PlanetGeek
№ 01

Noctua mostra cooler AIO sem bomba

A Noctua diz que o seu sistema de watercooling sem bomba está agora ao nível dos modelos com bomba.

A Noctua apresentou na Computex 2026 uma nova versão do sistema de refrigeração líquida sem bomba em que tem estado a trabalhar, revelando progressos significativos face ao protótipo mostrado no ano passado. Segundo a empresa, a nova versão consegue oferecer um desempenho muito próximo dos sistemas All-in-One (AIO) convencionais, mesmo em processadores de elevado consumo.

Durante a demonstração, o protótipo foi utilizado para arrefecer um AMD Ryzen 9 9950X3D a consumir cerca de 230 watts. O sistema registou temperaturas próximas das alcançadas por um cooler AIO tradicional da própria Noctua, ficando apenas alguns graus acima (81.4°C vs 79.4°C). No entanto, o resultado seria favorável ao sistema sem bomba se se baixasse a velocidade das ventoinhas para o modo silencioso.
A tecnologia baseia-se num sistema de termossifão de duas fases, onde o líquido evapora ao absorver calor do processador, sobe sob a forma de vapor até ao radiador e regressa ao estado líquido após arrefecer. Como não utiliza bomba, elimina uma das principais fontes de ruído presentes nos sistemas de refrigeração líquida tradicionais - embora com o requisito de que o radiador/condensador fique montado acima do módulo evaporador.

A Noctua revelou ter feito várias melhorias ao longo dos últimos doze meses, incluindo optimizações na circulação do líquido e do vapor e novas soluções para aumentar a eficiência da transferência térmica. Apesar dos avanços, o produto ainda está em fase de desenvolvimento e não deverá chegar ao mercado antes da segunda metade de 2027. Nessa altura, poderá tornar-se numa opção a considerar por quem procurar sistemas de arrefecimento capazes de funcionamento (quase) silencioso.

№ 02

Samsung One UI 9 reforça segurança com modo lockdown automático

A Samsung passa a activar o modo lockdown sempre que se acede ao menu de energia, dispensando seleccioná-lo manualmente.

A Samsung fez uma pequena, mas importante, melhoria de segurança no One UI 9. Na segunda versão beta do sistema, abrir o menu de energia passa a activar automaticamente o modo de bloqueio, uma funcionalidade destinada a proteger o acesso ao dispositivo em situações mais sensíveis.

Nas versões anteriores, o modo de bloqueio surgia como uma opção separada no menu de energia que tinha que ser activado manualmente. Quando activado, bloqueava imediatamente o smartphone, desactivava o desbloqueio por impressão digital e reconhecimento facial, ocultava notificações no ecrã de bloqueio e exigia a introdução do PIN ou palavra-passe para voltar a aceder ao dispositivo. No One UI 9, esta protecção passa a ser activada automaticamente sempre que o utilizador abre o menu de desligar ou reiniciar.
Com esta alteração, deixar o menu de energia sem seleccionar qualquer opção já não devolve o utilizador à aplicação que estava a utilizar. Em vez disso, o equipamento regressa ao ecrã de bloqueio, mantendo as protecções adicionais activas até que seja introduzido o código de desbloqueio.

A mudança ajuda a impedir acessos não autorizados através de dados biométricos e oferece uma camada extra de protecção em situações em que alguém possa tentar desbloquear o dispositivo sem o consentimento do proprietário. Embora adicione um pequeno passo extra à utilização diária, reforça significativamente a privacidade e a segurança dos utilizadores.

№ 03

Extensão tomadas Tessan com 4 USB + 2 tomadas a €27

Uma excelente opção para quem tem que lidar com um número crescente de dispositivos USB para recarregar, é usar uma extensão de tomada com portas USB integradas, como é o caso desta Tessan com 2 tomadas mais 4 USB.

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas estas extensões de tomada com portas USB integradas acabam por ser uma solução bastante atractiva, já que permitem manter a utilidade da tomada original, mas adicionando portas USB adicionais para carregarem outros equipamentos sem necessidade de carregadores individuais.
Esta extensão de tomada Tessan com 2 tomadas mais 4 USB (2 USB-C + 2 USB-A) está disponível por 27 euros na Amazon Espanha.

As portas USB podem fornecer até 30 W (PD) no total, sendo divididos à medida que se ligam mais dispositivos. Por exemplo, se ligarmos um dispositivo na porta USB-C e outra numa porta USB-A, poderá fornecer 15W a cada um deles em simultâneo. Quanto à extensão em si, conta com um cabo de 2 metros, facilitando o processo de a colocar num ponto mais adequado em relação à tomada onde for ligada.

É uma opção bastante interessante, especialmente tendo em conta a crescente panóplia de dispositivos USB que vamos tendo, dos smartphones e tablets e coisas como smartwatches, colunas Bluetooth, escovas de dentes, máquinas de barbear, etc. E desta forma, em vez de transportamos vários carregadores, fica tudo condensado num único bloco compacto de uma extensão de tomadas.


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№ 04

Assistente AI da Meta ajudou a roubar contas de Instagram

A passagem para assistentes AI no Instagram resultou no roubo de milhares de contas, com os atacantes a enganarem facilmente o sistema.

Uma falha grave no chatbot de suporte baseado em inteligência artificial da Meta permitiu que atacantes assumissem o controlo de várias contas Instagram através de simples pedidos. Segundo relatos, os cibercriminosos conseguiam convencer o assistente a alterar o endereço de email associado a uma conta sem passar pelos processos habituais de verificação de identidade.

O método era surpreendentemente simples. Os atacantes utilizavam uma VPN para simular a localização da vítima e enviavam uma mensagem ao chatbot a pedir a alteração do endereço de email da conta. Em alguns casos, o sistema enviava directamente um link de reposição da palavra-passe para o endereço indicado pelo atacante, permitindo o acesso total à conta.

Today Instagram had this massive exploit where hackers were just stealing rare handles left and right. Hundreds of accounts gone.

People losing handles they’ve owned since 2010, some worth hundreds of thousands.

I own a few rare ones so I was actually stressed watching this… pic.twitter.com/djpQueedTC

— André (@oracles) June 1, 2026

🚨 Instagram had an exploit that allowed you to use Meta AI to reset passwords to accounts with no MFA on them. The exploit was patched a short time ago.pic.twitter.com/PEUwLvmllj

— Dark Web Informer (@DarkWebInformer) June 1, 2026

wow—and no jailbreak needed! https://t.co/QzVUEPppcN pic.twitter.com/IbviBAtA5D

— Pliny the Liberator 🐉󠅫󠄼󠄿󠅆󠄵󠄐󠅀󠄼󠄹󠄾󠅉󠅭 (@elder_plinius) June 1, 2026

Meta gave zero updates about the AI bot hacking incident until it got to the press. And when they do, it’s just tucked as replies under someone’s tweet

Congrats on laying off T&S and automating the accounts support with gullible AI bots tho, hope you liked that promo packet. https://t.co/vmf5DkKYfs pic.twitter.com/f7bb3gowtB

— Jane Manchun Wong (@wongmjane) June 2, 2026
As vítimas afirmam que, depois de perderem o acesso às suas contas, encontraram dificuldades em contactar suporte humano para resolver o problema; outros enfrentaram problemas com a Meta a dizer que aquilo que relatavam "não era possível" - uma resposta certamente engraçada de ouvir por parte de quem tinha ficado sem conta. Entretanto, a Meta limitou-se a dizer, num comentário, que "a vulnerabilidade já foi corrigida" sem mais detalhes.

O incidente surge poucos meses após a empresa ter expandido o suporte baseado em AI nas suas plataformas e despedido milhares de funcionários.

№ 05

X ganha reacções em vídeo

O X foi buscar inspiração ao TikTok, e lança reacções em vídeo na app para iOS.

O X está a expandir as suas funcionalidades de vídeo com a introdução da opção "React with video", uma nova ferramenta que permite responder a publicações através de vídeos. A novidade faz parte da estratégia da plataforma para reforçar a aposta em conteúdos visuais e aproximar-se de serviços centrados em vídeo, como o TikTok.

A funcionalidade permite criar respostas mais dinâmicas e interactivas que os tradicionais comentários em texto. Depois de uma fase inicial de testes com um grupo limitado de utilizadores, a ferramenta está agora a ser disponibilizada a um público mais alargado, começando pela app iOS.

you're at yapacity, i'm in yap city

react to any post with video now on iOS pic.twitter.com/Uao9XWDdYj

— X (@X) June 2, 2026


O sistema replica os populares efeitos Green Screen do TikTok, que permitem criar vídeos sobrepostos a diferentes conteúdos. No caso do X, os utilizadores poderão gravar reacções em vídeo que se integram directamente nas publicações originais, oferecendo uma forma mais visual de comentar e reagir a conteúdos.

Com esta aposta, o X procura aumentar a interacção dos utilizadores e reforçar a sua transformação numa plataforma cada vez mais orientada para vídeo. Ainda assim, resta saber se a comunidade, habituada desde sempre a interações baseadas maioritariamente em texto, irá apreciar que o X se esteja a tornar num "TikTok" (algo que já podia ser sentido ao ver qualquer vídeo, que imediatamente é seguido por outros vídeos totalmente não relacionados, que têm por único objectivo tentar manter o utilizador agarrado à app num feed interminável de vídeos "curiosos/virais").

№ 06

Ganha uma fita LED para TV

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre uma fita LED para TV.

Embora não seja a versão "ambilight" com câmara, até uma simples fita LED RGB permite dar toque especial a qualquer divisão e facilitar a visualização em salas completamente às escuras.
Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 07

Xiaomi adiciona AirDrop ao HyperOS

A Xiaomi adicionou a compatibilidade com AirDrop através do Quick Share.

A Xiaomi junta-se ao crescente número de fabricantes que tira partido da implementação do AirDrop no Android, facilitando a partilha de ficheiros entre dispositivos Android e equipamentos da Apple. Está confirmada a integração do suporte para AirDrop no Quick Share do HyperOS, permitindo uma comunicação mais simples entre os dois sistemas.

Com esta funcionalidade, os utilizadores de smartphones Xiaomi poderão enviar ficheiros para dispositivos Apple directamente a partir do menu Quick Share. Na prática, os equipamentos da Apple deverão surgir como opções disponíveis durante o processo de partilha, eliminando algumas das barreiras existentes entre Android e iOS.

AirDrop is now available on Quick Share.
Fast, seamless sharing of photos and files to Apple devices.#AirDropSupport #XiaomiHyperOS3 #Xiaomi pic.twitter.com/vqJ0w0QUbp

— Xiaomi HyperOS (@XiaomiHyperOS_) June 1, 2026
A empresa não esclareceu se a novidade ficará disponível em todos os dispositivos Xiaomi ou apenas em modelos específicos. No entanto, tudo indica que a funcionalidade será distribuída através de uma actualização do HyperOS, à semelhança do que já aconteceu com outros fabricantes Android que implementaram suporte semelhante.

Caso dependa de uma actualização do sistema, a chegada da funcionalidade deverá acontecer de forma gradual ao longo das próximas semanas ou meses. Ainda assim, a integração representa mais um passo na aproximação entre os ecossistemas Android e Apple, tornando a troca de ficheiros entre plataformas mais simples e conveniente - como sempre deveria ter sido.

№ 08

iOS 26.5.1 corrige bug de carregamento nos iPhone 17 e Air

A Apple lançou o iOS 26.5.1, que corrige um bug de carregamento que afectava os iPhone 17 e iPhone Air.

A actualização chega apenas com a indicação de correcção de um bug de carregamento que estava a ser notado nos últimos tempos por utilizadores com iPhones 17 (iPhone 17, iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max) e também o iPhone Air. Quando se deixava o iPhone ficar totalmente descarregado, podia acontecer que deixasse de ser possível recarregar o iPhone usando um cabo USB-C.

A solução para quem se visse nessa situação era recorrer ao carregamento wireless, o que evita ficar com o iPhone totalmente inutilizável, mas que não deixa de ser um transtorno para quem não tiver acesso fácil a um carregador wireless.

Sou só eu a achar absurdo que um update para corrigir um pequeno bug que afecta um “pequeno número de utilizadores” obrigue milhares/milhões de pessoas a descarregar mais de 10GB? #Apple #iOS pic.twitter.com/Pz8fwXxBSV

— Carlos Martins (@ptnik) June 1, 2026
O que se pode criticar é que, mesmo após quase 20 anos de evolução, fique demonstrada a grande falha dos processos de actualização da Apple. É que esta pequena correcção, para algo que a Apple diz "afectar apenas um pequeno número de utilizadores", obriga a descarregar uma actualização com mais de 10 GB(!) - havendo também relatos de quem tenha recebido actualizações substancialmente maiores, de até 15GB e mais de 20GB, dependendo dos modelos e dos países.

A sério que a Apple não consegue arranjar uma forma de fazer com que uma "pequena correcção" seja também pequena no tamanho?

№ 09

Partilhas do ChatGPT usadas para malware

Cibercriminosos estão a abusar dos links partilhados do ChatGPT para distribuir malware através de falsas páginas de erro.

Investigadores de segurança descobriram uma nova campanha maliciosa que utiliza a funcionalidade de partilha de conversas do ChatGPT para distribuir malware. O esquema recorre a anúncios patrocinados nos motores de pesquisa para atrair utilizadores que procuram o ChatGPT, encaminhando-os para páginas alojadas num domínio legítimo da OpenAI.
Ao abrir o link, as vítimas são apresentadas com uma falsa mensagem de indisponibilidade do serviço, indicando que o ChatGPT está temporariamente offline devido a um elevado volume de tráfego. A página recomenda a instalação de uma app com a promessa de que tal permitirá continuar a utilizar a plataforma, dando uma aparência de legitimidade ao ataque.
A particularidade desta campanha é que a página fraudulenta é gerada através das próprias capacidades de renderização do ChatGPT e apresentada num endereço oficial da plataforma. Quando os utilizadores clicam no botão de download, são redireccionados para um site externo que imita o portal de transferência da app oficial da OpenAI, mas que disponibiliza versões maliciosas para Windows e macOS. Adicionalmente, o site malicioso tem o detalhe de apenas apresentar o download malicioso aos utilizadores que chegam do link "infectado", apresentando um site aparentemente inofensivo a quem aceder directamente ao mesmo.

Os investigadores alertam que este tipo de ataque é especialmente perigoso porque explora a confiança dos utilizadores em domínios legítimos. Técnicas semelhantes têm sido usadas noutras plataformas para instalar programas de roubo de dados, sendo algo que se deverá tornar ainda mais frequente no futuro.

№ 10

BYD assume custos em caso de acidente com sistema God's Eye

A BYD faz uma jogade "de mestre", assumindo a responsabilidade em caso de acidentes provocados pelo seu sistema de condução assistida God's Eye, na China.

Apesar de se tratar de um sistema de nível 2 (tal como o "FSD" da Tesla) que precisa da atenção permanente do condutor, a BYD anunciou que irá assumir a responsabilidade financeira por acidentes causados pelo seu sistema de condução assistida God's Eye na China. A medida aplica-se aos sistemas God's Eye A e B e cobre danos no veículo, prejuízos causados a terceiros, e lesões pessoais, sem qualquer limite máximo de indemnização.

O programa será válido durante um ano após a entrega do veículo e não exige a contratação de seguros adicionais. O fabricante assegura ainda que os proprietários não verão os prémios dos seus seguros aumentarem devido a reclamações relacionadas com acidentes abrangidos por esta garantia. Os actuais proprietários também poderão beneficiar da cobertura após receberem a actualização para a versão God's Eye 5.0.
A decisão destaca-se por contrastar com a abordagem adoptada por outros fabricantes, incluindo a Tesla. Apesar das capacidades avançadas dos sistemas de assistência à condução, tanto o God's Eye como o Full Self-Driving da Tesla continuam classificados como sistemas de nível 2, o que significa que o condutor deve permanecer atento e responsável pelo veículo durante toda a utilização. A BYD considera que esta iniciativa demonstra a confiança que tem na sua tecnologia e poderá incentivar uma maior utilização das funções de condução assistida.

Eliminando-se os elementos de marketing, o que isto significa é que a BYD está a oferecer a diferença de custo para um seguro "contra todos os riscos / danos próprios" durante o primeiro ano, o que não é um valor assim tão exagerado face às vantagens que tira desta campanha: a de ser uma empresa que "garante" que o seu sistema de assistência à condução é de confiança - ao contrário de todos os outros, que dizem que o seu sistema é de confiança... mas que qualquer acidente será sempre culpa do condutor.

№ 11

Extensão tomadas Tessan com 4 USB + 2 tomadas a €27

Uma excelente opção para quem tem que lidar com um número crescente de dispositivos USB para recarregar, é usar uma extensão de tomada com portas USB integradas, como é o caso desta Tessan com 2 tomadas mais 4 USB.

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas estas extensões de tomada com portas USB integradas acabam por ser uma solução bastante atractiva, já que permitem manter a utilidade da tomada original, mas adicionando portas USB adicionais para carregarem outros equipamentos sem necessidade de carregadores individuais.
Esta extensão de tomada Tessan com 2 tomadas mais 4 USB (2 USB-C + 2 USB-A) está disponível por 27 euros na Amazon Espanha.

As portas USB podem fornecer até 30 W (PD) no total, sendo divididos à medida que se ligam mais dispositivos. Por exemplo, se ligarmos um dispositivo na porta USB-C e outra numa porta USB-A, poderá fornecer 15W a cada um deles em simultâneo. Quanto à extensão em si, conta com um cabo de 2 metros, facilitando o processo de a colocar num ponto mais adequado em relação à tomada onde for ligada.

É uma opção bastante interessante, especialmente tendo em conta a crescente panóplia de dispositivos USB que vamos tendo, dos smartphones e tablets e coisas como smartwatches, colunas Bluetooth, escovas de dentes, máquinas de barbear, etc. E desta forma, em vez de transportamos vários carregadores, fica tudo condensado num único bloco compacto de uma extensão de tomadas.


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№ 12

Android melhora ligações nas redes locais

O Android vai facilitar a ligação a PCs, NAS e outros dispositivos nas redes locais com uma nova actualização.

A Google está a preparar uma melhoria importante para o Android que promete tornar a integração com computadores, servidores domésticos e dispositivos de armazenamento em rede muito mais simples. Isto chegará através de uma futura actualização do Google Play System e permitirá que as apps utilizem portas de rede normalmente reservadas aos serviços do sistema.

Uma das principais vantagens será o suporte melhorado para SMB, o protocolo de partilha de ficheiros utilizado por PCs com Windows, sistemas NAS, e servidores domésticos. Actualmente, a transferência sem fios de ficheiros entre smartphones Android e computadores requer o uso de apps adicionais ou configurações mais complexas. Com esta alteração, as apps poderão comunicar de forma mais directa com estes dispositivos. A actualização também trará suporte para outras portas utilizadas em serviços de rede, incluindo SSH e SFTP para acesso remoto (porta 22), servidores web HTTP e HTTPS (porta 80), HTTP/3 (porta 443), e partilha de impressoras através do protocolo IPP (porta 631). Isto permitirá uma experiência de utilização mais próxima da encontrada em computadores tradicionais.

A funcionalidade será distribuída através do Project Mainline, permitindo que muitos dispositivos a recebam sem necessidade de uma actualização completa do sistema operativo. Segundo a Google, esta melhoria chegará a dispositivos Android 13 ou superior, com kernel Linux 5.15 ou mais recente, e suporte para actualizações do Google Play System. Os testes já estão a decorrer a nível global e a disponibilização deverá começar em breve.

№ 13

MSI revela monitor OLED 322URDX36 "triple mode"

Depois dos monitores "dual mode", a MSI apresenta o primeiro monitor gaming 4K "triple mode" que pode chegar aos 680 Hz.

A MSI revelou o novo monitor OLED 322URDX36, um modelo de 32" que se destaca por oferecer três modos de funcionamento no mesmo painel. O monitor permite alternar entre resolução 4K a 360 Hz, 1440p a 520 Hz, e 1080p a 680 Hz, tornando-se no primeiro monitor "triple mode" do mercado e que dá uma grande variedade de opções aos utilizadores.

Esta flexibilidade permite aos jogadores escolher entre maior qualidade de imagem ou taxas de actualização mais elevadas consoante o tipo de jogo. Enquanto o modo 4K privilegia o detalhe visual, as opções de 1440p e 1080p foram pensadas para títulos onde a fluidez e o tempo de resposta são prioridades.
Adicionalmente, não foram feitos compromissos: o monitor utiliza um painel QD-OLED de quinta geração com tecnologia "Penta Tandem", prometendo maior brilho, melhor reprodução de cores e maior durabilidade, e com subpixeis RGB em linha (RGB Stripe). A MSI destaca ainda um brilho máximo de 1.500 nits e a certificação DisplayHDR True Black 600, características que deverão proporcionar uma experiência visual de elevado nível tanto em jogos como na visualização de conteúdos multimédia. Entre os restantes destaques estão a ligação DisplayPort 2.1a, uma porta USB-C com fornecimento de energia até 98 W para ligação de portáteis através de um único cabo, e um novo sistema AI Care Sensor. Esta funcionalidade consegue detectar quando o utilizador não está em frente ao monitor, desligando automaticamente o ecrã para ajudar a reduzir o risco de burn-in nos painéis OLED.

A única coisa que falta resolver é mesmo a nível da parte do software, já que do lado dos jogos o suporte para os modos HDR continua a ser uma verdadeira lotaria, que invariavelmente obriga ao uso de programas externos para configurar devidamente os níveis de luminosidade.

№ 14

Euro-Office quer ser alternativa Europeia ao Office / Microsoft 365

O Euro-Office ficará disponível a 9 de Junho, como alternativa europeia e open-source ao Microsoft 365 (o Office da Microsoft).

O Euro-Office será lançado oficialmente a 9 de Junho e pretende afirmar-se como uma alternativa europeia ao Microsoft 365 e ao Google Workspace. Desenvolvido por um consórcio de empresas tecnológicas europeias, o projecto aposta na soberania digital, oferecendo uma solução open-source para organizações que procuram reduzir a dependência de plataformas norte-americanas.

A suite inclui ferramentas online para edição de documentos, folhas de cálculo, apresentações e ficheiros PDF, com suporte para colaboração em tempo real. Os utilizadores poderão criar, abrir e editar formatos populares como DOCX, XLSX e PPTX, além dos formatos OpenDocument. A interface foi desenhada para ser bastante familiar a quem já utiliza Word, Excel ou PowerPoint, facilitando a migração para a nova plataforma. Ao contrário de alternativas independentes, o Euro-Office será integrado directamente em várias plataformas empresariais europeias já existentes. Soluções como o Nextcloud vão receber suporte para a suite logo após o lançamento, enquanto outras empresas planeiam disponibilizá-la aos seus clientes ao longo dos próximos meses. O objectivo é permitir uma implementação simples e imediata em ambientes empresariais, educativos e governamentais.

Apesar de ter sido criado na Europa e de estar fortemente associado à estratégia de autonomia tecnológica da União Europeia, o Euro-Office será um projecto aberto a utilizadores e programadores de todo o mundo. Baseado no núcleo open-source do OnlyOffice, o software combina compatibilidade com os formatos da Microsoft, ferramentas avançadas de colaboração e uma governação europeia, posicionando-se como uma das mais ambiciosas alternativas ao domínio do Microsoft 365 no mercado da produtividade digital.

Dito isto... continua a estar centralizado no GitHub, que pertence à Microsoft.

№ 15

Xiaomi prepara "Privacy Display" por software?

A Xiaomi parece estar a trabalhar num modo de ecrã "privado" por software, para o HyperOS 4.

O Galaxy S26 Ultra estreou um novo ecrã com capacidade de reduzir o ângulo de visualização de todo o ecrã ou de certas zonas do ecrã, e a Xiaomi parece querer replicar isso. A grande diferença é que, em vez de recorrer a novos ecrãs, a Xiaomi parece estar a trabalhar numa solução puramente por software, que deverá ser integrada no futuro HyperOS 4.

No S26 Ultra a Samsung recorreu a um ecrã criado de raiz, que conta com pixeis com ângulos de visão diferenciados. No modo normal são usados todos os píxeis, permitindo a visualização normal; no modo privado são usados os píxeis que apenas podem ser vistos directamente de frente, impedindo que alguém ao lado possa ver esses conteúdos. Mas, parece que a Xiaomi acredita que consegue obter um efeito idêntico usando apenas software - sem se saber exactamente como.
Se se tratasse de um ecrã LCD, seria possível imaginar que a Xiaomi utilizasse combinações de cores que se tornam mais difíceis de ver de lado (transformando a "desvantagem" de alguns tipos de LCD numa "vantagem"), mas com os ecrãs OLED a permitirem ângulos de visualização alargados, isso será mais difícil de replicar. Potencialmente, poderá fazer coisas como reduzir a luminosidade das áreas privadas, para dificultar a sua visibilidade, mas isso será algo que prejudicará tanto quem estiver a tentar ver de lado como o utilizador legítimo, não sendo uma verdadeira alternativa ao nível do ecrºa do S26 Ultra.

Por outro lado, sendo algo que será disponbibilizado através de uma actualização, não terá qualquer custo adicional para os utilizadores, o que se torna num imediato ponto positivo, mesmo que o seu efeito não seja tão eficaz quanto o desejado.

№ 16

Apple AirPods Pro 3 a €222

Para os utilizadores de iPhones que procurarem a máxima qualidade sonora, os AirPods Pro 3 estão disponíveis a preço reduzido.

A Apple teve um papel importante no abandono da ficha dos headphones, incentivando (obrigando) o uso de headphones e earphones Bluetooth (bem, tecnicamente, podemos continuar a usar headphones com cabo, via Lightning ou USB-C). E para tal, lançou uma série de earphone Bluetooth a acompanhar, os AirPods. Destes, o modelo topo de gama são os AirPods Pro 3, que além do cancelamento de ruído também têm Spatial Audio capaz de criar uma experiência sonora 3D que tem em consideração os movimentos da cabeça do utilizador, podendo servir como "aparelho auditivo" e, na mais recente actualização, também tendo capacidade para monitorizar a frequência cardíaca.
Os Apple AirPods Pro 3 estão disponíveis por 222 euros na Amazon Espanha.

A autonomia anunciada é de 8 horas para cada sessão (com cancelamento de ruído), que se pode prolongar om o carregamento na caixa. A caixa pode ser carregada via USB-C ou carregamento wireless MagSafe / Qi, e também conta com localização Find My de alta precisão via UWB e uma pequena coluna que toca um som para facilitar a tarefa.


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№ 17

DLSS 4.5 Ray Reconstruction chega em Agosto

A Nvidia confirmou que o DLSS 4.5 Ray Reconstruction chegará a todas as placas gráficas RTX em Agosto.

A NVIDIA anunciou o DLSS 4.5 Ray Reconstruction, uma nova versão da sua tecnologia baseada em inteligência artificial para melhorar a qualidade gráfica em jogos com ray tracing e path tracing. A actualização ficará disponível em Agosto através da NVIDIA App e será compatível com todas as gerações de placas GeForce RTX, incluindo as séries RTX 20, RTX 30, RTX 40 e RTX 50.

O DLSS 4.5 utiliza um modelo Transformer de segunda geração, com 35% mais capacidade de processamento e 20% mais parâmetros que a versão actual, mantendo um desempenho semelhante. Estas melhorias permitem uma iluminação mais precisa, maior estabilidade temporal, e melhor nitidez em cenas com movimento.


A nova tecnologia chegará inicialmente a 27 jogos. Entre os títulos confirmados encontram-se Alan Wake 2, Cyberpunk 2077, DOOM: The Dark Ages, F1 25 e Indiana Jones and the Great Circle. O novo modelo foi treinado com um conjunto de dados mais abrangente, oferecendo aos programadores um maior controlo sobre o processo de reconstrução da imagem.

Além dos videojogos, o DLSS 4.5 Ray Reconstruction também será integrado no Blender como sistema de denoising, com lançamento previsto para o Blender 5.3 no Outono.

№ 18

Nvidia apresenta RTX Spark para portáteis

A Nvidia apresenta o chip RTX Spark para portáteis, com até 20 núcleos, GPU equivalente a uma RTX 5070 e até 128 GB de RAM.

A Nvidia revelou finalmente a sua aposta para a entrada no segmento Windows. O RTX Spark combina um CPU ARM com um GPU Blackwell, reunindo num único chip desempenho e maior eficiência energética - com esperança de que se torne na resposta, do lado do Windows, aos chips da Apple nos Macs e MacBooks.

O RTX Spark inclui um CPU com até 20 núcleos e GPU com 6.144 CUDA cores, equivalente em potência a uma RTX 5070. O chip pode ainda ser equipado com até 128 GB de memória LPDDR5X unificada, permitindo um acesso mais rápido aos dados por parte do processador e da gráfica. Embora o novo chip seja adequado para gaming e criação de conteúdos, o principal objectivo é executar agentes de inteligência artificial directamente no computador. Estes sistemas, considerados a próxima evolução dos modelos de linguagem, exigem elevado poder de processamento e grandes quantidades de memória, tornando os 128 GB de RAM num dos seus principais argumentos.



O RTX Spark foi desenvolvido para equipar portáteis finos e potentes que chegarão ao mercado ainda este ano. A Nvidia já confirmou parcerias com fabricantes como a Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP, Lenovo e MSI, além da Microsoft, que irá lançar um novo Surface Laptop Ultra equipado com este chip.

A grande questão é que, pelo menos numa primeira fase, estes portáteis com RTX Spark estarão posicionados no segmento "topo de gama", o que significa que terão preços pouco convidativos para a maioria dos consumidores.


Nota: Também há o DGX Station para PCs desktop, com até 748GB de RAM... e preço a começar nos 90 mil euros.

№ 19

Ataque FROST deixa sites espiarem outros sites e apps - através do SSD

Investigadores criaram uma técnica curiosa que monitoriza o uso do SSD para detectarem que outros sites e apps o utilizador pode estar a usar.

Investigadores da Universidade de Tecnologia de Graz, na Áustria, demonstraram uma nova técnica de espionagem digital que permite a qualquer website descobrir que outros sites o utilizador está a visitar e até que aplicações está a usar no computador, bastando que abra uma página no browser.

O ataque, denominado FROST (PDF link), funciona inteiramente através de JavaScript e explora o Origin Private File System (OPFS), uma funcionalidade dos browsers que permite aos websites armazenarem ficheiros localmente sem necessitarem de autorização explícita do utilizador. A técnica consiste em criar um ficheiro de grandes dimensões que dê uso contínuo ao SSD, e de seguida medir constantemente a velocidade de leitura do armazenamento. As pequenas variações provocadas pela restante actividades no SSD acabam por revelar padrões que podem revelar o que está a ser feito.
Recorrendo a modelos de inteligência artificial treinados especificamente para esta tarefa, os investigadores conseguiram identificar websites visitados com uma taxa de precisão de cerca de 89% e aplicações em execução com uma precisão superior a 95%. O método funciona em sistemas macOS e Linux e pode ser executado em vários browsers sem necessidade de permissões adicionais ou instalação de software.

Apesar da gravidade potencial da descoberta, as respostas dos principais fabricantes de navegadores foram limitadas. O projecto Chromium considerou que o problema se enquadra na categoria de técnicas de fingerprinting e não numa falha de segurança tradicional. A Apple classificou a questão como estando fora do âmbito das suas políticas de protecção, enquanto a Mozilla reconheceu a investigação mas ainda não implementou medidas específicas para mitigar o problema. A descoberta volta a levantar preocupações sobre a privacidade online e sobre a crescente utilização de técnicas sofisticadas para monitorizar utilizadores através de funcionalidades aparentemente inofensivas dos browsers modernos.

Embora seja mais uma coisa para "chatear" os utilizadores, acho que se justifica remover a permissão de acesso directo aos discos, colocando-a atrás de um pedido dedicado tal como acontece para o uso das câmaras, microfones, localização, etc. Afinal, quem é que quer que um site tenha direito a poder usar até 8TB(!) do seu disco sem sequer pedir autorização?

№ 20

ATX12VO v3 diz adeus à ficha gigante nas motherboards

A ficha ATX gigante com a alimentação principal nas motherboards vai ser minimizada consideravelmente com a nova norma ATX12VO v3.

A Intel estará a preparar uma revisão da norma ATX12VO, destinada a melhorar a eficiência energética dos computadores e simplificar o design das fontes de alimentação modernas. De acordo com informações já descobertas, a futura especificação ATX12VO v3 adoptará fichas bastante mais compactas, a par da capacidade de monitorização do consumo energético, e outras melhorias que visam reduzir o desperdício de energia.

A principal novidade passa pela eliminação da linha de alimentação de espera dedicada, mantendo a linha principal de 12V sempre activa. Segundo a Intel, esta alteração simplifica a arquitectura das fontes de alimentação e melhora a eficiência, especialmente em estados de baixo consumo ou quando o computador está inactivo. Testes internos indicam que os sistemas convencionais podem consumir até 29% mais energia em repouso quando comparados com uma plataforma baseada neste novo padrão.
O conector principal da motherboard também sofrerá uma grande transformação. A actual (e "gigantesca") ficha ATX de 24 pinos dará lugar a uma nova ficha de apenas 8 pinos, permitindo uma redução de até 83% no tamanho. A ficha de alimentação do CPU também será mais pequena, ajudando a libertar espaço nas motherboards e facilitando o desenvolvimento de computadores mais compactos.
Outra novidade importante é a integração do PMBus (Power Management Bus), uma tecnologia frequentemente utilizada em servidores. Esta funcionalidade permitirá monitorizar em tempo real parâmetros como tensão, corrente, temperatura e consumo energético da fonte de alimentação. Além disso, um novo sinal chamado I_PSU% permitirá que a fonte comunique directamente com o sistema sobre o nível de utilização da sua capacidade, ajudando a evitar sobrecargas e fornecendo informações mais detalhadas sobre o consumo de energia do computador. A Intel ainda não confirmou oficialmente a data de lançamento da nova norma, mas espera-se que isso seja feito já nos próximos dias durante a Computex 2026.

Também já circulam rumores que vários fabricantes de motherboards têm já modelos planeados para usar o ATX12VO v3, devendo levar a um processo de transição relativamente rápido ao longo dos próximos anos - apesar de se estar num período "mau" para a troca de PCs, devido ao elevado custo das memórias RAM e SSDs.