PlanetGeek
№ 01

CMF Watch 3 Pro a €63

O mais recente Watch 3 Pro da CMF, marca económica da Nothing, já está disponível.

Os fãs Nothing continuam a poder optar pelos produtos da sua marca CMF para dispositivos mais económicos, e no caso dos smartwatches isso traduz-se no seu mais recente wearable.

O Watch 3 Pro vem com ecrã AMOLED circular de 1.43", com mais de 120 mostradores disponíveis. A moldura do relógio pode ser substituída pelos utilizadores tal como as braceletes de 22 mm, para criar uma infinidade de estilos diferentes. Pode fazer o tracking de todo o tipo de parâmetros habituais, como frequência cardíaca, nível de oxigénio no sangue, sleep tracking, mais de 120 actividades físicas, sleep tracking, fazer telefonemas, e tem GPS.
O CMF Watch Pro 3 está disponível por 63 euros na Amazon Espanha.

Se quiserem combinar com o resto da família para ficarem com o conjunto completo, podem também optar pelo CMF Phone 2 Pro e pelos CMF Buds Pro 2 - ou aguardarem pela nova geração.

Este smartwatch tem protecção IP68 para uso despreocupado em todo o tipo de ambientes, e a Nothing promete que a sua bateria é suficiente para lhe dar uma autonomia de até 13 dias de uso típico - mas que se podem reduzir para 4.5 dias em uso intensivo com o ecrã always-on ligado.


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№ 02

Bateria da Donut Lab é uma fraude?

A supostamente revolucionária bateria de estado sólido da Donut Lab parece ser apenas uma bateria convencional de iões de lítio.

Uma investigação está a lançar sérias dúvidas sobre as promessas da Donut Lab em torno da sua suposta bateria de estado sólido. O estudo, conduzido pelo investigador Ziroth com a participação de mais de 20 especialistas em baterias, concluiu que a bateria apresentada pela empresa é, na realidade, uma bateria convencional de iões de lítio, contrariando as promessas de uma revolucionária química de sódio de estado sólido.

Segundo a investigação, as análises às curvas de tensão e aos padrões de expansão da célula durante o carregamento apontam claramente para a utilização de grafite e iões de lítio. Estes resultados são incompatíveis com baterias de sódio, uma vez que os iões de sódio são demasiado grandes para se integrarem nos ânodos de grafite da mesma forma. Os especialistas concordaram unanimemente que a célula testada corresponde a uma bateria de iões de lítio tradicional.


O relatório indica ainda que a densidade energética real ronda os 298 Wh/kg, significativamente abaixo dos 400 Wh/kg anunciados pela Donut Lab. Além disso, continuam sem existir provas públicas que confirmem outra das grandes promessas da empresa: uma vida útil de 100 mil ciclos de carregamento.

A investigação traça ainda a origem da tecnologia à empresa alemã CT Coatings, enquanto a Nordic Nano seria responsável pela produção e a Donut Lab pela comercialização. No entanto, surgiram críticas ao processo de validação técnica, alegando que não houve verificação independente suficiente (os testes realizados pela VTT focaram-se em aspectos particulares e não em coisas como a densidade energética). Caso as conclusões do relatório se confirmem, o caso poderá tornar-se um dos exemplos mais mediáticos de fraude tecnológica na Europa - com a empresa a ter arrecadado cerca de 25 milhões de dólares junto de mais de 1.300 investidores.

№ 03

YouTube Music testa bloqueio de artistas

O YouTube Music está a testar uma função para bloquear artistas, mas que por agora não tem grande efeito prático.

O YouTube Music parece estar finalmente a testar uma das funcionalidades mais pedidas pelos utilizadores: a possibilidade de bloquear artistas indesejados. Alguns utilizadores da app para Android começaram a ver uma nova opção chamada "Don’t recommend artist", que visa impedir que determinados músicos ou bandas voltem a surgir nas recomendações.

No entanto, a funcionalidade ainda parece estar numa fase muito inicial de desenvolvimento. De acordo com os primeiros relatos, a opção surge apenas na página inicial e não está disponível na fila de reprodução nem em playlists geradas automaticamente, locais onde os utilizadores gostariam de ter maior controlo sobre as recomendações.
Mais curioso ainda é o facto de o botão aparentemente não produzir qualquer efeito. Utilizadores que experimentaram a nova opção dizem que os artistas marcados continuam a aparecer nas sugestões da plataforma, tornando a funcionalidade, para já, praticamente inútil.

Os utilizadores do YouTube Music pedem há anos uma forma de bloquear músicas e artistas específicos, algo já presente em alguns serviços concorrentes. Embora o aparecimento desta opção sugira que a Google está finalmente a trabalhar nessa funcionalidade, ainda é cedo para saber quando estará disponível para todos ou se o seu funcionamento será melhorado antes do lançamento oficial. Já agora, que adicionem também uma opção de bloquear canais/criadores no YouTube, pois também é algo que absurdamente não é possível de fazer.

№ 04

Reino Unido vai proibir redes sociais a menores de 16 anos

O Reino Unido junta-se ao grupo de países que proíbe o acesso às redes sociais a crianças e adolescentes.

O Reino Unido vai proibir o acesso às redes sociais a menores de 16 anos a partir de 2027. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que classificou a medida como sendo necessária para reforçar a segurança online das crianças e adolescentes, apesar de reconhecer que as plataformas também oferecem benefícios aos mais jovens.

A proibição abrangerá serviços como TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat, YouTube e X, aplicando-se a plataformas cuja principal função seja permitir interacção social e publicação de conteúdos. Aplicações de mensagens privadas, como WhatsApp e Signal, ficarão de fora das novas regras. O governo britânico pretende aprovar a legislação antes do Natal, com a entrada em vigor prevista para a primavera de 2027.

Além do bloqueio total do acesso a redes sociais, as plataformas serão obrigadas a impedir transmissões em directo realizadas por menores de 16 anos e a desactivar funcionalidades que permitam a estranhos contactar crianças. Estas restrições estarão activadas de origem até aos 17 anos, para evitar uma "mudança brusca" das regras ao atingir os 16 anos. As novas medidas abrangem ainda serviços AI. Chatbots concebidos para simular relações românticas ou sexuais terão de impor uma idade mínima de 18 anos.

Os críticos apontam para que isto seja apenas uma forma mal-disfarçada de fazer passar aquilo que o governo realmente pretende: a de obrigar a que todos os utilizadores de internet tenham que validar as suas identidades (com a desculpa da verificação de idade) para aceder aos serviços mais populares, complicando cada vez mais o uso da internet em modo incógnito.

№ 05

iOS 27 vem com Spatial Reframing das fotos

Com o iOS 27 a Apple adiciona novas capacidades AI para a edição de fotos, incluindo o Spatial Reframing.

A Apple está a preparar novas ferramentas de edição com inteligência artificial para a app Fotografias do iOS 27, tirando partido do Apple Intelligence. Entre as novidades estão versões melhoradas do Clean Up, um novo modo Extend e a funcionalidade Spatial Reframing, que promete dar aos utilizadores mais controlo sobre as suas imagens após serem captadas.

O Spatial Reframing permite alterar o enquadramento e a perspectiva de uma fotografia depois desta ter sido tirada. Os utilizadores podem mover virtualmente a câmara através de gestos, enquanto a inteligência artificial gera apenas o conteúdo necessário para preencher as áreas em falta, mantendo a imagem o mais fiel possível à cena original (durante a fase interactiva as zonas em redor ficam desfocadas, sendo preenchidas posteriormente).
A ferramenta Clean Up também foi melhorada, oferecendo uma remoção mais eficaz de objectos e distrações, mesmo em imagens mais complexas, com modo "rápido" ou de "alta qualidade". Já o novo modo Extend permite expandir o fundo de uma fotografia ou ajustar o seu formato, preenchendo o espaço adicional em redor sem afectar a composição original.

Como tem sido habitual nas funcionalidades AI da Apple, todo o processamento é realizado através da infraestrutura Private Cloud Compute da empresa, que garante a protecção dos dados dos utilizadores. As novas ferramentas poderão ser usadas em quaisquer fotos, tanto as que foram captadas pelos iPhones como fotos ou imagens de outros dispositivos.

№ 06

Módulo de tomadas Tessan com 3 USB + 3 tomadas a €22

Uma excelente opção para quem tem que lidar com um número crescente de dispositivos USB para recarregar, é usar um módulo de tomada com portas USB integradas, como é o caso deste módulo cubo de tomada Tessan com 3x tomadas mais 3x USB (incluindo USB-C).

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas estes módulos de tomada com portas USB integradas acabam por ser uma solução bastante atractiva, já que permitem manter a utilidade da tomada original, mas adicionando portas USB adicionais para carregarem outros equipamentos sem necessidade de carregadores individuais.
Este módulo de tomada Tessan com 3x tomadas mais 3x USB (1x USB-C) está disponível por 22 euros na Amazon Espanha.

As portas USB-A podem fornecer até 5 V a 2.4 A (12 W) cada uma, a USB-C pode fornecer 3 A (15 W). Quanto à tomada em si, poderá suportar cargas até um máximo de 2500 W; e temos ainda a vantagem de um prático interruptor facilmente acessível para cortar completamente a energia e evitar os consumos "fantasma" em standby.

É uma opção bastante interessante, especialmente para locais como casas de banho ou cozinhas, onde será conveniente manter o acesso à tomada eléctrica, mas ainda assim arranjar forma de recarregar aparelhos via USB - não só os habituais smartphones e tablets, mas também coisas como colunas Bluetooth, relógios, iluminação recarregável, escovas de dentes e máquinas de barbear, etc.


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№ 07

Neural Dawn vai demonstrar MegaLights do Unreal Engine nos smartphones

A impressionante tecnologia MegaLights do Unreal Engine está prestes a chegar aos smartphones com o jogo Neural Dawn.

A ARM revelou o Neural Dawn, um novo jogo para Android desenvolvido em parceria com a Sumo Digital para demonstrar as capacidades das futuras GPUs Mali. O título destaca-se por ser o primeiro jogo móvel a utilizar o sistema MegaLights da Unreal Engine, uma tecnologia que permite criar cenários com um grande número de luzes dinâmicas e sombras com ray tracing, em dispositivos móveis.

Desenvolvido com a Unreal Engine 5.6.1, o jogo recorre também ao conjunto de tecnologias de gráficos neurais da ARM, incluindo Neural Super Sampling, Denoising e Neural Frame Rate Upscaling. Estas ferramentas usam inteligência artificial para melhorar a qualidade visual e aumentar o desempenho.


O Neural Dawn oferece cerca de duas horas de jogo distribuídas por quatro níveis (o que podemos considerar que faz dele mais uma "tech demo" para demonstrar as capacidades dos chips suportados do que um jogo completo), colocando os jogadores no papel de uma cientista que explora uma rede de cavernas. A iluminação desempenha um papel central na experiência, servindo não só para criar ambientes mais realistas, mas também para orientar a progressão do jogador ao longo da aventura.

A ARM confirmou que o jogo será lançado ainda em 2026 para dispositivos Android equipados com as próximas gerações de GPUs Mali. Estes chips vão incluir aceleradores dedicados para tarefas AI, permitindo combinar processamento gráfico e computação neural dentro dos limites energéticos dos smartphones.

№ 08

Tecno Pova 8 usa "câmara" traseira como ecrã

Em vez de usar apenas câmaras falsas para efeitos estéticos, no Tecno Pova 8 a marca decidiu dar um uso incomum a uma delas.

A Tecno apresentou o Pova 8, um smartphone que à primeira vista parece ter um sistema de três câmaras, mas a realidade é bem diferente. Apesar do design traseiro sugerir um conjunto fotográfico avançado, apenas uma das lentes é funcional: um sensor Sony LYT-600 de 50 MP com autofocus e zoom 2x no sensor. Os restantes círculos existem apenas por razões estéticas.

No entanto, um desses espaços não está totalmente vazio. A marca integrou o chamado Alive Matrix Display, um pequeno painel LED dot-matrix capaz de mostrar notificações, animações de chamadas e efeitos visuais durante jogos. Os utilizadores também podem personalizar as animações, dando alguma utilidade a este elemento incomum do smartphone.
Para além deste elemento visual, o Pova 8 tem características habituais para este segmento, com processador MediaTek Dimensity 7100 de 6 nm e ecrã IPS LCD de 6,76" com taxa de atualização de 144 Hz e Hi OS 16 baseado em Android 16, destaca-se por incluir uma bateria de 8.000 mAh com carregamento rápido de 45 W. Segundo a marca, a bateria foi concebida para manter um bom desempenho ao longo de mais de 2.000 ciclos de carregamento, um valor acima da média do mercado.

Embora se possa censurar a opção de usar câmaras falsas apenas para manter um design idêntico ao de modelos como os iPhone Pro, pelo menos desta vez há que reconhecer que a Tecno tentou transformar essa decisão estética em algo mais funcional.

№ 09

Rio de Janeiro lança AI que supera Qwen 3.7 e DeepSeek V4 Pro

O Brasil surpreendeu com o lançamento do Rio 3.5 Open 397B, um modelo AI criado pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

A cidade do Rio de Janeiro anunciou o desenvolvimento do Rio 3.5 Open 397B, um modelo de inteligência artificial open-source que resulta de um processo de treino adicionado ao Qwen 3.5 397B. O projecto demonstra uma nova abordagem no raciocínio dos modelos de linguagem, procurando melhorar a eficiência sem comprometer o desempenho.

O principal destaque é a utilização do SwiReasoning, uma estrutura que alterna dinamicamente entre dois modos de raciocínio: o tradicional chain-of-thought, em que o modelo explicita os passos do seu pensamento, e um modo de raciocínio em espaço latente, no qual o processamento ocorre internamente sem gerar texto intermédio visível. A escolha entre os dois modos é feita através de sinais de confiança baseados em entropia. O sistema avalia o grau de incerteza da resposta e decide se precisa de "pensar em voz alta" ou se consegue resolver a tarefa internamente. Esta abordagem permite reduzir o consumo de tokens e aumentar a eficiência computacional.
Os resultados parecem validar esta aposta, com o Rio 3.5 Open 397B a superar modelos como o Qwen 3.7 e DeepSeek V4 Pro, e em certos benchmarks até se aproxima de modelos como o GPT-5.5.

O Rio 3.5 Open 397B junta-se a uma tendência crescente no sector AI: criar modelos capazes de adaptar o seu processo de raciocínio consoante a complexidade da tarefa. À medida que os custos de inferência continuam a ser um dos maiores desafios da indústria, técnicas híbridas como o SwiReasoning poderão desempenhar um papel importante na próxima geração de modelos de linguagem. Demonstra também como até entidades sem "tradição" no sector podem tirar partido dos modelos AI open-source existentes, e reduzir a dependência em serviços AI que podem ficar inacessíveis de um dia para o outro.

№ 10

Rio de Janeiro lança AI que supera Qwen 3.7 e DeepSeek V4 Pro

O Brasil surpreendeu com o lançamento do Rio 3.5 Open 397B, um modelo AI criado pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

A cidade do Rio de Janeiro anunciou o desenvolvimento do Rio 3.5 Open 397B, um modelo de inteligência artificial open-source que resulta de um processo de treino adicionado ao Qwen 3.5 397B. O projecto demonstra uma nova abordagem no raciocínio dos modelos de linguagem, procurando melhorar a eficiência sem comprometer o desempenho.

O principal destaque é a utilização do SwiReasoning, uma estrutura que alterna dinamicamente entre dois modos de raciocínio: o tradicional chain-of-thought, em que o modelo explicita os passos do seu pensamento, e um modo de raciocínio em espaço latente, no qual o processamento ocorre internamente sem gerar texto intermédio visível. A escolha entre os dois modos é feita através de sinais de confiança baseados em entropia. O sistema avalia o grau de incerteza da resposta e decide se precisa de "pensar em voz alta" ou se consegue resolver a tarefa internamente. Esta abordagem permite reduzir o consumo de tokens e aumentar a eficiência computacional.
Os resultados parecem validar esta aposta, com o Rio 3.5 Open 397B a superar modelos como o Qwen 3.7 e DeepSeek V4 Pro, e em certos benchmarks até se aproxima de modelos como o GPT-5.5.

O Rio 3.5 Open 397B junta-se a uma tendência crescente no sector AI: criar modelos capazes de adaptar o seu processo de raciocínio consoante a complexidade da tarefa. À medida que os custos de inferência continuam a ser um dos maiores desafios da indústria, técnicas híbridas como o SwiReasoning poderão desempenhar um papel importante na próxima geração de modelos de linguagem. Demonstra também como até entidades sem "tradição" no sector podem tirar partido dos modelos AI open-source existentes, e reduzir a dependência em serviços AI que podem ficar inacessíveis de um dia para o outro.

№ 11

Os paradoxos da navegação orbital

Acelerar e desacelerar em órbita tem que ser feito de forma completamente oposta à que se poderia imaginar.

Fomos mal habituados, por décadas de filmes de ficção científica no espaço, a pensar que as coisas no espaço funcionam de forma semelhante à de voar na atmosfera da Terra. No entanto, as coisas são completamente diferentes e nem parecem fazer sentido.

Na mecânica orbital, muitas das coisas funcionam exactamente ao contrário do que se poderia pensar: é preciso desacelerar para ganhar velocidade, é preciso acelerar para andar mais devagar. E, por isso mesmo, quando um veículo como uma cápsula quer "acelerar" para apanhar um alvo como a estação espacial internacional, tem que... desacelerar. Tudo isto porque, no espaço, tudo se passa numa referência orbital, quer seja da Terra, outro planeta ou lua, ou do Sol.


É também isto que faz com que aquelas ideias de "vamos atirar o nosso lixo radioactivo para sol" sejam completamente idiotas e impraticáveis, pois seria necessária mais energia para fazer com que algo atingisse o sol, do que a energia necessária para atirar algo para fora do sistema solar (basicamente, seria necessário anular a velocidade que nos é dada pela Terra).

Para quem estiver baralhado com tudo isto - como será comum - e quiser aprender mais, recomendo seriamente espreitarem o jogo/simulador Kerbal Space Program, de que já falei há alguns anos e que aborda tudo isto de forma que se torna mais visual e fácil de entender.

№ 12

Cartões SD de 8TB prestes a chegar ao mercado

Apesar de terem sido anunciados há dois anos, os cartões SD de 8TB só agora irão começar a chegar ao mercado - numa péssima altura para os interessados.

Os primeiros cartões SD com capacidade de 8TB poderão chegar ao mercado em breve, cerca de dois anos após terem sido apresentados pela primeira vez. Vários fabricantes presentes na Computex 2026 indicaram que os novos cartões baseados no padrão SDUC (Secure Digital Ultra Capacity) estão finalmente prontos para entrar em produção.

O padrão SDUC foi criado para suportar capacidades entre 2TB e 128TB, o que significa que os 8TB representam apenas uma fração do potencial máximo da tecnologia. No entanto, tal como aconteceu com o microSD Express, a adopção deste novo formato dependerá da chegada de dispositivos compatíveis ao mercado. Uma das principais limitações é a falta de retrocompatibilidade. Ao contrário de algumas gerações anteriores de cartões SD, os modelos SDUC não funcionam em leitores ou equipamentos mais antigos. Neste momento, praticamente não existem dispositivos capazes de utilizar cartões SDUC, o que - a par dos preços elevados que temos actualmente - poderá atrasar a real adopção destes cartões por vários anos.

Os primeiros modelos deverão incluir cartões microSDUC de 4TB e cartões SDUC de 8TB, ambos com interface UHS-I. Embora as velocidades não sejam particularmente elevadas (104 MB/s), a capacidade de armazenamento é impressionante. O preço, no entanto, poderá ser igualmente impressionante: estimativas apontam para valores próximos dos 2.200 dólares para os cartões SD de 8TB, tornando-os numa solução que só será relevante para profissionais que necessitem da maior capacidade possível neste tamanho ultra-compacto.

Como curiosidade, se tivessem comprado 2.200 dólares de acções da SanDisk há dois anos, neste momento valeriam mais de 122 mil dólares - o que seria suficiente para comprar muitos destes cartões sem preocupações. :)

№ 13

WhatsApp obriga actualização em iPhones antigos até Novembro

O WhatsApp vai obrigar a que se faça uma actualização nos iPhones mais antigos para poder continuar a ser usado a partir de Novembro.

A Meta confirmou que o WhatsApp passará a exigir o iOS 15.5 ou superior a partir de 30 de Novembro de 2026. Actualmente, a aplicação funciona em dispositivos com iOS 15.1, mas a empresa decidiu aumentar os requisitos mínimos para continuar a utilizar o serviço.

A mudança afecta os utilizadores de iPhones mais antigos, incluindo o iPhone 6s, iPhone 6s Plus, iPhone SE de primeira geração, iPhone 7 e iPhone 7 Plus. No entanto, estes dispositivos continuam a ser compatíveis com o iOS 15.8.8, o que significa que basta instalar a actualização mais recente disponível para manter o acesso ao WhatsApp. Importa destacar que nenhum destes iPhones perderá suporte ao WhatsApp de forma imediata. Como todos os modelos compatíveis com iOS 15.1 também suportam a versão 15.5 do sistema, os utilizadores precisam apenas verificar se têm o sistema actualizado através das definições do dispositivo.

A Meta afirma que revê anualmente os sistemas operativos suportados, removendo versões mais antigas com menor utilização e que já não recebem actualizações de segurança. Os utilizadores afectados deverão receber notificações dentro da própria aplicação antes do fim do suporte, relembrando a necessidade de actualizar o sistema operativo para manterem o acesso ao WhatsApp.

№ 14

Volkswagen bloqueia APIs dos automóveis

A Volkswagen bloqueou o acesso de terceiros às suas APIs, limitando severamente as funcionalidades possíveis nos seus automóveis eléctricos.

A Volkswagen está a remover o acesso de aplicações e plataformas de terceiros às APIs utilizadas por vários dos seus automóveis eléctricos, uma decisão que irá afectar diversas funcionalidades avançadas de gestão energética e automação utilizadas pelos proprietários destes veículos.

Até agora, estas interfaces permitiam integrar os veículos em sistemas domésticos inteligentes através de ferramentas open-source e serviços externos. Entre as funcionalidades disponíveis encontravam-se o carregamento automático para aproveitar excedentes de energia solar, a gestão inteligente da carga da bateria, o pré-condicionamento automático do veículo e, em alguns casos, a integração com sistemas de energia domésticos para optimizar o consumo eléctrico - por exemplo, carregar apenas com o nível de carga necessário para a condução no dia seguinte.
Com a desactivação do acesso às APIs, muitas destas soluções deixam de funcionar. Utilizadores e programadores referem que as plataformas dependiam dos dados em tempo real fornecidos pelos veículos para automatizar estes processos e criar integrações que não eram disponibilizadas oficialmente pela própria Volkswagen.

Embora a fabricante não tenha detalhado publicamente os motivos da alteração, a medida está a gerar fortes críticas entre os proprietários e comunidades de desenvolvimento. Alguns utilizadores receiam que a estratégia tenha como objectivo concentrar os serviços no ecossistema oficial da marca, reduzindo a compatibilidade com soluções externas - algo que se torna ainda mais criticável quando a marca nem sequer disponibiliza funcionalidades idênticas que pudessem servir de alternativa ao que já se podia fazer. Esperemos não ter que chegar ao ponto de ser necessária mais legislação europeia para obrigar as marcas a ceder acesso aos dados dos veículos, por culpa dos fabricantes não o fazerem de forma voluntária.

№ 15

Volkswagen bloqueia APIs dos automóveis

A Volkswagen bloqueou o acesso de terceiros às suas APIs, limitando severamente as funcionalidades possíveis nos seus automóveis eléctricos.

A Volkswagen está a remover o acesso de aplicações e plataformas de terceiros às APIs utilizadas por vários dos seus automóveis eléctricos, uma decisão que irá afectar diversas funcionalidades avançadas de gestão energética e automação utilizadas pelos proprietários destes veículos.

Até agora, estas interfaces permitiam integrar os veículos em sistemas domésticos inteligentes através de ferramentas open-source e serviços externos. Entre as funcionalidades disponíveis encontravam-se o carregamento automático para aproveitar excedentes de energia solar, a gestão inteligente da carga da bateria, o pré-condicionamento automático do veículo e, em alguns casos, a integração com sistemas de energia domésticos para optimizar o consumo eléctrico - por exemplo, carregar apenas com o nível de carga necessário para a condução no dia seguinte.
Com a desactivação do acesso às APIs, muitas destas soluções deixam de funcionar. Utilizadores e programadores referem que as plataformas dependiam dos dados em tempo real fornecidos pelos veículos para automatizar estes processos e criar integrações que não eram disponibilizadas oficialmente pela própria Volkswagen.

Embora a fabricante não tenha detalhado publicamente os motivos da alteração, a medida está a gerar fortes críticas entre os proprietários e comunidades de desenvolvimento. Alguns utilizadores receiam que a estratégia tenha como objectivo concentrar os serviços no ecossistema oficial da marca, reduzindo a compatibilidade com soluções externas - algo que se torna ainda mais criticável quando a marca nem sequer disponibiliza funcionalidades idênticas que pudessem servir de alternativa ao que já se podia fazer. Esperemos não ter que chegar ao ponto de ser necessária mais legislação europeia para obrigar as marcas a ceder acesso aos dados dos veículos, por culpa dos fabricantes não o fazerem de forma voluntária.

№ 16

NVIDIA aumenta preço da RTX PRO 6000 Blackwell

A NVIDIA aumentou o preço da RTX PRO 6000 Blackwell para quase o dobro do seu preço original, e sem explicar porquê.

A NVIDIA passou a listar a RTX PRO 6000 Blackwell Workstation Edition por 13.250 dólares(!) na sua loja oficial, um valor significativamente superior aos preços registados no início de 2025. Embora a placa gráfica esteja actualmente esgotada, o preço apresentado é geralmente considerado o valor de referência oficial da fabricante, e seguido pelos restantes parceiros comerciais.

Quando surgiu no início de 2025, a RTX PRO 6000 Blackwell tinha um preço que começava no 7.600 dólares. Mesmo no início deste ano, a placa (constantemente indisponível/esgotada) tinha um preço de 8.000 dólares.
Destinada ao mercado profissional, a placa utiliza o GPU GB202 com 24.064 núcleos CUDA e 96 GB de memória GDDR7 ECC. O modelo inclui um sistema de ventilação com design Double Flow Through e um consumo energético de até 600 W, posicionando-se como sucessora das antigas placas Quadro para visualização profissional e processamento AI.

Não é segredo que as placas gráficas têm sofrido forte aumento de preços, especialmente no segmento com mais de 16GB de VRAM - que as torna mais apetecíveis para processamento AI. Ainda assim, este tipo de aumento não é explicado totalmente pelo aumento do preço da memória RAM, mas sim pelo facto da procura superar a oferta (algo que também pode ser verificado pelos preços "absurdos" que são pedidos pelas placas em segunda mão das gerações anteriores, que chegam a ter preços equivalentes às das placas mais recentes).

É uma curiosa (e infeliz) situação em que faz com que, ao contrário do que era habitual, temos o custo do hardware a aumentar de ano para ano, em vez de desvalorizar.

№ 17

One UI 9 ganha opção de mostrar velocidade da rede

A Samsung decidiu adicionar finalmente um indicador de velocidade da rede no One UI 9.

A Samsung está finalmente a disponibilizar uma das funcionalidades mais pedidas pelos utilizadores Android: um indicador de velocidade da rede directamente na barra de estado. A novidade chega com o One UI 9 e permite acompanhar em tempo real as velocidades de download e upload em ligações WiFi ou de dados móveis.

Até agora, os utilizadores de smartphones Galaxy que pretendiam esta funcionalidade tinham de recorrer a apps de terceiros ou a soluções mais avançadas que exigiam acesso root. Com o One UI 9, a funcionalidade passa a estar disponível oficialmente através do sistema de utilitários Good Lock da Samsung.
O indicador é activado através de uma versão actualizada do módulo QuickStar e surge ao lado dos ícones já existentes na barra de estado. O sistema ajusta automaticamente a unidade apresentada - KB/s, MB/s ou GB/s - consoante o volume de tráfego de dados, facilitando a monitorização do desempenho da ligação à internet.

A nova funcionalidade não substitui os indicadores tradicionais de WiFi ou rede móvel, mas oferece uma forma rápida de perceber se problemas como downloads lentos, vídeos a parar, ou apps com atrasos estão relacionados com a velocidade da ligação. O One UI 9 encontra-se actualmente em fase beta para a série Galaxy S26, devendo chegar a mais dispositivos Galaxy nos próximos meses.

№ 18

BYD revela Denza Z com 1582cv

A BYD tem novo superdesportivo eléctrico, o Denza Z com mais de 1500cv e que chega em duas variantes.

A BYD revelou novos detalhes do Denza Z, o futuro topo de gama da sua marca premium Denza. O modelo representa uma mudança radical na estratégia da fabricante chinesa, que até agora estava mais focada em monovolumes e SUV familiares. Com até 1.582 cavalos de potência, o Denza Z pretende competir com os superdesportivos eléctricos de alto desempenho que têm chegado ao mercado.

O veículo utiliza uma configuração com três motores eléctricos: um no eixo dianteiro e dois no traseiro. Em conjunto, debita 1.180 kW de potência, permitindo acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 2 segundos, segundo a BYD. A marca prepara duas versões distintas para o lançamento em Julho: um descapotável de quatro lugares com capota em lona e um roadster de tecto rígido.
A versão descapotável alcança uma velocidade máxima de 300 km/h, enquanto o modelo com pacote desportivo pode atingir os 350 km/h graças a melhorias aerodinâmicas, incluindo um spoiler traseiro fixo e pneus de maiores dimensões (21" em vez de 20"). Apesar do elevado desempenho, ambos os modelos mantêm uma configuração de quatro lugares, algo pouco comum neste segmento - mas que revela a versatilidade das arquitecturas eléctricas (embora não seja de esperar milagres nos lugares traseiros).

O Denza Z utiliza baterias LFP desenvolvidas pela própria BYD e será compatível com a tecnologia de carregamento ultrarrápido da empresa. O desportivo contará ainda com suspensão activa DiSus-M e o sistema de assistência à condução DiPilot 5.0. É esperado que o preço na China fique abaixo dos 100 mil euros, embora seja necessário aguardar até mais perto do lançamento para ficarmos a saber os valores oficiais.

№ 19

Malware usa textos "perigosos" para escapar a análises AI

Foi descoberta uma campanha de malware usa prompts "problemáticos" para tentar enganar análises feitas por ferramentas AI.

Investigadores de segurança identificaram uma nova versão da campanha de malware Hades que utiliza uma técnica invulgar para tentar escapar a sistemas de análise AI. Os atacantes inseriram comentários no código com pedidos relacionados com armas biológicas e nucleares, sabendo que grande parte dos modelos AI tem mecanismos de segurança que interrompem a conversação assim que se abordam estes tópicos sensíveis.

Estes textos não têm qualquer relação com o funcionamento do malware em si, destinando-se exclusivamente a activar os mecanismos de protecção dos assistentes AI, com a expectativa que isso permita que o código malicioso passe despercebido em verificações superficiais.
Embora esta abordagem não seja eficaz contra ferramentas de segurança mais avançadas, pode ser o suficiente para enganar pessoas que utilizem assistentes AI para fazer uma análise rápida de pacotes de software ou código suspeito.

A campanha Hades também evoluiu noutras áreas, recorrendo a binários pré-compilados, separação do código malicioso por múltiplos pacotes e activação apenas durante a execução do software. Além disso, o malware expandiu os seus objectivos e procura agora roubar credenciais de serviços de desenvolvimento, chaves SSH, configurações Docker, ficheiros .env e tokens de plataformas cloud, aumentando significativamente o risco para programadores e empresas que sejam visados por estes ataques.

№ 20

Como fazer um mini teclado de 6 teclas com olhos animados

Este mini teclado com 6 teclas macro tem também um pequeno ecrã com olhos animados para maior personalização.

Já por cá falamos de incontáveis projectos de mini teclados e macropads, para as mais variedades funções e actividades - dos mais simples até aos que têm controladores 3D integrados. Desta vez temos um que junta a simplicidade a um pequeno ecrã.

Este Macropad With Animated Eyes consiste num mini-teclado com seis teclas macro, com o inevitável ESP32 como elemento central, a que se junta um pequeno ecrã de 0.9" que é usado para apresentar uns divertidos olhos animados.



Claro que nada nos obriga a usar o ecrã para este aspecto "divertido", e podemos facilmente adaptá-lo para apresentar informação mais relevante e utilitária - tal como noutro projecto que já por cá passou do mini-teclado para copy-paste.

Como sempre, a grande vantagem destes projectos "faça você mesmo" é que cada um fica com total liberdade para o adaptar às suas próprias necessidades, podendo alterar por completo o seu aspecto físico (impresso em 3D), e também as suas funcionalidades.