Há mais um satélite Starlink que explodiu em órbita, o segundo em poucos meses.
Depois do satélite
Starlink 35959 ter explodido em órbita em Dezembro, temos agora o mais facilmente memorizável satélite Starlink 34343 a sofrer do mesmo problema.
A SpaceX já confirmou a "anomalia", dizendo ter perdido comunicações com o satélite que se encontrava numa órbita de 560 km acima da Terra; mas a LeoLabs, empresa de tracking de objectos espaciais, indicou que o satélite parece ter explodido e criado uma nuvem de destroços.
Refreando potenciais teorias de conspiração de que tal possa ter sido causado por um ataque externo (a Rússia enviou recentemente um lote de satélites para o espaço), a empresa refere que, à semelhança do que aconteceu em Dezembro, tudo indica para que isto tenha sido causado por um problema interno e não por uma fonte externa, como uma colisão com lixo espacial ou outro objecto. Já a SpaceX, ainda sem avançar explicações, preferiu focar-se que este incidente não coloca em perigo a ISS nem outros lançamentos, como o da
missão Artemis 2 que deverá acontecer esta semana.
On Sunday, March 29, Starlink satellite 34343 experienced an anomaly on-orbit, resulting in loss of communications with the satellite at ~560 km above Earth.
Latest analysis shows the event poses no new risk to the @Space_Station, its crew, or to the upcoming launch of NASA’s…
— Starlink (@Starlink) March 30, 2026
2/ We've characterized this event as likely caused by an internal energetic source rather than a collision with space debris or another object.
Due to the low altitude of the event, fragments from this anomaly will likely de-orbit within a few weeks.
— LeoLabs (@LeoLabs_Space) March 30, 2026
Embora seja inevitável que casos como estes reacendam as preocupações com a materialização do "Kessler Syndrome" - a possibilidade de uma nuvem de destroços colidir com outros satélites, criando mais destroços que choquem com ainda mais satélites, criando uma nuvem de lixo espacial que envolva o planeta e dificulte futuros lançamentos - na prática isso não deverá acontecer, já que devido à órbita baixa estes destroços deverão desintegrar-se na atmosfera em poucas semanas.
Ainda assim, dá que pensar se a SpaceX terá informação adicional sobre o que se estará a passar com os seus satélites, e se isto poderá ter tido influência na sua decisão de
baixar a órbita de alguns milhares dos seus satélites.