PlanetGeek
№ 01

UE volta a tentar Chat Control 2.0

Os europeus continuam em risco de ficarem sujeitos à espionagem em larga escala sem controlo judicial.

Apesar dos chumbos anteriores e dos pareceres contrários, a União Europeia avança para uma nova fase das negociações sobre o chamado Chat Control 2.0, uma proposta que é apresentada com a justificação de combater o abuso sexual de menores, mas que continua a gerar fortes preocupações sobre privacidade e segurança. Um documento interno do Conselho da UE mostra que os Estados-membros defendem a possibilidade de ordenar pesquisas em "partes de um serviço" de forma global, em vez de limitar a vigilância a utilizadores suspeitos específicos.

A proposta prevê que estas pesquisas sejam realizadas através de "planos de pesquisa", que teriam de indicar as tecnologias utilizadas e incluir "medidas de protecção" não especificadas. O Parlamento Europeu aceita a ideia mas defende que sejam direccionados e sujeitos a revisão por autoridades judiciais ou administrativas independentes; enquanto o Conselho quer manter um âmbito mais abrangente, incluindo material ilegal já conhecido, novos conteúdos, e tentativas de aliciamento de menores.

Uma das questões mais controversas é precisamente a possibilidade de pesquisar partes inteiras de um serviço. Críticos da proposta argumentam que esta abordagem permitirá espiar grandes grupos de utilizadores que não são suspeitos de qualquer actividade ilegal, constituindo um grave abuso de invasão de privacidade dos cidadãos.

As negociações entre o Conselho, o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia decorrem à porta fechada e poderão determinar a próxima versão da legislação. A principal divisão continua a estar entre a criação de mecanismos mais abrangentes para detectar conteúdo ilegal e a necessidade de limitar a análise de comunicações privadas. O resultado das negociações irá ditar o futuro dos serviços de mensagens e plataformas de comunicação privada na União Europeia.

№ 02

Opera para Android oferece eSIM com 3GB de dados em roaming

O Opera para Android passa a oferecer 3GB de dados grátis em roaming via eSIM.

A Opera adicionou a oferta de um travel eSIM no seu browser para Android, oferecendo 3 GB de dados móveis gratuitos. A novidade foi pensada para quem viaja para o estrangeiro e permite manter a conectividade sem instalar outra app ou introduzir dados de cartão bancário para activar a oferta.

O serviço (que é fornecido pela Holiday) suporta actualmente 47 destinos e pode ser gerido directamente através do browser Opera. O eSIM deve ser instalado antes da viagem e, quando o utilizador chegar ao destino, basta activá-lo para começar a utilizar os dados móveis. A instalação mantém-se no smartphone, permitindo utilizar o mesmo eSIM em futuras viagens sem repetir todo o processo.
Para activar os 3 GB gratuitos, é necessário ter a versão mais recente do Opera para Android, abrir o perfil do utilizador, selecionar a opção eSIM e escolher "Claim". Depois, basta indicar o país de destino e confirmar a activação. Obviamente, o smartphone tem de ser compatível com eSIM.

A oferta gratuita está actualmente disponível para utilizadores nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Países Baixos, Noruega, Suécia e Polónia. Embora a maioria dos utilizadores europeus possa usufruir do roaming "privilegiado" dentro da UE (usando os dados que tem no seu país de residência), isso rapidamente muda quando se vai para um país não abrangido. Nesses casos torna-se inevitável recorrer aos "travel SIM", e esta opção integrada no Opera será mais uma a considerar - isto, se alguma vez for disponibilizada aos utilizadores portugueses.

№ 03

Carregador BONAI com 8 pilhas recarregáveis a €18

Para evitar a troca infindável das pilhas, nada como usar pilhas recarregáveis e este pack da BONAI com carregador e 8 pilhas é uma excelente forma de começar.

Vivemos num mundo "mobile" em que assumimos que as coisas funcionam sem necessidade de estarem agarradas a cabos de alimentação, e isso faz com que exista uma dependência crítica em baterias e pilhas. No caso das pilhas, que continuam a ser comuns em coisas como controlos remotos, gamepads, teclados wireless e muitas outras coisas, uma das melhores opções é trocar as pilhas convencionais por pilhas recarregáveis reutilizáveis, e o investimento não é assim tão avultado quanto se possa pensar.
Este carregador BONAI já traz 8 pilhas recarregáveis (4x AA de 2800 mAh + 4x AAA de 1100 mAh) e custa apenas 18 euros.

Quem quiser mais pilhas, pode também optar pelo pack de 24 pilhas recarregáveis AA 2800 mAh adicionais.

As pilhas incluídas são de 2800 mAh no caso das AA, e de 1100 mAh no caso das AAA; e este carregador tem a vantagem de usar uma comum ficha USB e permitir carregar pilhas individualmente (alguns só permitem carregar pares). Tenho um carregador há vários anos e tem funcionado sem chatices, o que me tem permitido evitar gastar pilhas descartáveis, e recomendo. :)


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№ 04

Bose lança earphones com cabo e cancelamento de ruído

A Bose adicionou aos earphones com cabo o cancelamento de ruído que se tornou comum nos earphones Bluetooth.

A Bose lançou uns novos auriculares com fios que trazem uma funcionalidade pouco comum neste tipo de produto: cancelamento de ruído activo (ANC - active noise cancellation). Os Noise Cancelling Wired Earbuds ligam-se directamente através de USB-C e recebem toda a energia necessária do smartphone, tablet ou computador, eliminando a necessidade de carregamentos e a preocupação com a inevitável degradação das baterias após anos de uso.

Os auriculares utilizam a tecnologia SoundDesign para processamento de áudio e suportam reprodução lossless. A ligação USB Audio Class 2 permite diferentes formatos de áudio, com o processamento interno a ser feito a 24-bit/48 kHz. A ligação com cabo oferece ainda a vantagem do som instantâneo sem atrasos, eliminando a latência que normalmente se faz sentir nos earphones Bluetooth.
Para o ANC, a Bose integrou microfones dedicados que captam os sons envolventes e ajudam a reduzir o ruído exterior. Existem três modos de utilização: Quiet, que activa o cancelamento de ruído, Aware, que permite ouvir melhor o ambiente, e ANC Off para uma utilização tradicional. Um comando físico integrado no cabo permite controlar a reprodução, o volume, chamadas e os modos de cancelamento de ruído.

Os Bose Noise Cancelling Wired Earbuds incluem pontas de silicone e certificação IPX4 para resistência à água. Estão disponíveis em preto, branco, e numa edição limitada Dewdrop Mint. O preço é de 99 dólares nos Estados Unidos, ficando disponíveis a partir de 15 de Outubro.


№ 05

Android passa a usar Gemini em vez do Assistant

A Google avança com o processo de transição do antigo Google Assistant para o Gemini nos Android.

A Google está perto de concluir a transição do Google Assistant para o Gemini nos dispositivos Android. Depois de várias semanas de migração, o Google Assistant está a desaparecer dos smartphones e tablets de utilizadores, com o Gemini a assumir oficialmente o papel de assistente de voz principal.

A mudança estava originalmente prevista para 2025, mas foi adiada para 2026. Agora, essa transição fica marcada pela remoção da opção que permitia manter o Google Assistant a partir da app Gemini. Com as versões mais recentes da app, a opção "Switch to Google Assistant" deixou de aparecer, impedindo os utilizadores de escolher o assistente antigo nos dispositivos Android.
O Gemini passa assim a ser a experiência de assistente de voz utilizada quando o utilizador mantém premido o botão de alimentação ou desliza a partir dos cantos do ecrã. A mudança também abrange dispositivos associados, incluindo equipamentos Wear OS, earphones e Android Auto. No entanto, alguns utilizadores continuam a encontrar comportamentos inconsistentes durante a navegação no Google Maps, com determinados acessórios a ainda darem acesso ao Google Assistant.

Ainda assim, estamos longe de ficar com uma experiência unificada no universo Google. Os dispositivos Google Nest e Google Home, incluindo colunas e ecrãs inteligentes, ainda se mantêm no Google Assistant. Além disso, há quem critique uma maior dependência da cloud: o Gemini precisa de uma ligação permanente à internet, o Google Assistant podia funcionar em modo offline para determinadas funções.

№ 06

Schneider Electric vai comprar a Shelly

A Schneider Electric prepara-se para comprar a Shelly, levantando preocupações sobre o futuro dos seus smart devices.

A Schneider Electric anunciou a intenção de comprar a Shelly Group, devendo o negócio ficar concluído durante o primeiro trimestre de 2027, com o pagamento de 70 euros por acção (avaliando a empresa em cerca de 1,2 mil milhões de euros - aproximadamente 27% acima do preço de referência das acções antes do anúncio da operação). Os fundadores da Shelly, Dimitar Dimitrov e Svetlin Todorov, que controlam em conjunto cerca de 57% do capital da empresa, já concordaram em vender as suas participações.

Obviamente, isto causa algumas preocupações quanto ao futuro da Shelly, que conseguiu conquistar um vasto segmento do mercado precisamente por ter uma abordagem aberta e amiga dos utilizadores, e que inclui tomadas inteligentes, medidores de energia, fechaduras, câmaras de vigilância e até serviços cloud. Pelo seu lado, embora a Schneider Electric tenha produtos para o mercado doméstico, tem tido mais sucesso nas soluções de maior dimensão, orientadas para empresas e edifícios.

Se as coisas correrem bem, a Schneider deixará a Shelly seguir o seu próprio rumo. O grande risco é se começar a querer aplicar "ideias corporativas" à família Shelly, quer seja através de aumento de preços, ou de obrigatoriedade de subscrever planos cloud, ou de fechar as portas ao uso de firmwares alternativos. Nesse caso, arriscamos-nos a ver tudo aquilo que a Shelly conquistou ao longo da última década desaparecer rapidamente. Resta esperar pelo melhor, mas preparar para o pior.

№ 07

Tesla adia demonstração do Roadster "voador"

A Tesla volta a adiar a demonstração de 1 de Outubro do Roadster, desta vez dizendo que é culpa das condições meteorológicas.

A meros dias da muito aguardada demonstração do Tesla Roadster - prometida para 1 de Outubro - a Tesla volta a empurrar a data para a frente. Desta vez a justificação recai sobre as condições meteorológicas, com a Tesla a dizer que a demonstração só poderá ser feita no exterior e que a previsão do tempo indica condições pouco favoráveis para isso. A nova data fica marcada para 15 de Outubro.

Roadster event update

We've been tracking the weather closely with local meteorologists, but given the severe conditions predicted & because this event can only be held outdoors, we've made the difficult decision to reschedule.

New date is October 15. Additional details to…

— Tesla (@Tesla) September 28, 2026
Ora, como se pode imaginar, este novo adiamento, que é apenas "mais um" numa longa lista de adiamentos que tem vindo a acontecer há anos, tem servido para reacender discussões nas redes sociais. De um lado temos as pessoas mais compreensivas, que dizem que, depois de se ter esperado quase uma década, não fará grande diferença esperar mais duas semanas; do outro lado, os que gozam com a Tesla e perguntam se o novo Roadster não poderá ser usado quando chove.

O que é certo é que o novo Roadster foi apresentado pela Tesla em 2017, com a promessa de que chegaria aos clientes em 2020. Mesmo que a demonstração ocorra finalmente a 15 de Outubro, a Tesla não se livra das críticas de estar a perder tanto tempo com uma característica que servirá apenas para "show off", com zero interesse para o uso real do Roadster nas estradas públicas. Para não falar que, mesmo após esta demonstração, a entrega efectiva aos clientes só deverá acontecer daqui por mais alguns anos (por essa altura, até o YU7 GT já deverá estar à venda na Europa).

№ 08

Anthropic lança Claude Opus 5.5 e Sonnet 5.5

A Anthropic volta a assumir a preferência dos utilizadores com os novos Claude Opus 5.5 e Sonnet 5.5.

A disputa pela preferência dos utilizadores continua mais aguerrida que nunca, com a OpenAI e a Anthropic a superaram-se mutuamente. Depois das críticas aos modelos da Anthropic por serem demasiado caros e desperdiçadores de tokens, e da boa recepção do GPT-6 Astra da OpenAI, eis que se assiste a nova reviravolta a favor da Anthropic.

A Anthropic lançou o Claude Opus 5.5, que parece ser tudo aquilo que os utilizadores pediam, um modelo poderoso, rápido, e mais barato que a geração anterior; e, sem dar espaço para a OpenAI respirar, reforçou a posição com o novo Sonnet 5.5, igualmente poderoso e ainda mais barato.

O Claude Opus 5.5 é o modelo mais poderoso da nova geração e foi desenvolvido para tarefas complexas, coding, agentes AI e trabalho profissional. O modelo consegue atingir o nível do Claude Fable 5.1 em grande parte das tarefas, mas com custos de execução 40% inferiores aos do Opus 5. Além disso, gera respostas 30% mais rapidamente do que o Opus 5, enquanto o preço passou para 4 dólares por milhão de tokens de entrada e 20 dólares por milhão de tokens de saída.
Já o Sonnet 5.5 procura resolver outro problema: conseguir combinar qualidade elevada com velocidade e preço ainda mais acessível. O novo modelo também promete ser 30% mais rápido que o Sonnet 5 e pode custar até 30% menos por tarefa devido a uma utilização mais frugal e eficiente dos tokens - apesar de manter o preço base de 2 dólares por milhão de tokens de entrada e 10 dólares por milhão de tokens de saída. Os utilizadores podem esperar melhorias significativa em coding, alcançando 70.6% no Terminal-Bench 4.0, contra 10.3% do Sonnet 5. Na maioria dos casos, o Sonnet 5.5 está praticamente ao nível (ou até supera) o Opus 5.5.

É um verdadeiro "duplo murro" da Anthropic que parece ter apanhado a OpenAI de surpresa numa altura crítica. A OpenAI tem o seu evento esta semana, e agora tem a pressão acrescida de ter que mostrar algo que supere estes lançamentos da Anthropic - algo que não parece estar a seguir pelo melhor caminho, já que a empresa disse que vai cancelar o lançamento do GPT-6.1 Astra por "motivos de segurança" - que naturalmente se poderá interpretar como sendo "não estando à altura" da concorrência.

№ 09

Ganha uns Xiaomi Redmi Buds 6 Play

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre uns earphones Xiaomi Redmi Buds 4 Lite.

Goste-se ou não, os earphones Bluetooth tornaram-se numa inevitabilidade do abandono das fichas de 3.5mm dos headphones, que durante décadas se mantiveram como um standard inquestionável. Felizmente, modelos como estes Xiaomi Redmi Buds 6 Play fazem com que não seja preciso gastar uma fortuna para se continuar a ouvir a nossa música favorita em privacidade e sem incomodar quem nos rodeia.
Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 10

Apple lança iOS 27.0.1 e iOS 26.7.1

A Apple lançou o iOS 27.0.1 para corrigir problemas, e também o iOS 26.7.1 para reforçar a segurança nos iPhones que se mantêm na versão anterior.

A Apple lançou o iOS 27.0.1, a primeira actualização desde a chegada do iOS 27, com várias correções importantes para os iPhone. A actualização já está disponível através de Definições > Geral > Actualização de software e, embora possa ser instalada em todos os equipamentos compatíveis com o iOS 27, inclui correções específicas para os iPhone 18 Pro e 18 Pro Max.

Uma das principais correções resolve um problema que podia fazer com que o Face ID falhasse durante a autenticação e, nalguns casos, reiniciar inesperadamente os iPhone 18 Pro depois de uma tentativa falhada - enquanto outros utilizadores recebiam mensagens de erro ao configurar o Face ID ou encontravam problemas com a opção que exige atenção do utilizador.

A Apple resolveu ainda uma falha que podia deixar o ecrã "encravado" quando o Centro de Notificações e o Centro de Controlo eram abertos em simultâneo (embora não faça referência ao bug de mover os widgets, que pode ter o mesmo efeito). A actualização corrige também um problema que podia provocar artefactos de cor em fotografias captadas com zoom 2x em determinadas condições de iluminação.

Em simultâneo, a Apple lançou o iOS 26.7.1, iPadOS 26.7.1 e actualizações para o macOS Tahoe e macOS Sequoia, destinadas aos equipamentos que ainda não instalaram as versões mais recentes. Estas actualizações corrigem uma vulnerabilidade grave no CoreGraphics que podia permitir a execução arbitrária de código através de um ficheiro malicioso. É uma falha que tem sido usada em "ataques altamente sofisticados e direccionados" contra um pequeno número de utilizadores, que se pensa ser referência aos casos de ataques e roubo de criptomoedas nestes sistemas.

№ 11

Xiaomi 18 deve manter duas câmaras de 200MP

O Xiaomi 18 deverá manter duas câmaras de 200MP, ao estilo das versões Pro.

Segundo os mais recentes rumores, depois de ter apresentado os Xiaomi 18 Pro e 18 Pro Max na China, a Xiaomi poderá lançar o modelo base da nova série Xiaomi 18 em Dezembro. E, talvez inesperadamente, o modelo standard deverá manter uma das principais características fotográficas dos seus irmãos mais caros: duas câmaras traseiras de 200 MP.

A câmara principal deverá utilizar um sensor de 200 MP de 1/1.28", acompanhada por uma teleobjetiva periscópica de 200 MP com zoom óptico de 3x. O conjunto será complementado por uma câmara ultra grande angular de 50 MP. No interior, o Xiaomi 18 deverá utilizar o Snapdragon 8 Elite Gen 6 e contar com um ecrã M11 de 6.4" com resolução 1.5K. A autonomia também poderá ser um dos seus principais argumentos, graças a uma bateria de 7.200 mAh com suporte para carregamento rápido de 100 W.

Se estes detalhes se confirmarem, o Xiaomi 18 poderá chegar ao mercado com especificações bastante próximas das versões Pro nos elementos que mais interessam a grande parte das pessoas, apesar de ocupar uma posição mais acessível dentro da gama. O maior problema é que será necessário esperar até Dezembro para o seu (esperado) lançamento na China, o que significará que deverá demorar ainda mais para ter esta nova geração na Europa.

№ 12

Ladrões roubam camiões "Nvidia" mas só conseguem 20 toneladas de areia

A preço exorbitante das placas gráficas está a dar azo a casos insólitos, de roubo de camiões a contrabando de placas gráficas.

Com as Nvidia RTX 5090 a chegarem a valores de 6 mil euros (para não falar das RTX Pro 6000), o símbolo da Nvidia está a tornar-se cada vez mais cobiçado pelos amigos do alheio. Nos Estados Unidos, dois camiões da empresa PlusAI foram roubados, aparentemente porque exibiam logótipos da NVIDIA. Os ladrões terão assumido que os veículos transportavam equipamento de elevado valor, mas acabaram por encontrar apenas 20 toneladas de areia.

Os reboques eram utilizados pela PlusAI para testar sistemas de condução autónoma em camiões pesados. Cada unidade transportava areia para simular cargas reais durante os testes. Felizmente para a empresa, os camiões onde se encontrava o hardware mais valioso permaneceram dentro das instalações e não foram levados pelos assaltantes. Os veículos acabaram por ser recuperados intactos pela polícia pouco depois - aparentemente o valor da areia ainda não justifcou levá-la.
Ao mesmo tempo, o crescente valor das placas gráficas de topo da Nvidia está também a fazer com que se tornem produtos de contrabando. Em Macau, uma operação resultou na apreensão de duas GeForce RTX 5090, juntamente com milhares de cigarros, cigarros electrónicos, auscultadores e outros produtos. Embora apenas duas placas tenham sido apreendidas, a sua presença numa operação deste tipo demonstra como estes componentes se estão a tornar cada vez mais comum no mercado paralelo. Na China apenas se vende a RTX 5090 em versão limitada, com 24 GB VRAM e barramento de 384-bit, enquanto no resto do mundo a RTX 5090 vem equipada com 32 GB VRAM e barramento de 512-bits, que se torna mais apetecível.

De notar que a RTX 5090 era uma placa que já era considerada "cara" quando foi lançada no início de 2025, com um preço de 2 mil dólares - sendo que, graças à loucura do processamento AI - agora custa três vezes mais, sem sinal de que os preços poderão abrandar.

№ 13

Mini PC em ouro custa $1.7M com hardware modesto

Um mini-PC feito por encomenda tem uma caixa em ouro, mas o seu interior é surpreendentemente modesto face ao seu preço.

Um cliente endinheirado não se quis limitar a ter um mini-PC, e encomendou uma versão feita por medida de um Kubb Fanless com uma caixa construída integralmente em ouro puro de 24 quilates. O resultado é um computador avaliado em cerca de 1.7 milhões de dólares que pesa aproximadamente 13 kg, mais de seis vezes o peso da versão convencional.

Obviamente que quem gasta tal valor num mini-PC está num patamar em que se está a borrifar para as opinões dos outros, mas a decisão não faz grande sentido de um ponto de vista técnico. É que este mini PC tem no interior hardware bastante modesto, com um máximo de 128GB de RAM. Adicionalmente, embora o ouro ofereça vantagens sobre o alumínio a nível de dissipação de calor, fica atrás do cobre e até da própria prata, que têm melhor condutividade térmica - mas pronto, sempre evita a oxidação e ter que se "puxar o lustro" ao PC regularmente! :)
Para o comum dos mortais, os 1.7 milhões de dólares teriam sido suficientes para comprar uma casa, um carro, um ultra-hiper-mega-PC de luxo - mesmo nesta era de preços inflaccionados - e ainda restaria suficiente para provavelmente poder viver de rendimentos durante o resto da vida. Para uma certa pessoa... tudo isso fica condensado num mini-PC em ouro de 120 x 120 x 120mm, que estará obsoleto daqui por alguns anos.

№ 14

Hub USB 3.2 Sabrent 7-portas com interruptores individuais a €36

Precisam de um hub USB 3.2 com quantidade generosa de portas, mas que também permita desligá-las individualmente sem tirar / meter fichas? Então espreitem este hub.

Os hubs USB tornaram-se uma necessidade da vida moderna, especialmente para acompanharem os portáteis que vêm equipados com poucas portas USB, que rapidamente se esgotam assim que ligamos um teclado e rato externo. Adicionalmente, há casos particulares, de pessoas que precisam de um número superior de portas USB. Este hub da Sabrent tem 7 portas que permitem maior liberdade na quantidade de dispositivos USB que podemos utilizar, mas o que o torna mais especial é o facto de todas as portas contarem com o seu próprio botão para que possam ser ligadas ou desligadas individualmente.
O hub USB 3.2 Sabrent 7-portas com interruptores está disponível por apenas 36 euros na Amazon Espanha, e inclui fonte de alimentação de 36 W - usar desconto de 10%.

Pode ser o companheiro ideal para quem tiver que fazer a replicação de pens USB em média escala (se precisar de mais, pode sempre investir num hub de 10 portas ou hub de 16 portas, também com interruptores), ou simplesmente que tenha uma série de equipamentos USB que deseje manter acessíveis (por exemplo: gravador CDs externo, scanner, câmaras digitais, webcam, discos externos, etc.) mas com a possibilidade de os poder desligar sem retirar a ficha - algo que até pode funcionar como medida de protecção, prevenindo que uma infecção de ransomware se possa espalhar a um disco externo de backup, que apenas se ligue para os backups e depois se mantenha desligado.


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№ 15

Anthropic lança Claude Marketplace

Também a Anthropic tenta a sua sorte a criar uma "app store" para agentes AI com o Claude Marketplace.

Com os agentes AI a potenciarem um futuro "pós-apps", todos se apressam a tentar obter posição dominante nas "app stores" do futuro para os agentes AI. A OpenAI já o tentou fazer, a Meta está a fazê-lo, e a Anthropic junta-se ao grupo.

O Claude Marketplace é uma nova plataforma que reúne plugins, conectores, agentes AI e outras ferramentas compatíveis com o seu assistente Claude. O marketplace já está disponível e conta com mais de 2.000 integrações, permitindo aos utilizadores expandir significativamente as capacidades da plataforma. Entre os parceiros que já disponibilizam soluções no Claude Marketplace encontram-se empresas como a Google, Microsoft, Atlassian, Notion e Salesforce. Além das integrações tradicionais, a plataforma também oferece acesso a agentes e aplicações baseadas em Claude desenvolvidas por parceiros como a CrowdStrike, Cursor, Harvey, Legora, Lovable e Snowflake.
Talvez como forma de diferenciação, a plataforma não se limita ao software, a Anthropic integrou também serviços de consultoria e implementação através de empresas como a Accenture, Boston Consulting Group e Deloitte, permitindo às organizações obter apoio para implementar soluções baseadas em Claude.

A plataforma permite que programadores independentes criem novos plugins e conectores através do Model Context Protocol (MCP) e das Agent Skills, oferecendo uma forma directa de chegar aos utilizadores do Claude. Ou seja, trata-se de tentar replicar o sucesso do sistema "app stores" para a nova era AI. Se terá sucesso ou não, só o tempo o dirá.

№ 16

Starship tenta chegar a órbita no 14º voo

A SpaceX lançou com sucesso a Starship no seu 14º voo de teste, que tentará chegar finalmente a órbita.

Depois de todos os lançamentos anteriores, com maior ou menor sucesso, temos agora o 14º voo de teste da Starship - que ainda está a decorrer neste momento. Desta vez o objectivo será atingir a órbita terrestre, assim como lançar um lote de novos satélites Starlink de 3ª geração, maiores e mais potentes do que os que estão a ser lançados pelos Falcon 9. Segundo a SpaceX, um só lançamento de Starlink V3 na Starship será equivalente a 20 lançamentos de satélites Starlink V2 no Falcon 9.

Watch Starship Flight 14 https://t.co/uQKQvgbrch

— SpaceX (@SpaceX) September 28, 2026
Depois dos testes anteriores com voos suborbitais, a SpaceX avançará com a tentativa de atingir a órbita, mas apenas se tudo correr como previsto e não forem detectadas situações anómalas.

O regresso também voltará a ser feito no oceano, com uma aterragem simulada, e não com um pouso directo na torre, como já fez no passado (algo que a SpaceX espera voltar a fazer nos próximos voos - evitando o longo processo de recuperação).


[Em actualização...]

O Super Heavy Booster explodiu após uma aterragem simulada aparentemente bem sucedida.

Booster 21 lands! pic.twitter.com/1PgY1R6LPC

— NSF - NASASpaceflight.com (@NASASpaceflight) September 28, 2026


A Starship atingiu a órbita, e os Starlink V3 foram lançados com sucesso.

Starship has begun deploying its payload of 26 @Starlink V3 satellites. This deployment sequence will take ~30 minutes pic.twitter.com/ycIdAx5Lbe

— SpaceX (@SpaceX) September 28, 2026

So glad to see this footage from a Starlink, not the one with the big lights doing the tile survey, just the regular type deployed in daylight, using its engineering camera.
And now it's probably headed up hill to its final operational orbit. pic.twitter.com/lsaODH3a4Y

— Scott Manley (@DJSnM) September 28, 2026

Apesar de alguns problemas, que não impediram o desenrolar da missão, a Starship fez a reentrada e "pouso" sobre a água como planeado.

Splashdown confirmed. Congratulations to the entire SpaceX team on the first orbital flight of Starship! pic.twitter.com/urjmiwnvNl

— SpaceX (@SpaceX) September 28, 2026
№ 17

UE adia votação sobre o FSD para o final do ano

Para desapontamento dos fãs da Tesla, a UE adiou a votação sobre a aprovação "global" do FSD na Europa.

A União Europeia não irá votar a aprovação do sistema Full Self-Driving (Supervised) da Tesla na reunião de 6 de Outubro, contrariando as expectativas (e tentativas de pressão) criadas pela própria marca. A agenda do Comité Técnico de Veículos a Motor (TCMV) inclui apenas a continuação das discussões sobre o pedido apresentado pelos Países Baixos para alargar a autorização do sistema a todo o bloco europeu, sem qualquer votação prevista.

A decisão adia qualquer possível aprovação para, pelo menos, Dezembro, altura da próxima reunião agendada do comité. O pedido baseia-se numa autorização provisória concedida pelo regulador holandês RDW em Abril, que já foi reconhecida por alguns países europeus. No entanto, para obter a aprovação em toda a União Europeia, a proposta precisa do apoio de pelo menos 15 Estados-membros que representem 65% da população do bloco.

Esse apoio deverá ser difícil de conseguir, até porque em testes recentes ficou demonstrado que o FSD excedeu os limites de velocidade em 55% dos troços urbanos analisados com limites de 30 km/h. França e Suécia também mostrado pouca vontade na sua aprovação, indicando preocupações relacionadas com excesso de velocidade e supervisão do condutor.

Para os clientes Tesla europeus será apenas "mais do mesmo". Depois de terem pago milhares de euros por uma funcionalidade que nunca chegará (o "sonho" do FSD sem supervisão que permitiria ao carro "ganhar dinheiro" a conduzir sozinho), os anos continuam a passar sem que sequer possam usufruir do modo FSD Supervisionado.

№ 18

Thermal Grizzly WireView Pro II Noctua Edition

Quem quiser proteger a sua placa gráfica das fichas derretidas pode optar pelo Thermal Grizzly WireView Pro II Noctua Edition.

São cada vez mais os casos de placas gráfica de topo - particularmente as RTX 5090 - que derretem as fichas de alimentação devido às altas potências. Para quem não quiser correr o risco de ver esfumar-se uma placa de 6000 euros(!) têm surgido no mercado alguns sistemas de protecção.

A Thermal Grizzly e a Noctua anunciaram o WireView Pro II Noctua Edition, uma nova versão do dispositivo de monitorização para placas gráficas. O equipamento combina a tecnologia de monitorização da Thermal Grizzly com uma solução de arrefecimento personalizada da Noctua, oferecendo um funcionamento mais silencioso e prometendo prevenir problemas associados às fichas de alimentação 12V-2x6 utilizadas nas placas gráficas mais recentes.

Ao contrário de outras propostas mais básicas, o WireView Pro II monitoriza cada linha de alimentação de 12V individualmente, detectando distribuições irregulares de energia ou problemas de contacto antes que estes provoquem sobreaquecimento ou danos. Caso seja ultrapassado um limite configurado pelo utilizador, o dispositivo apresenta alertas visuais no ecrã integrado, emite um aviso sonoro e pode até desligar automaticamente o computador através de um cabo incluído.
A versão Noctua Edition recebeu uma reformulação completa do sistema de refrigeração. O dispositivo utiliza um dissipador em alumínio, uma ventoinha NF-A4x10n sem moldura e a tradicional grelha de protecção da Noctua. Todas as configurações podem ser efectuadas directamente no aparelho, enquanto uma ligação USB-C permite actualizar o firmware e aceder a funcionalidades adicionais.

Nos testes, a nova solução demonstrou melhorias significativas na gestão térmica e no ruído. Em cenários extremos com temperaturas internas superiores a 40°C e sem ventilação adicional na caixa, a versão Noctua conseguiu manter a ventoinha desligada até cargas de 300W no GPU. Em consumos mais elevados, manteve os contactos da placa gráfica cerca de 3°C mais frios que a versão original.

O único senão é que o WireView Pro II Noctua Edition tem um preço de 189 euros que, apesar de ser um valor reduzido quando se tem em conta que se destina a placas de milhares de euros, continua a ser ridículo já que se destina a resolver um problema que nem deveria existir!

№ 19

Logitech MX Ergo M575 a €40

Para quem procura precaver-se contra as dores de pulso por utilizar um rato durante todo o dia, a mudança para uma trackball pode ser a solução.

Embora este tipo de ratos trackball continue a ser bastante menos popular que os ratos tradicionais, há toda uma legião de fãs que nem sequer consideraria outra coisa, permitindo reduzir os efeitos dos movimentos repetitivos feitos ao longo do dia a arrastar os ratos convencionais. Como vantagem adicional, é também perfeito para utilização em espaços mais limitados.
Este Logitech ERGO M575 Trackball está disponível por 40 euros na Amazon Espanha; e quem tiver orçamento mais alargado pode espreitar o Logitech MX Ergo normal.

Infelizmente, neste modelos mais económico os utilizadores não poderão contar com o sistema de ajuste do ângulo de inclinação, de 0 a 20º, que existe no modelo mais caro. Mas ainda assim, o seu formato já será bastante mais ergonómico que a maioria dos ratos. Além das vantagens na redução do movimento dos pulsos e antebraço, tem também a vantagem adicional de ser perfeito para trabalhar em espaços reduzidos - leia-se: sem espaço. Bastará apenas um pequeno período de habituação para quem vier de um rato convencional, e em breve nunca mais irão querer outro tipo de rato.


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№ 20

Schneider Electric vai comprar a Shelly

A Schneider Electric prepara-se para comprar a Shelly, levantando preocupações sobre o futuro dos seus smart devices.

A Schneider Electric anunciou a intenção de comprar a Shelly Group, devendo o negócio ficar concluído durante o primeiro trimestre de 2027, com o pagamento de 70 euros por acção (avaliando a empresa em cerca de 1,2 mil milhões de euros - aproximadamente 27% acima do preço de referência das acções antes do anúncio da operação). Os fundadores da Shelly, Dimitar Dimitrov e Svetlin Todorov, que controlam em conjunto cerca de 57% do capital da empresa, já concordaram em vender as suas participações.

Obviamente, isto causa algumas preocupações quanto ao futuro da Shelly, que conseguiu conquistar um vasto segmento do mercado precisamente por ter uma abordagem aberta e amiga dos utilizadores, e que inclui tomadas inteligentes, medidores de energia, fechaduras, câmaras de vigilância e até serviços cloud. Pelo seu lado, embora a Schneider Electric tenha produtos para o mercado doméstico, tem tido mais sucesso nas soluções de maior dimensão, orientadas para empresas e edifícios.

Se as coisas correrem bem, a Schneider deixará a Shelly seguir o seu próprio rumo. O grande risco é se começar a querer aplicar "ideias corporativas" à família Shelly, quer seja através de aumento de preços, ou de obrigatoriedade de subscrever planos cloud, ou de fechar as portas ao uso de firmwares alternativos. Nesse caso, arriscamos-nos a ver tudo aquilo que a Shelly conquistou ao longo da última década desaparecer rapidamente. Resta esperar pelo melhor, mas preparar para o pior.