PlanetGeek
№ 01

Smart App Control com activação sem reinstalação do Windows

A MS facilitou o uso do Smart App Control, sendo agora possível activá-lo sem que se tenha que reinstalar o Windows de raiz.

Os utilizadores do Windows 11 já não precisam de fazer uma instalação limpa do sistema para activar o Smart App Control, uma funcionalidade de segurança que pode melhorar o desempenho do PC, particularmente nas máquinas mais modestas. Esta alteração elimina uma das maiores limitações da ferramenta e torna-a mais acessível para quem quiser tirar partido dos seus benefícios, ou simplesmente experimentá-la para ver o efeito.

Lançado com o Windows 11 22H2, o Smart App Control utiliza análise na cloud e informações de assinatura de código para bloquear aplicações potencialmente perigosas antes de serem executadas. Segundo a MS, como este sistema impede a execução de software malicioso logo desde o início, reduz a necessidade de verificações constantes em segundo plano, consumindo menos recursos que soluções de seguranºa tradicionais.

O maior problema é que até agora, a Microsoft exigia uma instalação limpa do Windows 11 para activar esta funcionalidade, algo que afastava muitos utilizadores. No entanto, a empresa começou a remover essa exigência, sendo agora possível activar ou desactivar o Smart App Control nas definições do sistema sem necessidade de reinstalação do sistema.

A opção está disponível em Definições > Segurança do Windows > Controlo de aplicações e navegador > Smart App Control. Com esta mudança, qualquer computador com o Windows 11 22H2 ou mais recente pode experimentar a funcionalidade. No entanto há que ter em conta que para tal também terão que aceitar o envio de dados adicionais para a Microsoft.

№ 02

Headphones Corsair HS80 RGB a €71

Se gostam de ouvir todos os detalhes nos jogos, sem limitações de volume independentemente da hora do dia ou da noite, uns headphones gaming wireless como estes Corsair HS80 RGB podem fazer toda a diferença.

Quer seja para poderem jogar jogos de guerra recheados de explosões às altas horas de madrugada, ou para facilmente comunicarem com os demais jogadores da vossa equipa, uns headphones gaming com microfone tornam-se num acessório indispensável. No caso destes Corsair HS80 RGB, temos direito às almofadas com espuma visco-elástica para maior conforto, e com banda de suporte para que o arco superior dos headphones não fique em contacto directo com a cabeça, aumentando a comodidade em sessões mais prolongadas.
Estes Corsair HS80 RGB Wireless estão disponível por 71 euros na Amazon Espanha.

Apesar de terem RGB no nome, importa realçar que se trata de um modelo bastante discreto, apenas com o logotipo iluminado nos headphones e um pequeno aro luminoso no microfone - que até serve para indicar quando está em mute.

Se procurarem algo mais em conta podem espreitar os Corsair HS55; ou podem considerar os Corsair HS60 Haptic com vibrações que se podem sentir - que já por cá passaram e nos surpreenderam pela positiva. Todos eles têm controlos (mute, volume, etc.) directamente nos headphones, evitando a necessidade de um dongle pendurado no cabo.


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№ 03

Xiaomi revela Xring O3, D100 e O100

A Xiami revelou os primeiros chips Xring com forte aposta no desempenho e no processamento AI, os Xring O3, Xring D100 e Xring O100.

A Xiaomi revelou apresentou na China a sua nova plataforma Xring, composta pelos chips Xring O3, Xring D100 e Xring O100. A estrela do anúncio é o Xring O3, um processador topo de gama orientado para inteligência artificial que promete um grande salto em desempenho e eficiência para smartphones e tablets da marca.

O Xring O3 conta com um CPU de dez núcleos de alto desempenho, um novo GPU G2-Ultra NX, e NPU capaz de atingir 200 TOPS de capacidade de processamento AI. Segundo a Xiaomi, o chip alcançou mais de 5.22 milhões de pontos no AnTuTu e oferece melhorias significativas tanto no desempenho gráfico como na eficiência energética. O processador também estreia suporte para memória LPDDR6, tornando-se o primeiro chip móvel do mundo a suportar esta memória.
Xring O3:
- 10 cores CPU
2 x 4.35 GHz C1-Ultra
4 x 3.68 GHz C1-Premium
4 x 3.15 GHz C1-Pro

- 16-core G2-Ultra NX GPU
- 4-core NPU de 200 TOPS
- TSMC 3nm
- LPDDR6 RAM
- 5.22 milhões no AnTuTu
- Geekbench: 3.945 single-core e 15.221 multi-core

Xring O100:
- 6nm wafer-level vertical stacking (wafer on wafer)
- AI accelerator chip for large-scale edge computing
- Ultra-high bandwidth of 1.22 TB/s
- Edge inference speed up to 330 TPS

Xring D100:
- 3nm AI chip for intelligent autonomous driving with high computing power
- 20-core high-performance CPU
- 16-core high-performance NPU
- 160GB unified memory that can deploy ultra-large models with up to 200B parameters

Além do novo SoC para dispositivos móveis, a Xiaomi apresentou o Xring D100, um chip de 3 nm destinado à condução inteligente e aplicações avançadas de AI, e o Xring O100, uma solução de aceleração AI com elevada largura de banda para utilização em smartphones, automóveis e robôs. Os dois chips já estão concluídos e deverão entrar em comercialização durante o próximo ano.

Para tirar partido de tudo isto, a Xiaomi também revelou um AI Cube, um PC equipado com estes três chips, destinado a correr modelos AI localmente, mas sem indicação se será lançado como produto comercial ou será apenas um "devkit" de acesso limitado.
O Xiaomi 18 Fold será o primeiro equipamento a chegar ao mercado com o Xring O3, seguido pelo Xiaomi Pad 9 Pro Max. Ambos os dispositivos têm lançamento previsto para o próximo mês na China, e depressa revelarão se os números apresentados pela Xiaomi se confirmarão em testes de uso real - jã que teremos que ver também os aspectos da eficiência energética e aquecimento.


№ 04

MS tenta forçar uso do Edge em Android

A MS tem nova táctica discutível para tentar forçar o uso do Edge em Android, restringindo o uso de temas.

A Microsoft está a testar uma nova forma de "incentivar" a utilização do Edge no Android. Nas versões mais recentes do Edge Canary, os utilizadores podem experimentar novos temas visuais com imagens de fundo personalizadas, mas existe uma condição: os utilizadores têm que definir o Edge como browser predefinido do sistema.

A restrição foi identificada na versão de testes do browser e, por agora, ainda não chegou às versões estáveis do Edge. Isto significa que a Microsoft ainda poderá alterar ou remover este requisito antes de disponibilizar a funcionalidade ao público em geral.

Microsoft has added new image themes in Edge Canary for Android, but to use them as your NTP background, you have to set Edge as your default browser. All browsers use tactics to motivate you to make them your default, and Edge is no exception 🤷 https://t.co/sK1xv7W0RC pic.twitter.com/VVIPywivm2

— Leopeva64 (@Leopeva64) August 21, 2026
A empresa tem um longo historial de tentativas para forçar a adopção do Edge. Algumas delas são positivas, como a aposta em funcionalidades exclusivas; mas outras são bastante criticáveis, como as muitas formas que tentaram dificultar a mudança para outros browser prédefinido no Windows 11. No Android, o desafio é diferente, começando pelo facto do Edge nem sequer estar de origem no sistema, tendo primeiro que convencer os utilizadores a instalá-lo nos seus smartphones e tablets.

Ficará por demonstrar se esta exigência de defini-lo como browser do sistema para poder usar temas irá funcionar, ou se poderá acabar por ter o efeito contrário, chateando os utilizadores ao ponto de acharem que está no momento de o desinstalarem.

№ 05

Fita LED Govee TV Ambilight com câmara a €53

É mais fácil que nunca recriar o efeito "ambilight", com este conjunto de fita LED RGB com câmara, capaz de ajustar as cores em função do que estiver no ecrã.

Há muito que recomendamos a utilização de uma fita LED para colocar atrás de um televisor ou monitor, para criar uma luminosidade que reduz o cansaço visual, especialmente numa sala completamente às escuras. Fitas LED RGB para TV arranjam-se por cerca de 10 euros ou pouco mais, e mais recentemente começaram a surgir conjuntos com um sensor de cor por menos de 20 euros que podem ir mudando de cor. Mas se querem a experiência ambilight completa, com cores diferentes ao longo das margens do ecrã, então será preciso um modelo mais evoluído, como este da Govee.

Esta fita LED Govee com câmara está disponível por 53 euros na Amazon Espanha.

Em vez de um simples sensor de cor, este conjunto vem com uma câmara que se deve colocar no topo do ecrã, e que vai analisar as imagens do que quer que se estiver a ver, fazendo sincronizar as cores da fita LED apropriadamente para cada secção das margens - e não apenas uma única cor como nas propostas anteriores. É também, apesar dos projectos open-source ambilight que dependem de uma entrada HDMI, uma das poucas soluções para quem quer o efeito ambilight mesmo quando utiliza apps internas da Smart TV, como Netflix, Disney, etc. já que este sistema funciona para todo e qualquer conteúdo que aparecer no ecrã, independentemente da sua origem.


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№ 06

PINE64 suspende produção por custo da RAM

O custo elevado da memória RAM obrigou a PINE64 a suspender a produção dos seus mini-computadores.

Muitos utilizadores já sentiram na pele os aumentos nos Raspberry Pi, mas em vez de seguir o mesmo caminho a PINE64 vai optar por interromper a produção dos seus SBC devido ao aumento significativo dos preços da memória DRAM e do armazenamento eMMC. Tal como todos nós, também eles dizem não saber quando é que as coisas poderão voltar ao normal, atirando para 2027 uma reavaliação da situação.

A escassez e o elevado custo destes componentes tornaram economicamente inviável continuar a produzir dispositivos como o PineNote e o PineTab2 sem aumentar os preços para níveis considerados inaceitáveis (por exemplo, um RPI5 de 16GB custa actualmente 338 euros, e mesmo a versão de 4GB está nos 120 euros - bem longe dos valores em que o RPI era considerado um mini-PC de baixo custo). As unidades em stock deverão esgotar nos próximos meses e, quando isso acontecer, não estão previstos novos lotes de produção. Embora não referindo directamente a culpa da AI, é sabido que tem sido esse sector da indústria a açambarcar a quase totalidade da produção disponível de RAM, penalizando tanto os consumidores como os fabricantes de hardware de pequena dimensão.


Apesar da decisão, a PINE64 não está a abandonar o mercado tecnológico. A empresa continuará a produzir equipamentos menos dependentes destes componentes. Produtos como o smartwatch PineTime, a estação de alimentação PinePower, e o ferro de soldar Pinecil continuarão disponíveis.

№ 07

Apple corta no Vision Pro

Parecendo confirmar os rumores de cepticismo no Vision Pro, o novo CEO da Apple está a fazer limpeza quase total nalgumas equipas.

Os efeitos do novo CEO John Ternus parecem já estar a fazer-se sentir no interior da Apple. Uma reestruturação resultou na eliminação de cerca de 200 postos de trabalho ligados ao Vision Pro. A medida faz parte de uma reorganização estratégica destinada a concentrar recursos nas áreas consideradas mais importantes para o futuro da empresa, com especial destaque para a inteligência artificial.

Uma das áreas particularmente afectadas foi a dos óculos Vision Pro. A Apple terá encerrado grande parte da equipa dedicada a jogos para o headset e reduzido significativamente os recursos destinados à produção de conteúdos imersivos. Segundo as informações disponíveis, a decisão está relacionada com a utilização limitada destas funcionalidades pelos utilizadores e com os elevados custos de produção, que podiam atingir milhões de dólares por projecto. A ideia será continuar a disponibilizar experiências imersivas para o Vision Pro, mas apostando em conteúdos desenvolvidos por terceiros. Apesar dos cortes, a Apple garantiu aos funcionários que o Vision Pro e o sistema operativo visionOS continuam a fazer parte dos seus planos de longo prazo.

Isto parece espelhar as informações que têm circulado hã muito, de que John Ternus nunca foi um grande fã dos Vision Pro. Apesar de publicamente "vestir a camisola" e dizer que é um excelente produto, internamente sempre manteve uma postura contrária, acreditando que era uma má aposta para a Apple. Apesar dos Vision Pro serem considerados dos melhores óculos VR disponíveis actualmente, o seu preço elevado continuar a fazer dele um produto de nicho apenas para um pequeno grupo de pessoas - e ainda menos as que lhe dão uso regular.

№ 08

Webcam Anker PowerConf C200 2K a €55

Melhorar a qualidade de vídeo nas video-conferências ganhou uma importância fundamental, e por isso hoje trazemos-vos uma webcam Anker PowerConf C200 que poderá fazer isso e está disponível para entrega imediata.

Depois do período de confinamento COVID ter promovido o tele-trabalho, aulas remotas, e muitas videoconferências, passou a dar-se valor a um componente que até aqui era quase sempre ignorado: a câmara utilizada. E se a webcam de baixo custo integrada no portátil ou que usam no computador desktop não satisfizer, há opções de melhor qualidade, como é o caso desta webcam da Anker com qualidade 2K e microfones com cancelamento de ruído. Uma câmara que está disponível a preço interessante, fazendo esquecer a época dos preços inflacionados da pandemia.
Esta Anker PowerConf C200 2K está disponível por 55 euros com envio da Amazon Espanha - desconto de 8% aplicado automaticamente.

A câmara conta com um sistema de clip que lhe permite ser posicionada na parte superior de um monitor ou ecrã de um portátil. Conta também com um obturador integrado para total de privacidade, cobrindo a objectiva quando não estiver a ser usada.

Se quiserem algo ainda melhor, podem dar o salto para uma webcam 4K, mas será discutível se efectivamente compensa em relação custo/benefício.


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№ 09

Substituição da câmara do Honor Robot Phone é cara - mas motherboard custa muito mais

Trocar a câmara gimbal do Honor Robot Phone custa mais de 390 euros, mas até fica barato face a trocar a motherboard do smartphone.

A Honor revelou os preços oficiais de reparação dos diversos componentes do seu curioso Robot Phone na China, e os valores mostram que a inovadora câmara com gimbal integrado poderá tornar-se um problema caro em caso de acidente; mas não o mais caro.

Devido à complexidade do mecanismo e ao grande número de componentes móveis, a substituição do módulo de câmara gimbal é uma das reparações mais dispendiosas do equipamento. Segundo a tabela divulgada pela fabricante, a troca da câmara principal com gimbal custa 391 euros. Em comparação, a substituição da câmara teleobjetiva tem um custo de 111 euros, enquanto a câmara ultra grande angular custa apenas 25 euros.

Outros componentes de substituição habitual estão dentro dos valores esperados. A substituição do ecrã está fixada nos 175 euros, enquanto uma nova bateria custa 40 euros. No entanto, a peça mais cara, começando nos 585 euros para o modelo de 12/512GB, e podendo chegar aos 840 euros(!) na versão com 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento - mais de metade do preço do preço total de venda (€1654).

№ 10

Pixel 11 Fold não resiste à dobragem

A Google voltou a cometer os mesmos erros, com o Pixel 11 Fold a reprovar, pela quarta vez, o teste de dobragem abusiva do JerryRigEverything.

O Google Pixel 11 Pro Fold foi submetido ao habitual teste de resistência do canal JerryRigEverything, revelando um problema que parece acompanhar os smartphones dobráveis da marca há várias gerações. Tal como aconteceu com os modelos anteriores, também o Pixel 11 Fold sucumbiu ao teste de dobragem abusiva, levantando novamente dúvidas sobre a sua resistência estrutural.

O teste incluiu os procedimentos habituais, como riscos no ecrã e na estrutura, exposição directa ao calor, e contacto com areia e partículas finas para avaliar a resistência do mecanismo de dobragem. O Pixel 11 Pro Fold superou estas etapas sem incidentes graves, mas foi no teste final que surgiram os problemas mais significativos.


Ao aplicar pressão para dobrar o equipamento, o smartphone voltou a partir nas zonas das linhas das antenas, repetindo o comportamento já observado nas três gerações anteriores da Google. Desta vez, porém, a situação foi mais longe, já que o vidro frontal também começou a descolar da estrutura durante o processo.

Embora o dispositivo tenha continuado funcional após os testes, os resultados indicam que a Google ainda não parece considerar esta fragilidade como um ponto a melhorar na sua linha de smartphones dobráveis.

№ 11

MS diz que bug dos jogos é culpa dos acessórios RGB

A culpa para os problemas com jogos no Windows após aactualização de Agosto pode ser dos programas que gerem a iluminação RGB.

A Microsoft revelou novas informações sobre os problemas que estão a afectar vários jogos após a instalação das actualizações de Agosto de 2026 para o Windows 11. Segundo a empresa, a origem das falhas poderá estar relacionada com dispositivos ou componentes equipados com iluminação RGB, que utilizam determinados drivers incompatíveis com as alterações feitas no sistema operativo.

O problema afecta sistemas com Windows 11 24H2 e 25H2 após a instalação da actualização KB5121003 e versões posteriores. Entre os sintomas estão crashes durante a execução dos jogos, erros "EXCEPTION_ACCESS_VIOLATION", bloqueios do sistema, e até reinícios inesperados - afectando jogos como o ARC Raiders, MARVEL Tōkon: Fighting Souls e The Finals. De acordo com a investigação da Microsoft, os incidentes parecem estar ligados componentes instalados por periféricos RGB, incluindo ficheiros com nomes semelhantes a "inpoutx64". Quando estes drivers estão presentes no sistema, determinados jogos podem desencadear o problema ao serem iniciados.

Já se suspeitava que as falhas estivessem relacionadas com o ficheiro inpoutx64.sys, sendo que uma das soluções temporárias recomendadas passava por desligar o serviço e eliminar esse ficheiro. Ainda assim, não se percebe como é que o problema num ficheiro oficial da MS possa estar relacionado com drivers "com nomes parecidos" de outras empresas. Fica-se a aguardar por mais esclarecimentos.

№ 12

MS diz que bug dos jogos é culpa dos acessórios RGB

A culpa para os problemas com jogos no Windows após aactualização de Agosto pode ser dos programas que gerem a iluminação RGB.

A Microsoft revelou novas informações sobre os problemas que estão a afectar vários jogos após a instalação das actualizações de Agosto de 2026 para o Windows 11. Segundo a empresa, a origem das falhas poderá estar relacionada com dispositivos ou componentes equipados com iluminação RGB, que utilizam determinados drivers incompatíveis com as alterações feitas no sistema operativo.

O problema afecta sistemas com Windows 11 24H2 e 25H2 após a instalação da actualização KB5121003 e versões posteriores. Entre os sintomas estão crashes durante a execução dos jogos, erros "EXCEPTION_ACCESS_VIOLATION", bloqueios do sistema, e até reinícios inesperados - afectando jogoso como o ARC Raiders, MARVEL Tōkon: Fighting Souls e The Finals. De acordo com a investigação da Microsoft, os incidentes parecem estar ligados componentes instalados por periféricos RGB, incluindo ficheiros com nomes semelhantes a "inpoutx64". Quando estes drivers estão presentes no sistema, determinados jogos podem desencadear o problema ao serem iniciados.

Já se suspeitava que as falhas estivessem relacionadas com o ficheiro inpoutx64.sys, sendo que uma das soluções temporárias recomendadas passava por desligar o serviço e eliminar esse ficheiro. Ainda assim, não se percebe como é que o problema num ficheiro oficial da MS possa estar relacionado com drivers "com nomes parecidos" de outras empresas. Fica-se a aguardar por mais esclarecimentos.

№ 13

AliExpress faz fingerprinting de áudio na web

Um pequeno bug no Firefox levou um programador a descobrir as páginas do AliExpress a fazer fingerprinting áudio das máquinas dos visitantes.

Um programador descoberiu uma técnica invulgar de tracking usada pelo site da AliExpress, devido aos seus headphones Bluetooth. O caso começou quando reparou que os seus auscultadores não conseguiam alternar correctamente o áudio para o smartphone enquanto tinha o site aberto no computador, levando-o a investigar o que estava a acontecer.

Embora à primeira vista as páginas não tivessem elementos multimédia, ao analisar o código executado pela página, o utilizador encontrou referências bastante escondidas faziam uso da WebAudio API do browser. Segundo a sua investigação, o sistema mantinha o canal de áudio do computador permanentemente activo através da reprodução de sinais sonoros inaudíveis com volume zero.

Alibaba's AliExpress was caught using users' audio systems to track them.

AliExpress wasn't recording users but instead playing a silent sound and measuring how users' specific devices processed it in order to fingerprint them.

But don't worry because Brave stops this.

— Brave (@brave) August 22, 2026
Apesar do som não ser audivel, a técnica permite recolher informações sobre o hardware do dispositivo ao medir pequenas diferenças na forma como cada sistema processa o sinal áudio, que podem ser utilizados para criar um identificador único do equipamento, uma prática conhecida como fingerprinting.

For 6+ years, Brave has protected users against audio fingerprinting, and other fingerprinting types, by default.

Brave injects random data into the browser's output so you show a different fingerprint to different sites. This fingerprint also resets across sessions.

— Brave (@brave) August 22, 2026
Embora possam haver motivos legítimos para tal (como para efeitos de segurança, determinando se um utilizador está a usar o seu computador habitual ou se poderá ser um atacante a usar uma conta roubada), nunca se poderá ver com bons olhos qualqer tipo de tracking feito secretamente. E neste caso, tal só foi tornado público devido a um pequeno bug que fez com que um programador decidisse investigar porque motivo os seus headphones Bluetooth tinham um comportamento estranho - se o Firefox não tivesse este bug e ignorasse o áudio inaudível, provavelmente continuaria a passar despercebido.

Como seria de esperar, o Brave - que ainda recentemente reforçou as protecções anti-fingerprinting do sistema gráfico - veio logo dizer que está imune contra este tipo de técnicas, pois introduz "ruído" imperceptivel que inviabiliza o fingerprint áudio, e neste caso em particular, bloqueia os scripts usados no AliExpress.

№ 14

Robots superam humanos nos "Jogos Olímpicos" na China

No WHRC 2026, os robots bateram os recordes humanos nas provas de salto, 100 metros, e 400 metros.

A 2ª edição do World Humanoid Robot Games na China foi reveladora do rápido avanço que os robots humanóides têm tido. Se o ano passado ainda víamos robots desajeitados e a serem controlados remotamente, este ano as coisas foram substancialmente diferentes.

Parade at the World Robot Games

Even the cameraman is a robot! pic.twitter.com/d2xM72KErZ

— clankr (@clankrmedia) August 22, 2026

Para começar, em muitas provas os robots passaram a ter funcionamento totalmente autónomo (não que fosse possível, como o ano passado, ter corredores humanos a correr atrás dos robots que estavam a controlar - tal a sua velocidade). Mas, acima de tudo, é impressionante ver a evolução das suas capacidades.

No salto em altura temos um robot Tien Kung a atingir 2.88m, superando o recorde humano de 2.45m que se tem mantido dede 1993.

2.88 m... 🤯 Tien Kung Ultra just surpassed the height of the human high jump world record!

Javier Sotomayor’s 2.45 m record has stood untouched since 1993.

For comparison, the best standing high jump at last year’s inaugural World Humanoid Robot Games was just 95.6 cm. https://t.co/D70o6EqIZt pic.twitter.com/yRy1ozaXXb

— RoboHub🤖 (@XRoboHub) August 22, 2026

Nos 400 metros, o recorde humano de 43.03s foi eclipsado por um tempo de 37.71s, também por um robot Tien Kung.

Tienkung again…400m,37.71s

Breaking the human record: South African Wajd van Niekerk, who set a record of 43.03 seconds at the Rio Olympics 10 years ago. pic.twitter.com/6vTyQMEKIu

— CyberRobo (@CyberRobooo) August 22, 2026

E nos 100 metros, assisitmos a uma prova emocionante, onde o arranque rápido do Honor Lightniing não foi suficiente para evitar a vitória - uma vez mais - de um robot Tien Kung que atingiu a meta em apenas 9.39s, uns décimos mais rápido que o famoso recorde de 9.58s de Usain Bolt.

9.3s…Humanoid robots have proven they can run faster than humans.

The first to cross the finish line was X-humanoid's Tienkung. Honor's Lightning has a fast start, but lacks explosive power in the later stages. pic.twitter.com/bs7aGEYES9

— CyberRobo (@CyberRobooo) August 22, 2026


Mas, as coisas impressionantes não se ficaram por aqui. Também pudemos ver robots a jogar ténis com humanos, de forma autónoma:

Humanoids will soon become great practice partners for tennis and other sports.

These robots, trained by Galbot, are preparing to play with celebrities at the World Humanoid Robot Games in Beijing. They're fully autonomous. pic.twitter.com/xtg5k6YYCZ

— The Humanoid Hub (@TheHumanoidHub) August 21, 2026

... futebol...

🚨The humanoid robot sports games just wrapped up a fully autonomous 7v7 soccer match.

Booster Evolution won 3-1 on penalties against Booster Acceleration

After scoring, one robot even waved to celebrate with its teammates🤖⚽️

Both teams are from @boosterobotics#RobotSoccer pic.twitter.com/14yGJVXB70

— 智东西China AI News (@Chinazhidx) August 22, 2026

E também um robot humanóide a conduzir um kart, também de forma autónoma, incluindo toda a parte de se sentar e começar a conduzir.

This is insane... 🤯 A humanoid racing driver is actually here. 🏎️

The robot gets into the tight cockpit, sits down, steers, works the pedals, completes the entire run—and even finishes ahead of the human driver. All fully autonomously.

Behind it is Symbiosis Robotics’ Direct… https://t.co/vKkobqtcz4 pic.twitter.com/9HFwl99eli

— RoboHub🤖 (@XRoboHub) August 22, 2026


E sem esquecere robots que vão começando a parecer bastante humanos...

the "do-not-touch" rule suddenly makes perfect technical sense 😄

2026 World Robot Conference in Beijing shows an actual UBTECH ultra-bionic humanoid (semi-torso model) with highly realistic silicone skin

~ $17K and for companionship use.
pic.twitter.com/cWhiWWhU9H

— Rohan Paul (@rohanpaul_ai) August 22, 2026

A este ritmo, mal podemos esperar o que se poderá ver no próximo ano.

№ 15

Rockstar e Take Two em busca do CyberLeek

A vaga de leaks do novo Grand Theft Auto VI está a deixar a Rockstar e a Take Two cada vez mais irritadas.

Uma vaga de vídeos do Grand Theft Auto VI está a gerar grande polémica. Um indivíduo conhecido como "CyberLeek" parece ter acesso a uma versão funcional do jogo, tendo divulgado vários vídeos que incluem referências ao próprio grupo responsável pelas fugas, num deles escrevendo a palavra "leek" com balas, numa aparente provocação à Rockstar Games.

A autenticidade do material continua por confirmar oficialmente, mas a editora Take-Two tem reagido rapidamente através de pedidos de remoção de conteúdos ao abrigo de direitos de autor. O responsável ameaça continuar a divulgar informações, vídeos e outros detalhes do jogo, numa altura em que se aproxima a revelação oficial do GTA VI, um dos lançamentos mais aguardados de sempre no mundo dos videojogos.

Entretanto a Take-Two está a passar à ofensiva, avançando com pedidos legais para obter informações junto de empresas como a Microsoft, Google e Discord, com o objectivo de identificar os indivíduos por trás destas publicações. Há também quem esteja a seguira velha regra do "follow the money", analisado as carteiras de criptomoedas associadas ao projecto CyberLeek, e que parecem indicar que as mesmas estão ligadas a plataformas que exigem verificação de identidade, o que poderá revelar-se uma peça crucial para identificar os responsáveis. Se forem apanhados, podemos desde já antever que acabe por resultar num documentário Netflix daqui a alguns meses.

Enquanto isso, GTA VI mantém o lançamento previsto para Novembro de 2026 nas consolas Xbox Series X/S e PlayStation 5, e a revelação oficial na Netflix e YouTube a 27 de Agosto.

№ 16

Tesla Model 3 é o carro mais procurado em Portugal

O Tesla Model 3 é o automóvel mais procurado pelos portugueses, segundo uma análise do Standvirtual relativa aos últimos doze meses.

O modelo norte-americano representou 3,35% do total de contactos gerados na plataforma, mais do dobro do segundo classificado, o Peugeot 2008 que ficou nos 1,57%, e à frente do Volkswagen Golf com 1,55%.

A tendência acentuou-se no primeiro semestre de 2026. Neste período, o Tesla Model 3 registou um crescimento de 44% no número de contactos face ao mesmo período de 2025, elevando a sua quota para 3,85%. O Renault Clio ficou na segunda posição com 1,47% e um crescimento de 23%, enquanto o Volkswagen Golf fechou o pódio com 1,43%, ainda que com uma quebra de 15% na procura.

No que diz respeito aos segmentos, os SUV continuam a dominar as preferências dos utilizadores do portal. Nos últimos doze meses, concentraram 28,96% dos contactos gerados, seguidos dos modelos Compact com 17,61% e dos City Car com 14,52%. No primeiro semestre de 2026, a procura por SUV cresceu 22% face ao período homólogo, elevando a quota para 29,62%. Os Compact mantiveram a segunda posição com 17,36% e um crescimento de 11%, e os City Car ficaram em terceiro lugar com 14,77%, numa subida de 14%.

O contexto alargado reforça esta leitura. Dados do Standvirtual indicam que Portugal é um dos líderes europeus na transição para a mobilidade eléctrica, posicionando-se como o segundo mercado mais electrificado da Europa, apenas atrás da Noruega. Nos primeiros seis meses de 2026, a procura por veículos 100% eléctricos registou um crescimento histórico de 68,7% face ao mesmo período do ano anterior, representando já 17,3% do total das pesquisas na plataforma.


[Pela Estrada Fora]
№ 17

NASA falha salvamento do Swift

A pequena nave Link que deveria salvar o telescópio espacial Swift sofreu falhas que não permitem completar a missão.

A NASA e a Katalyst Space Technologies anunciaram o fim da missão que pretendia prolongar a vida útil do telescópio espacial Neil Gehrels Swift. O plano passava por utilizar o satélite Link para se aproximar do telescópio, capturá-lo com braços robóticos, e empurrá-lo para uma órbita mais elevada, evitando a reentrada na atmosfera terrestre.

A missão enfrentou dificuldades pouco depois do lançamento do Link, com problemas nos sistemas de controlo que impediram o satélite de manter a orientação necessária para avançar com a operação. Duas das três rodas inerciais deixaram de funcionar e os restantes sistemas disponíveis não foram suficientes para recuperar o controlo da nave para um nível funcional.

Apesar do fracasso da missão de resgate, tenta-se minimizar o falhanço: o Link poderá realizar demonstrações de navegação de proximidade e fornecer dados para futuras missões de manutenção, reparação, ou reabastecimento de satélites em órbita, uma área de interesse para múltiplas empresas espaciais.

Infelizmente, o cancelamento da missão sela o destino do Swift, um telescópio lançado há quase 22 anos para estudar explosões de raios gama - um dos fenómenos mais energéticos do Universo. Sem propulsores próprios para corrigir a órbita, o telescópio fica condenado a reentrar na atmosfera nos próximos meses, desintegrando-se. Apesar do desfecho triste, há que relembrar que o Swift superou largamente os seus objectivos, já que tinha sido lançado com a ideia de funcionar apenas durante dois anos.

№ 18

Ferrari CZ26: híbrido único baseado no SF90

A Ferrari revelou um novo supercarro híbrido único, criado por medida para um cliente norte-americano.

O novo CZ26, baseado no SF90 Stradale, foi apresentado durante a Monterey Car Week. O modelo foi desenhado pelo Ferrari Design Studio ao abrigo do programa Special Projects, e o estilo distintivo incorpora elementos de outros modelos da marca, como o 12Cilindri e o novo Luce EV.

A frente, com uma grelha funcional de largura total e LEDs finos, remete para o primeiro elétrico da marca, o Luce. Conta com um para-choques esculpido e um splitter integrado.
A traseira do CZ26 tem um toque do 12Cilindri. Os quatro faróis LED e a forma geral da parte de trás lembram o grande turismo V12. As jantes bicolor, no entanto, são exclusivas do CZ26.
Debaixo das alterações estéticas, mantém-se o mesmo motor híbrido V8 biturbo 4.0 litros do SF90, associado a uma caixa de dupla embraiagem de 8 velocidades. A Ferrari indica um tempo de 0 aos 100 km/h de 2,5 segundos e uma velocidade máxima de 328 km/h. Números que começam a perder um pouco o seu significado, quando começamos a ter carros eléctricos "low-cost" com 1000cv capazes de prestações idênticas.


[Pela Estrada Fora]
№ 19

Brave reforça protecções contra fingerprinting do GPU

O Brave está a implementar novas protecções contra técnicas de fingerprinting que exploram o GPU dos utilizadores.

Já sabemos que, por mais que se lute pela privacidade na web, muitos sites recorrem a todo o tipo de técnicas para tentar fazer o tracking dos utilizadores. Para contrariar isso, o Brave anunciou novas medidas para dificultar o fingerprinting através do GPU e dos drivers gráficos. Disponíveis a partir da versão 1.93 para desktop e Android, estas protecções estão ativadas de origem e têm como missão impedir que sites e empresas de tracking utilizem informações do hardware gráfico para individualizar utilizadores na Web.

O problema está nas APIs WebGL e WebGPU, que fornecem detalhes sobre a placa gráfica, drivers e funcionalidades suportadas pelo sistema. Estas informações podem ser combinadas para criar um identificador do dispositivo, permitindo o tracking dos utilizadores sem recurso a cookies. Segundo a equipa do Brave, uma análise a vários sites populares mostrou que isto não é um risco teórico, havendo bastantes empresas de tracking a usar estas APIs para fingerprinting.
Para combater esta prática, o Brave passa a substituir as informações de fabricante e modelo da GPU por valores genéricos, remove os detalhes expostos pelo WebGPU, e altera aleatoriamente a lista de extensões suportadas pelo WebGL. Desta forma, os sistemas de tracking deixam de conseguir criar identificadores estáveis; e isto sem afectar o funcionamento dos sites que podem continuar a apresentar conteúdos gráficos acelerados por hardware. Podem fazer um teste de fingerprinting no site da EFF.

A equipa do Brave testou estas alterações durante vários meses nas versões Nightly e Beta para minimizar problemas de compatibilidade. De resto, e como nas restantes protecções, os utilizadores mantêm controlo total sobre estas opções, podendo ajustá-las individualmente para cada site.


№ 20

Vibe Pad é um teclado de 4 teclas para AI

Em alternativa ao teclado dispendioso da OpenAI, qualquer um pode criar este mini teclado de 4 teclas para AI.

A OpenAI lançou recentemente um dispendioso teclado Codex Micro que fica fora do orçamento da maioria das pessoas. Felizmente, há alternativas bastante mais económicas.

O Vibe Pad é um pequeno teclado macro Bluetooth concebido para tornar a programação com assistentes AI mais rápida e prática. Com apenas quatro botões, permite executar acções frequentes sem recorrer ao rato ou a combinações de teclas, ajudando os utilizadores a manterem o foco enquanto trabalham. Cada botão foi configurado para uma tarefa específica: iniciar a escrita por voz do Windows, abrir uma nova conversa, enviar um prompt e activar o microfone. A ideia é reduzindo as interrupções e permitindo que os programadores mantenham o fluxo de trabalho sem distracções.



Este dispositivo de bolso funciona como um teclado Bluetooth convencional e é baseado na placa Seeed Studio XIAO nRF52840. Como é reconhecido pelo sistema como um teclado normal, não requer software adicional. Basta emparelhar o equipamento uma vez para começar a utilizá-lo em qualquer computador compatível.

Além de ser uma solução compacta, o Vibe Pad destaca-se pelo baixo custo e pela possibilidade de personalização. O projeto é direccionado tanto para entusiastas como iniciantes em eletrónica, exigindo apenas alguns conhecimentos básicos de soldadura para montar o hardware e adaptar as funções dos botões às necessidades de cada um. Claro que, podem também espreitar os mini-teclados USB já feitos, que se podem arranjar a preço bastante reduzido.