DIGI sem TVI e CNN em Portugal?
09-07-2024 | 13:00 | Aberto até de Madrugada
Os portugueses aguardam com ansiedade a chegada da Digi ao nosso país, esperando que seja a "pedrada no charco" que volte a dinamizar o mercado de telecomunicações que tem estado auto-equilibrado entre os três grandes operadores. Enquanto noutros países vemos tarifários significativamente mais competitivos a cada ano que passa, por cá, depois das fases iniciais de angariação de clientes, vemos apenas as mensalidades a aumentarem de ano para ano, e a pseudo-concorrência a limitar-se a copiar as condições que os outros oferecem (a não ser que sejam extremamente chatos, nesse caso arriscam-se a poder pagar substancialmente menos pelo mesmo serviço que outro cliente não-chato paga mais do dobro).
Depois das dificuldades na partilha da infraestrutura, que levaram a Digi a reforçar o serviço móvel e de fibra, agora é a Media Capital a não facilitar, dizendo que "rejeita a possibilidade de entregar os seus canais televisivos a um distribuidor que os desvaloriza", e que "não tem nenhuma obrigação de disponibilizar o sinal do canal TVI ou outro canal do grupo".
É apenas mais um exemplo das negócios de merceeiro que regem as nossas empresas (e que também se sentem nos operadores de telecomunicações). Para este tipo de coisa, as condições de acesso a um serviço "público", sejam eles canais de TV ou redes de operadores, deveriam estar bem estabelecidas e serem iguais para todos. De outro modo, facilmente se pode atar as mãos e pés a qualquer nova "ameaça", dizendo que não se está "obrigado" a disponibilizar um canal, ou a fazê-lo em condições completamente penalizadoras face às que são disponibilizadas a outros operadores.





































