PlanetGeek
№ 01

Vulnerabilidade no cPanel abre as portas a ransomware "Sorry"

Há uma vulnerabilidade crítica no cPanel que está a permitir uma vaga de ataques do ransomware Sorry.

Uma vulnerabilidade crítica no cPanel está a ser explorada activamente em ataques de ransomware, colocando milhares de sites em risco. A falha, identificada como CVE-2026-41940, permite contornar a autenticação e obter acesso directo aos painéis de gestão, afetando também o WHM. Estes sistemas são amplamente usados em servidores Linux para gerir websites, bases de dados e contas de email, o que aumenta significativamente o impacto desta falha.

Com uma classificação de gravidade de 9.8, a vulnerabilidade começou a ser explorada como 0-day ainda antes de existir uma correcção. Desde então, já foram identificados pelo menos 44 mil servidores comprometidos, com ataques em larga escala a multiplicarem-se por todo o mundo. Os atacantes estão a aproveitar o acesso para instalar o ransomware "Sorry", que já afectou centenas de sites, alguns dos quais começaram a aparecer indexados em motores de busca.
O ransomware foi desenvolvido especificamente para sistemas Linux e adiciona a extensão ".sorry" a todos os ficheiros encriptados. Utiliza o algoritmo ChaCha20 para encriptação, com a chave protegida por RSA-2048, o que torna a recuperação praticamente impossível sem acesso à chave privada. Em cada pasta afectada é criada uma nota de resgate em formato README.md, com instruções para as vítimas contactarem os atacantes através da rede Tox para negociar o pagamento.

Entretanto, já foi lançada uma actualização de emergência para várias versões do cPanel e WHM. Servidores desactualizados ou fora de suporte continuam especialmente vulneráveis. Como o acesso a estes painéis permite controlo total sobre o servidor, incluindo criação de contas falsas, instalação de backdoors, e envio de spam - a recomendação é aplicar as correções quanto antes e reforçar as medidas de segurança, já que os ataques deverão intensificar-se ainda mais nos próximos dias.

№ 02

Placas RTX 5090 concebidas para "falhar" deliberadamente?

Uma loja de reparações acusa alguns fabricantes de terem criado placas gráficas RTX 5090 desenhadas para avaria logo após o fim da garantia.

A Northwestrepair lançou algumas questões sobre as placas gráficas RTX 5090 da Gigabyte, apontando para um possível problema de design que pode afectar a sua durabilidade. Em causa está uma pequena resistência no circuito de activação de energia que pode estar demasiado próximo do limite mínimo de funcionamento.

Segundo a análise, o valor de 100 kΩ usado como pull-up pode não deixar margem suficiente para o desgaste natural dos componentes. Num caso real, a RTX 5090 deixou de funcionar por falha na activação da linha de energia principal (NVVDD). O sinal de activação ficava abaixo do nível necessário, impedindo o arranque do GPU, apesar de outras linhas estarem operacionais.

A solução passou por substituir a resistência por uma de valor inferior, elevando a tensão de para um nível estável e restaurando o funcionamento da placa. O técnico acredita que o mesmo circuito é usado em vários modelos, incluindo versões AORUS e Gaming, o que pode indicar um problema mais generalizado que poderá atormentar os possuidores destas placas após um par de anos de funcionamento.


O caso levanta dúvidas sobre a margem de tolerância no design destas placas gráficas, que custam para cima dos 3.500 euros. Esperar-se-ia que, no mínimo, usassem componentes de qualidade e uma concepção que assegurasse um funcionamento por muitos e longos anos - não um circuito que parece funcionar quase como uma contagem decrescente para para "matar" as placas após o período da garantia (mesmo tendo em conta que estas placas avarias podem ser vendidas por 1700 euros!)

№ 03

A curiosa técnica Lippmann Plate das fotos a cores

As Lippmann Plates maravilharam o mundo com fotos a cores no final do século XIX, que ainda hoje não conseguem ser recriadas pelas fotos impressas.

Vivemos num mundo a cores e onde a tentativa da sua reprodução continua a ser um desafio. Sim, há décadas que temos fotografias, cinemas, televisores, e monitores, a cores, mas ainda assim estamos longe de conseguir reproduzir a totalidade das cores visíveis.

E o melhor exemplo disso acaba por ser uma lição de humildade, bastando olhar para a natureza, e ver as cores vivas que podem ser produzidas pelas asas de uma borboleta ou pela pele de um camaleão. Ora, a Lippmann Plate é uma técnica criada em 1891 e que produz as cores usando precisamente o mesmo princípio básico, de "interferência" da luz, produzindo um espectro de cor vívido e intenso - que as fotos impressas não têm qualquer hipótese de atingir.



Como bónus extra, estas fotos mantêm as suas cores durante séculos sem perda de qualidade, mantendo as cores tão vivas hoje como no momento em que foram criadas, mesmo para as fotos com mais de cem anos.

№ 04

Placas RTX 5090 avariadas vendidas a €1700

Demostrativo do panorama que se vive no mundo do hardware, há placas RTX 5090 avariadas que estão a ser vendidas a 1700 euros!

Uma loja francesa está a vender placas gráficas RTX 5090 defeituosas com preços que começam nos 1.499 euros e podem chegar aos 1699 euros. São preços que se podem considerar absurdos, uma vez que se tratam de placas que não funcionam - mas que revelam a situação do mercado numa altura em que estas placas gráficas têm preços que ultrapassam os 3500 euros e podem chegar mesmo a superar os 4000 euros nalguns modelos.

Segundo a informação disponível, estas unidades foram danificadas durante o transporte e apresentam problemas físicos variados, como deformações ou danos no PCB. A única certeza é que foram testadas e confirmadas como não funcionais, sendo vendidas "no estado em que estão", sem garantia ou possibilidade de devolução.
Apesar disso, a loja assegura que as placas incluem todos os componentes principais na placa, como o chip gráfico e a memória, o que desde logo revela que se destinam essencialmente às lojas com capacidade de reparação das mesmas. A ideia é que possam ser reparadas ou usadas para reaproveitamento de peças, especialmente num mercado onde estes componentes têm elevado valor - ao ponto de haverem esquemas de compra de placas para remoção de chips, e posterior devolução.

Ainda assim, trata-se de uma aposta arriscada que terá pouco interesse para o público em geral, uma vez que se trata de uma total "lotaria" saber se se apanhará uma placa que poderá ser facilmente reparada, ou uma em que isso é inviável e serve apenas para peças.

№ 05

Como fazer um drone FPV com ESP32

Combinando electrónica e peças impressas em 3D, podemos criar o nosso próprio drone FPV de alta-velocidade.

Levando - literalmente - os projectos ESP32 a novas alturas, este Rocket Drone ESP32 combina electrónica e peças impressas em 3D para criar um drone FPV de alta-velocidade. O projecto não é propriamente indicado para iniciantes, mas não está fora do alcance de qualquer interessado, sendo desde logo recomendável que se tenha acesso a uma impressora 3D e os conceitos básicos de soldadura de compononentes.

Este drone conta até com algumas mordomias adicionais, como uma câmara móvel que facilita a sua utilização em qualquer orientação de voo. E, apesar de ser um projecto que se pode fazer em casa, o resultado é um drone que pode superar os 100 km/h de velocidade, pelo que deverá ser pilotado em locais adequados e com todas as precauções de segurança.


O custo total de material (sem as peças impressas em 3D) deverá ser de cerca de 150 euros, o que não se pode considerar excessivo tendo em conta o resultado final.

Dito isto, se acharem que este drone não satisfaz o vosso desejo de velocidade, podem sempre optar por criar um drone ridiculamente rápido que pode atingir quase 300 km/h. Obviamente, se mesmo para o drone acima se recomenda o máximo de precauções, para este será preciso triplicar os cuidados a ter.

№ 06

Gemini com NotebookLM chega aos utilizadores gratuitos

A Google está a expandir o NotebookLM no Gemini aos utilizadores gratuitos e apps, mas os utilizadores europeus podem ter que esperar mais um pouco - como tem sido habitual.

A Google está a expandir o acesso de uma das funcionalidades mais avançadas do Gemini a todos os utilizadores. A integração com o NotebookLM, que inicialmente estava limitada a alguns utilizadores e à versão web, passa a estar disponível também na app móvel, tanto para contas pagas como para as contas gratuitas.

A funcionalidade "notebooks" funciona como um hub inteligente para organizar conversas, ficheiros e documentos num único espaço. Em vez de apenas guardar interacções, os utilizadores podem adicionar contexto extra aos projectos, tornando o Gemini mais útil para tarefas de investigação e produtividade.

Notebooks in @GeminiApp are officially available to Free and Paid users on mobile! 🥳

(Coming soon to additional countries in Europe!) https://t.co/BT8B3gktPR

— NotebookLM (@NotebookLM) April 30, 2026
Os notebooks sincronizam automaticamente com o NotebookLM, permitindo alternar entre ferramentas para análise mais avançada. Existem, no entanto, algumas diferenças entre planos. Os utilizadores gratuitos podem adicionar até 50 fontes por notebook, enquanto subscritores pagos têm limites mais elevados, que podem chegar às centenas.

Esta novidade chega pouco depois de outra actualização importante: a capacidade de gerar ficheiros directamente no Gemini, incluindo PDF, Word e outros formatos. Apesar disso, a funcionalidade de notebooks ainda não está disponível em todos os países europeus, mas a Google promete expandir o suporte em breve.

№ 07

BMW renova série 7 com mais tecnologia

A BMW prepara nova actualização ao seu série 7 de 2027, com novos elementos inspirados na geração "Neue Klasse" da marca.

A BMW está a preparar uma grande atualização para o seu sedan topo de gama, com o novo Série 7 de 2027 a servir como uma espécie de montra tecnológica para o futuro eléctrico da marca. Apesar de ainda manter alguns componentes mais tradicionais, este modelo já integra a base tecnológica da nova geração "Neue Klasse", tornando-se mais inteligente, mais leve e carregado de ecrãs e funcionalidades digitais.
Por fora, o design mantém-se familiar, mas com alguns ajustes. A icónica grelha frontal surge agora mais larga e menos alta, com iluminação integrada, enquanto os faróis principais ficam posicionados mais abaixo no para-choques e as luzes diurnas mais finas aparecem na parte superior. A BMW optou também por usar mais elementos em plástico pintado na cor da carroçaria. Na traseira, as luzes são mais compridas e o logótipo passa a ter um acabamento mate. Já a pintura bicolor apresentada nas imagens pode demorar até 75 horas a ser concluída, embora não seja uma opção consensual.

É no interior que as mudanças mais se fazem notar. O destaque vai para o sistema "Panoramic Vision", que projeta informação ao longo de toda a base do para-brisas. No centro do tablier está um ecrã de 17.9" e, pela primeira vez, o passageiro da frente conta com um ecrã próprio de 14.6" onde pode ver filmes ou jogar. Para evitar distracções, uma câmara monitoriza o condutor e reduz automaticamente o brilho desse ecrã se detectar que está a olhar para ele - como de resto passará a ser obrigatório a partir de Julho.
Atrás, mantém-se o Theater Screen de 31.3" com resolução 8K, que agora funciona mais como um tablet graças a novos controlos tácteis. Inclui ainda uma câmara para chamadas Zoom e uma porta HDMI para ligar um portátil. No áudio, há opções para todos os gostos: um sistema Bowers & Wilkins com 36 altifalantes e 1.925 W para quem quiser o topo de gama, enquanto a versão base já inclui 18 altifalantes e 575 W.

As versões eléctricas recebem melhorias significativas. A BMW está a usar novas células de bateria cilíndricas com mais 20% de densidade energética, elevando a capacidade utilizável para 112.5 kWh. Outra novidade é o uso de um sistema de cablagem por zonas, que elimina cerca de 610 metros de cabos, reduzindo o peso da cablagem em cerca de 30%. O carro inclui ainda integração com a assistente Alexa da Amazon, permitindo controlar funções do veículo e até dispositivos de casa inteligente com comandos de voz.
No campo da segurança, a BMW introduz o sistema “"ymbiotic Drive" que monitoriza o olhar do condutor e só intervém na condução quando detecta que o desvio da faixa não é intencional. O sistema consegue também identificar animais na estrada e travar automaticamente. Curiosamente, a marca decidiu abandonar, para já, o desenvolvimento de condução autónoma de nível 3, optando por manter o condutor mais envolvido por questões de segurança e - principalmente - responsabilidade legal.


O i7 60 xDrive oferece 536 cv e uma autonomia superior a 563 km, acelerando dos 0 aos 97 km/h em 4.6 segundos, com um preço a rondar os 107.770 euros. Já o i7 50 xDrive surge como opção mais acessível, com 449 cv, chegando aos 97 km/h em 5.3 segundos e preço a partir de 91.980 euros. Para quem prefere motores a combustão, o 740 mantém um motor de seis cilindros com 394 cv, com preços desde 86.510 euros. No topo da gama está o i7 M70 xDrive, com 680 cv, capaz de acelerar até aos 100 km/h em apenas 3.5 segundos e com autonomia estimada de 686 km.

A produção do novo Série 7 arranca em Julho de 2026 na Alemanha, com as versões elétricas i7 e os modelos a gasolina 740 a chegarem primeiro à Europa. Já a versão híbrida plug-in 750e xDrive está prevista para o início de 2027, com 483 cv, sendo posteriormente acompanhada por uma variante ainda mais potente com motor V8.

№ 08

Segway lança moto de motocross eléctrica

A Segway está a expandir-se para outras áreas, com a Xaber 300, moto eléctrica para andar fora da estrada.

A Segway apresentou a nova Xaber 300, uma moto eléctrica de todo-o-terreno que marca a entrada da marca no segmento de powersports. Apesar de ser conhecida pelas suas scooters, a empresa continua a expandir a sua oferta e entra agora num território mais próximo das motas tradicionais do que das e-bikes.

A Xaber 300 oferece até 21 kW de potência, com uma velocidade máxima anunciada de 96 km/h e aceleração dos 0 aos 80 km/h em cerca de 5.5 segundos. Com apenas 85 kg, destaca-se pela relação peso/potência, pensada para desempenho fora de estrada. A bateria de 72V e 44Ah promete até 100 km de autonomia em modos mais económicos, embora esse valor desça para cerca de 50 km em utilização mais intensiva.
A nível de construção, o modelo aposta num quadro em alumínio inspirado em protótipos de competição, suspensão ajustável com 220 mm de curso e travões hidráulicos de quatro pistões. No geral, as especificações aproximam-se mais de uma moto convencional do que de qualquer produto típico da Segway até agora. O destaque vai também para a componente tecnológica. A moto inclui vários modos de potência, controlo de tracção, travagem regenerativa e até uma "embraiagem virtual" para simular a condução tradicional. Há ainda funcionalidades como GPS, geo-fencing e actualizações OTA, tudo gerido através de um ecrã TFT.

A Xaber 300 chega ao mercado a 15 de Maio com um preço a rondar os 5.299 dólares. Será uma excelente opção para os fãs destas motos que queiram dizer adeus à conta do combustível - e também do barulho dos motores.

№ 09

MS disponibiliza 86-DOS 1.00 em open-source

Para os nostálgicos e curiosos, a Microsoft está a disponibilizar o 86-DOS 1.00 em open-source.

Ao longo dos anos a Microsoft tem disponibilizados algumas versões do MS-DOS como open-source, e agora celebra os 45 anos do 86-DOS 1.00 fazendo nova viagem ao passado. Desta vez o destaque vai para o facto do código ter sido recuperado a partir de antigas impressões em papel encontradas numa garagem.

Segundo a empresa, a prova da exactidão da listagem é dada pelo facto do código compilado ser exactamente igual aos binários originais. O pacote inclui o kernel do 86-DOS 1.00, versões iniciais do PC-DOS 1.00 e algumas ferramentas clássicas, além da biblioteca runtime do BASIC-86. Também estão disponíveis scans dos documentos originais, incluindo anotações feitas à mão.

The earliest DOS source code was found on printer paper in Tim Paterson's garage so we've open sourced it on 86-DOS 1.00’s 45th anniversary! This is next-level software archaeology for study, preservation, and plain ol’ curiosity. Go dig in and learn how it was recovered! #DOS

— Scott Hanselman 🌮 (@shanselman) April 28, 2026
O projecto oferece uma visão rara sobre os primeiros passos do desenvolvimento de sistemas operativos da Microsoft, mostrando como o MS-DOS evoluiu a partir do 86-DOS. Para quem gosta de explorar software histórico, há ainda instruções para compilar e montar o código disponível.

Este lançamento junta-se a outras iniciativas semelhantes da Microsoft, que já tinha disponibilizado outras versões antigas do MS-DOS. A ideia é preservar a história e dar aos entusiastas a oportunidade de experimentar e estudar algumas das bases do software moderno - isto numa altura em que os utilizadores se tinham que dar a trabalho extra para coisas como aproveitar a memória RAM acima dos 640KB, carregar drivers para ter acesso ao CD-ROM, e afinar cuidadosamente os seus ficheiros CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT para aquilo que precisassem. :)

№ 10

Sistema Peltier posto à prova em GPUs

Um sistema de arrefecimento Peltier criado à medida para arrefecer GPUs demonstrou ser demasiado trabalhoso para os resultados apresentados.

Um canal de YouTube decidiu testar os limites do arrefecimento da tecnologia Peltier, criando um sistema feito por medida para GPUs. O projeto combina dois AIOs de 360 mm, controladores DC personalizados e um loop de refrigeração modificado para tentar alcançar temperaturas abaixo da temperatura ambiente.

A tecnologia Peltier usa o efeito termoelétrico para arrefecer um lado de um material semicondutor transferindo o calor para o outro lado. Neste caso, o sistema utilizava dois módulos Peltier alimentados por cerca de 360W, enquanto os AIOs tratavam de dissipar o calor gerado. O objectivo era melhorar o arrefecimento de GPUs de gama média como os RTX 3070 e RTX 4060.


Nos testes, os resultados mostraram alguma eficácia. A RTX 4060, por exemplo, viu a temperatura descer cerca de 10°C, atingindo valores ligeiramente abaixo da temperatura ambiente. Já a RTX 3070 também registou melhorias, mas menos impressionantes, com reduções de cerca de 7°C em carga.

Apesar destes ganhos, a parte que "condena" o sistema tem a ver com a falta de eficiência em termos energéticos, com o sistema Peltier consumiu quase tanta energia quanto o próprio GPU. Além disso, o calor gerado pelo lado quente dos módulos exige um sistema de dissipação robusto - neste caso dois blocos AIO - anulando grande parte das vantagens. Acaba por ser bastante mais vantajoso usar simplesmente um bloco AIO, com uma fracção do custo e do consumo energético, e aceitar as temperaturas ligeiramente superiores, mas perfeitamente dentro da gama tolerável de funcionamento.

№ 11

Apple Mac mini agora começa nos €979

A Apple descontinuou o Mac mini de 256GB, fazendo com que o modelo mais barato (com 512GB) passe a custar 979 euros.

A Apple "aumentou" o preço base do Mac Mini, que passa de 729 para 979 euros após a remoção da versão com 256GB de armazenamento. A decisão surge numa altura em que a empresa começa também a sofrer com os efeitos das limitações na cadeia de fornecimento, que tem sofrido agravamentos nos preços da memória RAM e Flash NAND.

Embora tecnicamente a Apple não tenha aumentado o preço, o facto de remover o modelo base obriga os interessados a optarem pelo modelo de 512GB, modelo em que a Apple tem maior margem de lucro e que ajudar a absorver os aumentos dos chips. Tira também partido do efeito "OpenClaw", o agente AI open-source que tem feito com que muitas pessoas comprem Mac minis - apesar de haverem muitas alternativas para lhe dar uso.
Por enquanto os preços (excessivos) que a Apple cobrava pelos upgrades de memória e capacidade têm permitido que a Apple mantenha os preços que praticava. Mas esta táctica de remover os produtos menos vantajosos para si (a Apple também já tinha retirado o Mac Studio com 512GB de RAM) não poderá manter-se eternamente, pelo que mais tarde ou mais cedo deveremos começar a ver alterações - leia-se: aumentos - nos preços.

№ 12

Microsoft acelera "Run" do Windows 11 com ajuda do PowerToys

A Microsoft está a testar um "Run" mais rápido no Windows 11, e aproveitou o trabalho já feito no PowerToys.

A MS comprometeu-se em melhorar o desempenho do Windows, regressando a programação nativa em vez de ser baseada em tecnologias web, e isso também se irá fazer sentir no "Run". Lançada ainda no tempo do Windows 95, a janela "Run" é a porta de entrada para acelerar a execução de programas de forma directa, e praticamente não mudou ao longo de décadas. Agora, está a ser retrabalhada para acompanhar o visual moderno do sistema, incluindo suporte para dark mode e interface mais simples.

A nova versão não se limita ao aspecto. A Microsoft refere orgulhosamente que reduziu o tempo de abertura para cerca de 94 ms, abaixo dos 103 ms da versão anterior, tornando a experiência mais rápida. Mas, realisticamente, é uma diferença de menos de 10ms que não será perceptível (e que não evita as críticas de como se pode justificar que uma janela simples demore um décimo de segundo a aparecer no ecrã num computador moderno - quando deveria ser algo realmente instantâneo, na ordem dos 10 ms).


A Microsoft também analisou dados reais de utilização e concluiu que certas opções eram praticamente irrelevantes. O botão "Browse", por exemplo, era usado por apenas 0.0038% dos utilizadores num universo de milhões, levando à sua remoção. Curiosamente, a empresa também identificou que muitos utilizadores recorrem ao "Run" para colar texto e copiá-lo novamente como forma rápida de limpar formatação (algo que demonstra o desconhecimento do CRTL+Shift+V como "paste sem formatação"). Foi também adicionada a possibilidade de aceder directamente à pasta do utilizador ao escrever "~\\".

A parte curiosa é que este trabalho não foi totalmente feito de raiz. Na verdade a MS recorreu ao seu excelente conjunto de utilitários PowerToys, mais propriamente ao Command Palette (acessível via Win + Alt + Espaço), que proporciona um Run melhorado. Nem de propósito, ainda recentemente falávamos que era um pouco "idiota" que a MS não aproveitasse as excelentes capacidades do Windows para melhorar o Windows de base, e parece que afinal está mesmo a começar a fazê-lo. Talvez daqui por uns tempos comecem a contratar programadores da Demoscene - aqueles que fazem magia com impressionantes demonstrações de 4KB e 256 bytes, reduzirem os gigabytes do Windows para alguns poucos megabytes. :)

№ 13

Leapmotor B05 na Europa por 26.900 euros

A Leapmotor lançou oficialmente o B05 na Europa, com as encomendas abertas nos primeiros mercados europeus.

O Leapmotor B05 é o primeiro modelo elétrico de cariz desportivo da marca chinesa, distribuída no nosso continente através da joint-venture com a Stellantis.

Visual e dimensões

O B05 tem proporções de coupé, portas sem moldura e 4.430 mm de comprimento, com uma largura de 1.880 mm que a marca descreve como líder na sua classe. O coeficiente aerodinâmico é de 0,26, conseguido com grelha ativa, cortinas de ar dianteiras e defletores laterais. As jantes são de liga leve de 19 polegadas. Cinco cores disponíveis: Amarelo Lightning, Cinzento Windy, Preto Metallic, Azul Starry Night e Cinzento Galaxy.

Motor e desempenho

O B05 apresenta-se com 218 cv (160 kW) de potência, 240 Nm de binário e tração traseira, com distribuição de peso 50:50. O 0-100 km/h faz-se em 6,7 segundos. A suspensão foi desenvolvida em colaboração com especialistas de chassis da Stellantis.

Bateria e carregamento

Duas opções de bateria: 56,2 kWh (401 km WLTP) ou 67,1 kWh (482 km WLTP). O carregamento rápido em CC chega aos 174 kW, permitindo passar de 30% a 80% em cerca de 17 minutos. A tecnologia Cell to Chassis integra a bateria na estrutura do veículo, reduzindo o peso e aumentando a rigidez.

Interior e segurança

O habitáculo tem ecrã tátil central de 14,6 polegadas (resolução 2,5K), painel digital de 8,8 polegadas, bancos em couro ecológico aquecidos e teto panorâmico com cortina elétrica. A bagageira chega a 1.400 litros com os bancos rebatidos. Em termos de segurança, conta com 7 airbags, 21 sistemas de assistência ao condutor operados por 14 sensores e câmaras, e assistência de nível 2. A Leapmotor visa 5 estrelas Euro NCAP, com resultados esperados para o final de 2026.

Versões disponíveis

A gama divide-se em duas versões: LIFE, disponível com bateria de 56,2 kWh ou 67,1 kWh; e DESIGN, exclusivamente com a bateria maior de 67,1 kWh, acrescentando materiais interiores mais refinados e sistema de áudio melhorado.

O preço de entrada situa-se nos 26.900 euros em alguns mercados europeus, no entanto a Leapmotor ainda não divulgou os preços para Portugal.


[Pela Estrada Fora]
№ 14

Geely E5 e Starray EM-i chegam a Portugal

Os Geely E5 e Starray EM-i chegam a Portugal este mês, reforçando o seu catálogo de oferta no nosso país.

A Geely inicia oficialmente a sua operação em Portugal, trazendo uma gama focada na inovação tecnológica, na segurança e na transição acessível para a eletrificação. A entrada no mercado nacional acontece já neste mês de maio, com dois modelos desenhados para responder às exigências do dia a dia: o elétrico Geely E5 e o híbrido plug-in Starray EM-i.

Estas propostas refletem a visão da marca, assente na eficiência, fiabilidade e segurança, características comprovadas pelas cinco estrelas obtidas por ambos nos rigorosos testes Euro NCAP.

Geely E5: O novo SUV 100% elétrico

O novo Geely E5 é um SUV compacto totalmente elétrico, construído sobre a nova arquitetura inteligente GEA. Conta com um motor elétrico que produz 160 kW (218 cv) de potência máxima e tração dianteira, alimentado por uma bateria LFP de 60,22 kWh. O resultado é uma autonomia combinada de até 430 km (WLTP), garantindo um equilíbrio perfeito entre conforto e performance. A marca anuncia 20 minutos para carregar até aos 80%.

No interior, o E5 privilegia a facilidade de utilização, com um sistema de infoentretenimento rápido e conectividade total. O habitáculo foi desenhado para ser espaçoso e confortável, utilizando materiais de qualidade. No capítulo da segurança, o modelo inclui os mais recentes assistentes de condução e proteção ativa.

Starray EM-i: Versatilidade Híbrida Plug-in

Para quem procura versatilidade sem limites de distância, o Starray EM-i é um SUV Super Hybrid Plug-in (PHEV) com total foco na elevada eficiência que oferece. O sistema propulsor foi otimizado para manter consumos baixos, permitindo uma autonomia máxima combinada de até 1055 km (WLTP) e um consumo anunciado de apenas 1,4 L/100 km, o que faz deste SUV uma solução ideal para quem quer reduzir custos de utilização sem abdicar da autonomia. Promete até 136 km de autonomia 100% eléctrica.

Com um design robusto e linhas marcantes, o novo Starray EM-i combina um exterior imponente com um interior moderno e tecnológico. Tal como o Geely E5, vem equipado com um pacote completo de segurança e ajuda à condução, reforçando o compromisso da Geely com a proteção de quem viaja a bordo.

Geely conta com plataformas, design e desenvolvimento próprio

A Geely baseia o seu crescimento num investimento constante em Investigação e Desenvolvimento (I&D). Este trabalho resulta em tecnologias e plataformas próprias, que permitem criar automóveis mais eficientes, inteligentes e adaptados às exigências europeias.

Mais do que apenas fabricar veículos elétricos, a Geely aposta numa mobilidade mais sustentável e numa ligação fluida entre o condutor e o veículo, através de sistemas digitais de infoentretenimento de fácil utilização que facilitam o quotidiano.

Com o arranque das vendas a nível nacional em maio, a Geely inicia uma etapa importante da sua expansão na Europa, escolhendo Portugal como um mercado estratégico para demonstrar a qualidade da sua nova geração de modelos eletrificados.


[Pela Estrada Fora]
№ 15

Hyundai apresenta SUV eléctrico familiar IONIQ 9

A Hyundai chegou à gama alta dos SUV elétricos com o IONIQ 9, um modelo de três filas de bancos que está disponível em Portugal a partir de 62.500 euros (mais IVA), na versão Calligraphy.

O IONIQ 9 é o maior elétrico da Hyundai até agora (com 5,06 metros de comprimento e 3,13 metros entre eixos) e está pensado para quem precisa de espaço a sério. As três filas de bancos têm altura e espaço para pernas que a marca descreve como comparáveis a uma sala de estar. A bagageira, com a terceira fila rebatida, chega a 908 litros; com todos os lugares ocupados, fica nos 338 litros. Há ainda um frunk de 52 litros na frente, nos modelos AWD.
A consola central desliza até 190 mm, permitindo passar entre a primeira e a segunda fila sem sair do carro, um pormenor prático que facilita bastante a vida com crianças. Os bancos dianteiros têm apoio de pernas integrado e reclinam completamente.
Autonomia e carregamento: os números que importam
A bateria tem 110,3 kWh e a autonomia WLTP declarada é de 600 km na versão Long-Range AWD com jantes de 21 polegadas. Em Portugal está disponível apenas nesta configuração, com dois motores e tração integral.

O carregamento rápido é dos pontos fortes: com arquitetura de 800 V, carrega de 10 a 80% em 24 minutos num posto de 350 kW. Compatível também com postos de 400 V, sem adaptadores adicionais. Inclui ainda V2L (Vehicle-to-Load), para alimentar equipamentos externos diretamente a partir do carro.

Desempenho e condução

Os dois motores somam 66,1 kW dianteiro e 160 kW traseiro. O 0-100 km/h faz-se em 6,7 segundos; a velocidade máxima é de 200 km/h. Num cenário de ultrapassagem em autoestrada, o modelo acelera dos 80 aos 120 km/h em 4,8 segundos.

A Hyundai incluiu amortecedores com autonivelamento, vetorização dinâmica do binário e um modo Terrain com perfis para neve, lama e areia. A capacidade de reboque é de 2.500 kg, valor de referência neste segmento.

O sistema ANC-R (Active Noise Cancelling-Road), integrado no sistema de som Bose de 14 altifalantes, neutraliza o ruído da estrada em movimento, uma novidade na marca.

Segurança

O pacote SmartSense cobre o essencial e vai mais além: prevenção de colisões frontais com deteção de peões e ciclistas, assistência à manutenção de faixa, controlo de cruzeiro adaptativo com centralização automática em autoestrada, monitorização do ângulo morto, alerta de saída segura (pode mesmo impedir que as portas se abram se detetar perigo), alerta de ocupantes traseiros, e estacionamento remoto sem mãos. O sistema ISLA ajusta ou alerta para os limites de velocidade com base em câmara e navegação.

Tecnologia a bordo

O ecrã panorâmico curvo combina dois painéis de 12,3 polegadas. O assistente de IA da Hyundai, que integra o ChatGPT, responde à frase “Hey Hyundai” e gere funções do carro por voz. As atualizações são feitas over-the-air, e a chave digital pode ser partilhada com até 15 dispositivos.

Em Portugal

O IONIQ 9 está disponível já, na versão Calligraphy, com 7 anos de garantia sem limite de quilómetros, 7 anos de assistência em viagem e check-ups anuais gratuitos, mais 8 anos ou 160.000 km de garantia de bateria. O consumo declarado em ciclo combinado é de 20,6 kWh/100 km; emissões de CO₂: 0 g/km (WLTP).


[Pela Estrada Fora]
№ 16

Robinhood abusada para envio de emails de phishing

Atacantes usaram um esquema engenhoso para enviar email de phishing através da conta legítima da Robinhood.

Uma nova campanha de phishing explorou uma falha no processo de criação de contas da Robinhood, permitindo que atacantes enviassem emails aparentemente legítimos da própria empresa. O problema estava no processo de criação de conta: sempre que uma nova conta é criada, a empresa envia automaticamente um email com o assunto "Your recent login to Robinhood", incluindo informações como a hora do registo, endereço IP, dispositivo utilizado e localização aproximada.

Os atacantes conseguiram tirar partido deste sistema ao inserir código HTML malicioso nos campos de metadados do dispositivo, que não estavam devidamente filtrados. Esse código acabava por ser incluído no campo "Device" do email enviado pela Robinhood e, ao ser interpretado pelo cliente de email, apresentava uma mensagem falsa de alerta, como "Um novo dispositivo foi associado à sua conta". Os utilizadores visados recebiam um email com aparência legítima - enviado realmente do endereço oficial da empresa - mas com o conteúdo de phishing do alerta falso da actividade suspeita e a incentivar o clique em links maliciosos.
Para atingir utilizadores reais, os atacantes terão recorrido a listas de endereços de email obtidas em fugas de dados anteriores, incluindo uma lista de 2021 que afectou cerca de 7 milhões de clientes da Robinhood e cujas informações acabaram por ser colocadas à venda em fóruns de hacking. Além disso, exploraram um comportamento específico do Gmail conhecido como dot aliasing, onde adicionar de pontos num endereço de email não altera o destinatário final, permitindo criar variações de emails reais e garantir que as mensagens chegavam às vítimas pretendidas.

On Sunday evening, some customers received a falsified email from [email protected] with the subject line “Your recent login to Robinhood.”

This phishing attempt was made possible by an abuse of the account creation flow. It was not a breach of our systems or customer…

— Robinhood Help (@AskRobinhood) April 27, 2026
A Robinhood confirmou o incidente, esclarecendo que não houve qualquer violação directa dos seus sistemas ou das contas dos utilizadores, nem impacto em dados pessoais ou fundos. Segundo a empresa, tratou-se de um abuso do processo de criação de contas. A falha já foi entretanto corrigida com a remoção do campo "Device" dos emails de confirmação, inviabilizando o método utilizado para injetar conteúdo malicioso nos emails (melhor teria sido manterem o campo, mas impedir que pudesse conter conteúdo HTML). Ainda assim, a recomendação para os utilizadores é apagar qualquer email suspeito com este formato e evitar clicar em links, mesmo quando a mensagem aparenta ser legítima.

№ 17

YouTube reactiva modo Picture-in-Picture gratuito

O YouTube está a expandir o uso do modo Picture-in-Picture aos utilizadores gratuitos fora dos EUA, em iOS e Android.

O YouTube está a recuar (parcialmente) numa das suas restrições mais atrozes e absurdas: a de impedir o uso do modo Picture-in-Picture (PiP), a não ser que se optasse pela subscrição paga.

Esta sempre foi uma restrição completamente idiota, já que este tipo de coisa é algo que deveria ser gerida e possibilitada a nível do sistema, e que estava assumida que seria possível fazer-se com qualquer vídeo. No entanto, o YouTube optou por bloquear essa capacidade, tornando-a numa vantagem exclusiva para os clientes com subscrição paga. Agora, parecendo reconhecer a idiotice dessa decisão, decidiu relaxar essa restrição - mas não totalmente.
Os utilizadores gratuitos do YouTube voltam a poder usar o modo PiP, desde que não seja um vídeo de músicas - vídeos musicais continuam a só poder ser vistos/ouvidos em modo PiP pelos subscritores do YouTube Premium (nem os subscritores do Premium Lite o podem fazer).

Continua a ser uma restrição idiota, que pode ser facilmente contornada usando-se um browser como o Brave, que devolve aos utilizadores o direito de poderem ver e ouvir vídeos/músicas como quiserem.

№ 18

Apple AirPods Pro 3 a €222

Para os utilizadores de iPhones que procurarem a máxima qualidade sonora, os AirPods Pro 3 estão disponíveis a preço reduzido.

A Apple teve um papel importante no abandono da ficha dos headphones, incentivando (obrigando) o uso de headphones e earphones Bluetooth (bem, tecnicamente, podemos continuar a usar headphones com cabo, via Lightning ou USB-C). E para tal, lançou uma série de earphone Bluetooth a acompanhar, os AirPods. Destes, o modelo topo de gama são os AirPods Pro 3, que além do cancelamento de ruído também têm Spatial Audio capaz de criar uma experiência sonora 3D que tem em consideração os movimentos da cabeça do utilizador, podendo servir como "aparelho auditivo" e, na mais recente actualização, também tendo capacidade para monitorizar a frequência cardíaca.
Os Apple AirPods Pro 3 estão disponíveis por 222 euros na Amazon Espanha.

A autonomia anunciada é de 8 horas para cada sessão (com cancelamento de ruído), que se pode prolongar om o carregamento na caixa. A caixa pode ser carregada via USB-C ou carregamento wireless MagSafe / Qi, e também conta com localização Find My de alta precisão via UWB e uma pequena coluna que toca um som para facilitar a tarefa.


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№ 19

Actualização do Windows 11 pode fazer vários reboots

A mais recente actualização do Windows 11 poderá surpreender os utilizadores com mais reboots do que é habitual durante o processo de instalação.

A actualização do Windows 11 que traz novidades como o novo modo Xbox e diversas melhorias, pode também fazer-se sentir pela negativa devido à quantidade de reboots que faz durante durante a instalação. Em causa estão os updates KB5083631 e KB5083769, que em certos sistemas podem levar a dois reboots consecutivos - algo que, segundo a empresa, é o comportamento esperado e não representa um problema.

De acordo com a Microsoft, este comportamento está ligado à instalação de novos certificados de Secure Boot em sistemas que ainda precisam dessa actualização. Não é a primeira vez que isto acontece, a actualização do mês anterior, KB5083769, já apresentava o mesmo comportamento. Esta mudança está relacionada com um plano anunciado no início de 2024, quando a Microsoft revelou que iria actualizar as chaves do Secure Boot, que estão prestes a atingir 15 anos de idade em 2026 e que vão expirar. Como resultado, os novos certificados de 2023 estão a ser distribuídos através das actualizações mais recentes do Windows 11. Estes certificados, juntamente com um boot manager actualizado, deverão reforçar a protecção contra ameaças como bootkits.

A própria Microsoft explica que, ao longo dos próximos meses, um "número limitado" de dispositivos, tanto domésticos como empresariais, poderá passar por um reboot adicional durante a instalação destas actualizações. Este reinício extra acontece apenas uma vez, após a aplicação dos novos certificados de Secure Boot.
Para ajudar os utilizadores a perceberem se o sistema já recebeu estas actualizações, a Microsoft adicionou recentemente novos indicadores no Windows Security - Device Security. Estes permitem verificar facilmente o estado do Secure Boot e em que fase do processo de actualização o dispositivo se encontra.

O curioso é que isto chegue numa altura em que a Microsoft também promete que irá reduzir o número de reboots forçados devido às actualizações.

№ 20

Rufus 4.14 melhora instalação "limpa" do Windows 11

O popular utilitário Rufus ganha novas opções para reduzir os elementos indesejados do Windows 11.

O Rufus foi actualizado para a versão 4.14, trazendo várias melhorias na instalação do Windows 11. Entre as novidades está um novo modo de instalação "silent", que permite configurar o sistema automaticamente sem interacção do utilizador, pensado sobretudo para utilizadores avançados e/ou que necessitem instalar o Windows em muitos computadores sem perder tempo.

Esta versão também ganha opções para remover apps indesejadas pré-instaladas durante o setup, como Microsoft Teams, Outlook e Copilot. Isto evita o habitual ritual de limpeza pós-instalação, e permite um arranque mais rápido e menos recursos ocupados, algo especialmente útil em PCs menos potentes. Além disso, a actualização corrige vários problemas, incluindo erros na criação de unidades Windows To Go para versões recentes do Windows 11 e falhas relacionadas com contas locais. Há também melhorias no processo de instalação, com mensagens mais informativas e ajustes técnicos no sistema de arranque UEFI:NTFS.

Fora das alterações principais, o Rufus 4.14 inclui melhorias na interface e compatibilidade, como tooltips mais informativas, melhor detecção de ficheiros problemáticos, e suporte adicional para certos tipos de imagens. Melhorias que asseguram que continue a ser a ferramenta mais recomendável para a criação de pens de instalação do Windows 11 (e outros sistemas).