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Windows 11 ultrapassa Windows 10 - finalmente

07-07-2025 | 13:00 | Aberto até de Madrugada

O Windows 11 ultrapassou finalmente o Windows 10 e torna-se no sistema operativo desktop mais utilizado.

Quase quatro anos após o seu lançamento - e a poucos meses do fim do suporte oficial do Windows 10 - o Windows 11 tornou-se finalmente o sistema operativo de desktop mais utilizado a nível global. Segundo os dados mais recentes do StatCounter, o Windows 11 regista agora 52% do mercado global, ultrapassando o Windows 10, que caiu para 44%. Este é um marco importante para a Microsoft, que se prepara para terminar o suporte ao Windows 10 ainda este ano.

O Windows 11 já era o sistema preferido entre alguns segmentos de utilizadores (como os gamers), mas a sua adopção geral foi mais lenta, em parte devido aos requisitos de hardware mais exigentes e que ditaram o fim do suporte oficial em hardware mais antigo. Ao contrário do que tinha acontecido na transição para o Windows 10, muitos computadores não cumpriam as exigências ao nível do processador, fazendo com que grande parte deles se limitasse a "deixar andar" mantendo-se no Windows 10. E nem mesmo as mensagens em ecrã completo para incentivar os utilizadores a actualizarem os seus equipamentos surtiu efeito.
O suporte ao Windows 10 termina oficialmente a 14 de Outubro de 2025. Para facilitar a transição, a Microsoft oferece um ano gratuito de actualizações de segurança, mas só a quem activar o Windows Backup e sincronização com o OneDrive, obrigando a fazer login nos serviços Microsoft. Em opção, também estarão disponíveis para quem aceitar 30 dólares, ou usar 1.000 pontos Microsoft Rewards.


P.S. Como curiosidade, em Portugal a adopção do Windows 11 já tinha superado o Windows 10 em Outubro de 2024, tendo andado praticamente a par uma da outra desde então - sendo esperado que de agora em diante o uso do Windows 10 se vá reduzindo por causa da aproximação do fim do suporte oficial.

Apple contesta multa de 500 milhões de euros da UE

07-07-2025 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Tal como era esperado, a Apple vai contestar durante o máximo de tempo possível as multas da UE relativas à App Store e iOS.

A Apple recorreu oficialmente da multa de 500 milhões de euros aplicada pela Comissão Europeia, afirmando que é uma penalização "sem precedentes" e que vai além do que a lei prevê no âmbito do Digital Markets Act.

A empresa foi multada por limitar os programadores na possibilidade de informarem os utilizadores sobre opções de compra fora da App Store. A decisão da UE exige que os developers possam redirecionar os utilizadores para ofertas externas, sem custos adicionais ou limitações. Em resposta, a Apple alterou as regras da App Store no final de Junho, dizendo que agora permite que apps distribuídas na União Europeia incluam ligações para opções de compra fora da loja e utilizem sistemas de pagamento alternativos. A par disso, a Apple também reformulou a sua estrutura de comissões na UE. Numa coisa que a Apple considera aceder aos pedidos da UE, mas que na prática continuam a ser apenas mais um episódio do seu "cumprimento malicioso".

Apple and Google shilling and lobbying on the topic are incessant. They pay dozens of organizations to spread false claims about EU policy and the DMA. They appear to have even co-opted someone in the USTR to plant false stories in the media on their behalf. Don’t be fooled.

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) July 2, 2025
A Apple defende que a Comissão Europeia está a ultrapassar os limites ao impor como deve gerir o seu negócio, forçando a criação de um sistema complexo de serviços em camadas. O que se esquece de referir é que também nos EUA sofreu uma derrota nos tribunais, tendo sido forçada a permitir que apps na App Store usem sistemas de pagamentos externos sem que possa cobrar qualquer comissão sobre eles. Vai ser interessante ver que tipo de desculpa elaborada a Apple vai congeminar para tentar manter a imagem da UE "malvada".

Homem descobre rede de comboios miniatura escondida debaixo de casa

07-07-2025 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Da Austrália chega-nos um caso insólito, de um homem que descobriu uma rede de comboios em miniatura por baixo da sua nova casa.

Ao comprar uma casa nos subúrbios a norte de Melbourne, Daniel Xu contava com pequenas surpresas, mas nunca imaginou encontrar uma enorme rede de comboios em miniatura escondida por baixo dela. Durante uma inspecção para obras, entrou no espaço inferior da casa e ficou boquiaberto ao descobrir um elaborado circuito ferroviário com paisagens detalhadas e painéis de controlo. Nada tinha sido mencionado durante as visitas à casa, o que tornou o achado ainda mais surpreendente.

O espaço por baixo da casa, com altura suficiente para estar de pé, estava completamente ocupado pelo circuito, coberto de teias de aranha e sem sinais de uso recente. Segundo os familiares do antigo proprietário, a maqueta foi construída pelo seu pai nos anos 60 e estava há muito tempo ao abandono.


O mais curioso é que Xu é engenheiro ferroviário e um entusiasta de comboios desde criança. Xu, que já tinha a sua própria colecção de comboios em miniatura, planeia agora restaurar todo o sistema, limpar os carris e tentar pô-lo a funcionar novamente, com a intenção de modernizar alguns dos controlos.

Apple AirPods Pro 2 a €222

07-07-2025 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

Para os utilizadores de iPhones que procurarem a máxima qualidade sonora, os AirPods Pro 2 estão disponíveis a preço reduzido.

A Apple teve um papel importante no abandono da ficha dos headphones, incentivando (obrigando) o uso de headphones e earphones Bluetooth (bem, tecnicamente, podemos continuar a usar headphones com cabo, via Lightning ou USB-C). E para tal, lançou uma série de earphone Bluetooth a acompanhar, os AirPods. Destes, o modelo topo de gama são os AirPods Pro 2, que além do cancelamento de ruído também têm Spatial Audio capaz de criar uma experiência sonora 3D que tem em consideração os movimentos da cabeça do utilizador, e na mais recente actualização até podendo servir como "aparelho auditivo" fazendo a análise das capacidades sonoras de cada ouvido.


Os Apple AirPods Pro 2 estão disponíveis por 222 euros na Amazon Espanha.

A autonomia anunciada é de 6 horas para cada sessão, prolongada até às 30 horas com o carregamento na caixa. A caixa pode ser carregada via USB-C ou carregamento wireless MagSafe / Qi, e também conta com localização Find My de alta precisão via UWB e uma pequena coluna que toca um som para facilitar a tarefa.


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7-Zip v25 fica mais rápido e mais seguro

07-07-2025 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

O indispensável utilitário 7-Zip chega à versão 25.00, com melhorias de desempenho e correcções de segurança.

O popular utilitário open-source de compressão de ficheiros 7-Zip acaba de lançar a versão 25, trazendo várias melhorias a nível de desempenho e reforços na segurança.

A nova versão promete acelerar o processo de compressão e extracção, especialmente em sistemas mais potentes. Uma das novidades mais importantes é o suporte completo para processadores com mais de 64 threads. Antes, o Windows limitava o uso de 7-Zip a um único grupo de processadores, deixando muitos núcleos sem uso. Agora, o software distribui as tarefas de compressão por todos os grupos, aproveitando ao máximo CPUs como os AMD Threadripper PRO ou os Intel Xeon. Mas não são só os utilizadores com máquinas topo de gama que beneficiam. O algoritmo bzip2 é agora até 40% mais rápido e os formatos tradicionais como .zip e .gz ganham entre 1 a 3% de velocidade adicional. Foram também feitas melhorias no suporte aos formatos ZIP, FAT e CcPIO, facilitando extrações mais complicadas.

Por fim, a versão 25 corrige vários bugs e falhas de segurança. Tendo em conta os dois ataques zero-day que afectaram o programa no ano passado, esta actualização é fortemente recomendada para todos os que usam o 7-Zip.

Xiaomi testa SU7 Ultra na Europa

07-07-2025 | 07:00 | Aberto até de Madrugada

A Xiaomi já tem um SU7 Ultra a circular legalmente na Alemanha, enquanto na China tenta lidar com a euforia do YU7.

A Xiaomi iniciou oficialmente os testes públicos do SU7 Ultra nas estradas europeias. Um modelo com matrícula alemã foi visto em Munique, e o executivo Lu Weibing esteve pessoalmente no local para conduzi-lo. Apesar disso, os consumidores europeus terão de esperar: o lançamento internacional não está previsto antes de 2027.

O SU7 Ultra é um sedan elétrico com quase cinco metros de comprimento e mais de duas toneladas de peso. Conta com uma potência total de 1.548 cavalos que permite acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 1,98 segundos e atingir os 350 km/h. A bateria é uma CATL Qilin II de 93,7 kWh com arquitetura de 897 volts, oferecendo até 630 km de autonomia (CLTC). O modelo já foi testado no circuito de Nürburgring, onde tem batido recordes, demonstrando que não se trata de um modelo apenas com prestações teóricas.
Enquanto a Europa se tem que contentar com esta amostra discreta da ambição automóvel da Xiaomi, o cenário na China é bem mais agitado. O lançamento do SUV YU7 tem causado uma verdadeira corrida às compras, com quase 300 mil encomendas confirmadas nas primeiras 72 horas. A procura tem sido tão forte que os prazos de entrega agora se prolongam para as 62 semanas - mais de um ano.

A Xiaomi tem feito tudo o que pode para tentar acelerar a produção do YU7, tirando partido das lições já aprendidas com o SU7. Infelizmente, isso em nada deve ajudar a diminuir o prazo para a sua chegada à Europa.

Proton processa Apple por prácticas anticoncorrenciais na App Store

06-07-2025 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

A Proton junta novo processo a todos os que acusam a Apple de restringir ilegalmente uma concorrência justa na App Store e iOS.

A Proton, empresa conhecida pelas suas aplicações centradas na privacidade como o Proton Mail e Proton Drive, avançou com um processo judicial contra a Apple, acusando a gigante tecnológica de manter um monopólio na distribuição e pagamentos de apps no iOS. A empresa critica as comissões da App Store, comparando-as a tarifas comerciais e classificando-as como "artificiais e arbitrárias". A Proton pede alterações nas políticas da loja e compensações financeiras, que serão doadas a organizações que defendem a democracia e os direitos humanos.

O processo foi apresentado na Califórnia e insere-se numa acção coletiva que inclui outros programadores, como um grupo de developers sul-coreanos. A Proton acusa a Apple de limitar a concorrência, obrigar o uso do seu sistema de pagamentos e impedir que as apps comuniquem directamente com os utilizadores sobre promoções fora da App Store. Esta queixa surge na sequência do mediático processo da Epic Games contra a Apple. A Apple foi obrigada a permitir que as apps possam incluir ligações para métodos de pagamento alternativos e sem que possa cobrar comissões sobre eles - decisão que continua em recurso. A Proton adota uma abordagem diferente, argumentando que os lucros obtidos com as comissões da App Store são tão elevados que colocam em causa a justificação da Apple de que servem para manter a plataforma.

A Proton também denuncia restrições técnicas impostas pela Apple no iOS, como a impossibilidade de definir a sua app de calendário como predefinida ou as restrições de funcionamento em segundo plano no Proton Drive. Além disso, critica a Apple por remover apps em países como a Rússia ou a China, facilitando, segundo a Proton, a censura por parte de regimes autoritários. Para a empresa, o controlo da Apple sobre a distribuição de software no iOS representa um problema não só tecnológico, mas também social e político. Veremos de que forma este caso poderá contribuir para uma efectiva abertura do iOS e App Store.

Apple prepara sensor de imagem com gama dinâmica idêntica ao olho humano

06-07-2025 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

A Apple parece estar a explorar sensores de imagem com capacidade "HDR" nativa, idêntica à dos olhos humanos.

A Apple registou uma nova patente que revela estar a trabalhar num sensor de imagem inovador capaz de atingir níveis de alcance dinâmico próximos dos do olho humano. Esta tecnologia poderá permitir que futuros iPhones e dispositivos da marca captem fotos e vídeos com muito mais detalhe, mesmo em cenários com diferenças extremas de iluminação.

A patente descreve um sensor com design em camadas: a camada superior capta a luz, enquanto a inferior trata da imagem, reduz o ruído e ajusta a exposição. Uma das novidades é o LOFIC (Lateral Overflow Integration Capacitor), que permite a cada pixel adaptar-se a diferentes níveis de luz. Isto ajudaria, por exemplo, a manter detalhe tanto em zonas muito claras como muito escuras da mesma imagem. Actualmente, os sensores de smartphones conseguem captar entre 10 a 13 stops de alcance dinâmico. A tecnologia da Apple aponta para cerca de 20 stops, um valor próximo dos 20 a 30 stops estimados para o olho humano. Se atingir esse patamar, a Apple poderia fazer com que as câmaras dos iPhones superassem até câmaras de cinema de topo, como a ARRI ALEXA 35, que suporta até 17 stops. O sensor inclui ainda um sistema de redução de ruído integrado em cada pixel, que anula o ruído electrónico causado pelo calor em tempo real.

Apesar de uma patente não garantir a chegada imediata da tecnologia ao mercado, o facto de ser uma evolução dos sistemas já utilizados actualmente nos sensores Sony que a Apple utiliza - e, como tal, significando que poderia ser facilmente adaptada aos sistemas de fabrico actuais - faz com que existam boas probabilidades de que se possa materializar nos primeiros sensores de imagem "Apple" nos próximos anos.

Random Sunday Stuff

06-07-2025 | 16:35 | Ricardo Saramago

Long time no post, I know. Balance between personal and professional life is always a time juggle and with the kids on vacation (while I’m not), it gets harder to dedicate some time to write. I’ll just drop a few rants here, some will be developed in individual posts later down the road.

New Laptop, Who Dis?

After a long stretch sizing up the laptop market, I finally pulled the trigger on a new machine. The last laptop I actually bought was a 2008 MacBook Pro. Since then, I’ve mostly been using hand-me-downs from work. My most “recent” one was already a decade old.

At some point, I switched to a MiniPC setup for my desktop needs, which has served me well for the past two years. But I wanted something more portable and powerful to dive deeper into AI/LLMs and photography, so I went hunting for a well-balanced machine that wouldn’t blow past my 2K budget.

Enter the Asus ProArt P16, powered by the shiny new AMD Ryzen AI 9 HX 370. So far, I’m loving it. A dedicated post is coming soon, full of nerdy details.

Logitech Woes

I’m in the market for a new keyboard and mouse. I’ve been loyal to Logitech for years, but the honeymoon is officially over with the MX Keys and MX Master 3.

The paint on the keys is literally chipping off, and the rubber coating on the MX Master 3 is breaking down like it’s been through a nuclear storm. I have to clean it weekly just to keep it from feeling like I grabbed it out of a sticky trap.

I’m not sure if the MX Keys S or Master 3S fixed these issues, but I’m not eager to find out. The MX Master 4 is supposedly on the horizon, but it sounds like a mild redesign at best. I’m keeping an eye on alternatives (Hi Keychron), though replacing these in my setup won’t be easy.

Manga Watch

I’m collecting a few Manga series in Portuguese, but just to give a heads up on the upcoming release of Ghost in the Shell from Distrito Manga.

Book 1 is coming up on September and Book 2 in November!

Mark your calendar if that’s your thing.

O curioso mecanismo que encolhe quando puxado

06-07-2025 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

Há um mecanismo curioso que tem um comportamento atípico: encolhe quando é puxado.

Há certas coisas na natureza que damos por garantidas, e uma delas é a de que as coisas "esticam" quando são puxadas. Pois bem, demonstrando que existem sempre excepções à regra, desta vez temos um fascinante mecanismo mecânico que tem o comportamento oposto, e que encolhe quando é puxado.

Isto serve de porta de entrada para explorar o comportamento das molas, e de algumas coisas que podem parecer contraintuitivas e completamente não relacionadas, como o trânsito numa cidade ficar mais fluido com a eliminação de estradas directas entre dois pontos.



Robotaxi da Tesla conduz contra carro estacionado

06-07-2025 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

Apesar de funcionar bem "a maior parte do tempo", o FSD da Tesla por vezes ainda falha.

Depois de ter iniciado o programa Robotaxi de táxis autónomos apenas a um grupo restrito de fãs, a Tesla tem começado a expandir as operações a mais pessoas - embora ainda numa zona restrita de Austin no Texas. Embora a maioria dos relatos seja positiva, têm também sido apanhados alguns erros, como conduzir em contra-mão ou parar por causa de carros de polícia que estavam num parque ao lado da estrada. Desta vez, temos um erro que ainda pode ser mais difícil de explicar.

Depois de ter largado o passageiro, o Robotaxi parece ter ficado baralhado e decidiu avançar contra um carro estacionado - situação que terá levado à intervenção do "operador de segurança", que assumiu o controlo do veículo para prosseguir viagem.


Embora neste caso se tenha tratado de um incidente sem grandes risco, continuam a existir exemplos que demonstram que o FSD pode falhar de forma bastante mais problemática. Ainda há poucos dias um condutor foi surpreendido por o seu Tesla tentar ultrapassar de forma que iria causar uma colisão com automóveis a circular em sentido oposto:
Tesla drives into oncoming traffic
byu/samtks inTeslaFSD
Também aqui o relato do condutor é de que o FSD funcionou bem durante horas/dias/semanas, e que depois, vindo do nada, tenta uma manobra estúpida com consequências que poderiam ter sido trágicas caso ele não tivesse feito a correcção a tempo.

É realmente esse o problema dos prometidos modos autónomos: não chega criar um sistema que funcione bem 99.9% do tempo, se depois se fica em risco de, nos restantes 0.1%, o carro tentar matar os ocupantes e outras pessoas a circularem na estrada. E se 0.1% até pode parecer um risco aceitável, isso seria o equivalente ter que lidar com uma falha potencialmente fatal uma vez a cada trimestre no caso de pessoas que conduzam todos os dias do ano.

Como fazer um NAS de 6 baías com ZimaBoard

06-07-2025 | 12:12 | A Minha Alegre Casinha

Quem quiser criar o seu próprio NAS, pode ver como criar um de 6 baías, impresso em 3D, com um ZimaBoard.

Não faltam exemplos de como se pode criar o seu próprio NAS, ficando com maior versatilidade face ao uso de NAS comerciais como os da QNAP ou Synology. Muitos deles usam um Raspberry Pi como elemento central, mas a particularidade de projecto faça-você-mesmo 6 Bay ZimaBoard NAS é o de usar um ZimaBoard como base.

O ZimaBoard é um mini PC integrado numa placa compacta, que tem como vantagem usar um CPU x86, significando que tem acesso a todo o tipo de software e sistemas que se podem correr num PC tradicional.


A isto junta-se as placas de expansão para múltiplos discos / SSDs, uma fonte de alimentação adequada, ventoinhas para manter as temperaturas frescas, e a caixa e demais peças impressas em 3D.

Como sempre, cada um terá a possibilidade de modificar o projecto a seu gosto, quer seja a nível de adicionar mais baías para dar uso a mais discos, como eventualmente adicionar um pequeno ecrã que permita indicar o estado de funcionamento, espaço livre, velocidade da rede, etc. para se confirmar que tudo está a funcionar como é suposto com um simples olhar.

A evolução das baterias nos automóveis - e o que está para vir

06-07-2025 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Existem diferentes tecnologias de baterias usadas nos automóveis eléctricos, mas há promessa de grandes melhorias para os próximos anos.

O componente crítico nos automóveis eléctricos é, como se pode imaginar, a sua bateria (com a excepção dos que usam fuel cells ou outras formas de gerar energia). É a bateria que dita a autonomia que é possível obter no veículo (a par de factores como a eficiência dos motores), e o tempo de recarregamento; e embora actualmente as coisas estejam relativamente estabilizadas com as baterias de lítio e LFP, há possibilidade de se assistirem a melhorias substanciais nos próximos anos.

Podemos usar como referência a necessidade de diferentes tecnologias de baterias que permitam circular 500 km a uma velocidade média de 130 km/h, assumindo um consumo de 25 kWh/100 km, para ver o impacto que cada uma delas tem.
Começando pelas baterias Li-ion convencionais, com densidade energética entre 150-325 Wh/kg e que suportam até 1500 ciclos de carregamento, precisamos de um pack que pesaria entre 400 e 800 kg dependendo das células escolhidas.

Passando para as LFP, que também têm estado em voga, vemos as vantagens e desvantagens. Estas baterias têm menor densidade energética (120 Wh/kg), o que significa que obriga a usar um pack de baterias mais pesado, com 1040 kg. Em contrapartida, são mais baratas e permitem mais de 2000 ciclos de carregamento - ajudando a perceber porque muitos fabricantes têm optado por elas.

Passando-se para as promessas a médio prazo, temos as baterias de estado sólido (solid-state) que têm estado a ser desenvolvidas por várias empresas, e que estão prometidas para os próximos anos. Estas baterias têm o dobro da densidade energética das actuais (até 600 Wh/kg) o que significa que o peso do pack de baterias poderia ser reduzido para apenas 200 kg. Em contrapartida, estima-se que suportem menos ciclos de carregamento (1000 ciclos), e tenham um custo superior.

Mas as coisas não se ficam por aqui. Se entrarmos no campo experimental das coisas que têm sido exploradas, há reais possibilidades de existir mesmo a aguardada grande revolução energética. Tecnologias como a Lithium-Air abrem as portas a baterias que podem ter densidades de 11400 Wh/kg, o que significaria que bastaria um pack de baterias de 11 kg(!) para percorrer 500 km. No entanto, são baterias puramente experimentais que ainda podem estar a décadas de sair do laboratório, e que ainda têm um longo caminho pela frente até eventualmente demonstrarem ser viáveis para uso comercial.

Resta-nos esperar que as baterias solid-state se materializem em breve, e ajudem a melhorar as coisas até essa próxima etapa.

Elon Musk anuncia novo partido político "America Party" após confronto com Trump

06-07-2025 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Cumprindo com a sua promessa/ameaça, Elon Musk confirma que irá criar um novo partido político nos EUA, o "America Party".

Elon Musk anunciou a criação de um novo partido político, o "America Party", após o mais recente confronto público com Donald Trump. O empresário revelou a decisão depois de uma votação feita na sua rede social X, onde 65% dos participantes apoiaram a ideia. A iniciativa surge como resposta à nova legislação assinada por Trump, apelidada de "Big, Beautiful Bill" (BBB), que irá aumentar drasticamente o défice dos EUA para níveis que Musk diz serem completamente ruinosos para o país.

O polémico pacote aprovado no Dia da Independência traz cortes fiscais significativos para os mais ricos, enquanto reduz apoios como o Medicaid e assistência alimentar. Também prevê mais verbas para a defesa e controlo da imigração. Musk, que já foi próximo de Trump, criticou duramente o projecto, dizendo que trai os eleitores que esperavam contenção orçamental. A relação entre Musk e Trump deteriorou-se rapidamente. Musk chegou a acusar Trump de estar envolvido nos ficheiros não divulgados do caso Epstein, enquanto o ex-presidente reagiu com ameaças de cortar os subsídios às empresas de Musk e até sugeriu a sua deportação, referindo-se às origens sul-africanas do empresário.

By a factor of 2 to 1, you want a new political party and you shall have it!

When it comes to bankrupting our country with waste & graft, we live in a one-party system, not a democracy.

Today, the America Party is formed to give you back your freedom. https://t.co/9K8AD04QQN

— Elon Musk (@elonmusk) July 5, 2025
Apesar de um curto período de tréguas, Musk reafirmou a sua posição ao prometer financiamento a candidatos que desafiem republicanos que apoiaram o pacote. Com o "America Party", Musk diz querer devolver a liberdade aos cidadãos e combater o que vê como um sistema político dominado pelo desperdício e corrupção. Resta saber se o novo partido terá impacto real, mas para já, fica assegurada a continuação da novela mediática das aventuras de Musk na política - um sector do qual tinha dito que se iria afastar para se focar exclusivamente nas suas empresas.

EA encerra Anthem no início de 2026

06-07-2025 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

O jogo Anthem da BioWare deixará de poder ser jogado a 12 de Janeiro de 2026.

Relembrando o motivo da necessidade de iniciativas que assegurem o acesso aos jogos após os seus criadores e editores perderem o interesse neles, eis que temos mais um caso que se aproxima. A BioWare confirmou que Anthem, o seu shooter futurista com armaduras voadoras ao estilo "Iron Man", vai ser desligado de forma permanente a 12 de Janeiro de 2026.

Lançado em 2019, o jogo colocava os jogadores a controlar os chamados Javelins, num mundo cheio de monstros e inimigos. Apesar de um início conturbado, o jogo acabou por resolver os problemas e conquistar um número razoável de jogadores. O seu desenvolvimento foi também complicado. A BioWare, especialista em RPGs como Mass Effect e Dragon Age, não tinha experiência para criar um shooter multijogador em modelo live-service. O jogo foi criticado pela falta de conteúdo e de ser repetitivo. Em 2021, os planos de renovação foram cancelados, com o estúdio a voltar a apostar em experiências single-player.



Ainda assim, Anthem vendeu cerca de 5 milhões de cópias e manteve uma base de fãs fiel que acreditava numa possível recuperação, como aconteceu com Final Fantasy XIV. No entanto, o modelo live-service e as exigências irrealistas da EA acabaram por inviabilizar essa hipótese. O jogo acabou por representar, para muitos, o fracasso das grandes editoras em gerir ideias promissoras em busca de lucros constantes.
Com o fecho dos servidores a aproximar-se, Anthem tornar-se-á mais um daqueles jogos que ficará para a história apenas como uma memória que não pode ser revivida, uma vez que o jogo não vai disponibilizar qualquer actualização que permita jogá-lo usando modos alternativos (como servidores privados entre amigos).

Negociador recebia comissão dos grupos de ransomware

05-07-2025 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

Um ex-negociador de ransomware está a ser investigado por aparentemente receber comissão dos próprios grupos de ransomware com quem negociava.

O Departamento de Justiça dos EUA está a investigar um ex-negociador de ransomware por alegadamente ter colaborado com grupos criminosos para lucrar com pagamentos de resgates. O suspeito, antigo funcionário da empresa DigitalMint, poderá ter recebido comissões após intermediar acordos entre vítimas de ciberataques e os grupos de ransomware.

A DigitalMint, sediada em Chicago, é especializada em resposta a incidentes e pagamentos em criptomoedas em casos de ransomware. A empresa diz ter negociado mais de 2.000 casos desde 2017 e que está a cooperar com as autoridades, frisando que que o colaborador em causa foi despedido. Segundo as autoridades, o antigo funcionário terá facilitado pagamentos de resgate em nome de clientes, mas recebia secretamente uma percentagem do valor pago aos atacantes - o que desde logo incentivava a que este tentasse negociar o valor mais alto possível a favor dos hackers.

Casos semelhantes já tinham sido reportados, com empresas de recuperação de dados a pagarem discretamente aos hackers, cobrando depois pelos "serviços prestados". Umas vezes isso pode ser feito de forma deliberada como forma de contornar legislação - por exemplo, em casos que as leis nacionais proíbam o pagamento de resgates ou a transferência para grupos criminosos - mas, a preocupação, é quando isso é feito em forma de conluio, com os negociadores a terem interesses secundários na forma como conduzem a negociação.

Ploopy Knob é um botão rotativo open-source para controlar o PC

05-07-2025 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

A Ploopy acaba de lançar o Ploopy Knob, um novo acessório open-source que funciona como um botão rotativo personalizável para computador.

Não existem falta de projectos que mostram como podemos criar teclados e macro-pads, mas por vezes o que precisamos é de um botão rotativo. O Ploopy Knob pode ser usado para ajustar o volume, fazer scroll suave em documentos e páginas web, ou percorrer vídeos com precisão. Tal como outros produtos da marca, também serve como um pequeno gadget anti-stress para a secretária para quem gosta de mexer em objectos físicos.

O Ploopy Knob já está disponível por cerca de 37 euros e vem totalmente montado, pronto a usar. Ao contrário de outros periféricos da marca, este não é vendido em kit, mas continua a ser open-source. Quem quiser pode descarregar os ficheiros de design e o software no GitHub e montar o seu próprio botão do zero, com liberdade para imprimir componentes personalizados em 3D.
O dispositivo recorre a um Raspberry Pi RP2040 como peça central e utiliza um sensor de posição de 12 bits com uma taxa de actualização acima de 1kHz para rastrear o movimento rotativo com alta precisão e de forma instantânea. A leitura de alta resolução é suportada em Windows e Linux, mas a empresa alerta que, em macOS, o sistema de suavização automático pode causar algumas interferências, tornando as leituras menos precisas.

Tal como os restantes periféricos da Ploopy, o Knob usa o firmware QMK, totalmente open-source e executado directamente no dispositivo, dispensando a instalação de software adicional no computador.

Gemini adopta cores do Google Assistant

05-07-2025 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

Depois da sua fase puramente azul, o Gemini começa a ganhar as tonalidades da Google e Google Assistant.

A Google começou a dar mais um passo na substituição do Google Assistant pelo Gemini, agora alterando a identidade visual do assistente. A versão mais recente do Gemini para Android já apresenta o novo logótipo com as icónicas cores vermelho, amarelo, verde e azul associadas à Google, deixando de lado o visual azul e roxo que usava desde os tempos do Bard.

Apesar da mudança de cores, o formato do ícone mantém-se praticamente igual, embora com contornos ligeiramente mais suaves. O novo design está presente no ícone da app, no ecrã de carregamento e até na animação que surge quando o Gemini está a preparar uma resposta, onde agora há um brilho multicolor à volta do habitual centro azul e roxo. A actualização chegou com a versão 1.0.776555963 da app, já disponível na Play Store. No entanto, algumas das alterações visuais previstas, como as do ecrã inicial e do ecrã splash, ainda não foram activadas nesta versão.
Estas mudanças visuais reflectem a integração cada vez maior do Gemini no ecossistema da Google e antecipam a reforma definitiva do Google Assistant, prevista para breve.

UE mantém-se firme para aplicar legislação sobre AI

05-07-2025 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

A União Europeia diz que está empenhada em manter o calendário para implementação das novas leis de legislação sobre AI.

A União Europeia confirmou que vai manter o calendário de implementação do AI Act, a nova legislação europeia sobre inteligência artificial. A resposta surge após mais de uma centena de empresas tecnológicas, incluindo gigantes como Alphabet, Meta, Mistral AI e ASML, pedirem um adiamento, dizendo que as regras podem prejudicar a competitividade da Europa no sector.

Segundo a Comissão Europeia, não há qualquer intenção de suspender, adiar ou criar um período de transição adicional. O AI Act segue uma abordagem baseada no risco. Aplicações consideradas de "risco inaceitável", como manipulação comportamental ou avaliação social, são proibidas. Já ferramentas de "alto risco", onde se inserem coisas como o reconhecimento facial ou AI usada em educação e recrutamento, terão de cumprir requisitos rigorosos para operar no espaço europeu. Aplicações de "risco limitado", como os chatbots, estarão sujeitas a obrigações mais leves, como alertar os utilizadores de que estão a interagir com uma AI e não com uma pessoa real.

A legislação começou a ser implementada em fases desde o ano passado, com aplicação total prevista para meados de 2026. Será de esperar que algumas empresas adiem ou não lancem certas funcionalidades AI na Europa, como forma de pressionar a UE a reduzir as exigências. Infelizmente, e como temos visto por outros casos no passado, se não houver este tipo de medidas, fica praticamente garantido que irão ocorrer abusos.

Desconhecido move $1B em Bitcoin paradas há 14 anos

05-07-2025 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

O mundo das criptomoedas volta a dar que falar, com uma movimentação de mais de $1B em Bitcoin de um endereço sem actividade há 14 anos.

Não faltam história sobre os milionários das criptomoedas, que se tinham metido nisso por brincadeira e, anos mais tarde, descobriram que estavam milionários. Mas, ao estilo do que alguém disse em tempos, melhor que ser milionário é ser bilionário.

Um endereço que estava sem actividade há 14 anos, fez finalmente uma movimentação, mais concretamente de 10 mil Bitcoin, no valor de 1.09 "biliões" de dólares!
Ou seja, esta pessoa, que comprou 10.000 BTC em Abril de 2011 (ainda naquilo a que se designa por "Satoshi era") a um preço de cerca de $0.75 por Bitcoin - ou seja, num total de 7500 dólares - vê, 14 anos mais tarde, essas mesmas Bitcoins valerem mais de mil milhões de dólares.

Parece que esta pessoa não terá que se preocupar com a reforma... embora possa ter que começar a preocupar-se com outras coisas.


Actualização: Afinal parece que a mesma pessoa afinal deterá vários endereços, e terá movimentado um total superior a 8 mil milhões de dólares!

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