A Google começou a fazer aquilo que já tinha sido antecipada por apps como o Dark Sky (entretanto removido dos Android por ter sido comprado pela Apple), usando os sensores dos smartphones para - neste caso - contribuir para a detecção de terramotos.
Os nossos smartphones são verdadeiros centros de recolha de dados, contando com uma série de sensores, como microfone, câmaras, termómetros, barómetro, e acelerómetros e giroscópicos. Embora por vezes possam ser usados de forma abusiva contra os utilizadores, é também uma pena que não se usem essas capacidades para fins benéficos para toda a sociedade, e é precisamente isso que a Google agora fez em relação aos terramotos.
Há algum tempo que os Android podem dar alertas de terramotos iminentes nas áreas afectadas, mas a partir de agora passam também a contribuir para a sua detecção, usando os acelerómetros para detectar sinais de potenciais terramotos que são enviados para um centro de análise que verificará a sua validade em conjunto com sinais de outros smartphones e de sismógrafos.
Da próxima vez que deixarem o smartphone sobre uma mesa, quem sabe se não estarão a ajudar para dar alertas atempados de terramotos?
Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez são uns earphones BlitzWolf BW-ES4 Dual Dynamic Drivers.
A transição para os earphones Bluetooth pode fazer com que algumas pessoas sintam saudade da melhor qualidade sonora que tinham com os earphones por cabo, e precisamente para mostrar que também os earphones económicos podem oferecer som que surpreende, esta semana temos para oferecer uns earphones BlitzWolf BW-ES4 Dual Dynamic Drivers.
Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)
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Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.
A SPC aposta no mercado low cost, com o GEN, um smartphone que se destaca pelo seu baixo custo, a começar nos 110€.
A SPC, empresa tecnológica especializada no desenvolvimento de produtos eletrónicos de consumo, apresenta o GEN, o smartphone de grande memória da nova família de telefones GEN, à qual dá o nome. Chega ao mercado para se tornar no smartphone preferido dos utilizadores que procuram uma grande capacidade de armazenamento, fluidez em multitarefa e poder de desempenho num telefone do segmento de preços de entrada de gama. O GEN possui uma configuração muito avançada com conetividade 4G, ecrã panorâmico HD+ e um processador de oito núcleos apoiado por 4 GB de RAM e 64 GB de memória interna a um preço muito acessível, inferior aos 130 euros. Processador de 8 núcleos e 4 GB de RAM para o máximo rendimento O GEN foi desenhado para oferecer uma experiência de utilizador muito fluida. Apoiado no processador Octa-Core UNISOC com arquitetura Cortex A55 a 1.6 Ghz + 1,2 GHz e no processador gráfico IMG PowerVR GE8322, que trabalham em conjunto com os 4GB de memória RAM, o smartphone garante uma atividade multitarefa sem interrupções e um rendimento muito potente. Além disso, no que respeita ao armazenamento, oferece 64 GB de memoria interna, ampliáveis em mais 128 GB através de um cartão micro SD, para oferecer assim uma memória total de 192 GB e garantir o armazenamento de qualquer conteúdo multimédia. Ecrã panorâmico HD+ de 5.45 polegadas com formato 18:9 para uma experiência imersiva Os utilizadores podem tirar todo o partido possível do ecrã HD+ de 5.45 polegada, munido de um formato panorâmico 18:9, o que faz com que a experiência de utilização seja, além de compacta, totalmente imersiva. O ecrã é IPS e oferece uma resolução de 1440x720 pixéis para uma magnifica experiência visual. Câmara principal de 13 Mpx para conseguir grandes fotografias O GEN também se destaca no campo da fotografia: está equipado com uma câmara principal de 13 Mpx com flash LED, para tirar as melhores fotos mesmo em condições de baixa luminosidade. A câmara frontal, por outro lado, oferece uma resolução de 5 Mpx. O GEN vem munido do Android 9.0 Pie. Entre outras novidades, inclui tecnologia de inteligência artificial para adaptar-se ao utilizador: aprende os seus hábitos e é capaz de prever as ações que vai realizar, além de contar com funções como bateria e brilho adaptativo. Além disso, o utilizador pode desfrutar da comodidade oferecida pela funcionalidade Dual SIM, que permite ter dois números de telefone num único dispositivo. Em termos de autonomia, o GEN possui uma bateria de 3.000 mAh. Versão com memória interna de 32GB e 3GB de RAM O dispositivo também está disponível, com as mesmas prestações avançadas, numa versão com 3 GB de RAM e 32 GB de memória interna (ampliáveis também em 128 GB adicionais através de cartão micro SD): uma configuração perfeita para os utilizadores que procurem um dispositivo funcional, rápido e versátil a um preço muito competitivo. Preço e disponibilidade:
GEN (4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento) está disponível num modelo de cor azul a um preço de 129,90 euros.
GEN (3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento) disponível num modelo de cor azul a um preço de 109,90 euros.
Catherine Deneuve, na pele de uma mulher que tenta salvar o neto de mergulhar no radicalismo islâmico, é dos melhores motivos para não deixar escapar "O ADEUS À NOITE", de André Téchiné. E também para louvar a estreia do filme mais recente de um realizador cuja obra, ao contrário de outros tempos, tem chegado de forma intermitente ao circuito comercial português.
Aos 77 anos, André Téchiné está entre os cineastas franceses mais respeitados enquanto se mantém também entre os mais prolíficos, mesmo que nem todos os seus filmes tenham tido direito a passagem pelas salas nacionais nas últimas duas décadas. É verdade que os seus dias de triunfo crítico e comercial foram especialmente fortes nos anos 90, mas ainda há (bons) motivos para continuar a acompanhar o autor de "Os Juncos Silvestres" e "A Minha Estação Preferida".
"O ADEUS À NOITE" é um deles, um filme com tanto de reconhecível - um olhar sobre a família e em especial sobre os jovens, em ambiente campestre - como de inesperado, e até de radical, em mais de um sentido - ao abordar a temática sempre ardilosa do terrorismo a partir da experiência de um jovem francês que quer aderir ao Estado Islâmico.
Retrato de um conflito cultural e ético a partir de um fosso geracional, o drama nasce da reacção de uma avó à descoberta de uma faceta desconhecida (e alarmante) do neto, novidade que vem colocar em causa um relacionamento já de si pouco próximo - e assombrado por uma história familiar marcada pela tragédia e trauma. Téchiné, no entanto, mantém-se a milhas do dramalhão de faca e alguidar a que esta premissa poderia facilmente conduzir, revelando a sensibilidade e perspicácia habitual ao medir o pulso das relações humanas enquanto as cruza com um olhar mais vasto sobre uma das grandes ameaças do mundo contemporâneo - ainda que a acção se situe na Primavera de 2015.
Juntando, pouco a pouco, ingredientes de thriller ao que é, sobretudo, um estudo de personagem focado na avó encarnada por Catherine Deneuve, "O ADEUS À NOITE" talvez ganhasse em explorar um pouco mais a fundo a crise de referências do neto e a obstinação/fanatismo da sua companheira, a outra figura-chave desta história. Uma série como a recente "Kalifat" (disponível na Netflix), por exemplo, conseguiu dar a ver o fascínio de adolescentes europeus pelo ISIS com outro fôlego, além de desenhar um quadro mais amplo da organização terrorista. Mas Téchiné, sem deixar um testemunho obrigatório, também nunca se torna panfletário nem maniqueísta, e abre espaço para outros olhares sobre a comunidade islâmica através de algumas personagens secundárias.
Inspirado pelo livro "Les français jihadistes", de David Thomson, que recolheu depoimentos de jovens soldados terroristas, o argumento foi escrito a quatro mãos - as do realizador e de Léa Mysius ("Ava") - e não é imune a algum esquematismo, em parte compensado pela inteligência emocional que Téchiné não perdeu e à qual Deneuve dá corpo sem parecer esforçar-se. Já tinha sido ela o pilar de "A Verdade", de Hirokazu Koreeda, estreado há poucos meses por cá, e talvez o seja ainda mais aqui, não desfazendo do casal composto por Kacey Mottet Klein (que transita de "Quando Se Tem 17 Anos" e consegue adaptar-se a um papel bem diferente) e Oulaya Amamra (a manter a garra que já mostrava em "Vampires", série francesa da Netflix).
Dona de uma quinta no sul de França, cenário de cerejeiras em flor e aulas de equitação, com um quotidiano pacato apenas beliscado pelas investidas de um javali, a protagonista é obrigada a debater-se com um desafio para o qual não tem resposta. E Deneuve torna-a numa mulher palpável, entre o desnorte repentino e a fuga para a frente, incapaz de aceitar não conseguir salvar o neto enquanto tenta demovê-lo de uma viagem que se arrisca a ser a última. Téchiné trata essa angústia com respeito, sem forçar a nota, e mantém uma contenção que passa ainda pela banda sonora de Alexis Rault, também ela um belo motivo para descobrir "O ADEUS À NOITE" numa sala de cinema.
A ZTE quer ficar na história como sendo a primeira a lançar um smartphone com câmara frontal invisível sob o ecrã, e anuncia a chegada do ZTE Axon 20 5G a 1 de Setembro.
No último par de anos temos visto vários fabricantes a explorar a utilização de câmaras frontais sob os ecrãs, e tanto a Xiaomi como a Oppo pareciam estar bem posicionadas para serem as primeiras a fazê-lo. No entanto, depois pareceram abandonar a ideia, dizendo que havia alguns problemas técnicos que impediam que se conseguisse ter a qualidade desejada na câmara frontal - algo que parece não ter sido problema para a ZTE.
O ZTE Axon 20 5G parece ser um modelo de gama média, mas terá como elemento de destaque a utilização da câmara frontal invisível sob o ecrã, que apenas tornará a parte à frente da câmara transparente quando for necessário captar fotos ou vídeo.
Vai ser interessante ver que tal será a qualidade desta câmara, e se se comprovam os receios que fizeram a Xiaomi e Oppo aparentemente abandonarem a ideia. Por outro lado, o facto de estrearem isto num modelo de gama média em vez de um topo de gama pode ser sinal que já sabem que a qualidade não será "grande coisa", e assim têm a desculpa de ser apenas um modelo de gama média, do qual não se deverá esperar muito em termos de qualidade das câmaras.
As marcas aguardam com grande ansiedade a passagem dos seus modelos pelos testes abusivos do JerryRigEverything, mas o recente Galaxy Note 20 Ultra até se safou razoavelmente bem.
Um dos pontos altos dos testes é a resistência à dobragem, e nesse capítulo o Note 20 Ultra demonstrou a rigidez dos seus materiais e montagem. Por outro lado, a nova geração de vidro Corning Gorilla Glass Victus limitou-se igualar a resistência aos riscos das gerações anteriores do Gorilla Glass (parece que não há forma da Corning lançar vidro mais resistente); e o ecrã AMOLED também não conseguiu resistir ao teste da chama, ficando com zonas permanentemente danificadas - embora seja um dos testes que, sinceramente, não percebo porque continua a ser feito.
Para um smartphone com estas dimensões, resistir ao abuso da dobragem parece-me ser o elemento de destaque, e ainda bem que a Samsung não tem que enfrentar um "bendgate" com o Note 20 Ultra.
A Google já iniciou a sua campanha contra a legislação que a Austrália quer aprovar para obrigar a empresa a pagar pelas notícias, insinuando que isso poderá pôr em causa os serviços fornecidos gratuitamente pela Google no país.
Naquilo que parece ser um incitamento à revolta a começar na comunidade de YouTubers (seguramente por serem uma comunidade que mais facilmente consegue mobilizar os seus milhões de seguidores), a Google diz que a futura legislação lhes irá roubar rendimentos e potencialmente por a sua segurança em causa, pois obrigará a ceder mais dados.
Mais importante será a ameaça velada que a dita legislação poderá até pôr em causa a manutenção dos serviços gratuitos que disponibiliza. Insinuações suficientes para que se ergam gritos de revolta de que será o fim das pesquisas gratuitas no seu motor de pesquisa, e potencialmente do acesso ao Gmail, Google Maps e tudo o mais - ou, no mínimo, que seja suficiente para avaliar a resposta do público australiano a este tipo de propaganda e forma de luta.
Embora ache ridículo forçar a Google a pagar pelas notícias que partilha (tendo em conta que redirecciona os cliques para os sites originais), acho igualmente ridículo ver a Google recorrer a este tipo de tácticas e ameaças. É que aquilo que agora acontece na Austrália poderá no futuro acontecer em qualquer outro país, incluindo a Europa. E isto de ver a Google ameaçar com alterações radicais aos seus serviços apenas vai fazendo com que se deva ter cada vez mais cautela com a dependência excessiva que se possa ter neles.
Indo ao encontro da promessa que o modo de condução autónoma do Autopilot chegaria este ano, Elon Musk promete para as próximas semanas a chegada de uma versão completamente nova do Autopilot com capacidades de condução superiores às da versão actual.
O Autopilot da Tesla tem recebido melhorias através de actualizações regulares, mas agora devemos esperar algo completamente diferente. Diz Elon Musk que a próxima versão do Autopilot é uma versão completamente nova e não apenas uma melhoria feita no sistema antigo, e que permite dar um verdadeiro salto de gigante na qualidade da condução.
Segundo Elon Musk, que tem estado a testar uma versão deste novo sistema, é possível fazer todo o trajecto entre casa e trabalho praticamente sem qualquer intervenção do condutor.
Esta versão irá ser disponibilizada daqui por 6 a 10 semanas, inicialmente para um número limitado de veículos. Veremos se sempre será capaz de cumprir a promessa da condução autónoma real, há tanto prometida mas inexistente para quem tem pago pelo FSD ao comprar os seus Tesla. E se realmente cumprir, é de imaginar que o modo FSD vá levar novo agravamento de preço - embora vá seguramente ser também de benefício limitado tendo em conta a legislação europeia, que impede demasiadas "liberdades" nestes sistemas.
Bem a propósito do aumento do número de pessoas que passou a trabalhar a partir de casa por causa do coronavirus, temos uma campanha da U2Key com diversas versões do Windows e Office a preço reduzido, com o Windows 10 a 7€ e o Office 2016 Pro a €17.
A U2Key está a levar a cabo uma nova promoção que dá acesso a descontos para todos os seus produtos de software. Para começar, temos descontos de 40% para o Windows e Office, e descontos de 36% e 10% para outro software.
O processo de compra é bastante simples, bastando ir adicionando os produtos pretendidos ao carrinho de compras, e inserir o código de desconto no campo respectivo antes de prosseguir para o checkout.
É possível fazer o pagamento via PayPal - o que é sempre recomendado como medida de protecção adicional - e que também demonstra que a empresa não tem receio de dar essa facilidade aos seus clientes. Podem contactar o suporte em [email protected] para qualquer esclarecimento.
Antes de passarmos às notícias do dia, não deixem de participar no passatempo gadget da semana que vos pode valer uma Redmi Band da Xiaomi.
SpaceX lança primeiro lote oficial de astronautas em Outubro
Depois da histórica missão Demo-2 em que lançou os primeiros astronautas na cápsula Crew Dragon, a SpaceX e a NASA preparam-se agora para o primeiro lançamento "comercial" de astronautas da NASA. O lançamento Crew-1 fica desde já marcado para 23 de Outubro, desta vez com um lote de quatro astronautas (Shannon Walker, Victor Glover, Mike Hopkins e Soichi Noguchi) com destino à ISS.
Mas os marcos históricos começam a ser habituais na SpaceX. Para o lançamento de amanhã teremos uma série deles: será o 100º lançamento da SpaceX, e a primeira vez que será reutilizado um foguete Falcon 9 pela 6ª vez.
So, with the #SpaceX Starlink launch on Tuesday, this will be another first for the company. First time reusing a booster for the 6th time! And this flight marks the 100th launch for SpaceX and the 92nd for the Falcon 9! pic.twitter.com/NThMbaUl9W
Os utilizadores chineses terão um pouco mais de trabalho para conseguirem descarregar o popular editor de texto Notepad++, uma vez que a sua página de download passou a ser bloqueada na China. Na origem do bloqueio está o facto do programa criticar as políticas chineses, contando com edições chamadas "Free Uyghur" e "Stand With Hong Kong".
Será aquilo que se chama "colocar o dedo na ferida".
Facebook testa cópia mais directa do TikTok na Índia
Parece que o Facebook não está satisfeito em ter copiado o TikTok com o Reels, e está a considerar adicionar funcionalidade idêntica de forma mais visível na sua app principal.
INTERESTING! Facebook is also testing a ‘short videos’ feed with TikTok-like swipe up in its main app
Com tanta preocupação em copiar, o Facebook arrisca-se a ir afastando os utilizadores, que vão tendo que lidar com uma séries de invenções que o FB acha indispensável ter para fazer frente às apps populares do momento... Pelo menos, as queixas no Instagram vão aumentando com todas as alterações que têm sido feitas. Veremos se este TikTok no Facebook será expandido ao resto do mundo, ou se ficará pela fase de testes na Índia.
Chrome vai permitir que sites poupem bateria
O Chrome há muito que perdeu a fama de ser um browser poupado - pelo contrario, passando a ter a fama de ser gastador de memória e de CPU - ao ponto de até estar a experimentar novas capacidades que permitirão aos sites indicar medidas de poupança de energia.
Usando meta tags especiais, os sites poderão indicar ao Chrome de que poderá exibir as páginas com framerate reduzido, ou indicar que os seus scripts são pouco urgentes e poderão ser executados a velocidade mais reduzida.
Conhecendo-se o panorama actual, não sei que impacto prático se possa esperar disto, já que continuaremos a ver sites a exigir todos os recursos (tal como ainda existem sites que nem se preocupam em optimizar o tamanho das imagens, e colocam imagens a desperdiçar megabytes e megabytes desnecessariamente). Penso que continuará a ser mais produtivo que se foquem em tornar o Chrome eficiente, independentemente do que os sites disserem.
Quem ainda tivesse esperança que a Google tinha rumo definido nos serviços de comunicação, poderá (não) gostar de saber que não se deverá afeiçoar demasiado ao Duo, pois o serviço vai também ser cancelado e integrado no Google Meet.
A Google parece querer fazer o pleno das apostas completamente erradas no que diz respeito aos serviços de mensagens e video-chamadas. Anunciou a morte do Hangouts com a sua separação num serviço separado de texto e de vídeo, que inicialmente se destacavam por só precisarem de número de telefone mas mais tarde vieram a adoptar as contas Google como o Hangouts; com o serviço de texto a ser encerrado; com o Duo a perder protagonismo com a promoção (abusiva) do Google Meet - que era pago mas passou a ser gratuito para todos por conta do Covid-19 e da concorrência do Zoom nas video-chamadas - e agora, em quase preparação para o regresso à casa de partida, eis que também o Duo parece estar com os dias contados.
Ainda poderá demorar um par de anos a ser concretizado, mas até lá não se habituem demasiado ao Duo (que, curiosamente, até era um serviço que até me tinha dado ao trabalho de tentar utilizar). Também curiosamente, é que depois desta integração, teremos passado anos a brincar com estes serviços criados e encerrados pela Google, para chegar ao final e ficarmos com um serviço que acaba por se limitar a fazer tudo aquilo que o Hangouts original já fazia. Enfim...
Um developer que prefere manter-se anónimo lançou um versão "ressuscitada" do Dark Sky para Android, chamada Darker Sky.
O Dark Sky para Android deixou de funcionar no início do mês, fazendo parte dos planos da Apple de o tornar um exclusivo para iOS que passará a estar integrado directamente na app de meteorologia do sistema. No entanto, isso não impediu um developer fã da app de arranjar forma de contornar esse encerramento e nos trazer uma versão recuperada que funciona em Android: o Darker Sky.
Compreensivelmente, é um projecto que não deverá durar muito tempo (e por isso mesmo o developer optou por manter o anonimato), já que a Apple não tem um histórico propriamente bondoso no que diz respeito a quem contorna as suas regras e decisões. Sendo que neste caso nem sequer há margens para dúvidas, uma vez que o developer recorreu a uma chave de acesso à API do Dark Sky roubada da versão iOS.
É pena que a Apple tenha optado por penalizar todos os utilizadores do Dark Sky em Android, que também contribuíam com dados para melhorar as previsões do estado do tempo. Mas talvez possam vir a mudar de ideias quando se virem no lado oposto, e sentirem o efeito que o desaparecimento forçado de uma app poderá ter nas vendas de iPhones.
A situação da Huawei poderá complicar-se ainda mais com o fim do prazo de excepção, potencialmente significando que até os smartphones antigos que tinham acesso aos serviços da Google, deixem de receber actualizações de agora em diante.
Embora os EUA tenha decretado o corte de relações com a Huawei, a empresa chinesa foi usufruindo de um prolongamento temporário para poder ir mantendo relações com a Google e ir lançando actualizações para os equipamentos que já tinham sido lançados com serviços e apps da Google. No entanto, esse prolongamento terminou a 13 de Agosto sem que tenha havido qualquer renovação ou extensão. E como tal, fica em estado incerto se, de agora em diante, veremos qualquer actualização relacionada com a Google.
Enquanto se aguarda por clarificações por parte da Huawei, isso seria o piorar de uma situação já de si péssima. Ao contrário do que acontece com quem compra um P40, que desde logo já se sabe que vem sem as apps e serviços da Google; aqui estamos a falar de penalizar clientes que tinham comprado smartphones com todos os serviços da Google, e que esperariam ter pelo menos os 18-24 meses de actualizações garantidos - incluindo o acesso ao EMUI 11 baseado em Android 11.
É certo que isto é algo que escapa ao controlo (e vontade) da Huawei, mas não deixa de ser um péssimo precedente que vem manchar ainda mais a confiança nas actualizações do Android, e que para além de todas as incertezas e atrasos dos fabricantes, também fica sujeita às birras das entidades norte-americanas, que sem avançar com qualquer tipo de justificação concreta demonstrada por provas, decidem apenas "olha, ficas sem acesso e pronto".
A Microsoft volta a angustiar aqueles que gostariam de ter total controlo sobre o que o seu computador faz, ao impedir que os utilizadores possam desinstalar o Edge (a não ser que recorram a métodos mais "radicais" do que a a desinstalação normal).
Seria de imaginar que por esta altura a MS já estivesse bem informada sobre aquilo que não deveria fazer para conquistar a simpatia dos utilizadores, depois de os ter azucrinado com ecrãs irritantes de actualização para o Windows 10, e tantas outras coisas. Até relativamente ao novo Edge tentou recentemente roubar utilizadores ao Chrome, tentando fazer com que o Edge voltasse a ser o browser pré-definido no Windows (e até no Windows 7, oficialmente já sem suporte).
Pois bem, agora a MS pega numa das desvantagens que vemos nos sistemas mobile e aproveita-a para seu benefício, para garantir que o Edge se mantém nos PCs com Windows 10, mesmo no caso de utilizadores que o pudessem querer desinstalar. O Edge passou a ser disponibilizado via actualização do sistema, e com isso deixa de ser uma simples app que se possa desinstalar facilmente.
No iOS temos esse tipo de sistema, que faz com que uma actualização a uma app como o Safari ou até a simples calculadora tenha que ser feito através de uma actualização de sistema em vez de uma simples actualização via App Store. Agora, a MS aplica a mesma técnica, mas para garantir que o Edge não possa ser removido. Poderá ser facilmente escondido da vista, mas estará sempre à espreita, potencialmente recorrendo a várias tentativas ocasionais para tentar convencer os utilizadores de outros browsers a lhe darem uma oportunidade.
Elon Musk reconheceu que a prometida segurança acrescida da autenticação 2-factor está embaraçosamente atrasada, mas diz que está para breve.
A realidade actual tem demonstrado, por uma e outra vez, que não se pode depender unicamente de uma password para garantir a segurança no acesso a um qualquer serviço. Por isso mesmo, torna-se obrigatório utilizar métodos 2FA (2 Factor Authentication) para qualquer serviço que exija um mínimo de segurança acrescida, e nisso enquadra-se um serviço que dá acesso ao controlo parcial de um automóvel.
Depois de no ano passado ter dito que o 2FA estava dependente de algumas alterações ao sistema, Elon Musk reconheceu que de facto a funcionalidade estava demasiado atrasada.
Sorry, this is embarrassingly late. Two factor authentication via sms or authenticator app is going through final validation right now.
A parte boa é que disse também que neste momento o 2FA nos Tesla já está na fase final de testes, pelo que poderá chegar em breve a todos os utilizadores. Quando isso acontecer, todos terão a opção de reforçar a segurança no acesso através do uso de SMS (o que não é nada recomendado), ou de uma app de geração de códigos 2FA.
Anteriormente tínhamos ficado com acesso aos wallpapers de Marte e da Terra, com o seu efeito de zoom ao fazer o desbloqueio do smartphone. Agora é a vez de quem preferir Saturno e os seus anéis.
Estão disponíveis duas versões, uma em que os anéis ficam posicionados mais na horizontal, outra em que ficam mais na vertical:
Se há área onde nunca se deve facilitar, é na da segurança. Um passo em falso e podemos ficar à mercê de um atacante mal intencionado. Sigam as dicas que hoje partilhamos, para evitar serem surpreendidos.
A segurança da rede doméstica é muito mais do que definir uma senha para o WiFi. Os membros da sua família assistem aos programas favoritos na TV inteligente, compram vários produtos online, desfrutam de jogos na consola e / ou trabalham em casa. Todos os tipos de dados vitais - identidades, passwords, endereços, fotos particulares, etc., estão constantemente ligadas à Internet através da sua rede doméstica.
Já ouviu seguramente falar de "Phishing" e "Malware", formas de aceder à sua rede doméstica, a fim de roubar informações privadas e dados pessoais. A segurança da rede doméstica é a base fundamental para proteger sua família dos perigos causados por pessoas com intenções maliciosas. A TP-Link deixa as regras fundamentais para melhorar a segurança da sua rede doméstica.
1) Defina uma palavra passe adequada para a rede Não deixe seu router com as passwords padrão do WiFi e do administrador. Os hackers conhecem essas credenciais – elas são publicas. Também é um bom hábito alterar a palavra-passe regularmente.
2) Mantenha o firmware atualizado O firmware de um router define o padrão de segurança básico para a sua rede doméstica. Patches de segurança e correções de bugs fazem parte do firmware mais recente para reparar as vulnerabilidades de rede expostas recentemente. Um router com atualizações automáticas é uma excelente opção – certifique-se de que tem estas atualizações automáticas ligadas.
3) Crie uma rede Guest Costuma receber convidados em casa? Sabe que é estranho rejeitar se alguém solicitar acesso ao Wi-Fi, mas quem sabe quem ou o que pode entrar na sua rede com os dispositivos dos seus convidados? A melhor solução para esse problema é configurar uma rede Guest, presumindo que o seu router WiFi suporte esta função. Uma rede de convidados é isolada da rede LAN doméstica; os visitantes obtêm acesso à Internet sem o potencial de acederem aos seus dados privados. É até possível dar um passo adiante, ocultando o SSID da sua rede doméstica e ligando apenas dispositivos fiáveis à sua rede, verificando periodicamente que novos dispositivos se tentaram ligar para identificar invasores.
4) Desligue as funcionalidades WPS e UPnP Alguns routers WiFi têm o botão WPS para facilitar a conexão, para que não seja necessário digitar a password para adicionar novos dispositivos à rede. No entanto, embora seja conveniente, também pode ser explorado para obter acesso à sua rede doméstica. Da mesma forma, o UPnP (Universal Plug and Play) foi projetado para facilitar a conexão de dispositivos como routers e TVs inteligentes sem configuração complexa. Mas há alguns programas de malware têm como alvo o UPnP para obter acesso à sua rede. Se a segurança da rede é uma preocupação, é mais seguro desativar estas opções. A TP-Link apresenta routers e equipamentos de rede com as mais avançadas funcionalidades de segurança e preparados para proteger os seus dados pessoais e os da sua família. Reconhecida como líder tecnológica, a empresa oferece uma abrangente gama de routers, kits de rede, repetidores, equipamentos powerline e a linha de redes Mesh Deco.
Quem desesperar com a gestão de múltiplos GPUs no Windows 10 vai gostar de saber que a partir de agora poderá seleccionar exactamente que GPU utilizar para cada app individualmente.
Com o Windows 10 Build 20190 os utilizadores passam a ter maior controlo sobre a forma como o seu computador dá uso aos GPUs, permitindo seleccionar que GPU cada app deve usar. Uma medida muito apreciada para garantir que certas apps dêem uso ao GPU mais poderoso em vez do GPU integrado, no caso dos portáteis.
Tendo já passado por situações em que certos programas não funcionavam correctamente por o Windows estar a optar pelo GPU integrado vem vez do outro, o que obrigava a activar o GPU mais potente para tudo - com o consequente impacto na autonomia - esta alteração resolver tudo isso.
Podem aceder a estas definições em:
Settings > System > Display > Graphics settings ou
A Intel parece estar satisfeita com os resultados obtidos pelo Lakefield e anuncia o próximo CPU com núcleos híbridos - o Alder Lake - para 2021, dizendo que será o seu melhor CPU até à data.
Tal como é comum nos SoC ARM, estes CPUs híbridos da Intel recorrem a núcleos diferentes e especializados, havendo núcleos idênticos aos dos CPUs Atom que ficam dedicados a tarefas pouco intensivas com consumo reduzido, e outros dedicados ao processamento mais exigente, com consumo superior.
É uma estratégia que a Intel estreou nos Lakefield, destinados aos ultra-portáteis, focando-se no consumo reduzido, e que com o Alder Lake espera expandir a um maior número de dispositivos, desta vez focando-se em maximizar o desempenho. Para que esse objectivo seja cumprido é essencial que exista uma sinergia perfeita entre software e hardware, para que o sistema operativo possa enviar os processos adequados para os núcleos adequados.
São CPUS que irão chegar numa altura em que a Apple já estará a transitar os seus computadores para os seus chips ARM, pelo que irão ter um papel muito importante para demonstrar se ainda há esperança para a continuidade dos chips x86.
Uma das razões pelas quais tenho andado a escrever tantos artigos longos a avaliar e categorizar os meus animes favoritos ano a ano é porque pensei para mim mesmo que queria deixar por escrito as minhas opiniões por algo que tem ocupado uma grande parte do meu tempo livre desde que comecei a seguir o meio regularmente algures durante os primeiros anos do século XXI.
Na primeira parte partilhei algumas das séries que acho mais influentes na década de 80, na segunda parte falei-vos sobre as séries que, na minha opinião, marcaram os anos 90 e na terceira olhámos para o início do milénio e as séries que moldaram a primeira metade da década de 2000.
Tinha mencionado antes que, quando comecei a compilar esta lista, houve um ano que claramente me saltou à vista como sendo particularmente marcante para a animação da terra do sol nascente e esse ano foi 2006 logo é por aí que vamos começar a quarta parte desta longa saga.
2006 a 2011 – Uma explosão de criatividade
Estamos agora a mais de uma década de distância de 2006 e muitos dos novos fãs do meio podem até nem conhecer algumas das séries que vou mencionar aqui mas a verdade é que todas elas, quase sem excepção, marcaram de alguma forma o meio e são ainda hoje inspiração para quase tudo o que sai dos estúdios de animação nipónicos..
Originalmente ia dividir esta lista em duas partes e dividir entre pré e pós 2009 devido a uma certa série que saiu nesse ano mas depois de pensar melhor vi que faz sentido juntar toda esta explosão de criatividade que começa sensivelmente em 2006 e que só para por volta de 2011 num único grupo. Poderia aqui especular sobre que eventos poderiam ter causado isto (como a crise financeira de 2008) mas deixo isso para os adeptos de sociologia.
Mas já chega de introduções, vamos lá falar de séries!
The Melancholy of Haruhi Suzumiya (2006)
The Melancholy of Haruhi Suzumiya (2006)
Quem estava por estas andanças no longo ano de 2006 lembra-se certamente que não havia convenção que não tivesse pelo menos um grupo de pessoas a dançar o Hare Hare Yukai, a dança inventada para acompanhar a música dos créditos desta série.
O estúdio oriundo da capital de 1000 anos, Kyoto, estava possivelmente no início da sua era dourada e deu-nos esta profundamente caótica adaptação de uma das mais populares Light Novels da altura.
Haruhi foi um autêntico tsunami que varreu a indústria na altura e é fácil traçar uma linha entre esta série e a crescente popularidade que as adaptações destas light novels viriam a ter nos anos que se seguiram.
O estúdio quebrou todas as regras e expectativas que existiam na animação da altura. Desde a exibição dos episódios fora de ordem até a uma série de clichés que literalmente introduziu no meio para este género de programas (a comédia que se passa numa escola secundária). Desde a total reinvenção da Kuudere na forma de Nagato Yuki (onde antes o arquétipo havia sido criado por Eva com Ayanami Rei) até a Kyon, o protagonista da série, cuja forma ácida de lidar com o que se passava na série se tornou uma das mais populares formas de escrever protagonistas desde então.
Ver Haruhi hoje não tem de todo o mesmo impacto que teve na altura muito pelo facto da sua popularidade ter sido tão alta e a sua influência na indústria tão grande que hoje aquilo que era revolucionário e inovador na altura se tornou banal e corriqueiro.
Isso e tentar sobreviver ao Endless Eight e os seus 8 episódios idênticos é algo que ainda hoje me dá pesadelos.
Death Note (2006)
Outra série que saiu em 2006 e que é, ainda hoje, uma das melhores formas de introduzir alguém ao meio é o famosíssimo Death Note.
Esta batalha entre Kira e L onde o jogo do gato e do rato entre ambos, a expectativa de ver se é desta ou não que o grande detective descobre a pessoa por trás do titular Death Note, é ainda hoje uma das melhores mangas e animes alguma vez feitos.
Ignorem a terrível adaptação da Netflix e vejam o original. É sem sombra de dúvidas uma das melhores séries que podem ver mesmo 14 anos depois da sua emissão original.
Code Geass (2006)
Code Geass (2006)
Mas se não bastasse ter Haruhi a reinventar os clichés da comédia na animação nipónica e Death Note a ser um dos melhores exemplos de sempre das histórias que o meio pode contar, o estúdio Sunrise (Gundam) tinha de reinventar também aquilo que é um dos géneros mais tradicionais em anime: Mecha.
Sim, 2006 deu-nos também o inigualável Code Geass! Nesta série a arte do popular grupo Clamp (Cardcaptor Sakura, Chobits) aliaram-se a uma história de vingança num estilo bombástico que só aquela ilha do pacífico consegue fazer.
Code Geass conseguiu juntar num único pacote personagens extremamente atraentes e dignos de rios de merchandising e cosplays, acção com robots gigantes a lutarem entre si e um enredo que deixa os espectadores na ânsia de ver o próximo episódio imediatamente pois são inacreditáveis as voltas que o enredo dá.
Acho que é justo dizer que ser um fã do meio em 2006 não foi nada mau e é provável que, até à data, este tenha sido possivelmente o mais interessante ano que os fãs do meio alguma vez tiveram o prazer de presenciar.
Clannad (2007)/Clannad: After Story (2008)
Mas como eu disse na introdução, de 2006 em diante o que não faltam são séries marcantes e 2007 não foi excepção.
Quem me conhece sabe certamente que tenho um apreço especial pela Kyoto Animation. E sabem certamente também que tenho um apreço especial por Clannad, o melodrama sobre adolescentes a descobrirem aquilo que é ter uma família.
Para mim Clannad é o auge de algo que provavelmente nunca mais irá acontecer: um estúdio com uma capacidade inigualável de traduzir para o pequeno ecrã o muito particular humor e melodrama de uma novela visual do estúdio Key receber o orçamento ideal, o tempo para trabalhar o produto e encontrar uma larga audiência receptiva para aquele tipo de obra naquele momento exacto no tempo.
Ainda hoje, 12 anos passados desde que acabei de ver a série pela primeira vez, consigo sentir aquele aperto do coração quando certas músicas da sua banda sonora me vêm à cabeça. Ainda hoje ver certas imagens da série me deixam perto das lágrimas devido ao seu impacto emocional.
Clannad não é o melhor argumento escrito por este autor. Há bons argumentos para escolher histórias como Air, Kanon ou Little Busters como tendo argumentos e/ou personagens melhores no seu formato original. É também verdade que a primeira metade da segunda temporada podia facilmente ser cortada e a série ficava com um ritmo melhor mas tudo isso é irrelevante porque, mesmo com todos esses defeitos, Clannad continua a ser o melodrama de referência para mim.
Tengen Toppa Gurren Lagann (2007)
Tengen Toppa Gurren Lagann (2007)
Faz o impossível, vê o invisível. Toca o intocável, quebra o inquebrável. Vai para além do impossível e atira a razão pela janela fora, é isso que representa a equipa Gurren!
Naquele que foi possivelmente o pico do histórico estúdio Gainax, 2007 deu-nos este Tengen Toppa Gurren Lagann. Imaginem o vosso Shounen preferido no seu ponto mais emocionante e tripliquem o entusiasmo que sentiram por aquela batalha emocionante. Conseguiram? Agora tripliquem isso outra vez… e outra vez… e continuem a fazer isso durante 26 episódios e podem começar a ter uma noção do quão insano é o ritmo desta série.
Se alguma vez viram uma série do estúdio Trigger (Kill la Kill, Little Witch Academia) então sabem o que esperar desta série. Uma série que começa com dois simples rapazes a lutarem por sair do buraco onde vivem (literalmente) e que acaba com batalhas de proporções universais… literalmente! A sério, isto acaba com seres a atirarem galáxias uns aos outros como armas. Eu diria que até faz sentido na série mas não… não faz. E é genial!
É triste olhar para trás e ver que apesar de TTGL ser absolutamente genial e uma autêntica trip de adrenalina que todos os fãs do meio deviam ver, foi também o princípio do fim para o estúdio Gainax. Mas talvez seja melhor assim. Desta forma a série não foi alvo de inúmeras sequelas desnecessárias que destruiriam a magia.
5 Centimeters per Second (2007)
5 Centimeters per Second (2007)
Certamente que Makoto Shinkai é um nome que não precisa de muitas apresentações hoje em dia. Obras como Tenki no Ko (Weathering with You/O Tempo Contigo) ou Kimi no Na Wa (Your Name) foram sucessos de bilheteira um pouco por todo o mundo e colocaram o realizador num patamar só alcançado anteriormente pelo estúdio Ghibli e o inigualável Hayao Miyazaki.
É importante mencionar então que aquele que foi possivelmente o primeiro grande êxito do realizador: este 5cm per second.
Esta é uma história de amor contada em 3 partes sobre um rapaz e a rapariga por quem ele se apaixonou enquanto criança. Não é uma história com final feliz mas sim uma história agridoce e melancólica sobre os perigos de ficar preso ao passado. É visualmente impressionante como calculam e absolutamente recomendado mesmo para quem não está interessado em animação.
Desde então o realizador atingiu um patamar ainda mais alto de beleza nas suas obras mas há qualquer coisa neste filme mais antigo que ainda hoje me faz ficar de boca aberta com as imagens de céus estrelados ou de cerejeiras em flor que polvilham a obra.
Macross F (2007)
Já mencionei aqui nesta série de artigos como Macross foi uma das séries mais marcantes dos anos 80. Nós aqui no ocidente acabámos por perder um pouco o comboio nesta série devido à história complicada dos seus direitos no ocidente, mas no Japão a sua influência sempre foi inegável.
E com este pano de fundo chegamos ao final de 2007 onde uma nova versão desta icónica série conhecida pela sua mistura entre aviões a jacto, robots gigantes e música pop, vê a luz do dia.
Macross F tem uma banda sonora inigualável ou não estivesse a lendária compositora Kanno Yoko (Cowboy Bebop, Escaflowne) envolvida e um triângulo amoroso que gerou páginas e páginas de debates em fóruns do início do milénio sobre qual das duas raparigas iria vencer.
O foco em duas divas pop ao bom estilo de uma Madona ou Whitney Houston como personagens principais é aquilo que possivelmente marcou mais a série (e em parte o boom dos ídolos que se seguiu com séries como Love Live iDOLM@STER) e não tenho receio em admitir que ainda hoje gosto de meter uma música como a Lion a tocar em fundo.
(A sério, vejam lá o poder vocal destas duas mulheres e digam que não é impressionante?)
True Tears (2008)
Explicar porque é que esta adaptação de uma novela visual de 2008 é marcante resume-se a um nome: Mari Okada.
Primeiro que tudo chamar-lhe uma adaptação é ser simpático uma vez que o enredo do anime é quase 100% original. E até digo mais: não é das minhas séries favoritas. Mas a verdade é que, na altura, foi extremamente popular e foi a primeira obra escrita pela acima mencionada Mari Okada, alguém que viria a ficar mais conhecida por séries como Anohana: The Flower We Saw That Day, a adaptação de Toradora ou o seu mais recente filme Maquia.
Hoje voltar atrás e ver esta série não é algo que eu recomendaria mas se quiserem ver os clichés que ficaram associados a esta popular argumentista tomar forma então sigam em frente.
Bakemonogatari (2009)
Mais um ano, mais uma série cujos efeitos ainda hoje se fazem sentir. Pelas mãos da Shaft e do seu inconfundível director Akiyuki Shinbou vem a adaptação desta obra do igualmente inconfundível autor Nisio Isin que rebentou completamente a mente de todos os que a viram na altura.
Esta série não é fácil de seguir: há sempre algo a acontecer no ecrã, o diálogo parece nunca dar tréguas e visualmente estamos sempre a ser inundados pelo surrealismo habitual do seu realizador. O uso e abuso de trocadilhos no original também não ajudam à tradução ou à leitura atempada das muitas linhas de legendas.
O impacto desta série é inquestionável. Da mesma forma que séries durante anos foram descritas como “semelhantes a Evangelion”, também agora é comum ouvir o termo “semelhante a Monogatari” como descrição (ainda que muitas vezes errada).
É também graças a uma das sequelas desta série que nunca vou olhar para uma escova de dentes da mesma forma.
K-On! (2009)
K-On! (2009)
Foi também em 2009 que nos chegou a adaptação de uma manga sobre raparigas a beber chá quando deviam estar a tocar música. K-On! praticamente popularizou o género de “raparigas fofas a fazerem coisas fofas” que ainda hoje gera resmas de clones ano após ano.
K-On! é uma daquelas poucas séries que conseguiu quebrar a barreira e para além de apelar apenas aos Otakus apelou também ao comum dos mortais com a série original a passar em canais como o Disney Channel no Japão.
A série foi também em grande parte responsável por uma mudança radical na arte das séries de animação pós-2010 com muitas séries a adoptarem o estilo mais simplista e “fofo” que esta série popularizou.
Fate/Zero (2011)
Fate é uma franchise estupidamente popular e Zero é a prequela brutal cujos adaptação era exigida pelos fãs da saga há anos. Em 2011 o altamente competente estúdio Ufotable pegou nas rédeas do projecto e deu-nos finalmente a primeira boa adaptação do franchise para o formato de animação. Não é, portanto, nada surpreendente que o resultado se tenha tornado altamente popular.
A série serve também como um começo de uma vaga de popularidade para o seu autor, Urobuchi “Butcher” Gen, bem como o ponto em que esta já muito popular série se tornou numa autêntica máquina de imprimir dinheiro.
Fate/Zero é ainda hoje impressionante de ver, especialmente para uma série de TV e não uma OVA ou Filme, e o seu enredo com uma espécie de cinismo realista parece ter caído que nem uma luva no espírito global dos 2010s.
Puella Magi Madoka Magica (2011)
Puella Magi Madoka Magica (2011)
E falando em séries marcantes…
Como poderia uma lista de animes marcantes passar sem falar nesta série que reinventou o clássico género Mahou Shoujo (Sailor Moon).
Com realização a cargo do atrás mencionado Akiyuki Shinbou e o seu surrealismo e com o enredo a cargo do também já mencionado Urobuchi “Butcher” Gen, Madoka Magica só precisou de 3 episódios para fazer todos os fãs do meio perderem a cabeça! O facto do desenho das personagens estar a cargo da mesma artista que fez o incrivelmente foto Hidamari Sketch foi a cereja no topo do bolo.
Estando lá quando a série apareceu e seguindo-a em tempo real posso relatar que todos esperávamos algo vindo do mesmo autor de Fate/Zero mas todo marketing à volta da série conseguiu com sucesso esconder o que aí vinha e o impacto que isso causou foi sísmico.
Se não sabem o grande twist da série até agora e estão curiosos fechem-se com os primeiros 3 episódios da série e vejam isto porque vale muito a pena. Madoka Magica desconstrói um género que era uma das pedras basilares do meio até então e vira-o completamente de pernas para o ar. Gerou um sem número de cópias nos anos que se seguiram e ainda hoje a sua popularidade persiste com jogos, spin-offs e outros tantos projectos a serem produzidos quase 10 anos depois do seu lançamento.
Steins;Gate (2011)
Por fim resta mencionar que 2011 foi também o ano em que o estúdio White Fox nos deu esta brilhante adaptação da novela gráfica Steins;Gate.
A história de um jovem adulto a viajar pelo tempo vezes sem conta na tentativa de salvar aqueles que lhe são próximos demora um bocadinho a ganhar vapor mas quando o comboio sai da estação todos aqueles momentos mais calmos do princípio servem para aumentar o impacto do drama que polvilha a segunda metade da série.
O impacto desta série na animação não posso dizer que tenha sido algo da mesma dimensão de outras entradas nesta lista mas já o seu impacto na popularidade do género das novelas gráficas no ocidente é outra história. Poderia-se argumentar que foi graças a Steins;Gate que as editoras perceberam que havia mercado para editar este tipo de jogos fora do Japão levando à autêntica idade de ouro que vivemos hoje com um sem número de obras a serem disponibilizadas em Inglês seja no PC ou nas consolas.
Steins;Gate (2011)
E com isto concluo a minha longa, longa, lista de séries que de alguma forma foram marcando o meio da animação japonesa ao longo dos anos. Desde a popularização do mecha nos anos 70 e 80 com séries com Gundam, a sua reinvenção nos anos 90 com Eva ou a introdução de obras como Perfect Blue ou Ghost in the Shell a mostrarem que era possível abordar temas de forma mais complexa neste meio, houve muitas mudanças e séries marcantes ao longo dos últimos 40 anos neste meio.
Não falei aqui sobre a década dos 2010 pois acho que ainda é cedo demais para conseguirmos compreender quais são aquelas obras que influenciaram de alguma forma o que se seguiu. Será que séries como Attack on Titan ou Demon Slayer serão vistas como meramente populares ou será que criaram também elas ondas na indústria que se propagaram durante anos ou quiçá décadas? Só o futuro o dirá e eu espero estar cá daqui a 10, 20, talvez 30 anos para analisar novamente essas mudanças.
Até lá podem dizer de vossa justiça via Twitter ou Facebook o que acharam desta lista. Esqueci-me de alguma coisa? Escolhi mal em algum momento? Fico à espera dos vossos comentários.