PlanetGeek
№ 01

Reino Unido proíbe "asfixia sexual"

No Reino Unido, chegou-se ao ponto de se ter políticos a discutir que tipos de categorias são admissíveis nos sites para adultos.

Apesar dos muitos problemas que certamente afligirão os cidadãos do Reino Unido, o governo parece estar mais preocupado com aquilo que eles poderão ver - ou não - nos sites de entretenimento para adultos. Nomeadamente, avançando com a proibição de uma série de coisas que considera serem "extremas", e que incluem coisas como "asfixia sexual", quer seja real ou simulada.

As novas leis têm feito com que vários sites para adultos sejam forçados a remover múltiplas categorias existentes, já que a disponibilização, ou simples possessão, destes conteúdos pode resultar em vários anos de cadeia.

Following the announcement of new laws in the UK surrounding ‘facesitting’, the #DoctorWho episode ‘Love and Monsters’ will sadly be removed from BBC iPlayer. https://t.co/c6OSFLipUN

— Ben Lewis 🍿 (@benwhois) October 29, 2026

This is the pro-censorship UK politician behind the anti-porn law that went into effect yesterday. Not even she knows what her bill will end up prohibiting. Enforcement will be based on vibes. Criminalizing consensual behavior ALWAYS ends up in discretionary enforcement:

— Gustavo Turner (@GustavoTurnerX) November 2, 2026
Os quatro membros ainda vivos dos Monty Python (John Cleese, Michael Palin, Eric Idle, Terry Gilliam) certamente estarão a achar imensa piada a verem políticos a discutir detalhes sobre a proibição, dizendo que não deverá abranger alguém sentar-se na cabeça do parceiro se a pessoa em baixo ainda conseguir respirar. Ou então, poderão ficar um pouco irritados por verem a realidade actual superar o surrealismo dos sketches que tanta polémica geravam na altura.

Também fica no ar a questão sobre o que acontecerá a filmes e séries onde possa ser visível algum tipo de asfixia... já que quem aprovou estas restrições parece não fazer qualquer distinção entre realidade e ficção.

№ 02

Headphones Sony WH-1000XM5 a €242

Os headphones Sony WH-1000XM5, uma das referências em termos de cancelamento de ruído, estão disponíveis a um preço reduzido.

Sucessores dos já excelentes WH-1000XM4, esta geração XM5 vem com 8 microfones e com um processador adicional, que promete maior eficácia na redução de ruído nas frequências médias e altas. O design foi alterado mas mantêm-se os controlos via toques e swipes, e com botão físico para activar o modo de cancelamento de ruído. No capítulo sonoro, a Sony trocou os drivers de 40 mm por novos de 30 mm, que diz serem capaz de produzir som "mais natural".
Os headphones WH-1000XM5 estão disponíveis por 242 euros na Amazon Espanha - ou podem espreitar os mais recentes XM6).

Com design over-ear e autonomia para 30 horas de funcionamento, são o tipo de headphones que depressa se tornará no melhor amigo de quem gosta de eliminar os ruídos exteriores para se concentrar naquilo que está a fazer, e que serão especialmente eficazes no caso de quem gosta de aproveitar viagens de comboio ou avião para ir adiantando trabalho, ou simplesmente desfrutar de momentos de música (ou vídeo) sem se preocupar com os barulhos exteriores.


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№ 03

Raspberry Pi de 16GB chega aos $385

O popular Raspberry Pi deixa de poder ser considerado o mini-computador económico de outros tempos, com a versão de 16 GB a subir para os 385 dólares.

A Raspberry Pi anunciou uma nova ronda de aumentos de preços, com o Raspberry Pi 5 de 16 GB a tornar-se significativamente mais caro. O pequeno computador passa agora a custar 385 dólares, após um aumento de 80 dólares, enquanto o Compute Module 5 de 16 GB recebeu um agravamento de 40 dólares para $425. Segundo Eben Upton, CEO da Raspberry Pi, estas alterações são necessárias devido à forte subida dos custos da memória nos últimos anos.

Os aumentos são particularmente significativos quando se considera que o Raspberry Pi 5 de 16 GB chegou ao mercado por 120 dólares, o que significa que custa agora mais do triplo do preço original. O Compute Module 5 de 16 GB também sofreu um aumento considerável face aos 135 dólares do lançamento. Há, ainda assim, uma notícia positiva para os consumidores: o Raspberry Pi 500+ com 16 GB de memória vai manter o preço de 485 dólares. No entanto, este modelo já era bastante mais caro, e continua a representar mais do dobro do preço de lançamento de $199.

Esta não é a primeira vez que o aumento dos custos da memória obriga a Raspberry Pi a rever os preços. Ainda no mês passado, a empresa aumentou os preços dos Raspberry Pi 4 e Raspberry Pi 5 com 2 GB de RAM. Com a memória RAM cada vez mais cara, a empresa aconselha os consumidores a avaliarem cuidadosamente a quantidade de memória de que realmente necessitam para os seus projectos antes de escolherem um modelo.

A subida dos preços poderá também levar entusiastas e programadores a procurar alternativas. Para pequenos projectos DIY, os microcontroladores económicos Raspberry Pi Pico e ESP32 estão a tornar-se opções cada vez mais atractivas. Já quem precisa de maior capacidade de processamento começa a olhar para placas x86 e mini PCs, que podem ser encontrados na mesma gama de preços ou até mais baratos.

№ 04

Satélite "data center" da Google já funciona

A Google diz que o seu primeiro satélite "Suncatcher" para processamento AI está a funcionar - mas demonstrando as dificuldades de operar no espaço.

Tal como tinha prometido, a Google apressou-se a ser uma das primeiras empresas a lançar um satélite experimental para avaliar a colocação de data centers no espaço, como parte do projecto Suncatcher. O primeiro satélite experimental já está operacional e a comunicar com a Terra. O satélite conta com quatro Tensor Processing Units (TPUs) da Google e consegue gerar até 1 kW de electricidade, servindo de base para futuras redes de satélites destinadas a executar tarefas AI em órbita.

Depois de três semanas de testes e preparação, os engenheiros enviaram a primeira instrução ao satélite, pedindo ao modelo Gemma 4 da Google DeepMind que escrevesse um haiku sobre o espaço. O resultado foi um pequeno poema sobre a Terra, os fluxos de dados e a luz das estrelas:
Blue marble below
Data streams in silent grace
Starlight feeds my core.



Embora muitos se tenham apressado a apresentar este sucesso como uma validação total da ambição de colocar data centers no espaço, outros apressaram-se a frisar as limitações que os críticos têm referido logo desde o início. O satélite da Google apenas consegue colocar um único TPU em funcionamento de cada vez, e o chip apenas consegue funcionar durante 15 minutos antes de ter que ser desligado devido a questões de energia e aquecimento. A questão da dissipação tem sido um dos pontos críticos, bastando referir que para um satélite "data center" a sério, seria necessário ter uma área de dissipação muito superior à que a ISS tem actualmente (com mais de 1100 m2), o que continua a ser um tópico de discussão quanto à sua viabilidade.

A próxima fase vai avaliar a capacidade das TPUs para resistirem às temperaturas extremas e à radiação espacial. Se o hardware apresentar os resultados esperados, a Google planeia lançar mais dois satélites em 2027, com maior capacidade de produção de energia e ligações ópticas para comunicação entre si.

№ 05

IFTTT muda planos pagos para "créditos"

O popular e útil IFTTT mudou o seu sistema de planos pagos, agora passando a contabilizar o uso das automações com créditos.

O IFTTT, o sistema de criação fácil de automações entre serviços, reformulou os seus planos. Em vez do anterior sistema que limitava funcionalidades e número de applets criados, o novo sistema passa a usar um sistema de créditos que se vão gastando em função do volume de utilização.

Já muito falamos do IFTTT ao longo dos anos, permitindo criar todo o tipo de coisas que só serão limitadas pela imaginação (e agora até com funcionalidades AI, tendo o nome oficialmente mudado para IFTTT.ai).

Today, IFTTT becomes https://t.co/M4P8V3nbvw, the easiest way to automate anything. Use every core feature and every service, on every plan. Build as many Applets as you want, and see what our new AI tools can do. 🚀 Start building: https://t.co/WVZIz2LXuk

— IFTTT (@IFTTT) October 28, 2026
Em 2020, o IFTTT começou a disponibilizar uma modalidade Pro paga, que até permitiu que tivesse preço à vontade de cada um. Agora, mais de meia década mais tarde, o serviço faz novo ajuste. Com o sistema de créditos, o objectivo é permitir que cada um possa tirar partido de todas as funcionalidades, à medida do seu volume de utilização.
A grande vantagem é que, mesmo no plano gratuito (1.000 créditos mensais) os utilizadores têm acesso a todas as funcionalidades, mesmo as funções AI que anteriormente só estavam acessíveis nos planos pagos.

De resto, a empresa contactou todos os actuais clientes pagos, e assegura que não serão penalizados face ao uso que faziam do serviço. No meu caso, mesmo pagando o valor reduzido de $2 por mês, passaram-me para o plano de topo Pro+ com 100.000 créditos mensais - sendo que, para o uso típico que faço do serviço, me chegam cerca de 15.000 créditos mensais. Ainda assim, se tivesse que subscrever um novo plano, teria que pagar o dobro do que pago actualmente (o plano Pro, de $5.49/mês, que dá 20.000 créditos).

Se forem utilizadores do IFTTT, convém ficarem atentos a esta alteração para não sofrerem interrupções inesperadas. No caso dos clientes pagos, se notarem que não conseguem fazer o que faziam, será recomendável contactarem o suporte, pois eles dizem que tratarão de tudo sem que os clientes sejam penalizados.

№ 06

Hackers atacam frigoríficos industriais em mais países europeus

Diversos países europeus sofreram uma segunda ronda de ataques direccionados aos frigoríficos industriais, e que também terão atingido algumas unidades em Portugal.

Depois dos ataques em França no mês passado, assiste-se a novo dirigido aos sistemas de refrigeração de supermercados que afectou mais de 115 lojas na Bélgica, Holanda, Suécia, Luxemburgo, Irlanda, Estónia, e também Portugal. Os atacantes terão conseguido aceder remotamente aos sistemas de arrefecimento e congelação, alterando as temperaturas, desligando equipamentos e activando funções de descongelação. Em alguns casos, as temperaturas terão chegado aos 50 °C, obrigando as lojas a deitar fora produtos congelados e refrigerados para evitar a venda de alimentos potencialmente impróprios para consumo.

Várias grandes cadeias de supermercados confirmaram os incidentes, incluindo o Carrefour, Ahold Delhaize, Coop, ICA, Spar Colruyt, Intermarché, SuperValu e Selver. Apesar da dimensão da ocorrência, a maioria dos supermercados afectados conseguiu manter-se em funcionamento depois de implementar medidas de emergência. Acredita-se que os atacantes tenham explorado a mesma vulnerabilidade utilizada nos ataques ocorridos em França no mês passado, activando remotamente as funções de descongelação.

Este incidente volta a demonstrar os riscos de segurança associados aos equipamentos industriais ligados à Internet, sobretudo quando controlam sistemas essenciais, como a conservação de alimentos. Os ataques anteriores em França afectaram centenas de lojas que utilizavam controladores de refrigeração da Danfoss, Copeland e Dixell. Embora ainda não seja claro qual foi a dimensão total dos ataques mais recentes ou se todos fazem parte da mesma operação, os supermercados e os fornecedores dos equipamentos estão a trabalhar para recuperar o funcionamento normal e evitar novas interrupções. Mais do que a actualização do software, torna-se também essencial evitar a exposição directa destes equipamentos à internet, criando redes privadas que dificultem a vida a futuros ataques.

№ 07

Yangwang U9 Xtreme despista-se durante teste de velocidade

O hipercarro Yangwang U9 Xtreme da BYD sofreu um aparatoso acidente durante um teste de alta-velocidade.

Com mais de 3.000 cv, o Yangwang U9 Xtreme tem batido recordes desde que foi revelado, tanto a nível do sinuoso circuito do Nurburgring como em termos de velocidade pura, tendo já atingido os 496.22 km/h.

Agora, certamente numa tentativa de superar a barreira dos 500 km/h, as coisas correram mal, demonstrando que apesar dos avanços da tecnologia, existe sempre um risco elevado quando se tenta levar as coisas ao limite.

BYD’s $3M hypercar suffered a major crash.

The Yangwang U9 Xtreme was undergoing high-speed testing when the driver lost control of the car.

Thankfully, he walked away without major injuries. pic.twitter.com/C4fWB5b3n9

— Motor1 (@Motor1com) November 3, 2026

O piloto terá perdido controlo do carro a alta-velocidade, fazendo com que o Yangwang U9 Xtreme colidisse contra os rails de protecção. Felizmente, o carro manteve-se colado ao solo e foi apenas "rodopiando", tendo ficado totalmente destruído mas com a célula de protecção estrutural incólume, permitindo que o piloto escapasse ileso ao acidente.
... Pode também ser descrito como uma forma de fazer desaparecer 2.7 milhões de euros em poucos segundos!

№ 08

Ganha um tapete RGB para rato

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre um tapete para rato de tamanho XL com iluminação RGB.

Milhões de pessoas usam um rato durante grande parte do dia, e milhões de pessoas lidam também constantemente com pequenas questões de ordem prática como: usar o rato numa superfície onde nem sempre funciona bem; ou usando um tapete de rato diminuto que está sempre a escorregar para onde não deve (ou a desintegrar-se com o tempo). Para resolver o problema de uma vez por todas, esta semana temos para vos oferecer um tapete para rato de tamanho XL com uma dimensão de 800 x 300 mm, espessura de 4 mm e iluminação LED RGB no rebordo. É o tapete ideal para cobrir toda a área de trabalho e nunca mais se preocuparem com o rato chegar ao limite do tapete.
Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 09

iPhone Duo continua com entregas só para Janeiro de 2027

O novo CEO da Apple confirma que as datas de entrega do iPhone Duo continuam a estar complicadas.

A Apple está a ter dificuldades em acompanhar a procura pelo novo iPhone Duo, e os consumidores poderão ter de esperar vários meses até que a oferta consiga acompanhar a procura. O CEO John Ternus confirmou que o smartphone dobrável continua com limitações de stock, apesar de o aumento da produção estar a decorrer conforme planeado. Ternus admitiu que a empresa ainda não consegue prever quando a oferta e a procura ficarão equilibradas.

A situação tem estado a aferctar os prazos de entrega desde o momento de lançamento. Os clientes que encomendarem um iPhone Duo nesta altura recebem previsões de entrega para final de Janeiro de 2027, enquanto as lojas físicas dispõem de poucas unidades, e apenas para reservas online. Quanto aos problemas nos ecrãs que têm surgido, o CEO assegura que se trata apenas de uma "percentagem muito reduzida" e que a Apple tem disponibilizado unidades de substituição aos clientes afectados.

Entretanto, e apesar dos preços crescentes dos seus produtos, a Apple anunciou receitas recorde de 114.5 mil milhões de dólares no trimestre que terminou em Setembro, um aumento de 12% face ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, diz estar a sofrer com a situação "inédita" do aumento substancial dos preços da memória RAM e memória flash, não tendo respondido a se isso poderá obrigar a novos aumentos de preço nos próximos meses.

№ 10

Telescópio espacial Swift vai cair nos próximos dias

Depois da missão de salvamento falhada, o telescópio espacial Swift vai reentrar na atmosfera e cair nos próximos dias.

Enquanto a NASA pede ajuda para salvar o Hubble, temos também a demonstração do que lhe poderá acontecer caso isso não aconteça. O observatório espacial Neil Gehrels Swift da NASA deverá reentrar na atmosfera terrestre nos próximos dias. O satélite, com cerca de 1450 kg, tem vindo a perder altitude gradualmente e já se encontra demasiado próximo da Terra para continuar as suas observações científicas. Embora alguns componentes possam sobreviver à reentrada, os especialistas consideram que o risco para a população é extremamente reduzido.

Lançado a 20 de Novembro de 2004, o Swift foi desenvolvido para detectar e estudar gamma-ray bursts, algumas das explosões mais poderosas do universo. Equipado com três telescópios, o observatório também ajudou os cientistas a investigar supernovas e estrelas destruídas por buracos negros. Inicialmente concebido para uma missão de apenas dois anos, manteve-se em funcionamento durante mais de 22 anos, observando mais de 2000 explosões de raios gama e contribuindo para a publicação de mais de 7000 artigos científicos.

O fim da missão foi antecipado pelo aumento da actividade solar em 2024, que aqueceu e expandiu as camadas superiores da atmosfera terrestre, aumentando a resistência atmosférica e acelerando a descida do satélite. Em Julho de 2026, a NASA tentou salvar o observatório através de uma missão de resgate utilizando uma nave robótica chamada LINK. O plano passava por elevar a órbita do Swift em cerca de 240 quilómetros, mas problemas técnicos no sistema de controlo da nave acabaram por obrigar ao cancelamento da missão. O Swift realizou a sua última observação a 20 de Outubro, tendo a NASA encerrado oficialmente as operações pouco depois.

Segundo a Força Espacial dos Estados Unidos, o satélite deverá atingir a Terra por volta de 6 de Novembro, embora ainda não seja possível determinar o local exacto da queda. A maior parte da estrutura deverá desintegrar-se durante a reentrada na atmosfera, mas alguns componentes mais resistentes, incluindo as rodas de reacção e partes dos telescópios, poderão chegar à superfície. A zona potencial de impacto abrange regiões de África, Austrália, Índia, Sudeste Asiático e América Central e do Sul. Ainda assim, espera-se que a maioria dos destroços que não se desintegrem caia no oceano, pelo que o risco para a população deverá ser reduzido.

№ 11

Claude recusa "reverse engineering" e frustra utilizadores

A Anthropic está a limitar o uso do Claude para clonagem de jogos e reverse-engineering, mas isso acaba por afectar tarefas legítimas.

Nos últimos tempos tem-se assistido a um aumento substancial do uso das ferramentas AI para reverse-engineering de jogos e programas, incluindo o Reverse Engineer Anything (REA), facilitando o processo de criar réplicas. Em resposta, a Anthropic tem aplicado novas limitações para travar a clonagem de jogos e apps, mas o problema é que, embora a empresa assegure que o Claude continua a poder ajudar na criação de jogos originais, muitos clientes estão a deparar-se com recusas cada vez mais frequentes do Claude mesmo quando estão a trabalhar nos seus próprios jogos.

Estas restrições poderão também estar relacionadas com as políticas de cibersegurança mais abrangentes da Anthropic. Alguns utilizadores relatam que o Claude também recusa tarefas inofensivas, como analisar ficheiros de crash do Windows. Há também quem se queixe que o Claude começou a recusar alterar o software de Smart TVs, relacionado com os projectos que visam eliminar a espionagem abusiva que muitos modelos fazem. Nalguns casos, os clientes estão a ser confrontados até com o cancelamento de contas, ou ameaça disso, por estarem a "violar os termos de utilização", quando pedem coisas tão simples como analisar riscos de segurança dos seus próprios projectos.

Uma das possíveis razões para estas medidas passa por reduzir os riscos legais associados à violação de direitos de autor e à clonagem de software. Sendo que até já se começam a multiplicar casos de pequenos estúdios de videojogos que estão a ser ameaçados com a clonagem das suas demos inacabadas e a sua transformação em jogos completos antes dos lançamentos oficiais. No entanto, o efeito que estas limitações acabam por ter, é a de levar os utilizadores a mudarem-se para modelos IA open-weight, executados localmente ou na cloud, mas que deixam de estar sujeitos às regras em constante mutação das empresas AI.

№ 12

Karpathy cria HackerTube após frustração com o YouTube

Andrej Karpathy ficou frustrado ao usar o YouTube e criou o HackerTube com ajuda das ferramentas AI.

Andrej Karpathy, um dos co-fundadores da OpenAI e que esteve à frente do departamento AI da Tesla, veio revelar como a frustração com o uso do YouTube o levou a criar o HackerTube.

Apesar de ser um dos nomes mais marcantes na área da AI, é uma pessoa como todos nós, e que sofre com as opções que as empresas vão fazendo para tentar maximizar o tempo dos utilizadores nas suas plataformas em vez de se focarem naquilo que eles realmente querem. Neste caso em concreto, Karpathy atingiu o seu limite ao ser bombardeado com as recomendações do YouTube, e criou o HackerTube, que vai buscar os vídeos mais recomendados no HackerNews, e que os apresenta num interface mais limpo e sem lixo desnecessário. O sistema até dispensa logins, com o estado a ser guardado localmente no browser de cada visitante.

Weekend hack: HackerTube. I was annoyed with YouTube's recommendations so I had Claude filter down 43M comments over 20 years of HN to 6,454 videos that keep being recommended. *Significantly* better viewing experience, ~2 hours with Opus 5.5: https://t.co/JIhXN7OSh1 - Excellent recs without any logins (state is kept in local browser session) - Thumbnail is a representative frame from middle of the video instead of the super duper A/B test hyper-optimized user uploads - Underlying data from the comment analysis as one zip file, point your Claude at it and ask for your own version - HackerTube Longs ✊ A bit more on the process: I use Claude Code (desktop app for Mac), Opus 5.5 on Medium effort as my default. I only talk to Claude and have it do everything, the only "manual work" I helped with in tandem was in the browser (reminiscent of MenuGen): 1) I had to create some kind of API key from Google Cloud UI to query YouTube for video metadata, 2) I booted up a VPS box for serving and 3) I bought the domain name. Once the box was up I gave Claude the IP and told it update, secure, harden, deploy and optimize the code, and it did the whole thing. Many awesome projects that would have normally taken weeks/months even can now be few-shotted for breakfast. What else are we not thinking of.

— Andrej Karpathy (@karpathy) November 1, 2026
Embora neste caso se trate de um caso com grande visibilidade por ter sido feito por Andrej Karpathy, isto é algo que se tem tornado cada vez mais comum, e que aos poucos vai chegando a cada vez mais pessoas - independentemente dos seus conhecimentos técnicos.

Gostam de uma app mas acham que apresenta publicidade excessiva ou cobra subscrições abusivas? Podem muito bem replicá-la numa versão feita especialmente para vocês, com aquilo que mais querem e sem as coisas que não vos interessam. Gostavam de revisitar um jogo que entretanto foi removido das lojas de apps e já nem sequer existe? Podem recriá-lo, com a vantagem de o poderem modernizar em vez de lidarem com potenciais gráficos ou bugs do passado. Etc. etc. Por muito que isto assuste as empresas, esta é a nova realidade, e não há como voltar a meter a Pandora da AI de volta na caixa.

№ 13

Apple AirPods Pro 3 a €218

Para os utilizadores de iPhones que procurarem a máxima qualidade sonora, os AirPods Pro 3 estão disponíveis a preço reduzido.

A Apple teve um papel importante no abandono da ficha dos headphones, incentivando (obrigando) o uso de headphones e earphones Bluetooth (bem, tecnicamente, podemos continuar a usar headphones com cabo, via Lightning ou USB-C). E para tal, lançou uma série de earphone Bluetooth a acompanhar, os AirPods. Destes, o modelo topo de gama são os AirPods Pro 3, que além do cancelamento de ruído também têm Spatial Audio capaz de criar uma experiência sonora 3D que tem em consideração os movimentos da cabeça do utilizador, podendo servir como "aparelho auditivo" e, na mais recente actualização, também tendo capacidade para monitorizar a frequência cardíaca.


Os Apple AirPods Pro 3 estão disponíveis por 218 euros na Amazon Espanha.

A autonomia anunciada é de 8 horas para cada sessão (com cancelamento de ruído), que se pode prolongar om o carregamento na caixa. A caixa pode ser carregada via USB-C ou carregamento wireless MagSafe / Qi, e também conta com localização Find My de alta precisão via UWB e uma pequena coluna que toca um som para facilitar a tarefa.


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№ 14

Googlebooks com root perdem app casting

Fazer root num Googlebook desactiva a funcionalidade de app casting de apps do smartphone.

Os recém-apresentados Googlebooks oferecem várias funcionalidades interessantes, incluindo uma integração profunda com o Gemini, suporte para apps Android e diversas ferramentas de ligação entre dispositivos. No entanto, os utilizadores que decidirem fazer root aos seus computadores portáteis vão perder acesso a uma das funcionalidades mais importantes da plataforma: a transmissão de apps dos seus smartphones (App Casting). Segundo John Wu, criador do Magisk e conhecido programador Android, os Googlebooks com root deixam de conseguir receber apps transmitidas directamente a partir de um smartphone Android.

Esta limitação parece estar relacionada com um mecanismo de segurança que verifica se o hardware e o software de um dispositivo são considerados "seguros". Quando um Googlebook tem root, deixa de passar esta verificação, levando o smartphone Android a rejeitar a transmissão de apps - e fazendo com que utilizadores deixam de poder aproveitar uma das funcionalidades que distingue estes computadores dos portáteis tradicionais.

I just discovered that a phone will reject app casting from a Googlebook that does not pass hardware key attestation... That explained why app casting never worked on my Magisk rooted Googlebook 😅

— John Wu (@topjohnwu) November 1, 2026
A perda de funcionalidades após se fazer root não é propriamente uma novidade. Apps bancárias, o Google Wallet e alguns serviços de streaming já limitam o acesso em dispositivos Android modificados devido a possíveis "riscos de segurança". Neste caso, porém, a restrição é particularmente inconveniente, uma vez que a transmissão de apps é um dos principais argumentos de venda dos novos computadores da Google.

Esta descoberta surge pouco depois dos Googlebooks terem tido um lançamento recebido com bastantes críticas. Entre os problemas iniciais estavam falhas na transmissão de apps, a ausência de suporte para vários perfis no Chrome, e funcionalidades Linux bastante limitadas. Entretanto, a Google já corrigiu alguns destes problemas e confirmou que está a preparar soluções para os restantes. Ainda assim, é mais um exemplo de um produto que parece ter sido lançado à pressa, obrigando os primeiros clientes a fazerem o papel de beta testers à força - algo que infelizmente se tem tornado cada vez mais comum.

№ 15

Como personalizar menus de contexto no Windows 11

Os utilizadores passam a ter maior controlo sobre os menus de contexto no Windows 11.

Depois de muitos anos de espera, a MS finalmente acelerou os menus de contexto no Windows 11, mas além da velocidade acrescida os utilizadores passam a ter maior controlo sobre os comandos e as opções disponíveis ao clicar com o botão direito do rato em ficheiros e pastas. A funcionalidade está disponível através da actualização KB5127936 e procura resolver as críticas do design anterior. Embora a organização predefinida já seja mais simples, agora é possível configurar o menu exactamente como se deseja.

A nova página de definições encontra-se em Definições > Personalização > Menu de contexto, ou pode ser aberta através de um clique com o botão direito do rato, seguido da opção Personalizar menu. Na secção File actions, é possível activar ou desactivar comandos como Send to, Print, Create shortcut, Copy as path e Rotate image. Existe ainda uma opção App extensions, que permite controlar a apresentação de comandos adicionados por apps de terceiros. Como tal, as opções disponíveis dependem dos programas que se tiver instalado no computador.
Uma segunda secção, denominada Additional options, oferece maior controlo sobre a organização e o aspecto do menu. Os utilizadores podem colocar os comandos Cortar, Copiar, Colar, Mudar o nome, Partilhar, e Eliminar, directamente no menu principal, em vez de ficarem na barra de ícones. Também é possível manter os comandos dos serviços de armazenamento na cloud numa secção separada, mover Propriedades para o final do menu e activar a opção Show more options. Esta última permite recuperar o menu de contexto anterior do Windows 11 sem ser necessário clicar nessa opção sempre que se pretende utilizá-lo.

Importa referir que nem todos os comandos aparecem para todos os ficheiros ou pastas, uma vez que o Windows apresenta automaticamente as opções relevantes para cada elemento seleccionado. Embora estas ferramentas de personalização possam não agradar a todos, representam uma melhoria face à versão anterior. Mas, mesmo para quem não quiser mexer nisso, poderá sempre usufruir da velocidade acrescida que eram o maior elemento de frustração nos menus anteriores.

№ 16

Elon Musk corta limites do Grok Bot

Os utilizadores do Grok Bot estão a cancelar o serviço após serem surpreendidos com uma drástica redução dos limites de uso sem qualquer pré-aviso.

Depois de ter passado as últimas semanas a elogiar o sucesso e taxa de crescimento do Grok Bot, Elon Musk veio enfurecer todos os que o subscreveram, ao anunciar que afinal o custo do Grok Bot era insustentável, reduzindo os limites para metade.

O resultado prático, foi muitos utilizadores descobrirem que os seus agentes estavam parados, por terem atingido os limites inesperados, que foram aplicados sem qualquer aviso. E não demorou para que uma chuva de críticas se abatesse sobre Elon Musk, indo desde aqueles que relembravam que ele próprio diz que o dinheiro será irrelevante e não vale a pena pensar em poupanças, aos que equiparam a manobra a mais uma fraude ao estilo do FSD que tem vendido há mais de meia década e que já admitiu que não seria possível de entregar nos carros com HW3.

Two weeks ago Grok Bot was an incredible success story powering SpaceXai's revenue growth Now it's unsustainable and loses money (???) https://t.co/iV95Q4CfCg

— Benjamin De Kraker (@BenjaminDEKR) November 1, 2026

Even $300/m SuperGrok Heavy plans now only last 8 hours for a week’s quota. A PR costs $140. @Grok @Bot is now unusable. I will cancel my subscription if there is not clarity on what future quota will be @elonmusk. Degrading silently is fraud. The future is self-hosted.

— BowTied Fullstack - Link in bio or NGMI (@BowTiedStack) November 2, 2026

Elon told you yesterday to hire @grok @bot as an employee... today when your Grok Bot compute got cut in-half even though you pay the same, he just told you to deal with it. Bro...

— LM (@loyalmoses) November 2, 2026

I don't understand how this is legal. If you walk into a tire center and order 4 tires for $1200 and they are 80,000 mile BFGoodwrench tires, then the next week, you go to have them put on and instead they install cheaper 20,000 mile house brand tires... And the tire center says, "these are costing us too much so we installed the 20,000 mile tires instead." And they refuse to give you a refund. There would literally be massive legal ramifications and the tire shop would be liable. I paid for a specific multiple of a specific amount after months of testing. Now that multiple has been cut in half, mid-cycle, with no warning. I would argue this is a direct violation of the FEC rules (16 CFR Part 238). Pricing pages and marketing made the multipliers look like fixed relative entitlements for the billing period, and the reduction was extreme and sudden with no notice, there is a colorable argument that the original offer was misleading. That is different from a pure “rate limits at our discretion” clause.

— The Car Nut (@carnutchronicle) November 1, 2026

23:59: saving money is pointless 00:00: we need to save money https://t.co/uIyyAr9ZDB

— Bruno Lemos (@brunolemos) November 1, 2026

It's crazy how SpaceXSI operates... cutting/changing quotas with no transparency or announcements. Not the first time, they cut grandfathered SuperGrok+ Free Cursor Ultra promo users the same way. They have no transparency and no pre-comms... its the biggest risk of using them.

— Ben Vargas (@benvargas) November 2, 2026

Ok, rug-pulling your current users by nerfing their usage by 50% without any disclosure and then immediately appealing to new users is incredibly disrespectful. I'm surprised there's not more backlash against this. OpenAI and Anthropic would have had their socials bombarded if they pulled this stunt.

— Ishu Agrawal (@ishuagra02) November 2, 2026

Based: When Elon accidentally confirms what you have been saying for over three years

— Gary Marcus (@GaryMarcus) November 2, 2026

What happened (I know nothing) - bot launched - 2 weeks later usage flatlined - Elon asked whatsup - PM says it’s your model, product is fine - Elon says ok, use whatever model - Team switches to Opus 5.5 - Growth skyrockets - Elon has never seen anything like it - see Anthropic bill - 🤯 forces quota cut -> you are here mfw when the model is the product

— Prakash (@8teAPi) November 1, 2026

The issue isn't whether what Elon said is acceptable or not, it's the fact that the sudden usage bump was an uncommunicated change. No announcement, no heads up, nada. No one wants a product where you're paranoid that the usage can disappear randomly anytime, without notice.

— Ventus (@venthewise) November 2, 2026
Brincadeiras à parte, a principal questão é a de que se começa a tornar cada vez mais frequente um estilo de gestão em que, a qualquer momento Elon Musk decide mudar as regras. Ainda recentemente se teve o caso de desligar as comunicações Starlink na Ucrânia - que teve como efeito global fazer com que inúmeros países afastassem desde logo a possibilidade de confiar no serviço. Temos o caso do novo Tesla Roadster, que passou de um supercarro desenhado para a estrada para um "carro voador" /que ninguém pediu) que serviu para uma demonstração vistosa mas fortemente penalizado para o seu uso real. Temos os casos das mensalidades Starlink, que mudam a qualquer momento (recentemente passou a cobrar uma taxa de congestão que aumenta a mensalidade nas áreas mais densas). E agora, junta-se a tudo isso este corte substancial no Grok Bot, que vem no seguimento de uma unificação de planos que já tinha feito com que muitos subscritores se sentissem enganados.

As empresas concorrentes de AI agradecerão certamente, pois irão receber nova vaga de clientes nos próximos tempos.

№ 17

NASA pede ajuda para salvar o Hubble

A NASA espera que as empresas espaciais privadas possam salvar o Hubble.

A NASA está a procurar ajuda junto da indústria espacial privada para prolongar a vida útil do telescópio espacial Hubble. O famoso observatório está a perder altitude gradualmente, sendo estimado que se desintegre ao reentrar na atmosfera entre 2030 e 2035 caso a sua órbita não seja corrigida. Embora não esteja em perigo imediato, o futuro do Hubble depende de encontrar uma forma de o manter a uma altitude mais elevada.

Para evitar esse cenário, a agência espacial norte-americana está a convidar empresas privadas a apresentar propostas com possíveis soluções. O objectivo passa por encontrar uma forma prática e económica de elevar a órbita do Hubble, permitindo que o telescópio continue a funcionar. Entre as soluções possíveis está a utilização de naves espaciais já existentes, ou o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de alcançar e reposicionar o observatório em segurança. Segundo o actual administrador da NASA, Jared Isaacman, manter o Hubble em órbita permitirá aos cientistas continuar a recolher dados valiosos e a fazer novas descobertas sobre o universo, aproveitando também melhor um equipamento espacial que já está em funcionamento.

Lançado em 1990, o Hubble transformou a nossa compreensão do cosmos ao longo de várias décadas de observações, captando algumas das imagens mais emblemáticas da história da astronomia. Uma eventual correcção da sua órbita poderá dar-lhe mais tempo para contribuir para a investigação científica antes de ser definitivamente retirado de serviço. Resta esperar que desta vez as coisas corram melhor do que a tentativa de salvamento do SWIFT (que deverá desintegrar-se na atmosfera nos próximos dias).

№ 18

Extensão tomadas Tessan com 4 USB + 2 tomadas a €28

Uma excelente opção para quem tem que lidar com um número crescente de dispositivos USB para recarregar, é usar uma extensão de tomada com portas USB integradas, como é o caso desta Tessan com 2 tomadas mais 4 USB.

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas estas extensões de tomada com portas USB integradas acabam por ser uma solução bastante atractiva, já que permitem manter a utilidade da tomada original, mas adicionando portas USB adicionais para carregarem outros equipamentos sem necessidade de carregadores individuais.
Esta extensão de tomada Tessan com 2 tomadas mais 4 USB (2 USB-C + 2 USB-A) está disponível por 28 euros na Amazon Espanha.

As portas USB podem fornecer até 30 W (PD) no total, sendo divididos à medida que se ligam mais dispositivos. Por exemplo, se ligarmos um dispositivo na porta USB-C e outra numa porta USB-A, poderá fornecer 15W a cada um deles em simultâneo. Quanto à extensão em si, conta com um cabo de 2 metros, facilitando o processo de a colocar num ponto mais adequado em relação à tomada onde for ligada.

É uma opção bastante interessante, especialmente tendo em conta a crescente panóplia de dispositivos USB que vamos tendo, dos smartphones e tablets e coisas como smartwatches, colunas Bluetooth, escovas de dentes, máquinas de barbear, etc. E desta forma, em vez de transportamos vários carregadores, fica tudo condensado num único bloco compacto de uma extensão de tomadas.


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№ 19

AOC U32G5D com painel OLED Penta Tandem

O monitor AOC U32G5D de 31.5" utiliza um painel QD-OLED Penta Tandem de cinco camadas da Samsung.

A AOC apresentou o U32G5D, um novo monitor gaming de 31.5" equipado com um painel 4K QD-OLED e taxa de actualização de 180 Hz. Anunciado na China, o monitor utiliza a tecnologia Penta Tandem QD-OLED da Samsung, baseada na arquitectura EL Gen.3, que integra uma estrutura OLED de cinco camadas concebida para melhorar a qualidade de imagem e a longevidade. Conta ainda com um tempo de resposta de 0.03 ms (GtG), suporte para Adaptive-Sync, incluindo AMD FreeSync, e profundidade de cor nativa de 10 bits.

O ecrã apresenta uma resolução de 3840x2160 píxeis e certificação VESA DisplayHDR True Black 400. O brilho atinge os 250 nits em SDR com 100% APL e 450 nits em HDR com 10% APL. A AOC anuncia também uma cobertura de 100% do espaço de cor sRGB e 99% do DCI-P3, além de um Delta E médio inferior a 1 no modo sRGB, graças à calibração de fábrica. O revestimento anti-reflexo ajuda ainda a reduzir os reflexos indesejados. A nível da conectividade, o U32G5D inclui duas portas HDMI 2.1, uma ligação DisplayPort 2.1 com suporte para UHBR13.5 e largura de banda até 54 Gbps, além de uma saída de áudio de 3-5 mm. Existe também um hub USB 3.2 Gen 1 com duas portas que oferecem velocidades até 5 Gbps. Para atingir 4K a 180 Hz com cor RGB de 10 bits ou 4:4:4 através de HDMI, será necessário utilizar Display Stream Compression (DSC). A ligação DisplayPort permite alcançar a mesma configuração sem compressão.

A AOC equipou ainda o U32G5D com um suporte ajustável em altura, inclinação, rotação e orientação vertical, bem como compatibilidade com suportes VESA de 100 × 100 mm. Para proteger o painel OLED, o monitor inclui funcionalidades OLED Care, incluindo Pixel Refresh e sistema de dissipação de calor baseado em grafeno. Resta aguardar para saber quando chegará à Europa, e a que preço.

№ 20

Fornecedores de NAND Flash "vingam-se" da Apple

A escassez das memórias RAM e NAND Flash está a dar aos fornecedores a oportunidade para se "vingarem" da Apple.

O domínio que a Apple manteve durante anos sobre os fornecedores de flash storage está a virar-se contra a própria empresa. Segundo relatos da indústria, os fabricantes que antes eram pressionados a aceitar as condições abusivas de negociação da Apple estão agora na posição de poder graças à escassez de chips de memória. A crescente procura por parte das empresas de inteligência artificial, que estão a investir fortemente em data centers com enormes necessidades de flash storage e RAM, alterou as condições neste sector.

Com o sucesso do iPhone, a Apple tornou-se no maior comprador mundial de flash storage, o que lhe deu uma vantagem significativa nas negociações com os fornecedores. A empresa terá utilizado essa posição para conseguir preços extremamente baixos, chegando mesmo a recusar entregas quando os preços de mercado desciam, deixando os fabricantes com chips por vender, incluindo componentes produzidos especificamente para a Apple, a não ser que baixassem ainda mais os preços face ao que já tinha sido acordado. Também terá chegado a exigir acesso total aos dados financeiros dos fornecedores, para garantir que não ofereciam melhores condições a outros clientes.

No entanto, a chegada da explosão da inteligência artificial mudou completamente o cenário. Há apenas dois anos, a Apple comprava quase o dobro do flash storage adquirido em conjunto pela Microsoft, Amazon, Meta e Google. Actualmente, os grandes fornecedores de serviços cloud compram o dobro da Apple. Com a procura a continuar acima da oferta, os fabricantes ganharam poder negocial e estão agora em posição de exigir preços mais elevados pelos seus componentes. Infelizmente, estes custos adicionais acabam por ser suportados pelos consumidores, com a Apple a ter aumentado substancialmente os preços de praticamente todos os seus produtos este ano, incluindo iPhones, iPads e Macs. Até a nova Apple TV 4K passou para uns exorbitantes 349 euros!

Entretanto, a SK Hynix prevê que a escassez de chips de memória se prolongue até 2030, o que significa que os consumidores continuarão a sofrer com isto durante os próximos anos.