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Taalas cria chip AI para resultados instantâneos

23-02-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

A Taalas criou um chip AI que permite obter respostas a velocidade alucinante, superando todos os chips actuais por uma grande margem.

Embora se vivam tempos excitantes no campo da tecnologia AI, estamos também habituados a que as respostas dos sistemas actuais possam demorar. Até perguntas simples podem demorar alguns segundos, e coisas mais complicadas podem demorar minutos, ou até dezenas de minutos. Mas, a Taalas oferece uma alternativa.

A aposta da Taalas passa em transferir um modelo AI directamente para um chip, fazendo com que todo o processamento ocorra directamente no hardware, sem necessitar de um GPU ou RAM. E os resultados falam por si: enquanto os chips da Nvidia podem gerar entre 200-300 tokens por segundo, e mega-chips como os da Cerebras possam chegar perto dos 2.000 tokens por segundo, o chip da Taalas atinge perto de 17.000(!) tokens por segundo!

24 dedicated people.
$30M spent on development.
Extreme specialization, speed, and power efficiency.

Today we launch Taalas’ first product. Check it out:
Details: https://t.co/88CA0XAL71
Demo chatbot: https://t.co/ec4ladcKnw
API: https://t.co/M3EkaxEqPj

— Taalas Inc. (@taalas_inc) February 19, 2026
O chip actual corre o modelo Llama 3.1 8B, que é um modelo bastante básico face aos modelos de refência, mas que permite ficar com uma ideia das potencialidades.

O grande problema da Taalas é que cada chip tem que ser criado especificamente para um modelo AI e não pode ser actualizado para outros modelos. Cada novo modelo, ou até cada pequena actualização, significa criar um chip novo de raiz.

A viabilidade desta proposta dependerá do tempo de estabilização dos modelos AI. Se se assistir a uma rápida evolução em que os modelos AI mudam a cada poucos meses, será complicado para a Taalas acompanhar o ritmo (a produção de cada novo chip demora vários meses, arriscando-se a poder ficar desactualizado no momento em que chegar ao mercado); mas se assumirmos que os modelos começarão a estabilizar e a manter-se por mais tempo, com ritmos de actualização anual, então este chips tornar-se-ão mais atractivos. Isso também poderá acontecer com um chip que adopte um modelo AI mais capaz de que Llama 3.1 8B utilizado, e atinja um patamar de "utilidade".

Por agora, podem ver o que isto significa, brincando com o chatbot AI Jimmy, que pode não dar as respostas mais acertadas, mas as dá de forma instantânea.

Coluna BT Tronsmart Bang SE a €59

23-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Há quem procure colunas Bluetooth dando preferência ao factor mobilidade; há quem o faça para obter os graves e volume que ficam a faltar quando se ouve música a partir do smartphone. Esta Tronsmart Bang de 40 W é uma coluna que resolve ambos os problemas.

A Tronsmart Bang SE de 40 W é uma versão renovada e melhorada da anterior Mega Pro, adoptando um novo aspecto que adiciona detalhes práticos, como uma pega de transporte e iluminação RGB, mantendo a qualidade de construção acima da média. Acima de tudo, é capaz de impressionar com a sua qualidade sonora mesmo a elevados níveis sonoros, que lhe permite enfrentar todo o tipo de situações: quer seja para situações de uso individual para melhor apreciar música, uma festa com amigos, ou para fortalecer uma apresentação feita a partir de um portátil ou tablet.
A coluna Bluetooth Tronsmart Bang SE está disponível por 59 euros na Amazon Espanha - activar desconto de 15%.

Conta com protecção IPX6 contra poeiras e salpicos, permitindo-lhe enfrentar uma maior variedade de ambientes, autonomia para até 24 horas de diversão, pode funcionar como power bank para recarregar outros dispositivos, e também permite emparelhar colunas adicionais para festas sem limites.

Podem acompanhar as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

AMD abandona Ryzen Z1 Extreme?

23-02-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A AMD parece ter terminado o suporte do AMD Ryzen Z1 Extreme, deixando máquinas como o Legion Go e ROG Ally sem drivers melhorados para o chipset.

Um alegado esclarecimento do suporte da Lenovo Coreia está a gerar preocupação entre utilizadores do Legion Go. A mensagem, partilhada em fóruns coreanos, indica que o modelo original poderá não receber mais actualizações de drivers. Embora não haja ainda um anúncio global oficial, a resposta indica que não existem planos para novos updates dedicados ao equipamento.

Segundo o suporte, os utilizadores devem instalar todas as actualizações através do Windows Update e do Lenovo Vantage. No caso dos gráficos, a recomendação passa por descarregar o driver "universal" mais recente no site da AMD. No entanto, há um aviso importante: se o driver não for compatível com a plataforma Z1, o utilizador deverá manter a versão distribuída pela própria Lenovo. Curiosamente, o Legion Go S - equipado com o chip Z2 Go - continua a receber suporte regular. Ao mesmo tempo, dispositivos concorrentes como o MSI Claw com arquitectura Intel Meteor Lake já começaram a receber suporte para melhorias como o XeSS 3 e multi-frame generation. Já a ASUS, que vende os ROG Ally baseados na mesma linha Z1, não confirmou qualquer mudança nos seus planos de suporte - embora também não lance qualquer actualização de drivers há quase meio ano.

Se tal se vier a confirmar, será um rude golpe para todos os compradores destes PCs de jogos portáteis, que certamente irão relembrar-se disto por bastante tempo no momento de comprarem futuros produtos com chips AMD.

Wispr Flow chega ao Android

23-02-2026 | 14:00 | Aberto até de Madrugada

A escrita por voz do Wispr Flow está agora disponível para Android - e gratuitamente, por agora.

A app Wispr Flow quer melhorar significativamente o sistema de escrita por voz (voice-to-text) no Android. Embora nos Pixel a Google ofereça um sistema bastante bom, noutros dispositivos Android isso nem sempre funciona com a precisão desejada, o que leva a procurar alternativas que permitam um funcionamento mais inteligente e natural, com melhor formatação. E no caso do Wispr Flow, isso nem sequer obriga a substituir o teclado que se usa habitualmente, como o Gboard.

O Flow já está disponível em Windows, macOS e iOS, onde funciona como substituto directo do teclado. No Android, a estratégia é diferente. Em vez de trocar o teclado, a app funciona através de um botão flutuante que aparece sobre as outras apps. Algo que será uma vantagem mais obriga a dar permissões para sobreposição e acesso à área de transferência. Depois disso, basta tocar no botão e começar a falar, com o texto a ser automaticamente colado no campo selecionado.
Segundo a empresa, o sistema utiliza AI para transcrever e editar o discurso em tempo real. Remove palavras desnecessárias, corrige erros e organiza frases pouco estruturadas, transformando pensamento espontâneo em texto bem formatado. Também permite fazer correções enquanto se dita, ignorando partes irrelevantes. O suporte abrange mais de 100 idiomas em simultâneo, incluindo combinações de línguas.

Durante o período de acesso antecipado, o Wispr Flow é gratuito no Android e sem limites de utilização. Noutras plataformas, a versão gratuita está limitada a 1.000 ou 2.000 palavras por semana, sendo necessário pagar cerca de 12 euros por mês para utilização ilimitada. Para já, os utilizadores Android podem usar sem restrições, mas sendo de esperar que isso venha a mudar assim que atingirem um volume razoável de utilizadores.

Britânico vai aos EUA comprar discos de 28TB

23-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Um utilizador britânico fez as contas e foi comprar discos de 28TB aos EUA, dizendo que a diferença de preço pagou a viagem e poupou dinheiro.

Não são só as memórias RAM que têm estado com preço inflacionado. Para um britânico da comunidade DataHoarder do Reddit, o desejo de expandir o seu NAS levou-o a planear um voo para os Estados Unidos para comprar dez discos de 28 TB mais baratos.

O utilizador diz ter pago cerca de £244 por unidade nos EUA, acrescido de 20% de IVA de importação, enquanto o mesmo modelo no Reino Unido rondava as £568 (por cá as coisas não são muito diferentes). Como as lojas limitavam a compra a um máximo de cinco unidades por cliente, dividiu a compra por duas lojas diferentes, tendo que aguardar o momento perfeito para que existisse stock disponível em ambas.

Estando a par de histórias de que os produtos vendidos nem sempre são aquilo que é anunciado, tomou todas as precauções possíveis, registando os números de série dos discos e testando-os no hotel com ferramentas de diagnóstico e cópias de ficheiros - também para evitar que trouxesse de volta algum disco com algum problema que pudesse ser logo detectado.

Com uma diferença de mais de 300 euros por disco, a poupança bruta foi de mais de 3000 euros, valor suficiente para pagar a viagem e estadia. Agora, é o orgulhoso possuidor de um NAS com uma capacidade de 280 TB, que deverá ser suficiente para aguentar os backups por algumas décadas.

Nova técnica acelera "brilho metalizado" nos renders 3D

23-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Há um novo método que acelera drasticamente o rendering de materiais com partículas brilhantes.

Apesar de estarmos numa era em que temos potentes GPUs capazes de recriar imagens realistas com facilidade (até com ray-tracing e path-tracing), há certos tipos de materiais que continuam a apresentar dificuldades. É isso que acontece com materiais "metalizados" que têm acabamentos com partículas brilhantes, que tradicionalmente obrigam a computação bastante intensiva para serem replicados.

Pelo menos, era isso que acontecia. Agora, há uma nova técnica, criada por investigadores da Nvidia e Adobe que acelera consideravelmente esse trabalho, ao ponto de até poder ser executado directamente num browser.


Este novo método acaba por ser uma "batota", não se preocupando em replicar a realidade mas simplesmente o objectivo final de ter o aspecto visual desejado, mas com a vantagem de conseguir manter a coerência espacial e temporal de modo a não quebrar essa ilusão. Ou seja, não será adequado para cenários de simulação científica, mas será mais que bem vindo para todas as demais aplicações, como jogos, produção de vídeos CGI, etc.

Earphones Anker Soundcore P20i a €23

23-02-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Quem for fã dos auriculares bluetooth de tamanho diminuto tem uma gama crescente de opções, onde se incluem estes Anker Soundcore P20i.

A remoção das fichas de 3.5mm dos smartphones, em tempos uma ficha comum mas que agora se tornou uma raridade, tem obrigado os utilizadores a trocar os seus headphones e earphones com cabo por versões wireless Bluetooth. Embora a oferta nesta área tenha tido um crescimento explosivo nos últimos anos graças a isto, há também uma enorme variedade em termos de qualidade - a todos os níveis - mesmo entre produtos na mesma gama de preços. Modelos como estes Soundcore P20i têm sido dos que mais se destacam na relação qualidade / preço, com protecção IPX5 contra água, Bluetooth 5.3, e autonomia de até 30 horas.
Os Anker Soundcore P20i estão disponíveis por apenas 23 euros na Amazon Espanha.

Estes earphones suportam o mais recente Bluetooth 5.3, modo de uso com um só auricular (ideal para chamadas, e que duplica a sua autonomia utilizando um auricular de cada vez), modo gaming de baixa latência para evitar o atraso de som nos jogos, e uma grande diversidade de modos de ajuste de som através da sua app. Também como é habitual neste tipo de produtos, a sua caixa de transporte tem uma bateria interna e permite recarregá-los sempre que lá são colocados. Desta forma, a sua autonomia de 10 horas pode ser expandida até um total de 30 horas. Também não terão problemas em enfrentar chuva ou sessões de treino mais intenso, graças à sua protecção IPX5.


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O ecrã "privado" do Galaxy S26 Ultra

23-02-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

Uma das grandes novidades do Galaxy S26 Ultra será o seu ecrã de "privacidade", cuja surpresa parece ter sido estragada por leaks na internet.

Apesar de já circularem rumores há vários meses, e da própria Samsung acabar por o confirmar, agora temos vídeos que já mostram como funciona o ecrã de privacidade do Galaxy S26 Ultra - mesmo antes da sua apresentação oficial. Aparentemente alguns distribuidores não terão cumprido as regras da marca, e permitido que o novo smartphone chegasse às mãos de pessoas que não resistiram a partilhar vídeos na internet.

Privacy Display #SamsungS26Ultra pic.twitter.com/ucPDvdnYzr

— Sahil Karoul (@KaroulSahil) February 22, 2026

Temos também informação técnica que explica como funciona o ecrã, e que vai ao encontro da nossa explicação inicial. A Samsung adicionou uma camada adicional ao ecrã OLED, que permite controlar o ângulo de visão: permitindo uma visualização mais abrangente, ou limitando-a de modo a que só fique visível para quem estiver directamente em frente ao ecrã. A parte mais curiosa (mas que não é demonstrada no vídeo), é que em vez de se limitar a ser aplicada totalmente ao ecrã como um todo, permitirá que esse controlo seja feito para secções específicas do ecrã.
Esta tecnologia é bastante curiosa, não só por permitir esta funcionalidade de ecrã privado, como também antecipando que no futuro possa ser usado para criar ecrãs 3D mais avançados, que possam simular diferentes distâncias de focagem (um dos grandes objectivos que se procura para os óculos de realidade aumentada / realidade virtual). Também poderá ser usada para resolver um dos grandes problemas dos ecrãs OLED transparentes: que é o facto de, como serem ecrãs emissivos, não conseguirem gerar a cor "preta" (se se estiver num ambiente iluminado). Com esta camada adicional, poderia controlar-se o nível de luz que o ecrã permite passar, resolvendo essa questão.

Veremos o que o futuro irá trazer. Sendo que, como é habitual, não demorará para que outros fabricantes repliquem esta novidade: vários fabricantes chineses dizem que irão lançar smartphones com ecrãs de privacidade nos próximos meses.

MEO Cloud encerra a 15 de Março de 2026

23-02-2026 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

O serviço MEO Cloud vai encerrar a 15 de Março (2026), levando consigo todos os conteúdos que estavam guardados na sua "nuvem".

A MEO marca o fim de uma era com o encerramento do MEO Cloud no dia 15 de Março.

Nascido em 2013 com a transição do CloudPT para MEO Cloud, o serviço juntou-se a uma série de outros serviços numa altura em que a MEO se esforçou por replicar nacionalmente muitos serviços dos gigantes tecnológicos estrangeiros - muitas vezes superando-os até a nível de inovações. Mas, essa era parece ter terminado. Com os seus altos e baixos, o MEO Cloud parece ter perdido o interesse para a empresa, que agora opta por sumariamente eliminar todos os conteúdos - e consequentemente, com ele leva também os conteúdos do Sapo Blogs, que também encerra em Junho.

Fica o email de aviso aos utilizadores:

O serviço MEO Cloud vai ser descontinuado


Informamos que o serviço MEO Cloud vai ser descontinuado no próximo dia 15 de março de 2026.

Garanta que não perde os seus conteúdos: faça o download
Para não perder o que tem armazenado no MEO Cloud deve fazer o download de todos os seus ficheiros ou outros conteúdos para um dispositivo local. Deve realizar esta operação antes da descontinuação do serviço que, conforme indicado acima, ocorrerá a 15 de março de 2026. A partir dessa data, todos os conteúdos serão permanentemente eliminados, não sendo possível a sua recuperação.

Comprou um plano MEO Cloud anual?
Se comprou um plano MEO Cloud anual durante o ano de 2025, vamos devolver-lhe o respetivo valor, no prazo de 30 dias após a descontinuação do serviço. Para que o possamos fazer, envie-nos o comprovativo de pagamento ou fatura e o comprovativo do IBAN onde pretende ser reembolsado, através do formulário disponível aqui.

Informação adicional
Esta comunicação representa uma denúncia contratual do serviço MEO Cloud e é enviada de acordo com as condições contratuais, nomeadamente a Condição “XVI. VIGÊNCIA E CESSAÇÃO” das Condições de utilização previstas nos Termos e condições. Caso não mantenha ou tome as medidas necessárias ao armazenamento dos seus ficheiros e/ou demais informações que contém no MEO Cloud, antes da data de descontinuação do serviço acima indicada, os nossos serviços não poderão ser responsabilizados a qualquer título ou enquadramento.


Computadores clássicos disponíveis remotamente via web

22-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Quem quiser revisitar os primórdios da computação tem à disposição 28 sistemas clássicos disponíveis remotamente no browser graças ao Interim Computer Museum.

Se tiverem curiosidade para experimentar sistemas lendários da história da computação, agora podem fazê-lo directamente no browser e de forma gratuita. O Interim Computer Museum (ICM), em parceria com a SDF.org, disponibiliza acesso remoto a 28 sistemas vintage, incluindo mainframes e máquinas icónicas da era ARPANET e dos primórdios do UNIX.

Basta aceder a connect.sdf.org e iniciar sessão com o utilizador "menu" para obter acesso como convidado. A partir daí, pode escolher um dos sistemas disponíveis. Fica o alerta de que, ao selecionar uma opção, se é atirado para a linha de comandos do sistema escolhido - o que pode ser uma viagem nostálgica para uns, mas traumatizante para outros (embora esse seja um desafio que hoje em dia pode facilmente ser superado com a ajuda de um assistente AI).
Entre os destaques está o histórico Multics, criado em 1964 por MIT, GE e Bell Labs, considerado uma das grandes influências do UNIX. Também estão disponíveis sistemas como o TOPS-20, com o icónico prompt "@", e o poderoso CDC 6500, projectado por Seymour Cray para computação científica.

No submenu UNIX, encontra-se o UNIX Version 7 a correr num PDP-11/70 - considerado uma das versões mais importantes do UNIX - a par de outros clássicos como o SunOS 4.1.1 a correr num Sun-3/160, IRIX 6.5 num SGI Indy R5000, Solaris 2.6 num TMS SuperSparc SS20, e o TRU64 5.0 num DEC Alpha 200/166. Segundo a SDF, os sistemas são uma mistura de emulação, hardware híbrido e máquinas reais.

No mínimo, servirá para nos dar uma perspectiva sobre os sistemas actuais, infinitamente superiores em termos de hardware, mas que tanta vezes são desaproveitados por conta dos sistemas operativos cada vez menos optimizados...

O milagroso - mas terrível - material à prova de fogo

22-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Os asbestos, material "milagroso" que entrou em força na sociedade no século passado, têm consequências mortais que ainda vão afectar milhões de pessoas.

Ao longo da história temos visto histórias de horror de como algumas indústrias, sabendo o efeito prejudicial (e mortal!) dos seus produtos, passa décadas a esconder o problema. Produtos como o tabaco, e a gasolina com chumbo, já foram denunciados e expostos, mas infelizmente, há muitos outros que têm historial idêntico.

Os asbestos, grupo de materiais que engloba o amianto, foram vistos como material milagroso pela sua capacidade de resistir ao fogo, e não demoraram a infiltrar-se em praticamente todos os sectores da sociedade, da construção aos brinquedos. Só que, também aqui, estamos a falar de um material que, se for inalado, começa literalmente a "entupir" os pulmões. Algo que os maiores produtores também descobriram rapidamente (com o aumento número de mortes e doenças nos seus trabalhadores), mas que activamente se esforçaram por encobrir durante décadas. E desta vez não estamos a falar do passado distante mas sim de algo que ainda hoje está em discussão.


Na Europa, o uso de asbestos começou a ser proibido em 2005, sendo algo que agora afecta principalmente edifícios antigos. Mas, basta olhar para qualquer lado e ver que as placas de fibrocimento antigo continuam presentes em muitos telhados, sendo algo que teoricamente deveria ser substituído (desde 2005 que as novas versões abandonaram o amianto e passaram a usar outros compostos).

A parte mais triste é que, além de todas as mortes que poderiam ter ser sido evitadas, temos mais uma vez uma situação em que as empresas lucraram biliões ao longo de décadas, literalmente à custa da vida dos seus funcionários e utentes dos seus produtos. Para alguns, o crime continua a compensar.

Simulador mostra Atari 2600 a funcionar ao nível dos chips

22-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Quem quiser espreitar o funcionamento interno de um computador, pode ver esta hipnotizante simulação de um Atari 2600 ao nível dos chips.

Hoje em dia é relativamente fácil revisitar sistemas antigos através de emuladores, mas neste caso a emulação é levada ao limite, pois trata-se de uma simulação dos próprios chips. No vídeo, o clássico sistema de 8 bits é simulado a correr uma ROM homebrew chamada Floppy Rescue, enquanto a propagação do sinal eléctrico é representada por rastos multicoloridos que percorrem os circuitos.

A base do projecto é uma versão open-source em silício do Atari 2600 integrada no Tiny Tapeout 9 - um projecto que promove a criação de chips personalizados sem se ficar dependente das ferramentas proprietárias das grandes empresas. A simulação começa com uma vista geral do SoC e depois aproxima-se para revelar os impulsos eléctricos a viajarem pelas portas lógicas e interligações. Cada leitura de dados da ROM é transformada num padrão luminoso, criando um espetáculo visual.


Para tornar a visualização compreensível, as coisas decorrem a velocidade abrandada (mesmo na velocidade original de 1.19 MHz seria impossível ter a percepção de como as coisas correm). No vídeo, são necessários 32 segundos para apresentar apenas metade do ecrã de título - algo que, em velocidade real, aconteceria de forma praticamente instantânea. Esse abrandamento permite uma melhor ideia de como os sinais atravessam as estruturas internas do chip.

Embora o Atari 2600 seja hoje tecnologicamente pré-histórico, construído originalmente em torno do MOS 6502 (na variante 6507 mais económica), do chip TIA (Television Interface Adaptor) e do RIOT (para gestão do I/O), e funcionando a 1.19 MHz, tornou-se bastante popular no final da década de 70 e início da década de 80, muito tendo contribuído para fazer da Atari um dos nomes de referência na indústria dos videojogos na altura.

E, numa altura em que a RAM tem estado a atingir valores recorde, não deixa de ser curioso que esta consola de outros tempos tinha apenas.. 128 bytes(!) de RAM.

MacBook com limite de carregamento de bateria no macOS 26.4

22-02-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

A Apple vai permitir limitar o carregamento da bateria nos MacBooks, ao estilo do que já acontece nos iPhones.

Os MacBooks vão finalmente ganhar uma funcionalidade há muito pedida: a possibilidade de definir um limite máximo de carregamento da bateria, semelhante ao que a Apple estreou no iPhone 15. A novidade foi descoberta na versão beta do macOS Tahoe 26.4 e deverá chegar ao público nas próximas semanas.

A nova opção "Charge Limit" é independente da actual funcionalidade Optimized Battery Charging. Enquanto esta aprende os hábitos do utilizador e decide automaticamente quando carregar acima dos 80%, o Charge Limit permite definir um limite máximo fixo entre 80% e 100%, em incrementos de 5%. Trata-se de um limite rígido, que o sistema não ultrapassará automaticamente.
A funcionalidade será particularmente útil para quem utiliza o portátil ligado à corrente durante a maioria do tempo, reduzindo o desgaste associado a manter a bateria constantemente nos 100%. No entanto, será necessário desactivar ou ajustar manualmente o limite caso se deseje regressar à autonomia máxima. Quando disponível, a opção surgirá em Definições do Sistema > Bateria, através de um pequeno ícone informativo junto às definições de carregamento.

A actualização macOS Tahoe 26.4 deverá ser lançada no final de Março. Além do limite de bateria, esta versão deverá trazer também a barra de tabs compacta no Safari e avisos para aplicações que ainda dependam do Rosetta 2 (o sistema que permite correr apps antigas criadas para os chips Intel), que deixarão de ser compatíveis com o futuro macOS 28.

Relógio E-paper e ESP32 com sincronização via internet

22-02-2026 | 13:31 | A Minha Alegre Casinha

Os fãs dos relógios sempre certos vão apreciar este On-Demand Sync Clock que se pode acertar automaticamente carregando num botão.

O On-Demand Sync Clock (OSC) é um projecto que mostra como se pode criar um relógio de mesa com ecrã E-paper e um ESP32, e que apesar de recorrer a um DS3231SN para manter as horas certas em modo offline (com precisão teórica de 1 minuto por ano), pode também assegurar a hora garantidamente certa mediante sincronização via internet (com acesso WiFi).

O projecto vai ao ponto de registar os desvios do relógio interno face à hora, de modo a fazer uma calibração mais acertada - e se isso vos faz lembrar o projecto do relógio Self Learning, não é coincidência, pois este projecto é precisamente do mesmo autor.



A principal diferença é que desta vez não temos que configurar o acesso estático a uma rede WiFi. Ao se carregar no botão o relógio irá procurar uma rede WiFi aberta (sem password) para proceder à sincronização da data e hora - com procedimentos diferentes em função do intervalo de tempo desde a última sincronização. Isto faz com que se torne numa opção mais prática para pessoas que não tenham acesso regular a uma rede WiFi, ou que queiram levar o relógio para diferentes locais e não tenham acesso sempre a uma rede WiFi específica.

Por exemplo, permite que possam colocá-lo em locais sem rede WiFi, e que ocasionalmente façam a sua sincronização através do modo hotspot no smartphone.

Tesla condenada a pagar $243M por acidente com Autopilot

22-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Nos EUA a Tesla não conseguiu escapar a uma indemnização história relacionada com um acidente com o Autopilot activado.

A Tesla tentou, mas perdeu a tentativa de anular o veredicto de um processo sobre um acidente fatal ocorrido em 2019 na Florida, envolvendo o sistema Autopilot, em que lhe foi atribuída parte da responsabilidade, num valor de 243 milhões de dólares. A decisão mantém a condenação imposta por um júri em Agosto de 2025, que considerou a empresa parcialmente responsável pela colisão.

O acidente ocorreu em Key Largo, quando um condutor de um Model S circulava com o Autopilot activado e se inclinou para apanhar o telemóvel, atravessando um sinal de stop e um semáforo vermelho intermitente a cerca de 100 km/h, chocando contra um veículo parado. A colisão provocou a morte de uma jovem de 22 anos e deixou gravemente ferido o seu namorado. O júri atribuiu 33% da responsabilidade à Tesla, no valor de 43 milhões de dólares em danos compensatórios e 200 milhões em danos punitivos, representando a primeira grande vitória judicial de queixosos num caso de morte associada ao Autopilot.

A Tesla tentou anular o veredicto alegando que a decisão violava princípios legais e que declarações públicas de Elon Musk sobre o Autopilot terão influenciado o júri. Mas a juíza rejeitou os argumentos, considerando que as provas apresentadas em tribunal sustentavam a decisão já tomada. Ainda assim, a Tesla ainda poderá recorrer, para tentar reduzir o valor final a pagar.

O caso surge num momento delicado para a Tesla. Vários processos semelhantes têm chegado aos tribunais, com a empresa a optar por acordos em alguns casos para evitar a criação de precedentes (curiosamente, a Tesla recusou um acordo de $60M que teria evitado este caso - algo que agora lhe vai ficar bastante mais caro). Ainda assim, este caso será certamente usado como referência para casos futuros, arriscando-se a arrastar a Tesla frequentemente para os tribunais, e ser culpada - mesmo que parcialmente - por andar a vender, há anos, a imagem de que os seus carros conduzem sozinhos em grau superior àquilo que realmente são capazes.

Portugal regista mais 36% de carregamentos em Janeiro de 2026

22-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Rede Nacional de Carregamento continua a registar crescimento substancial no número de carregamentos de automóveis elétricos.

A Rede Nacional de Carregamento (RNC) assinalou, em janeiro de 2026, um desempenho que reflete a rápida adoção da mobilidade elétrica em Portugal e o seu contributo direto para a redução de emissões e da dependência de combustíveis fósseis.

Os dados preliminares apontam para um crescimento de 36% no número de carregamentos em comparação com o mesmo mês do ano anterior, com mais de 825 mil sessões realizadas por mais de 174.600 utilizadores; um aumento de 73% face ao período homólogo.

A energia elétrica fornecida na rede também acompanhou esta trajetória ascendente. Em janeiro, foram consumidos mais de 18.8 GWh - valor 44% superior ao registado no mesmo período de 2025 - traduzindo-se em mais quilómetros percorridos com energia limpa. A expansão continuada da infraestrutura pública tem sido um fator determinante para suportar esta procura crescente. No final de janeiro, a rede pública disponibilizava 7.486 postos de carregamento, com um total de 14.102 pontos de carregamento distribuídos por todo o território nacional. Destes, mais de 2.850 são postos rápidos ou ultrarrápidos, reforçando a capacidade de resposta às necessidades de mobilidade dos utilizadores e promovendo uma experiência de carregamento mais eficiente e conveniente.

Os benefícios ambientais associados à transição para veículos elétricos são igualmente expressivos. Só no mês de janeiro, a utilização da RNC permitiu evitar mais de 15 mil toneladas de emissões de CO2, um impacto equivalente à capacidade de absorção de cerca de 250 mil árvores urbanas com 10 anos.

Para além do crescimento na rede pública, regista-se igualmente um aumento significativo nos carregamentos realizados em postos de acesso privado: foram mais de 50 mil carregamentos em janeiro, uma subida de cerca de 5.000 sessões face a dezembro de 2025; com mais utilizadores a recorrerem a soluções domésticas, empresariais e privadas, refletindo tendências mais amplas de flexibilidade no acesso à mobilidade elétrica.

[Pela Estrada Fora]

Google Photos com envio gratuito até 3 de Março

22-02-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Quem estiver curioso para ver que tal são as fotografias impressas via Google Photos, pode aproveitar a oportunidade para poupar uns euros até 3 de Março.

O serviço de impressão de fotos e álbuns está disponível no Google Photos há bastante tempo, e volta a lançar uma promoção especial, bem a tempo de aproveitar as fotos captadas no Carnaval. O serviço de impressão de fotos está actualmente a oferecer os portes de envio para encomendas de Photo Books e Canvas, até 3 de Março.
Ainda recentemente a Google fez promoção na impressão de fotos "tradicionais" individuais; mas mesta vez temos a possiblidade de criar álbuns completos (photo books) ou quadros de grande dimensão (canvas), que ainda assim podem servir para dar às gerações mais jovens uma aproximação daquilo que, em décadas passadas, era a única forma de se poder desfrutar de uma foto - quando ainda parecia ficção científica que se pudesse ter um smartphone no bolso capaz de tirar fotos, ou de se guardarem milhares de fotos na cloud.

Como é habitual a promoção chega em altura estratégica, desta vez a tempo de permitir a criação de alguns álbuns recheados de memórias coloridas do Carnaval de 2026, para, como ditava um célebre slogan de outros tempos: "para mais tarde recordar".

Bug no Copilot deixou-o ler emails confidenciais

21-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Microsoft confirmou um bug que levou o Microsoft 365 Copilot a resumir emails confidenciais a que não deveria ter acesso.

Numa altura em que o Copilot dispensaria toda a publicidade negativa, a Microsoft revelou que um bug no Microsoft 365 Copilot permitiu ao assistente AI resumir emails marcados como confidenciais, ignorando políticas de Data Loss Prevention (DLP). O problema foi detectado a 21 de Janeiro (identificado como CW1226324) e afectava a funcionalidade de chat no separador "work" do Copilot.

O bug fazia com que o Copilot processasse mensagens armazenadas nas pastas "Enviados" e "Rascunhos" mesmo quando estas tinham etiquetas destinadas a restringir o acesso por ferramentas automatizadas. Na prática, o sistema conseguia gerar resumos de conteúdos a que não deveria aceder. A Microsoft indicou que o problema resultou de um erro de código e que começou a disponibilizar uma correcção no início de Fevereiro, estando a monitorizar a situação e a contactar alguns utilizadores afectados para confirmar que o comportamento foi corrigido. Apesar do incidente, garante que não houve acesso não autorizado a informação e que o Copilot apenas apresentou conteúdos que o próprio utilizador já tinha permissão para ver.

Seja como for, demonstra que não são apenas os projectos open-source (como o OpenClaw) que levantam preocupações a nível da segurança das tecnologias AI. Como se pode ver, o mesmo pode acontecer até com produtos de empresas reputadas destinados a ambiente empresarial. E, se não se pode ter qualquer garantia de que estas ferramentas AI não acedem aos conteúdos que não deviam aceder, cai por terra todo o pressuposto de que se pode confiar naquilo que é "assegurado" aos utilizadores.

Como fazer uma escultura cinética hipnótica

21-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Se procuram algo para dar um toque especial em casa, podem querer espreitar esta hipnótica escultura cinética.

Perfeita para quem gosta de ilusões de óptica, esta Kinetice Sculpture V3 tem a vantagem de ser extremamente simples, podendo ser totalmente feita com recurso a uma impressora 3D.

Como o nome indica, a verdadeira magia acontece quando a mesma é posta em movimento, fazendo com que surjam padrões hipnóticos devido à forma dos seus braços e de se terem dois planos a rodar em direcções opostas.
Na verdade, nada nos impede de simplificar este projecto ao máximo e usar apenas um motor, mas neste caso trata-se de uma versão "evoluída" que recorre a um Arduino Nano para controlar um motor passo a passo, que possibilita um movimento mais controlado e - mais importante - bastante silencioso: algo que pode fazer toda a diferença entre ser apenas uma mera curiosidade para mostrar aos amigos durante alguns segundos e se desligar, e poder ser usada de forma mais prolongada.

Neste clube há luto, convidados e dança

21-02-2026 | 16:40 | Gonçalo Sá

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Através de um EP e dois álbuns, os BIBI CLUB têm moldado um cruzamento de guitarras e electrónica insinuante e prestes a conhecer um novo episódio. "AMARO", o terceiro longa-duração do projecto dos canadianos Adèle Trottier-Rivard e Nicolas Basque, é o sucessor de "Feu de garde", de 2024 (nomeado para o Polaris Music Prize, que distingue talentos dentro de portas), e um dos lançamentos da próxima sexta-feira, 27 de Fevereiro.

Ode à vida guiado pelo mantra "Quero amar, quero viver", responde à morte de dois entes queridos (incluindo o filho do casal, Tobie) com canções distantes da serenidade e elegância habituais na música da dupla até aqui. Uma viragem expectável num alinhamento com raízes no luto e no medo, ainda que a atmosfera mais turva não impeça a vontade de dançar. Pelo contrário, este promete ser o disco da banda de Montreal com o maior peso de sintetizadores: as descrições iniciais apontam heranças da EBM e da darkwave, mas também de pop vanguardista ou neofolk. 

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Os cúmplices mais recentes também dão pistas do que aí vem, já que o duo diz ter sido inspirado pelos Blonde Redhead e Circuit des yeux, com os quais partilhou digressões. E no álbum destacam-se as presenças de Helena Deland e do saxofonista Dimitri Milbrun, embora nenhum colabore nos primeiros singles.

A faixa-título, "AMARO", das mais propulsivas dos canadianos até agora, é rock atmosférico a fazer a travessia entre a pista de dança e o deserto africano, cantada por Adèle Trottier-Rivard em francês, o idioma mais frequente desta discografia. O segundo avanço, "WASHING MACHINE", opta pelo inglês rumo a um caminho ainda mais efervescente, em jogos de luz e sombra. "Where do we go after the death of our child?", indaga a vocalista numa pergunta desarmante como poucas. Parte da resposta poderá ser ouvida dentro de poucos dias.