PlanetGeek

Criança presa dentro de Model Y sem bateria

24-06-2024 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

Nos EUA, uma criança com menos de 2 anos ficou presa dentro de um Model Y sem bateria, com a sua avó a ter que chamar os bombeiros para arrombar o carro.

Não é a primeira vez, nem será a última, que se vê uma notícia de como as altas tecnologias podem ter efeitos adversos; e neste caso, também potenciadas pelo facto de se tratar de um Tesla. Neste caso a crítica é a de como o carro não tem nenhum sistema que permite a abertura de portas do exterior quando fica sem a bateria de baixa tensão (12V) que opera o trinco das portas. Mas rapidamente se vê que esse não é realmente o problema.

Um carro eléctrico ficar em bateria é uma eventualidade a que se pode ficar sujeito, tal como num carro a combustão é possível ficar-se sem combustível (e também sem bateria). A Tesla tem portas de actualização eléctrica, e tem um sistema de abertura mecânico de backup para essa eventualidade. Mas esse sistema só pode ser acedido a partir do interior do veículo, e necessita que os ocupantes tenham conhecimento dele (algo que não poderia ser feito por um bebé ou criança desta idade).

Facilmente se pode equiparar o caso a um carro convencional, totalmente mecânico, que fosse trancado com a chave no interior, e que também teria que ser arrombado. E para os que criticam a Tesla dizendo que deveria ter um sistema de abertura acessível do exterior, facilmente se pode imaginar como isso resultaria, com todos os amigos do alheio a agradecerem à Tesla uma forma fácil de aceder ao interior do veículo.

Vision Pro "barato" precisará de iPhone ou Mac

24-06-2024 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Os próximos óculos VR da Apple podem precisar de ligação a um iPhone ou Mac, e ter menor campo de visão.

Começam a surgir mais detalhes sobre os futuros óculos VR mais baratos da Apple - onde "barato" será sempre um termo relativo. Recentemente surgiram notícas de que a Apple teria suspendido por completo o desenvolvimento dos Vision Pro 2, em vez disso direccionando todos os recursos para a criação de uns óculos VR mais baratos que poderão chegar ao mercado no final do próximo ano (2025). A ideia será lançar uns óculos que, em vez de custarem mais de 4000 dólares, poderão chegar ao mercado com um preço de 1600 dólares, o mesmo patamar de preço que já se paga por um iPhone de gama alta.

Para conseguir esse objectivo, a Apple poderá dispensar muita da electrónica presente nos Vision Pro, deixando o processamento a cargo de um iPhone ou Mac, que ficaria ligado por cabo aos óculos - os Vision Pro já usam cabo ligado à bateria, pelo que a diferença não seria significativa; além de que, a esmagadora maioria dos interessados nesses óculos já terá um iPhone, iPad, ou Mac. Potencialmente mais problemático, estes óculos económicos poderão ter um campo de visão mais reduzido que os Vision Pro, e isso sim, prejudica directamente a experiência de imersão.
Apesar dos Vision Pro serem associados a uma experiência VR/XR de referência, não têm um campo de visão particularmente alargado, ficando atrás de modelos como os Meta Quest 3 substancialmente mais baratos. Se a Apple reduzir ainda mais o campo de visão para poupar dinheiro, poderá dificultar o crescimento da sua plataforma XR entre os entusiastas destas tecnologias. Adicionalmente, se a Meta e outras empresas conseguem criar esses campos de visão mais alargados, não há desculpas para que a Apple também não o consiga fazer.

No final, tudo irá depender de um variado conjunto de factores, não só o preço e capacidades técnicas, mas também o tipo de apps e experiências que estarão disponíveis. Tanto nos Vision Pro como em óculos como os PS VR2, existem muitos utilizadores que acabam por os encostar depois de ter passado o efeito "novidade", por não sentirem que são suficientemente práticos ou por não terem apps / jogos que justifiquem o seu uso frequente. Esse será o verdadeiro desafio para a Apple, arranjar forma de justificar que o preço pago pelos seus óculos se justifica face ao uso que lhes será dado. Muitos dos seus clientes estão dispostos a pagar mais de 1000 euros por um iPhone, mas sendo algo que poderão utilizar várias horas por dia, todos os dias. Pagar 4 mil, ou 2 mil euros, por uns óculos que se usem "de vez em quando", é algo completamente diferente.

Tablet Teclast M50HD a €129

24-06-2024 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

Depois do M50 normal e do modelo Pro, temos agora o tablet Teclast M50HD.

O Teclast M50HD vem equipado com um ecrã IPS de 10.1" (1920x1200) com touch a 120 Hz, CPU Unisoc T606 octa-core, 8 GB de RAM (16 GB "virtuais"), 128 GB + microSD até 1 TB, câmaras de 13 MP e 5 MP, conectividade 4G LTE Dual SIM, WiFi ac dual-band, BT 5.0, GPS, bateria de 6000 mAh com carregamento rápido de 18W, e Android 13 com Widevine L1 para acesso aos serviços de streaming com máxima qualidade. Tudo isto num design bastante atractivo com margens reduzidas em redor do ecrã e espessura de apenas 7.8 mm.
Com tudo isto, este Teclast M50HD está disponível por 129.59 euros na Amazon Espanha.

Uma proposta tentadora para quem estiver à procura de um tablet de 10" económico mas que mantenha características interessantes e seja capaz de um funcionamento livre de preocupações. Só de pensar que, num passado não muito distante, uma simples moldura digital com ecrã de tamanho muito mais reduzido, que só podia mostrar fotos, custava valores bastante mais elevados, é revelador do quanto a tecnologia evoluiu desde então. Graças a tablets como este, podemos facilmente considerar colocá-los em diversos locais espalhados pela casa, apenas para funcionarem como "interface" de intercomunicação (para casas grandes), ver notícias, e controlar a casa.


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Perplexity AI ignora regras de exclusão de conteúdos

24-06-2024 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

O chatbot AI da Perplexity está a dar que falar, por tornar visível a suspeita de que muitos modelos AI usam a internet como bem entendem sem ligar às regras.

Os actuais modelos AI necessitam da maior quantidade possível de informação a que possam ter acesso, e nada melhor do que usar tudo o que existe na internet para esse fim, mesmo quando isso acaba por dar maus resultados (como usar conteúdos satíricos como factos). E agora temos um caso que demonstra que nem todos estão dispostos a seguir as "boas maneiras".

Nem todos os sites querem que os seus conteúdos sejam usados (gratuitamente) para treinar modelos AI. Como tal, e ao estilo do que no passado foi feito para os sites que não desejam que os seus conteúdos sejam considerados para os motores de pesquisa, estabeleceu-se uma forma de indicar que conteúdos podem ser acedidos e para que fim, usando um ficheiro chamado "robots.txt". Só que, ao estilo do tracking na web, isto é algo que depende inteiramente da boa vontade de quem tem esses serviços, já que pode ser facilmente ignorado: como agora ficou demonstrado que é o caso. A Wired publicou uma história sobre como o chatbot da Perplexity acedeu a um artigo a que supostamente não deveria ter acesso, e até copiando-o quase na íntegra.

Perplexity’s CEO responds to claims they are ignoring robots.txt and crawling websites by saying it’s the vendor they use for crawling that’s does it not them and robots.txt isn’t a law anyway.

It’s interesting to watch AI companies break the social contracts the web is built on pic.twitter.com/HK1WQnLr4G

— Dare Obasanjo🐀 (@Carnage4Life) June 23, 2024
O CEO da Perplexity defende-se e contra-ataca, por um lado dizendo que tecnicamente não é a sua empresa que faz o crawling das páginas mas sim uma empresa sub-contratada, e por outro dizendo que ignorar as indicações do robots.txt não é assim tão grave, uma vez que não existe nenhuma lei que diga que essas indicações tenham que ser cumpridas.

Depois ainda se queixam que a UE seja "burocrática" e coloque "entraves" às empresas tecnológicas, com coisas como o RGPD e DMA. Fica demonstrado que, quando se deixa as coisas no campo do "bom comportamento" e auto-regulamentação, é inevitável que surja alguém que perca o pudor e assume que essas regras não são para seguir.

MS remove conversão de conta Microsoft para conta local no Windows 11

24-06-2024 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Microsoft continua a dificultar a opção de usar uma conta local no Windows 11, removendo o guia que tinha na sua documentação oficial.

A MS tem insistido em complicar a vida a quem deseja utilizar o Windows 11 sem uma conta Microsoft na cloud, no início de mês tendo removido um dos métodos mais populares de ultrapassar a criação de conta MS "obrigatória" durante o processo de instalação. Agora, está também a fazer desaparecer as instruções de como se podia alterar o windows de uma conta MS para uma conta local.

Na documentação oficial da própria Microsoft existiam instruções de como se pode converter um Windows com conta local num Windows com conta Microsoft, e também de como se pode converter o Windows com conta Microsoft num Windows com conta local. Mas, nesta última semana, a MS optou por remover esta segunda parte do guia - que agora só se mantêm visível graças ao Internet Archive.
Um processo que (ainda?) pode ser feito, para quem usar conta Microsoft, em Settings - Accounts - Your info - e escolhendo "Sign in with a local account instead".

Compreende-se que a MS queira "prender" os utilizadores do Windows e associá-los a uma conta Microsoft, ao mesmo estilo do que a Apple faz com os utilizadores iOS (também obrigados a criar uma conta Apple). Mas isso não quer dizer que seja uma boa ideia, e muito menos numa altura em que a UE tem posto em prática o DMA (Digital Markets Act) que exige uma maior liberdade das plataformas. A própria MS já passou por diversos episódios no passado quanto à sua tentativa de forçar utilizadores a usarem os seus serviços, esperar-se-ia que não tivesse a memória curta, e não se pusesse a jeito para ter que levar novo processo para ser relembrada disso.

Microsoft Photos melhorado no Windows 11

24-06-2024 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A MS lançou algumas melhorias no Microsoft Photos para Windows 11, a nível de desempenho e importação de fotos.

Por agora disponível para os Windows Insiders nos canais Canary e Dev, o novo Microsoft Photos traz algumas alterações internas, tendo mudado de uma app UWP para Windows App SDK (alteração que não resulta em alterações visíveis para o utilizador). No entanto, essa mudança, a par de uma maior integração com as ferramentas web, permite melhorar o desempenho - que a MS diz permitir carregar imagens no Viewer 2.1x mais rápidas - e também tirar partido de ferramentas já existentes, como a edição de fotos que é idêntica à usada no editor do One Drive.

Outras alterações podem considerar-se "ridículas", mas não deixam de ser úteis, só pecando por ser algo que já deveria ter sido feito desde o início, como a apresentação da dimensão e tamanho da imagem na barra inferior.
Também é possível escolher o factor zoom de 10% a 800% do tamanho original, e a MS deu maior protagonismo aos botões de share e slideshow, que agora passam a estar imediatamente acessíveis em vez de ficarem escondidos num menu.

A MS também ajustou o sistema de importação de fotos de outros dispositivos, dando maior controlo aos utilizadores sobre como e quando o queiram fazer.

Amazon Alexa com AI pode custar $10 por mês

24-06-2024 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

Uma nova versão da Alexa com AI de última geração poderá obrigar ao pagamento de uma mensalidade extra.

A Amazon tem o domínio dos dispositivos de assistentes domésticos com os seus Echos e Alexa, mas tem-se deixado ficar estranhamente para trás na corrida pelos novos assistentes com modelos AI mais avançados - sendo que até a Apple, que passou os últimos anos em silêncio, já revelou as suas intenções para a Siri com AI. Mas, finalmente, começam a notar-se movimentações por parte da Amazon, e não se pode dizer que sejam totalmente positivas.

Os últimos rumores indicam que a Amazon está de facto a trabalhar numa Alexa mais avançada, aparentemente designada por "Remarkable Alexa", mas que irá obrigar ao pagamento de uma mensalidade de $10. E para piorar, parece que a Amazon pretende cobrar esta mensalidade mesmo a quem já for subscritor do serviço Prime.

Pelo lado positivo, a Amazon também deverá oferecer uma modalidade gratuita da "Remarkable Alexa", mas com menos capacidades que a "Remarkable Alexa" paga.

Compreende-se que, com milhões de utilizadores de dispositivos Alexa, a Amazon tenha que avaliar cuidadosamente o que oferece em termos de AI. Por outro lado, todas estas demoras e ameças de mensalidades extra podem fazer com que esses clientes comecem a reconsiderar a mudança para outros assistentes AI. A médio e longo prazo, podemos antever que os assistentes AI acabem por ser serviços intermutáveis, ao estilo do que se faz com a escolha do browser ou do motor de pesquisa; mas até lá, teremos ainda que passar por esta fase mais turbulenta, em que nem todos parecem saber muito bem o que fazer.

Google apaga conta "ilimitada" de cliente com 400 TB

23-06-2024 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

A Google vai eliminar a conta GSuite de um cliente que tirava partido do espaço "ilimitado" no seu plano, onde mantinha mais de 400 TB de dados.

Já faz parte do senso comum que qualquer consumidor trate de forma bastante suspeita qualquer promessa de serviço "para sempre" ou "ilimitado". Neste caso, o cliente em questão nem leva a mal que a Google tenha avançado com a eliminação da sua conta por motivo de excesso de dados.

Embora inicialmente a Google prometesse espaço ilimitado, há um par de anos alterou as regras e condições e estabeleceu um máximo de 5 TB de espaço para o plano. No entanto, e mesmo sabendo que ultrapassava em muito esse valor, este cliente deixou as coisas andarem, nos últimos meses começando a receber avisos diários de que estava a ultrapassar o limite e que deveria eliminar os conteúdos em excesso.

well that was a good run. google is force cancelling my gsuite because I have used the unlimited storage limits like they are unlimited. pic.twitter.com/DQrTDnQkBk

— ave (@warnvod) June 22, 2024
A curiosidade era saber como a Google iria lidar com esta situação, uma vez que suspostamente, nestes casos, a prática é a de não permitir guardar mais dados mas continuar a deixar aceder aos dados existentes - e se assim fosse, continuava a ser uma opção aceitável para o cliente, que podia manter o acesso a estes 400 TB. Só que não vai ser o caso: a Google diz que, se o utilizador não regressar ao limite de 5 TB, irá eliminar a sua conta e todos os seus dados.

Fica mais uma vez demonstrado que, não importa a reputação de uma empresa, as promessas de coisas "ilimitadas" apenas o são até que, inevitavelmente, mudem de ideias.

Como funciona um helicóptero

23-06-2024 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Os helicópteros são das aeronaves mais versáteis, capazes pairar no ar e fazer todo o tipo de manobras, e tudo isso à custa de uma incrível quantidade de engenharia.

Podemos olhar para eles como sendo banais, mas não há nada de banal em todos os imensos detalhes técnicos que são necessários para permitir que um helicóptero voe e seja capaz de fazer as coisas que faz.

Depois de já termos espreitado em detalhe a parte da transmissão de um helicóptero, temos agora novo vídeo do canal Animagrafs que revela todos os demais segredos do funcionamento de um helicóptero, incluindo a sua capacidade de auto-rotação que permite pousar em segurança mesmo em caso de falha total do motor, e o sistema de controlo dos rotores e hélices, que possibilitam as suas capacidades aéreas.


Google lança dinossauro do Chrome em blocos

23-06-2024 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A Google está a vender o seu simpático dinossauro do Chrome numa versão em blocos.

Em primeiro lugar, e para tristeza dos fãs da LEGO, não se trata de um conjunto oficial com blocos LEGO. A Google optou por não fazer qualquer parceria com a LEGO e optou por blocos semelhantes mas sem qualquer marca (a patente dos LEGO já expirou, fazendo com que actualmente qualquer marca possa replicar os seus blocos).

Este kit da Google Chrome Dino Brick Set tem 233 peças e permite recriar o dinossauro do Chrome, com peças verdes, sobre uma base transparente.
Apesar de não ser um kit LEGO, a Google está a praticar um preço ainda mais caro do que seria habitual num kit LEGO, com os $40 pedidos pelo conjunto de 233 peças a parecer excessivo. Nos kits LEGO facilmente encontramos kits com mais de 500 peças neste patamar de preços.

De qualquer forma, para os fãs da Google, não deixa de ser uma peça que se torna interessante. Embora, em alternativa, também possam simplesmente recriá-la usando blocos LEGO. :)

Novo material tem rigidez do vidro mas estica como borracha

23-06-2024 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

Investigadores criaram um novo tipo de gel com propriedades curiosas, sendo transparente e resistente como vidro, mas podendo esticar como se fosse borracha.

Este novo material foi descoberto na North Carolina State University pela equipa de Michael Dickey, e apesar da sua composição ser mais de 50% líquida, comportam-se como sólidos com capacidades bastante interessantes, e que podem ser ajustadas em função da "receita" utilizada.

Apesar de serem transparentes e terem resistência equivalente à dos plásticos usados nas garrafas de bebidas, podem resistir a pressões de até 400x a pressão atmosférica e esticar até 670%. Têm ainda capacidades auto-regenerativas contra riscos e cortes, bastando aplicar calor.

Talvez no futuro possam vir a ser utilizados como película de protecção nos ecrãs dobráveis e esticáveis, sendo que seria bastante curioso ver alguém a colocar o seu smartphone ou tablet por cima de uma vela ou isqueiro... para fazer desaparecer um risco ou arranjar um ecrã partido.

Cyberdeck mini PC portátil com Raspberry Pi

23-06-2024 | 12:40 | A Minha Alegre Casinha

Quem precisar de um mini tablet PC com teclado integrado, pode criar o seu próprio usando um Raspberry Pi.

Não faltam projectos que nos mostram como criar um PC com um Raspberry Pi. Neste caso, temos um que mostra como criar um em versão portátil, que assume uma curiosa configuração de mini tablet com teclado integrado.

A caixa é impressa em 3D, o ecrã de 5" tem uma resolução de 800 x 480 pixeis, o teclado é "reciclado" de um mini-teclado, e temos apenas a necessidade de fazer algum trabalho manual no Raspberry Pi para lhe reduzir a espessura ao mínimo essencial. O resto limita-se a ser a gestão das baterias para lhe dar a portabilidade necessária, sendo utilizado também um Pisugar S Plus que funciona como mini UPS com bateria integrada, para permitir a troca de baterias sem interromper o funcionamento.
Infelizmente não é referido que tempo de autonomia se poderá esperar deste sistema, embora isso seja algo que vá depender substancialmente dependendo do tipo de uso que lhe for dado.

Gravitics prepara módulos espaciais de grande dimensão

23-06-2024 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Gravitics quer dizer adeus às restrições das dimensões dos módulos espaciais actuais, e criar instalações em órbita bastante mais espaçosas.

A indústria espacial está entusiasmada com a Starship da SpaceX, o New Glenn da Blue Origin, e outros foguetes que permitirão levar cargas pesadas para o espaço, no entanto há um problema: todas as naves espaciais actuais são desenhadas para terem um máximo de 4 metros de diâmetro. A Gravitics quer ir mais além, e está a desenvolver módulos de estação espacial com até 8 metros de diâmetro, potenciando uma nova era da exploração espacial.

Para isso, a Gravitics assinou um acordo com a NASA para abordar a falta de métodos de teste e qualificação para naves espaciais de grandes dimensão, além dos 4 metros de diâmetro. Esses testes, incluindo testes térmicos, de vácuo, de vibração e acústicos, irão assegurar que estas naves espaciais e módulos conseguem suportar as condições de lançamento e permanência no espaço.

Este desenvolvimento é vital para empresas privadas que planeiam lançar a próxima geração de estações espaciais em órbita baixa da Terra. Com a maior capacidade dos novos foguetes, essas empresas poderão criar estações maiores com muito menor número de lançamentos. Recorde-se que a velhinha ISS demorou cerca de uma década até ficar completa, tendo necessitado de mais de 30 lançamentos.

Bugatti Tourbillon estreia motorização híbrida

23-06-2024 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A Bugatti revelou o seu mais recente hiper-desportivo, o Tourbillon, que aposta numa motorização híbrida.

Depois do Chiron e do Bolide, a Bugatti regressa com novo modelo destinado aos clientes que não têm necessidade de olhar para pormenores como o preço - e que não terão problemas em pagar os mais de 3.8 milhões de euros que são pedidos por este modelo, que até fazem o anterior parecer um carro económico de 2.4 milhões de euros.

O Bugatti Tourbillon pode ter linhas parecidas com as do Chiron, mas é um automóvel completamente novo. A marca trocou o motor W16 um motor V16 sem turbos de 1000 cv, mas que agora é assistido por três motores eléctricos (dois à frente, um no eixo traseiro), para um total de 1800 cv. As prestações anunciadas são de chegar aos 100 km/h em apenas 2 segundos, 300 km/h em menos de 10 segundos, e uma velocidade máxima de 445 km.
Fazendo valer o seu nome, o painel de mostradores do Tourbillon adquire posição de destaque no centro do volante - mantendo-se sempre na posição correcta independentemente do movimento do guiador - sendo feito por relojoeiros suíços.
Apesar de não ser algo que estará nas preocupações dos compradores, o Tourbillon poderá circular cerca de 60 km em modo 100% eléctrico (tem uma bateria de 25 kWh), assumindo que o condutor não carregue demasiado no pedal do acelerador.


Novo Citroën C3 Aircross com opção de 7 lugares

23-06-2024 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

Para o novo C3 Aircross a Citroën aposta num preço base abaixo dos 19 mil euros, e uma opção para 7 lugares.

A Citroën está bastante orgulhosa do novo C3 Aircross. Na sua variante europeia, este novo modelo partilha a plataforma Smart Car com o novo C3, o que lhe permite posicionar-se a um preço muito atractivo; outras características comuns aos dois modelos incluem a nova identidade da marca e o mesmo estilo, tanto no interior como no exterior. Um verdadeiro SUV, proporciona protecção, robustez, facilidade de acesso e sensação de segurança, a par de um estilo assertivo, musculado e moderno.
A estatura e as dimensões do novo C3 Aircross mudaram com o seu novo posicionamento. Com 4,39 metros de comprimento, a versão de 5 lugares oferece o melhor espaço interior do seu segmento na segunda fila. Paralelamente, a Citroën propõe também uma nova versão de 7 lugares, inédita no segmento: concebida com as mesmas proporções, oferece uma flexibilidade de utilização inigualável, mantendo-se compacta e manobrável.
Espaçoso e bem equipado, o novo C3 Aircross oferece uma condução quotidiana fácil e confortável, tanto em cidade como em estrada. A Citroën está sempre atenta às expectativas dos seus clientes em termos de conforto, espaço e praticidade. Assim, o novo C3 Aircross apresenta o conceito C-Zen-Lounge com Head-Up Display e um volante de dimensões reduzidas, bem como novos bancos Citroën Advanced Comfort redesenhados para um apoio óptimo dos ocupantes. O conforto de condução é reforçado graças à adopção das suspensões Citroën Advanced Comfort com duplos batentes hidráulicos progressivos – disponível pela primeira vez no modelo e em todas as versões. E para uma maior tranquilidade, o C3 Aircross oferece todas as tecnologias de assistência à condução esperadas neste segmento, bem como um sistema de infoentretenimento de última geração com um ecrã táctil de 10,25".
Para além de um motor a gasolina, o novo C3 Aircross propõe duas alternativas de electrificação: um grupo propulsor Híbrido 48V de 136 cv que favorece a redução dos consumos, e uma versão 100% eléctrica. Com uma autonomia superior a 300 km (certificação em curso), a versão eléctrica facilita a vida quotidiana: pode recarregar dos 20% aos 80% em apenas 26 minutos e utiliza a aplicação ë-ROUTES – um planeador de viagens que se adapta em tempo real às evoluções de trânsito no trajecto. Em 2025 estará disponível uma versão com uma autonomia superior a 400 km.

O novo C3 Aircross é produzido na Europa, na fábrica de Trnava. Já disponível para encomenda, o C3 Aircross torna a mobilidade eléctrica acessível a partir de 26.490€ e dá acesso à electrificação a partir de 24.590€ com a versão Hybrid 136. Na versão tradicional a gasolina, está disponível a partir de 18.990€.


[Pela Estrada Fora]

Ford promete condução autónoma de nível 3 em 2026

22-06-2024 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

A Ford diz que os condutores poderão deixar de olhar para a estrada e deixar a condução a cargo dos seus automóveis já em 2026.

Jim Farley, CEO da Ford, parece estar a seguir o exemplo de Elon Musk a nível das promessas de condução autónoma. Afinal, se Elon Musk pode passar quase uma década a vender algo que (ainda) não disponbilizou aos clientes, por que não fazer o mesmo, com o pressuposto de que não irá demorar tanto tempo?

O CEO da Ford diz que a marca planeia disponibilizar um sistema de assistência à condução de nível 3 (L3) daqui por dois anos, que na prática é o patamar base para a chamada condução autónoma. Os sistemas de nível 2, como o próprio FSD (supervised) da Tesla, continuam a depender da atenção permanente do condutor, assumindo que este poderá ter que efectuar o controlo do veículo a qualquer momento. Com um sistema de nível 3, o condutor deixa de ter esse requisito, podendo fazer outras actividades, como ver filmes ou usar o telemóvel, sem prestar atenção à condução. Os sistemas L3 podem ainda passar o controlo do veículo ao condutor se enfrentarem situações inesperadas, mas isso sendo feito com suficiente pré-aviso para que o condutor possa preparar-se para assumir o controlo.
A responsável da Ford diz que a marca já tem este sistema preparado e funcional em protótipos, e tudo o que falta é reduzir os custos da tecnologia de modo a que possa ser integrado nos veículos a preço comercialmente aceitável.

De notar que, ao contrário do sistema FSD da Tesla, que promete conseguir lidar com a condução em todo o tipo de estradas, é provável que este sistema da Ford se limite a poder fazer esta condução autónoma em cenários bem específicos, como auto-estradas. De qualquer forma, isso já seria um passo significativo, já que transferiria para o fabricante a responsabilidade de acidentes decorrentes do uso do sistema.

Agora é só aguardar até 2026 para ver se o CEO da Ford realmente cumpre com as promessas, ou se é apenas uma promessa à Elon Musk.

Como fazer um smartwatch com ESP32

22-06-2024 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Usando-se um versátil ESP32, um LCD de 1.69" e uma bateria, podemos criar o nosso próprio smartwatch.

É incrível o que hoje em dia se pode fazer em casa, usando peças e componentes de preço acessível disponíveis no mercado. Neste caso, voltamos a ter um projecto que recorre ao popular ESP32, que em conjunto com uma bateria e um pequeno LCD IPS de 1.69", pode tornar-se num smartwatch com as funcionalidades que desejarmos.

É certo que este smartwatch ESP32 não vai competir com os smartwatches ou smart bands comerciais, que actualmente podem ser encontradas a preços bastante reduzidos, mas torna-se num projecto extremamente interessante em termos didácticos, demonstrando como se pode criar um microcomputador totalmente funcional, com ecrã e bateria para funcionamento autónomo, num volume ultra-reduzido. Isto poderá ser útil para outros projectos, como um mini display para colocar no carro, em casa, etc.
Há alguns pontos que deverão ser abordados: o sistema não tem protecção contra descarga total da bateria, o que poderá resultar na sua rápida degradação; e não foi feito grande esforço especial a nível de melhorar a eficiência de funcionamento (o ecrã está continuamente a ser redesenhado, gastando mais energia). Coisas que poderão ser melhoradas por quem se quiser aventurar neste projecto.

Robot quadrúpede da Unitree faz o pino e resiste a abusos

22-06-2024 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A Unitree continua a impressionar com os seus robots, desta vez com um "cão robot" que até consegue fazer o pino.

Depois do impressionante robot humanóide G1, a Unitree continua a dar que falar, desta vez mostrando as capacidades - e resistência a abusos - do seu robot quadrúpede. Um robot quadrúpede que também se consegue deslocar em apenas duas patas fazendo o pino, e tudo isto enquanto aguenta "abusos" continuados para demonstrar a sua resistência a interferências externas.

Para os mais sensíveis, será recomendável não verem o episódio Metalhead da série Black Mirror depois deste vídeo. :)


NASA adia regresso da cápsula Starliner à Terra

22-06-2024 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

A cápsula Starliner levou os seus primeiros astronautas até à Estação Espacial Internacional, mas o seu regresso está a ser igualmente complicado.

A cápsula Starliner teve lançamento complicado e adiado por diversas vezes devido a vários problemas, acabando por ser lançado mesmo com problemas conhecidos que foram considerados não porem em risco a missão. Esses problemas têm continuado, mesmo com a cápsula acoplada na estação espacial, e agora levando a novos adiamentos para o regresso dos astronautas.

A NASA diz que este adiamento do regresso da Starliner, que estava planeado para 26 de Junho, tem vários benefícios, como libertar espaça para operações de astronautas no exterior da estação espacial, sendo esse tempo usado para fazer mais análises dos dados recolhidos sobre a cápsula, que tem continuado a registar problemas. A caminho da estação a cápsula registou mais algumas fugas de hélio e falhas no sistema de propulsão, que teve que ser reiniciado. Durante a fase de reentrada será crítico ter os propulsores funcionais para garantir a orientação correcta da cápsula.

Dizem as más línguas que, por esta altura, os astronautas já estarão a considerar pedir boleia de regresso numa cápsula Crew Dragon da rival SpaceX, que já fez diversos voos com astronautas. O que é certo é que, qualquer falha no regresso dos astronautas, para além da tragédia humana, praticamente colocaria um ponto final - ou pelo menos um longo atraso de vários anos - em todo o programa Starliner.

Meta marca fotos reais como "made with AI"

22-06-2024 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Os sistemas de detecção da Meta estão a marcar fotos reais como sendo imagens feitas por AI.

Depois de recentemente termos relatado casos absurdos do sistema de detecção da Meta marcar publicações banais como sendo de "conteúdo gráfico violento", eis que surgem outros relatos que estão a angustiar fotógrafos que publicam fotos no Facebook, Instagram e Threads.

Na sua ânsia de querer diferenciar imagens geradas por AI, a Meta continua a meter água e tem estado a marcar fotografias reais como sendo imagens criadas por AI.
Ora, se já se previa que os sistemas de geração de imagens AI fossem complicar a diferenciação entre imagens reais e imagens falsas, estes casos da Meta apenas vêm demonstrar a total incapacidade, até dos gigantes tecnológicos, de o fazerem.

Cada vez mais se parece seguir para um futuro onde, além de sistemas de detecção básicos, o que deverá ter mais peso será a reputação das pessoas, criadores e fontes de informação. Já que, os conteúdos em si, serão cada vez mais difíceis de diferenciar entre coisas criadas efectivamente por humanos, criadas por humanos mas com ajuda de ferramentas AI, ou totalmente geradas por AI.

Até lá, teremos que ir convivendo com estes cenários frustrantes, de ter coisas criadas por nós, que as plataformas digitais insistem em marcar como sendo AI, ou qualquer outra coisa. Agora, imagine-se isto aplicado a sistemas de censura automáticos, como alguns tentam promover.

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