PlanetGeek
№ 01

Home Assistant 2026.9 com Modbus melhorado

A mais recente versão Home Assistant 2026.9 foca-se na melhoria do Modbus, mostra o mapa dos dispositivos Matter, e melhora o processamento de voz na cloud.

O Home Assistant 2026.9 já está disponível e traz várias novidades focadas em tornar a plataforma mais simples de utilizar e mais acessível. Um dos destaques desta actualização é a renovação do suporte para Modbus, um protocolo utilizado em equipamentos como inversores solares, bombas de calor e contadores de energia.

Até agora, a configuração de dispositivos Modbus exigia frequentemente a criação manual de mapas de registos em YAML, um processo complexo para a maioria dos utilizadores. Com esta versão, as integrações passam a poder partilhar uma única ligação Modbus e reconhecer automaticamente dispositivos compatíveis, permitindo adicioná-los diretamente através da interface gráfica do Home Assistant.
Para quem já usa muitos dispositivos Matter, pode também ver visualmente como tudo está ligado com o novo mapa de ligações, à semelhança do que já era possível para o Zigbee, Z-Wave, e Bluetooth.


Outra novidade é o novo sistema de processamento de voz na cloud. A funcionalidade foi desenvolvida para melhorar o reconhecimento de fala em diferentes idiomas e sotaques, bem como em ambientes com ruído de fundo, oferecendo uma experiência mais adequada ao tipo de ambiente que se tem na realidade.

A actualização inclui ainda diversas outras melhorias, como alertas activos e favoritos no painel de Segurança, um painel de fontes partilhado para os separadores Histórico e Actividade, explicações mais detalhadas sobre alterações registadas na actividade dos dispositivos, melhorias de acessibilidade nos gráficos, e a chegada de 13 novas integrações.

№ 02

Xiaomi garante bateria do Skynomad

A confiança da Xiaomi na sua nova bateria Dragonscale dá direito a ter um carro novo em caso de incêndio por defeito da bateria.

A Xiaomi apresentou na China a nova bateria Dragonscale, uma tecnologia desenvolvida para os seus futuros SUVs electrificados e acompanhada por uma garantia pouco comum na indústria automóvel. A marca promete substituir o veículo por outro idêntico caso ocorra uma combustão espontânea provocada por defeitos de fabrico da bateria, numa tentativa de reforçar a confiança dos consumidores na nova tecnologia.

A garantia vai além dos defeitos de produção. Segundo a empresa, se um incêndio resultar de um acidente grave ou de danos provocados por detritos na estrada, a Xiaomi compromete-se a cobrir a diferença entre a indemnização da seguradora e o valor de mercado do veículo antes do incidente. No entanto, a cobertura está limitada aos proprietários originais para uso particular e exige a manutenção do veículo em centros de assistência oficiais, bem como uma subscrição activa dos serviços conectados da marca - coisas que acabam por ser comuns num carro novo.
A Dragonscale foi desenvolvida para superar os mais recentes padrões chineses de segurança para baterias. O sistema inclui mecanismos de isolamento de alta tensão que desligam automaticamente as ligações eléctricas em milissegundos e uma arquitectura concebida para impedir a propagação de incêndios entre células. A bateria é ainda monitorizada por um sistema Cloud BMS baseado em inteligência artificial, que analisa continuamente os dados das células para detectar anomalias antes que estas se transformem em problemas de segurança.

A nova bateria estreia-se na gama Skynomad, a série de SUVs Extended-Range Electric Vehicle (EREV) equipada com motores eléctricos e motor a gasolina que funciona como gerador. O modelo topo de gama Skynomad N90 chega ao mercado chinês com um preço inicial abixo dos 39 mil euros, bastante mais competitivo que alguns dos seus principais rivais.

№ 03

Xiaomi Smart Band 11 apresentada na China

A Xiaomi já revelou a mais recente geração Smart Band 11 na China, com a versão global a dever chegar à Europa nos próximos meses.

A Xiaomi apresentou a nova Smart Band 11 na China, a mais recente geração da sua popular pulseira inteligente. O modelo mantém o design característico com ecrã em formato de cápsula e painel AMOLED de 1.72", mas agora com brilho máximo de até 2.000 nits, uma melhoria significativa face à geração anterior, para facilitar a utilização no exterior.

A marca também refinou o design, reduzindo a espessura para apenas 9.99 mm e o peso para 15.58 gramas. A Smart Band 11 continua a oferecer resistência à água até 5 ATM e estará disponível em diferentes versões, incluindo acabamentos em metal e cerâmica para quem procura um visual mais premium.
No campo da monitorização da saúde e actividade física, a pulseira inclui medição da frequência cardíaca, oxigénio no sangue, níveis de stress, e funcionalidades dedicadas à saúde feminina. Estão disponíveis 150 modos desportivos, além de novas ferramentas de análise do sono com monitorização de HRV e recomendações geradas por inteligência artificial.

A autonomia também recebeu melhorias, com a Xiaomi a prometer até 21 dias de utilização com uma única carga. A Smart Band 11 executa o HyperOS 4, é compatível com Android e iOS e algumas versões incluem suporte para NFC. O lançamento começou na China com preços a partir de 289 yuan (37 euros), sendo de esperar que a Xiaomi revele a versão global num futuro próximo.

№ 04

Coluna BT Tronsmart Mirtune C2 a €35

Quem já tiver passado pelas colunas Bluetooth de baixo custo e agora procurar algo com um pouco mais de potência, irá ficar satisfeito com esta Tronsmart Mirtune C2.

O desaparecimento da ficha dos headphones tem fomentado a utilização de colunas BT em cada vez mais situações (muitas vezes torna-se a única opção possível, a não ser que se recorra a adaptadores BT para ficha de 3.5mm). Em muitos casos acaba também por se revelar uma solução mais conveniente, permitindo que se chegue a casa e se comece a ouvir a música na coluna em vez de se sofrer com a tentativa do smartphone reproduzir os sons graves com os seus altifalantes diminutos. E no caso desta Tronsmart Mirtune C2, temos volume com fartura mas mantendo um tamanho relativamente compacto.
Esta coluna BT Tronsmart Mirtune C2 está disponível por 35 euros na Amazon Espanha.

Vem com uma bateria generosa para garantir que as sessões de música podem prolongar-se por 24 horas com o volume a 50%, demorando cerca de 3 a 4 horas a recarregá-la. Conta também com porta USB-C, microfone para funcionar como sistema mãos livres ao efectuar chamadas telefónicas, cartão de memória para reprodução de músicas, e para quem quiser duplicar a potência sonora, pode emparelhar-se com uma coluna adicional para funcionar em modo stereo real.

Acompanha as melhores promoções diárias no nosso canal AadM Promos.

№ 05

Poco X8 com bateria de 8.340 mAh

A par dos modelos topo de gama, a Poco lança o modelo base da família X8.

A Poco apresentou oficialmente o novo Poco X8 para os mercados globais, juntando-se aos recém-anunciados F9 Pro e F9 Ultra. O modelo chega vários meses depois das versões Pro e Pro Max e aposta numa combinação de grande autonomia, resistência reforçada, e especificações equilibradas para o segmento intermédio.

O smartphone está equipado com um ecrã AMOLED de 6.83", resolução de 1280 x 2772 pixels, taxa de actualização de 120 Hz e brilho máximo de 3.500 nits. No interior encontra-se o processador Snapdragon 6s Gen 4, acompanhado por até 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, dependendo da configuração escolhida.
No departamento fotográfico, o Poco X8 inclui uma câmara principal de 50 MP com estabilização óptica de imagem (OIS), acompanhada por um sensor de profundidade de 2 MP. Na frente, conta com uma câmara de 16 MP para selfies e videochamadas. O sistema operativo é o Android 16 com HyperOS 3.

Um dos maiores destaques é a bateria de 8.340 mAh, que suporta carregamento rápido com fios de 67 W e carregamento inverso com fios de 22.5 W. Segundo a marca, a bateria mantém mais de 80% da sua capacidade mesmo após 1.600 ciclos de carregamento. O equipamento possui ainda certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K para resistência à água e poeiras.

O Poco X8 estará disponível em preto, branco e laranja, e chega à Europa com preços a partir de 399.99 euros, embora existam campanhas de lançamento com descontos temporários a começar nos 319.99 euros.

№ 06

Poco F9 Pro e F9 Ultra chegam com ecrãs de 185 Hz

Os mais recentes Poco F9 Pro e F9 Ultra chegam com características à altura, incluindo ecrãs de 185 Hz para a máxima fluidez.

A Poco apresentou os novos F9 Pro e F9 Ultra, dois smartphones que partilham grande parte das especificações, mas com algumas que colocam o modelo Ultra no topo da gama. O F9 Ultra estreia o Snapdragon 8 Elite Gen 5, enquanto o F9 Pro utiliza a versão Snapdragon 8 Elite Gen 5 V Series, que mantém um desempenho elevado mas com GPU ligeiramente menos potente.

As diferenças também se fazem notar na memória e armazenamento. O F9 Ultra pode ser configurado com até 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento, enquanto o F9 Pro fica limitado a 12 GB de RAM e 512 GB. Ambos contam com ecrãs AMOLED de 185 Hz e brilho máximo de 4.500 nits, mas o painel do Ultra é maior, com 6.9", face às 6.6" do Pro.
Na fotografia, os dois modelos partilham uma câmara principal de 200 MP, mas o F9 Ultra recebe um conjunto mais avançado, incluindo uma lente telefoto periscópica de 50 MP e uma ultragrande angular de 50 MP. Já o F9 Pro aposta numa telefoto com zoom de 2.5x e numa câmara ultragrande angular de 8 MP.

A autonomia é outro dos pontos fortes da nova série. O F9 Ultra integra uma bateria Si-C de 8.050 mAh, enquanto o F9 Pro conta com uma unidade de 6.330 mAh. Ambos suportam carregamento com fios de 100 W, carregamento sem fios de 50 W e carregamento sem fios inverso de 22.5 W. Os dois smartphones chegam ainda com certificação IP68 para resistência à água e poeiras e executam o HyperOS 3 baseado em Android 16, com quatro actualizações garantidas do sistema operativo.

O Poco F9 Pro tem preço a começar nos €899.99 mas com promoções iniciais que o deixam a €739.99; o F9 Ultra começa nos €1,099.99 mas com promoções que permitem apanhá-lo desde €829.99.

№ 07

Tesla vai activar FSD em caso de acidente iminente

A Tesla, anunciou uma estranha nova funcionalidade, que irá activar o FSD (Supervised) em caso de acidente iminente.

Numa jogada inesperada e potencialmente geradora de inúmeros processos em tribunal, a Tesla diz que a versão FSD Supervised v14.3.9 estreia uma funcionalidade capaz de assumir temporariamente o controlo do veículo para evitar acidentes, mesmo quando o condutor está a conduzir manualmente.

Segundo a empresa, o sistema poderá intervir quando detectar uma colisão iminente e considerar que a travagem automática de emergência (AEB) não é suficiente para evitar o impacto. Nesses casos, além de travar, o software poderá assumir o controlo da direcção para realizar uma manobra evasiva e contornar o obstáculo. O sistema também poderá entrar em acção se detectar que o condutor está distraído ou se considerar que o FSD tenha sido desactivado acidentalmente.
Ora, isto pode fazer sentido na perspectiva de promoção do seus robotáxis e de querer fazer passar a ideia de que o FSD já funciona totalmente bem. Mas a quantidade de situações que isto potencia são astronómicas.

Continuam a não faltar relatos de cenários em que o FSD falha completamente, além de vários casos de acidentes mortais em que o FSD está implicado, além de diversos processos em tribunal que a Tesla tem chegado a acordo para não chegarem à fase de julgamento - apesar de Musk ter publicamente declarado que a Tesla nunca "faria acordos" neste tipo de processos.

Mas, o que fica mesmo por explicar é como é que, sendo o FSD Supervised um sistema de nível 2, em que é exigido que o condutor mantenha a atenção permanente para assumir o controlo a qualquer momento, e sendo o condutor o único responsável pelo que suceder, como é que a Tesla acha boa ideia fazer com que esse sistema se possa sobrepor ao condutor para assumir o controlo? Veremos no que é que isto irá resultar.

№ 08

Arduview promete um consola de jogos totalmente transparente

O Arduview quer recriar a experiência do Game boy em versão (quase) totalmente transparente.

Um novo projecto chamado Arduview promete trazer para o mercado a primeira consola portátil totalmente transparente do mundo. O dispositivo destaca-se por utilizar não apenas uma caixa transparente, mas também uma placa eletrónica e um ecrã OLED translúcidos, permitindo ver o interior da consola de um lado ao outro. Basicamente, tudo aquilo que foi possível tornar transparente foi feito, restando apenas os componentes, e bateria, que (ainda) não o podem ser.

Desenvolvido a partir da plataforma open-source Arduboy, o Arduview aposta num design minimalista e extremamente leve, pesando apenas 50 gramas. No interior encontra-se um microcontrolador ATmega32u4, suficiente para executar centenas de jogos retro de 8 bits criados pela comunidade. A consola inclui cerca de 400 jogos pré-instalados e utiliza uma ligação USB-C para carregamento e transferência de dados.
Os criadores explicam que o objectivo foi levar o conceito das consolas com carcaças transparentes muito mais longe. Em vez de apenas revelar os componentes internos através de uma capa transparente, o Arduview aposta em manter a transparência em praticamente toda a estrutura do equipamento.

Os primeiros modelos já estão a ser enviados aos apoiantes iniciais do projeto, enquanto uma campanha no Kickstarter está a ser preparada para os próximos meses. O preço promocional para os primeiros apoiantes ronda os 49 dólares, embora o valor final de venda ao público deva aproximar-se dos 100 dólares quando a consola chegar oficialmente ao mercado em 2027. Poderá não ser tão funcional como se espera, mas sem dúvida que não irão faltar interessados devido ao factor novidade/curiosidade.

№ 09

O curioso funcionamento das bombas "carneiro hidráulico"

À primeira vista, as bombas carneiro hidráulico quase parecem validar o funcionamento das máquinas de movimento perpétuo.

Fale-se de "movimento perpétuo" ou "energia infinita" e não faltam opções para se entrar num buraco sem fim de construções e teorias loucas a tentar demonstrá-lo - sem sucesso. No entanto estas curiosas "ram pumps", que aparentemente em português se chamam "carneiro hidráulico" (algo que desconhecia e que só aprendi hoje), quase poderiam ser consideradas uma dessas máquinas.

Isto porque estas bombas conseguem elevar água sem necessidade de uma ligação eléctrica, aparentemente funcionando apenas com a pressão da própria água; o que levaria a pensar que se poderia elevar a água para a manter em funcionamento perpétuo. Algo que é abordado no seguinte vídeo do sempre explicativo Steve Mould.



Obviamente, não existe tal coisa, e a energia que possibilita o funcionamento da bomba vem do movimento e pressão da própria água: sendo que é "desperdiçada" a energia de uma significativa quantidade de água para elevar uma quantidade de água substancialmente menor.

Ainda assim, não deixa de ser um sistema curioso, que tira partido do efeito "water hammer" (golpe de aríete) para elevar a água, juntando-se a muitos outros sitemas de funcionamento hidráulico que ajudam a relembrar que há maneiras de fazer as coisas sem se estar continuamente dependente do uso de energia eléctrica.

№ 10

Nvidia explica o DLSS 5

A Nvidia lançou um vídeo a explicar o funcionamento do DLSS 5, e promete melhorar a velocidade no futuro.

A Nvidia lançou finalmente o DLSS 5 de forma oficial, que apesar das polémicas (há um grupo de pessoas que parece não gostar da tecnologia por ser "AI"), está a ser bastante bem recebido pela maioria dos jogadores, possibilitando um maior realismo que, nalguns casos, começa a tornar-se fotorealista e bastante próximo do que se poderia considerar "vídeo real".



Por agora o impacto no desempenho é significativo, mas a Nvidia promete melhorias no futuro. Há que lembrar que, inicialmente, a tecnologia foi demonstrada com duas placas gráficas - uma delas dedicada unicamente ao DLSS 5 - e que agora é possível correr isto numa única placa.

Também há benefícios adicionais que foram "forçados" pela comunidade de modding. Apesar da Nvidia dizer que o DLSS apenas ficaria disponível nas placas RTX 50xx, agora já diz que irá suportar também as anteriores RTX 40xx. Isto porque os mods não oficiais já demonstraram ser possível o DLSS 5 correr nas GeForce RTX das séries 20, 30 e 40 - apesar do desempenho ser bastante reduzido nas placas mais antigas.

Half-Life 2 with DLSS 5 looks absolutely insane.

RTX Remix + Path Tracing + NVIDIA’s Neural Rendering make this 2004 classic look like a modern game.

Half-Life 2 in 2026. pic.twitter.com/3dCY2slrPM

— Root (@r00t404t) September 4, 2026

Cyberpunk 2077 is starting to look like real life.

DLSS 5 + NeoClarity + Path Tracing on an RTX 5090 makes Night City look ridiculously realistic.

This is getting out of hand. pic.twitter.com/O1g7ZC329g

— Root (@r00t404t) September 1, 2026



O que a Nvidia não irá fazer é disponibilizar formas de forçar o DLSS 5 em jogos que não o suportem (ou as placas antigas), e que estão ser feitos de forma não oficial. Um mod chamado DLSS Unlocked permite combinar o DLSS 5 com frame generation até nas GeForce RTX da série 20, combinando num único pacote funcionalidades que anteriormente exigiam a instalação de vários mods diferentes, como o DLSS Unlocked para activar o DLSS 5 Neural Rendering, e o DLSS Enabler que adiciona suporte para frame generation. Desta forma, é possível utilizar tecnologias como 2X, 3X e 4X frame generation em hardware mais antigo, mesmo que estas funcionalidades tenham sido desenvolvidas para os GPUs mais recentes da série RTX 50.

No entanto, há que ter em conta que não é a implementação nativa da tecnologia Multi Frame Generation da arquitectura Blackwell, recorrendo a uma versão modificada do AMD FidelityFX FSR 3.1 para gerar frames adicionais. A ferramenta é compatível apenas com jogos DirectX 12 que já incluam suporte nativo para DLSS Upscaling e DLSS Frame Generation. Como altera ficheiros dos jogos, os utilizadores devem evitar a sua utilização em jogos multijogador com sistemas anti-cheat, sendo mais indicada para experiências em jogos single-player e para quem pretenda testar as mais recentes tecnologias de rendering em hardware mais antigo.

№ 11

Missão BepiColombo aproxima-se de Mercúrio

Passados oito anos, a missão europeia BepiColombo está na fase de aproximação final do planeta Mercúrio.

A missão espacial europeia BepiColombo está a entrar na fase final da sua longa viagem até Mercúrio, após quase oito anos no espaço. Desenvolvida pela Agência Espacial Europeia (ESA), com contributos do Japão e dos Estados Unidos, a missão deverá entrar em órbita do planeta mais próximo do Sol em Novembro, concluindo uma jornada de mais de 10 mil milhões de quilómetros iniciada em 2018.

A viagem não foi fácil, necessitando de uma cuidadosa coreografia para aproveitar a assistência gravitacional de vários planetas, e teve que sofrer ajustes quando os seus propulsores iónicos ficaram com energia reduzida (obrigando a mais um ano de viagem). Mas esta semana a missão atingiu um marco importante ao separar o Mercury Transfer Module, o módulo responsável pela propulsão e fornecimento de energia durante a viagem interplanetária. A operação decorreu a 63 milhões de quilómetros do Sol, num dos ambientes mais extremos do Sistema Solar, e permitiu preparar a entrada em órbita dos dois módulos orbitais científicos que compõem a missão.
A BepiColombo é formada por duas sondas principais: o Mercury Planetary Orbiter, da ESA, dedicado ao estudo da superfície do planeta, e o Mercury Magnetospheric Orbiter, desenvolvido pela agência espacial japonesa JAXA, que irá analisar o campo magnético, o plasma, e o ambiente espacial em redor de Mercúrio. Após a chegada ao planeta, ambas as sondas separar-se-ão para iniciar as suas missões científicas independentes.

Os cientistas esperam que a missão revele novos detalhes sobre a origem, composição e evolução de Mercúrio. Com instrumentos muito mais avançados que os utilizados pela missão MESSENGER da NASA, a BepiColombo deverá produzir mapas de alta resolução de toda a superfície do planeta e aprofundar o conhecimento sobre a sua geologia, o seu campo magnético, e a interacção com o vento solar, abrindo um novo capítulo na exploração do Sistema Solar.

№ 12

Isar Aerospace faz primeiro lançamento para órbita da Europa

Registando um marco importante, a Isar Aerospace fez o primeiro lançamento orbital a partir da Europa continental.

A empresa alemã Isar Aerospace alcançou um marco histórico ao colocar com sucesso o foguetão Spectrum em órbita a partir do Andøya Spaceport, na Noruega. A missão, denominada “Onward and Upward”, tornou-se o primeiro lançamento orbital comercial realizado a partir da Europa continental, reforçando a autonomia europeia no acesso ao espaço.

O Spectrum, um foguete de duas fases com 28 metros de altura, transportou cinco CubeSats e uma experiência tecnológica para a órbita terrestre baixa (LEO). Este foi apenas o segundo voo da empresa, depois de um primeiro teste realizado em 2025 que, apesar de ter durado apenas cerca de 30 segundos, conseguiu validar com sucesso a fase crítica de descolagem.


O sucesso da missão permite à Isar Aerospace cumprir o primeiro grande objectivo do European Launcher Challenge da Agência Espacial Europeia (ESA), um programa criado para incentivar o desenvolvimento de lançadores privados no continente. Este resultado demonstra que uma empresa europeia privada é capaz de colocar cargas úteis em órbita sem depender de infraestruturas localizadas fora da Europa continental.

Embora seja certo que a Europa ainda está imensamente atrás de empresas como a SpaceX, que fazem rotineiramente dezenas de lançamentos por ano a custo reduzido devido à reutilização dos foguetes, este é um indispensável primeiro passo para recuperar desse atraso. Primeiro há que ter a capacidade de lançamento, de seguida poderá trabalhar-se nas melhorias.

№ 13

China adia missão Chang’e-7 de ida à Lua

Num curto comunicado, a China adiou a ambiciosa missão Chang’e-7 que vai procurar gelo na Lua, para 2027.

Já se sabendo que os atrasos e imprevistos são comuns na exploração espacial, também a China adiou a missão lunar Chang'e-7 para 2027, falhando a janela de lançamento inicialmente prevista para Agosto de 2026. O anúncio foi feito pela Agência Espacial Tripulada da China poucas horas antes da descolagem programada a partir do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, com as autoridades a justificarem a decisão por a missão não reunir as condições necessárias para avançar em segurança.

Entre os principais motivos para o adiamento estiveram as condições meteorológicas adversas provocadas pela tempestade tropical Narra, que gerou ventos fortes e um ambiente desfavorável para o lançamento. Outro factor importante é a existência de janelas de lançamento muito limitadas. A missão necessita de alinhamentos específicos entre a Terra e a Lua, bem como de condições de iluminação adequadas para a aterragem na região do polo sul lunar. Isso faz com que a próxima janela de oportunidade viável só aconteça entre Fevereiro e Março de 2027.

A Chang'e-7 é considerada uma das missões mais importantes do programa espacial chinês. O seu principal objectivo é procurar depósitos de gelo de água no polo sul da Lua, um recurso que poderá ser essencial para futuras bases lunares. O projecto faz parte da crescente competição espacial entre a China e os Estados Unidos para estabelecer uma presença permanente no satélite natural da Terra.

№ 14

Agentes AI da OpenAI usaram wikis para comunicar

No seguimento do caso do ataque à Hugging Face, descobre-se que agentes AI descobriram forma de comunicar usando páginas wiki de vários sites.

Um novo relatório de investigadores independentes revela que um grupo de agentes de inteligência artificial da OpenAI terá assumido o controlo de partes de um website alemão (e outros), transformando-o num serviços para comunicação entre agentes. O incidente terá ocorrido meses antes do mediático caso envolvendo a plataforma Hugging Face e só agora veio a público.

Segundo os investigadores, os agentes realizaram mais de 15 mil alterações num wiki dedicado a programadores, criando páginas onde partilhavam estratégias para contornar restrições, evitar detecção e preservar informações mesmo após tentativas de remoção. Algumas das mensagens eram assinadas com nomes que sugeriam uma ligação à OpenAI. Supostamente os agentes não teriam autorização para escrever directamente na web, mas descobriram formas de o fazer usando apenas comandos de "leitura".

Os agentes terão usado tácticas engenhosas: quando descobriram que um operador humano estava a apagar as suas páginas por ordem alfabética, criaram páginas de backups com nomes a começar em ZZZ para demorarem mais tempo a serem eliminadas; quando descobriram que o administrador apagava cerca de 100 páginas por dia, começaram a criar 400 páginas, para assegurar que a maioria se manteria - demonstrando um nível inesperado de coordenação autónoma.

Here's our summary of what we think happened: pic.twitter.com/CBaVNzrmeX

— Thomas Larsen (@thlarsen) September 4, 2026

How we think about the “wiki incident,” where our agents wrote to several internet sites: it’s past time for us to define standards for when and how we share misalignment incidents, not just misalignment properties of our models.

Historically, we have treated misalignment… pic.twitter.com/NNTbfSxVWn

— OpenAI (@OpenAI) September 5, 2026
Perante acusações de que terá "escondido" este incidente, a OpenAI diz que ainda não teve oportunidade de analisar o relatório completo, mas que já tinha reportado este comportamento, que classificou como sendo um "misalignment incident" e não um incidente de segurança como o da Hugging Face, mas comprometendo-se a melhorar a comunicação de tais casos no futuro.

Supostamente, tudo isto terá sido feito por um modelo AI ainda mais avançado que o recém-lançado GPT-6 Astra, pelo que... vamos ter uns anos interessantes pela frente.

№ 16

Home Assistant 2026.9 com Modbus melhorado

A mais recente versão Home Assistant 2026.9 foca-se na melhoria do Modbus, mostra o mapa dos dispositivos Matter, e melhora o processamento de voz na cloud.

O Home Assistant 2026.9 já está disponível e traz várias novidades focadas em tornar a plataforma mais simples de utilizar e mais acessível. Um dos destaques desta actualização é a renovação do suporte para Modbus, um protocolo utilizado em equipamentos como inversores solares, bombas de calor e contadores de energia.

Até agora, a configuração de dispositivos Modbus exigia frequentemente a criação manual de mapas de registos em YAML, um processo complexo para a maioria dos utilizadores. Com esta versão, as integrações passam a poder partilhar uma única ligação Modbus e reconhecer automaticamente dispositivos compatíveis, permitindo adicioná-los diretamente através da interface gráfica do Home Assistant.
Para quem já usa muitos dispositivos Matter, pode também ver visualmente como tudo está ligado com o novo mapa de ligações, à semelhança do que já era possível para o Zigbee, Z-Wave, e Bluetooth.


Outra novidade é o novo sistema de processamento de voz na cloud. A funcionalidade foi desenvolvida para melhorar o reconhecimento de fala em diferentes idiomas e sotaques, bem como em ambientes com ruído de fundo, oferecendo uma experiência mais adequada ao tipo de ambiente que se tem na realidade.

A actualização inclui ainda diversas outras melhorias, como alertas activos e favoritos no painel de Segurança, um painel de fontes partilhado para os separadores Histórico e Actividade, explicações mais detalhadas sobre alterações registadas na actividade dos dispositivos, melhorias de acessibilidade nos gráficos, e a chegada de 13 novas integrações.

№ 17

Playstation original em LEGO

A icónica PlayStation original tem direito a uma recriação em LEGO num set oficial.

No seguimento de outras consolas icónicas, o Grupo LEGO traz-nos agora a recição da lendária consola PlayStation e comando originais. Entre as características mais notáveis contam-se os botões funcionais de abertura e de ligar/desligar, um comando conectável e dioramas ocultos para construir, inspirados nos jogos icónicos Gran Turismo e Ape Escape.

O Grupo LEGO convida os fãs a carregar no botão "Start" para uma viagem nostálgica pelo mundo da construção com peças LEGO, com a revelação do set LEGO PlayStation. Este set de 1911 peças homenageia a consola que redefiniu o mundo dos videojogos, apresentando a inconfundível silhueta cinzenta da consola PlayStation original, juntamente com o seu primeiro comando.

Concebido para construtores adultos, este modelo de exposição presta homenagem à consola que ajudou a moldar uma geração de diversão. Pela primeira vez, os fãs podem construir uma réplica detalhada, quase à escala 1:1, da icónica consola, com mais de 6 cm de altura, 26 cm de largura e 19 cm de profundidade. Desde ligar o comando construído com tijolos LEGO à consola, até premir os botões tácteis e funcionais Open e Power, cada detalhe foi desenhado para ser um flashback, ao recriar o ritual e a emoção dos jogos dos anos 90 na consola PlayStation original.



A grande surpresa? Abra a consola para descobrir dioramas ocultos e montáveis, inspirados em dois jogos incontornáveis: os construtores podem montar uma minipista do Gran Turismo (lançado originalmente em 1997) com pequenos carros prontos para a corrida, e uma cena do Ape Escape (lançado em 1999) com o icónico capacete de macaco em vermelho ou azul. Estes dioramas podem ser guardados dentro da consola ou retirados para serem exibidos.
Este set estará disponível para acesso antecipado aos membros do programa LEGO Insiders a partir de 1 de Outubro de 2026 e para todos a partir de 4 de Outubro de 2026, com um valor de 159,99 €.


Informação do Produto

LEGO PlayStation (72306)
Idade: 18+
Peças: 1.911
Dimensões: Mede 6 cm de altura, 26 cm de largura e 19 cm de profundidade
PVP: 159,99 €
Disponível: LEGO Insiders Acesso Antecipado: 1 de outubro de 2026 - Para compra geral: 4 de outubro de 2026

№ 18

Playstation original em LEGO

A icónica PlayStation original tem direito a uma recriação em LEGO num set oficial.

No seguimento de outras consolas icónicas, o Grupo LEGO traz-nos agora a recição da lendária consola PlayStation e comando originais. Entre as características mais notáveis contam-se os botões funcionais de abertura e de ligar/desligar, um comando conectável e dioramas ocultos para construir, inspirados nos jogos icónicos Gran Turismo e Ape Escape.

O Grupo LEGO convida os fãs a carregar no botão "Start" para uma viagem nostálgica pelo mundo da construção com peças LEGO, com a revelação do set LEGO PlayStation. Este set de 1911 peças homenageia a consola que redefiniu o mundo dos videojogos, apresentando a inconfundível silhueta cinzenta da consola PlayStation original, juntamente com o seu primeiro comando.

Concebido para construtores adultos, este modelo de exposição presta homenagem à consola que ajudou a moldar uma geração de diversão. Pela primeira vez, os fãs podem construir uma réplica detalhada, quase à escala 1:1, da icónica consola, com mais de 6 cm de altura, 26 cm de largura e 19 cm de profundidade. Desde ligar o comando construído com tijolos LEGO à consola, até premir os botões tácteis e funcionais Open e Power, cada detalhe foi desenhado para ser um flashback, ao recriar o ritual e a emoção dos jogos dos anos 90 na consola PlayStation original.



A grande surpresa? Abra a consola para descobrir dioramas ocultos e montáveis, inspirados em dois jogos incontornáveis: os construtores podem montar uma minipista do Gran Turismo (lançado originalmente em 1997) com pequenos carros prontos para a corrida, e uma cena do Ape Escape (lançado em 1999) com o icónico capacete de macaco em vermelho ou azul. Estes dioramas podem ser guardados dentro da consola ou retirados para serem exibidos.
Este set estará disponível para acesso antecipado aos membros do programa LEGO Insiders a partir de 1 de Outubro de 2026 e para todos a partir de 4 de Outubro de 2026, com um valor de 159,99 €.


Informação do Produto

LEGO PlayStation (72306)
Idade: 18+
Peças: 1.911
Dimensões: Mede 6 cm de altura, 26 cm de largura e 19 cm de profundidade
PVP: 159,99 €
Disponível: LEGO Insiders Acesso Antecipado: 1 de outubro de 2026 - Para compra geral: 4 de outubro de 2026

№ 19

ONU aprova novo mapa mundial Equal Earth

O velhinho mapa mundo distorcido pela projecção de Mercator vai ser substituído pelo visualmente mais correcto mapa Equal Earth.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que recomenda a substituição gradual da tradicional projeção de Mercator por mapas baseados na projeção Equal Earth, apresentada em 2018. A medida foi aprovada com 164 votos a favor, seis abstenções, e um único voto contra (daquele país que unilateralmente gosta de mexer nos mapas), demonstrando um quase unânime apoio mundial à utilização de representações cartográficas consideradas mais fiéis às dimensões reais dos continentes.

A iniciativa foi promovida pelo Togo em nome da União Africana, que recorda que a projecção de Mercator tem contribuído para uma percepção distorcida da dimensão de África e de outras regiões próximas do equador. Um dos exemplos mais citados é a comparação entre África e a Gronelândia, que aparecem com tamanhos semelhantes em muitos mapas, apesar de o continente africano ser cerca de 14 vezes(!) maior.
A projecção Equal Earth mantém as dimensões dos diferentes continentes e países de forma mais proporcional à sua área. Países como a França optaram por outras projecções aproximadas, como a Eckert IV.
Embora a resolução não seja vinculativa, espera-se que influencie materiais educativos, organismos públicos e plataformas tecnológicas ao longo dos próximos anos. Vários países já manifestaram apoio à adopção de projecções alternativas mais precisas para fins educativos e informativos, adaptando os mapas ao contexto em que são utilizados.

Especialistas em geografia e cartografia defendem há décadas a utilização de projecções que preservem melhor as áreas reais dos territórios. Os promotores da iniciativa acreditam que a mudança poderá contribuir para uma representação mais equilibrada do mundo, enquanto o Togo já prepara encontros com organizações internacionais e empresas tecnológicas para discutir a implementação prática da recomendação.

№ 20

KeyMod transforma smartphone em teclado e rato de PC

Um pequeno dongle USB pode transformar o smartphone num teclado e rato em qualquer PC, e mais.

A TechxArtisan apresentou o Openterface KeyMod, um pequeno dongle USB compacto que permite transformar um smartphone Android ou iPhone num teclado, rato, gamepad, comando para apresentações ou até num terminal SSH para controlar computadores e outros dispositivos com porta USB. O dispositivo chega em duas versões: o KeyMod Mini com ligação USB-C e o KeyMod Plus com porta USB-A.

O KeyMod Mini comunica com o telemóvel através de Bluetooth 5.3, enquanto o KeyMod Plus utiliza uma ligação USB com fios para menor latência e maior largura de banda. O dispositivo suporta funções de teclado e rato USB HID, o que lhe permite funcionar até para controlar a BIOS de um computador sem sistema instalado. Inclui também funções de rede que permite utilizar ferramentas como SSH, VNC, SCP e rsync directamente a partir do smartphone.



O hardware funciona em conjunto com a aplicação KeyCmd, disponível para Android e iOS, que oferece funcionalidades como envio rápido de texto, automatização de atalhos, controlo remoto de jogos, modo de apresentação com temporizador, e conversão de voz em texto através do Whisper AI. Prometido para um futuro próximo estão novas capacidades com um agente AI capaz de automatizar tarefas de diagnóstico e resolução de problemas.

Tal como outros produtos da marca, o Openterface KeyMod é totalmente open-source. Os esquemas de hardware, ficheiros PCB e o código da aplicação serão disponibilizados publicamente após o fim da campanha de financiamento. O projecto está actualmente em crowdfunding com preços a partir dos $42, com as primeiras entregas previstas para Fevereiro de 2027.