
Demonstrando a rápida evolução que tem havido no sector, a Unitree diz que este robot tem estado a ser desenvolvido há pouco mais de três meses, o que dá a entender que as suas capacidades serão ainda melhores daqui a mais alguns meses.

É certo que se pode criticar que este robot ainda não tem a graciosidade de um humano a correr, mas também isso é algo que inevitavelmente será atingido (e superado, se um qualquer algoritmo AI determinar que afinal há formas de correr mais eficientes). O que se pode dar por garantido desde já, é que teremos primeiros "super-robots" mecânicos do que verdadeiros "super-homens" biológicos.


№ 17

Regresso à escola com Windows 11 Pro + Office 2024 Pro a €31.25 na Godeal24


Um novo semestre exige um PC pronto desde o primeiro dia — não a meio da configuração. Por isso, a decisão mais inteligente para o regresso às aulas não é comprar o Windows e o Office em separado: é adquiri-los em conjunto. Quando o Windows 11 Pro e o Office 2024 Pro funcionam como um par, obtém algo que nenhum dos dois oferece isoladamente — um ecossistema perfeitamente integrado em que as Snap Layouts lhe permitem organizar a investigação, o ensaio e as notas lado a lado, enquanto o código otimizado do Office aproveita plenamente o motor Low Latency do Windows 11 para tempos de carregamento mais rápidos e multitarefa mais fluida. A segurança também se sincroniza: o isolamento baseado em hardware do Windows 11 trabalha em conjunto com a proteção reforçada ao nível do ficheiro do Office 2024, mantendo o seu trabalho académico e os dados pessoais sob controlo. É uma máquina, uma configuração, zero atrito entre o seu OS e as suas aplicações. A Back to School Sale da Godeal24 tem o bundle por apenas 31,25€ — uma stack de software completa, genuína e com licença vitalícia por menos do que um manual. Trata-se do Word, Excel, PowerPoint e Outlook completos, mais um sistema operativo profissional, ativado de forma permanente e sem subscrição.

Prefere comprar apenas o que precisa? O Office 2024 Pro está disponível isoladamente por 19,99€ — licença perpétua, 14 novas funções do Excel, PowerPoint Cameo e agendamento mais inteligente no Outlook. O Windows 11 Pro está disponível sozinho por 12,25€ — boost de low-latency, ferramentas de IA integradas e segurança de nível empresarial. Ambos genuínos, ambos com entrega instantânea.


Oferta especial nos Office com preço a começar nos 19.99:


Temos os bundles Windows+Office com desconto de 62% usando o código SGO62.


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Temos ainda diversos utilitários em promoção.

Porque escolher a Godeal24?

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O processo de compra permite criar um registo ou efectuar a compra como "guest". E para usufruir do desconto, bastará introduzir o código de desconto no campo respectivo quando estiverem no ecrã de validação dos produtos a comprar.


O pagamento pode ser feito com PayPal (que aparece ao se escolher a opção de pagamento cwalletco) para total segurança, e conta com assistência permanente através do endereço de email [email protected].


№ 18

Radar open-source detecta objectos a 20km de distância

Um projecto open-source está a tornar a tecnologia de radar bastante mais acessível a qualquer curioso ou interessado.

Um novo projecto de radar open-source promete mostrar que sistemas capazes de detectar objectos a longas distâncias não precisam de custar uma fortuna. A solução foi desenvolvida com hardware relativamente acessível e consegue identificar alvos até cerca de 20 quilómetros de distância.

O projecto combina componentes comerciais com software open-source, permitindo que a tecnologia seja replicada e adaptada por outros utilizadores. A ideia é tornar o desenvolvimento de sistemas de radar mais acessível a makers, investigadores, e developers, que normalmente não teriam acesso a equipamento profissional deste nível.
Apesar do alcance impressionante, o desempenho real depende de vários factores, incluindo o tipo e tamanho do alvo, condições atmosféricas, antenas utilizadas, e possíveis obstáculos no terreno.

Ainda assim, e ao estilo do que aconteceu noutros campos do hardware, o projecto demonstra como hoje em dia se pode ter acesso a tecnologias que tradicionalmente exigiam equipamentos especializados e bastante mais caros. Prevê-se que seja apenas uma questão de tempo até que alguma startup aproveite a ideia e comece a oferecer radares pré-feitos e prontos a usar, ou até projectos que visem criar uma rede voluntária global de radares, que permitam acompanhar em tempo real aquilo que se passa no ar em qualquer ponto do mundo.

№ 19

Ubuntu no Windows vai ultrapassar instalações nativas

É a própria Canonical que diz que o número de pessoas a utilizar o Ubuntu dentro do Windows 11 deverá ultrapassar o número de instalações nativas, já nos próximos meses.

Fazendo recordar os tempos das guerras entre Linux e Windows, e de que quando o "inferno iria congelar", a Canonical prevê uma mudança curiosa no mundo Linux: o número de pessoas a utilizar Ubuntu através do WSL (Windows Subsystem for Linux) poderá ultrapassar o número de instalações nativas do Ubuntu em PCs desktop ainda este ano. Jon Seager, VP of Engineering da Canonical, diz que a utilização do Ubuntu no WSL está a crescer significativamente mais depressa do que as instalações tradicionais.

O ritmo a que isso acontece significa que o uso do Ubuntu no Windows poderá ultrapassar o Ubuntu nativo nos próximos meses. A previsão não significa que o Linux esteja a ultrapassar o Windows em utilização geral, mas apenas que mais pessoas estarão a a executar Ubuntu dentro do Windows 11 através do WSL do que a utilizar o Ubuntu como sistema operativo principal. O WSL tornou-se particularmente popular entre developers que precisam de ferramentas Linux, mas utilizam PCs Windows fornecidos pelas empresas. Em vez de substituir o Windows ou configurar um sistema dual-boot, podem simplesmente instalar o Ubuntu através do WSL. A abordagem é especialmente útil para workloads de AI e machine learning, que muitas vezes dependem de ferramentas e ambientes Linux.

A Microsoft também tem melhorado o WSL ao longo dos últimos anos, com melhorias no desempenho de ficheiros, redes, e configuração. A introdução do WSL Containers permite ainda criar e executar Linux containers directamente no Windows. Com estas melhorias, o WSL facilita o processo de usar processos Linux sem que os utilizadores tenham que abandonar o Windows. Quem imaginaria que isto seria possível há alguns anos atrás?

№ 20

RAM DDR5 aumentou 5x num ano

Os kits de memória DDR5 continuam a aumentar, aproximando-se de cinco vezes o que custavam em Julho de 2025.

Se uns se preocupam com o preço crescente dos combustíveis, outros deitam as mãos à cabeça ao verem o preço dos componentes para um novo PC. Os preços da memória DDR5 continuam a subir e têm atingido níveis recorde. Na Alemanha, o preço médio de um kit DDR5 está agora perto de cinco vezes acima dos valores registados em Julho de 2025, tornando cada vez mais difícil montar um PC com quantidade generosa de memória. A subida tem sido particularmente forte nas últimas semanas, depois de uma fase de estabilidade que parece ter sido a "calma" antes de uma nova "tempestade".

O índice de preços da DDR5 passou de 445% para 486% em Agosto, o que significa que alguns kits estão agora 4.9x mais caros do que há um ano. Os módulos de maior capacidade estão entre os mais afectados, com kits de 64 GB, 48 GB e 32 GB a registarem os maiores aumentos.
A tendência está relacionada sobretudo com a enorme procura de memória provocada pelo boom da AI, que está a reduzir significativamente a quantidade RAM disponível para o mercado de consumo. Um situação que fez recuar os preços da memória para os níveis de há 20 anos.

Para piorar, não há ainda previsão de quando esta situação poderá regularizar-se. Muitos olhavam para os fabricantes chineses como a solução para o problema, mas também eles estão a aproveitar o momento para venderem as suas memórias ao preço de mercado inflaccionado, pelo que não se tem assistido à desejada redução de preços. E enquanto alguns apontavam para 2027 como o ano em que as coisas poderia regressar ao normal, outros dizem já que a situação se deverá manter pelo menos até 2030. Ou seja, até lá será um luxo ter 32GB de RAM, e nem será aconselhável contemplar 64GB ou 128GB (estas últimas podendo chegar a 2 mil euros).